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domingo, 3 de julho de 2011

As longas e tortuosas estradas do Estado

Quando Sir Paul McCartney, em 7 de novembro passado, entoou a sua mais melancólica balada – The Long and Winding Road –, no apoteótico show realizado no Gigante da Beira-Rio, o Rio Grande do Sul estava próximo de fechar o ano de 2010 e a partir daí consolidar as suas estatísticas de vítimas por acidentes de trânsito.
A impressionante evolução dos números exibidos dia a dia pelo “mapa das mortes no trânsito” do Grupo RBS já nos mostrava um significativo acréscimo em relação ao ano de 2009, um prenúncio de que fecharíamos o ano com um trágico saldo, contabilizado em 1.666 mortes. Daí a importância desta iniciativa, funcionando como um termômetro, dada a instantaneidade dos dados, ainda que contabilize unicamente os óbitos ocorridos no local.
Sabíamos, então, que estes números seriam ainda maiores e a estatística consolidada pelo Departamento Médico Legal do Instituto-Geral de Perícias do RS nos revelou um estarrecedor número de 2.240 vítimas fatais, 34% superior. O trânsito no Rio Grande do Sul, em 2010, matou acima dos demais homicídios, os quais contabilizaram 2.174 mortes, fazendo do acidente de trânsito a maior causa de morte violenta em nosso Estado.
Desses dados do DML nos vem a informação sobre uma das principais causas, visto que em torno de 44% das vítimas fatais por acidentes de trânsito continham álcool em seu organismo. Devemos somar à questão da alcoolemia, o vertiginoso aumento da frota de veículos, da ordem de 120% nos últimos 10 anos, com significativo aumento do percentual de motocicletas, o não uso do cinto de segurança por todos os ocupantes e o excesso de velocidade praticado pelos nossos condutores. Daí encontraremos as explicações para este fenômeno de aumento dos já elevadíssimos números de vítimas fatais no trânsito por ano em nosso país, infelizmente bem maiores do que os 50 mil que presenciaram a apresentação de um dos Beatles em Porto Alegre.
Por fim, o significativo número de óbitos ocorridos em estradas estaduais, da ordem de 32%, segundo o Detran-RS, associado às notórias precariedades das mesmas em nível de projeto, manutenção, sinalização e ausência de dispositivos de segurança, nos leva a pensar que as estradas do RS estão por merecer uma maior atenção por parte do nosso poder público.

Rodrigo Kleinübing*

*Perito criminal, especialista em Acidentes de Trânsito, Fonte : ZH 01/07/11

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Acidentes de trânsito: maior causa de morte entre adolescentes

Todo ano cerca de 1,2 milhão de pessoas morrem em acidentes de trânsito. Um terço dessas vítimas são jovens, com menos de 25 anos. Por que os jovens são tão vulneráveis e o que se pode fazer para poupar suas vidas?
Prasad Ganesh estava a caminho da sua casa quando foi atirado longe da sua bicicleta por um caminhão em excesso de velocidade numa rua movimentada de Hyderabad, na Índia. O jovem estudante não teve a menor chance.
A família enlutada de Prasad – cuja história consta em um relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) intitulado “Rostos por trás dos números: o que dizem as vítimas das colisões de trânsito e suas famílias” – não está sozinha. A cada hora, quarenta pessoas com menos de 25 anos morrem em acidentes de trânsito em todo o mundo. Segundo a OMS, essa é a segunda principal causa da morte de crianças e jovens entre 5 e 29 anos de idade.
O Banco de Dados de Mortalidade da OMS afirma que mais de 90% de todos os acidentes de trânsito fatais ocorrem em países com renda baixa ou média, onde o planejamento viário muitas vezes não leva em conta pedestres e ciclistas, que são obrigados a compartilhar o espaço nas vias públicas com carros, caminhões e ônibus, o que aumenta a possibilidade de se envolverem em uma colisão.
Quando ocorre um acidente, o usuário não motorizado sempre sai perdendo. A maioria dos jovens que morrem em acidentes de trânsito fazem parte da lista dos usuários mais vulneráveis das vias públicas: pedestres, ciclistas e motociclistas.

Pequenos demais para verem e serem vistos
As crianças, em especial, não possuem as habilidades ou o conhecimento para lidar com o caos das ruas. O fato de não serem tão atentas quanto os adultos – ao contrário, são cheias de energia e impulsivas – pode fazer com que elas saiam correndo de repente para a rua atrás de uma bola, por exemplo.
Outro fator que também desempenha um papel vital é que as crianças não são altas o suficiente para ter uma visão abrangente do tráfego à sua volta, e os demais usuários da via pública podem não vê-las pelo mesmo motivo.
No caso de adolescentes e jovens adultos ao volante, outros fatores bem diferentes contribuem para aumentar o risco de se envolverem em um acidente. Além do comportamento mais arriscado, a inexperiência, a falta de uso do cinto de segurança ou capacete, dirigir alcoolizado e com excesso de velocidade aumentam as probabilidades de colisão entre motoristas jovens.

Segurança no trânsito: acidente zero
Melhorar a segurança no trânsito para as crianças exige uma combinação de diferentes medidas e ações. Como o comportamento das crianças é moldado desde cedo, surte efeito incluir a educação de trânsito no currículo escolar, dando aos professores, por exemplo, recursos para ensinar as crianças no curso primário sobre os perigos do trânsito.
Para produzir os melhores resultados em termos de segurança no trânsito, a ONG GRSP (Global Road Safety Partnership) aconselha uma combinação de diversas abordagens, como treinar motoristas e fornecer um ambiente e uma infraestrutura viária seguros.
Providenciar faixas de cruzamento seguras, ciclovias e vias para pedestres, além de usar recursos que diminuam a intensidade do tráfego, como lombadas e rotatórias, estão entre as muitas possibilidades. Medidas adicionais incluem uma estrita fiscalização das normas de segurança viária e o apoio ao comportamento seguro dos motoristas. Se todos usassem cintos de segurança, por exemplo, a redução dos acidentes fatais seria de 50%.

Use a cabeça, use capacete
A forma mais eficaz, considerada isoladamente, para evitar ferimentos na cabeça e mortes por colisão de bicicleta ou motocicleta é o capacete. Segundo a agência norte-americana de segurança viária NHTSA (National Highway Traffic Safety Administration), os capacetes reduzem em 30% o risco de morte em uma colisão de motocicleta e em 40% o risco de ferimentos fatais na cabeça.
Na Índia, país com o maior número de acidentes fatais, os veículos de duas rodas são um meio de transporte essencial. Todo ano milhares de jovens morrem ou sofrem ferimentos em colisões de trânsito que poderiam ser evitados com o uso do capacete.
Em função disso, diversas organizações lançaram campanhas para promover o uso do capacete na Índia e incentivar sua obrigatoriedade em todos os estados do país, uma medida que normalmente eleva o uso do capacete para 90% ou 100%.
Nem essa iniciativa nem qualquer outra medida de segurança viária poderão devolver a vida do jovem Prasad ou a de outras crianças mortas em acidente de trânsito. E, a não ser que se tomem medidas drásticas para conter essa tendência em ascensão, o número de mortes decorrentes de acidentes de trânsito continuará a crescer nos próximos anos.

Quatro em cada dez crianças e jovens que morrem por ferimentos são vítimas de acidentes com carros ou outros veículos.

Por Miki Yokoyama

Fonte:-- http://sustentabilidade.allianz.com.br/

terça-feira, 28 de junho de 2011

"A morte de um filho é uma gravidez às avessas"

Vocalista do Biquíni Cavadão canta e recita poesia para o filho em missa

O vocalista da banda Biquíni Cavadão, Bruno Gouveia, homenageou o filho Gabriel, de dois anos, cantando a música "Vento Ventania" durante missa de sétimo dia do menino, que foi uma das sete vítimas do acidente com um helicóptero, ocorrido no último dia 17, em Porto Seguro (BA).

Realizada na noite desta sexta-feira (24) na Igreja Nossa Senhora da Paz, em Ipanema, na zona sul, a cerimônia prestou homenagens também a outras três pessoas que morreram no acidente: a jornalista Jordana Kfuri Cavendish, o seu filho Luca Kfuri de Magalhães Lins e a irmã Fernanda Kfuri.

Ele afirmou ter composto o poema durante a semana "em meio a uma tarde triste" por não poder levar o filho à creche.

A participação de Bruno foi o momento de maior emoção na missa, que reuniu cerca de 500 pessoas. O músico contou que, há duas semanas, esteve na mesma igreja com o filho e lhe apresentou a casa do "papai do céu".

Leia abaixo a poesia escrita por Bruno em homenagem a Gabriel:

"A morte de um filho
é uma gravidez às avessas
volta pra dentro da gente
para uma gestação eterna

aninha-se aos poucos
buscando um espaço
por isso dói o corpo
por isso, o cansaço

E como numa gestação ao contrário
a dor do parto é a da partida
de volta ao corpo pra acolhida
reviravolta na sua vida

E já começa te chutando, tirando o sono
mexendo os órgãos, lembrando o dono
que está presente, te bagunçando o pensamento
te vazando de lágrimas e disparando o coração,

A morte de um filho é essa gravidez ao contrário
mas com o tempo, vai desinchando
até se transformar numa semente de amor
e que nunca mais sairá de dentro de ti."

Fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/rj/vocalista+do+biquini+cavadao+canta+e+recita+poesia+para+o+filho+em+missa/n1597045832387.html

sábado, 25 de junho de 2011

PELO FIM DA IMPUNIDADE NO TRÂNSITO

Os acidentes de trânsito nas cidades brasileiras vem sendo responsável pela morte de, aproximadamente, 35 mil pessoas, anualmente, ou seja, são mortas, em média, 96 pessoas a cada dia. Isso corresponde à queda de um Boeing 737, a cada dois dias. O Ministério da Saúde estima que pelo menos metade desses acidentes sejam causados pelo uso abusivo de álcool por parte dos motoristas.

Ainda segundo o Ministério da Saúde, 500 mil pessoas ficam feridas em acidentes de trânsito, sendo que 100 mil pessoas ficam com lesões permanentes. Esses acidentes custam para o Sistema Único de Saúde (SUS) o montante de R$ 5 bilhões, anualmente, mas o custo social desses acidentes pode onerar os cofres públicos em R$ 25 bilhões, segundo algumas entidades não oficiais.

Os principais fatores que favorecem essa tragédia urbana são a imprudência, a irresponsabilidade, a incompetência dos motoristas, a falta de educação e de fiscalização, a corrupção policial, a precariedade das sinalizações e das vias urbanas e a impunidade.Não consigo entender por que existem tantas dificuldades para a aprovação de leis rigorosas para punir os motoristas comprovadamente responsáveis por acidentes com vítimas fatais.

A quem poderia interessar essa impunidade? Parece que isso poderá mudar rapidamente, pois a Comissão de Constituição e Justiça do Senado está prestes a votar o Projeto de Lei 613/07, do senador Cristovam Buarque, que estabelece penas de até 12 anos de prisão para quem provocar a morte de outra pessoa por dirigir embriagado, sem habilitação, ou participar de rachas.Penso que não bastará aumentar a pena e modificar a lei existentes, se a falta de fiscalização e a punição continuarem nas cidades brasileiras.
Na verdade, precisamos da efetiva aplicação das leis existentes ou novas, senão o quadro atual jamais será modificado e a impunidade continuará a reinar absoluta no país.

Fonte: http://www.jblog.com.br

sábado, 18 de junho de 2011

Prefeitura terá de indenizar pedestre

  • CALÇADAS (TECLA! TECLA!)

    Dona Maria, vamos chamá-la assim, está prestes a receber R$ 32,5 mil. Não se trata de prêmio, mas de justiça pelo que enfrentou ao tropeçar numa calçada em ruínas e ferir o rosto. O acidente aconteceu em 2000, Dona Maria tinha 66 anos. O processo terminou recentemente, alcançou Dona Maria aos 77 anos. A indenização que a prefeitura foi condenada a pagar está assim dividida: R$ 12,5 mil por danos materiais e R$ 20 mil por danos morais.
    Dona Maria tropeçou numa pedra deslocada por uma raiz na Rua Do Guia Lopes. O tombo feriu seriamente a boca de Dona Maria. Para custear o tratamento dentário, ela vendeu uma vaga de garagem que mantinha em São Pelegrino. Demorou 11 anos para ela ser indenizada, mas fez a lei valer.
    Por que a prefeitura (na verdade o município, que somos eu, você, nós) foi condenada a indenizar a Dona Maria e não o proprietário da calçada em que a idosa tropeçou? Porque a prefeitura (o município, eu, você, nós) descumprimos a lei. E o que a lei determina? A lei determina que a prefeitura (o município, nós) fiscalize as calçadas e notifique o proprietário que mantém calçada em ruínas. A construção e a manutenção da calçada é responsabilidade do proprietário, mas a fiscalização cabe às prefeituras. Está na Constituição (artigo 37, parágrafo 6º).
    A prefeitura (o município, nós...) é alvo de outras três ações indenizatórias por danos materiais e morais de cidadãos que tropeçaram em calçadas. Ainda não houve julgamento desses três casos, portanto ainda não se sabe quanto a prefeitura (o município, nós) terá de desembolsar em caso de derrota. Um só advogado de Caxias, Adir Ubaldo Rech, trabalha em sete ou oito ações semelhantes.
    Dona Maria fez o que todo cidadão que se machuca em calçadas em ruínas deveria fazer: buscou seus direitos e processou o município.E o que o município (eu, você, nós) pode fazer para evitar que mais pessoas se machuquem e sejam indenizadas com dinheiro público? Exigir fiscalização. Como? Denunciando calçadas em ruínas ao Alô, Caxias: 3218.6001. Importante: ao telefonar, anote o número do protocolo e cobre providências da denúncia.
    Outra dica, essa para as vítimas das calçadas em ruínas: procurem seus direitos. Talvez o dinheiro público pago em indenizações comece a faltar na saúde, na educação, em infraestrutura. Daí, talvez, nós comecemos a cobrar com mais vigor o direito de andar em calçadas decentes. Na carona, talvez adquiramos o hábito de cobrar outras demandas e a ajudar a consertar outras “calçadas” que atravancam nosso cotidiano.

  • Fonte:
  • Jornal Pioneiro (Caxias do Sul) 15//06/11, GILBERTO BLUME


  • terça-feira, 14 de junho de 2011

    PROGRAMA TRAVESSIA DE PEDESTRES

    Onde não houver semáforo, pratique esta lição

    Recomendações para o pedestre

    1. Procure a faixa para atravessar a rua
    2. Coloque-se em lugar visível ao condutor
    3. Aguarde na calçada o momento certo para atravessar
    4. Acene com a mão pedindo passagem
    5. Aguarde a parada dos veículos
    6. ATRAVESSE SOBRE A FAIXA COM PASSOS FIRMES
    7. Agradeça ao motorista

    Recomendações para o condutor

    1. Reduza a velocidade ao aproximar-se da faixa
    2. Observe se há pedestre na faixa ou próximo dela
    3. PARE ANTES DA LINHA DE RETENÇÃO
    4. Só dê partida quando o pedestre concluir a travessia
    5. A vida agradece
    6. Fonte : http://www.joaopessoa.pb.gov.br/secretarias/sttrans/campanhaseducativas/faixadepedestre/

    sábado, 11 de junho de 2011

    Contra atropelamentos, SP vai ganhar 11 zonas de proteção para pedestres

    Plano da Prefeitura é reduzir pela metade número de mortos entre o centro e a Paulista, com uso de placas, orientadores e marronzinhos
    29 de abril de 2011
    Renato Machado - O Estado de S.Paulo
    A cada quatro mortos no trânsito paulistano, dois são pessoas que se aventuram entre motos e automóveis para atravessar uma via. A aposta para reverter esse problema na cidade de maior frota do País (7 milhões de veículos) é criar 11 zonas de proteção ao pedestre, que servirão de modelo para o resto da capital.

    Robson Fernandjes/AE
    Paulista. Via tem conflito entre pedestres e veículos
    O programa vai ser anunciado no dia 11 pelo prefeito Gilberto Kassab (PSD). Os locais de segurança serão chamados de Zona Máxima de Proteção ao Pedestre (ZMPP) e terão, além de sinalização específica, reforço de agentes de trânsito para garantir que motos e carros não invadam as faixas de pedestre durante a travessia das pessoas. Orientadores de tráfego também vão usar bandeiras para sinalizar que os veículos devem parar.
    "Não queremos que seja uma campanha que parta unicamente da Prefeitura. É preciso que seja algo com a participação do poder público, mas que envolva toda a população para ajudar a conscientizar sobre a importância de respeitar o pedestre", diz o secretário municipal dos Transportes, Marcelo Cardinale Branco. A meta da Prefeitura é reduzir pela metade os atropelamentos - a média de redução anual, por enquanto, é de menos de 10%.
    As 11 primeiras ZMPPs estarão em um perímetro que vai do centro da capital até a região da Avenida Paulista. Esses locais foram palco de 11% das mortes de pedestres no ano passado, segundo dados da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). A lista final com os pontos está em fase de conclusão pelos técnicos do Município.
    Quatro locais, no entanto, já foram definidos como futuras ZMPPs. São os cruzamentos das Avenidas Ipiranga e São Luís, do Viaduto Jacareí com a Rua Santo Antônio, da Avenida Paulista com a Rua Augusta e o formado pelas Ruas da Consolação, Martins Fontes, São Luís e Xavier de Toledo.
    Nas apresentações do programa, o cruzamento da Paulista com a Augusta é usado como exemplo de "ponto de conflito grave" entre pedestres e motoristas. Isso porque os motoristas que saem da Paulista para entrar à direita na Augusta precisam dividir espaço com as pessoas que atravessam no semáforo vermelho para pedestres - o verde dura apenas 12 segundos.
    "É muito rápido e não dá tempo para as pessoas atravessarem. Todos ficam impacientes e depois se arriscam, mesmo tendo pouca visão dos carros que entram na Augusta", explica Élton Luís Apollo, de 48 anos, que caminha com ajuda de muletas e sempre tem de passar pelo local.

    Velocidade. Especialistas em segurança de pedestres avaliam que as campanhas de conscientização são importantes, mas o principal é fiscalizar os limites de velocidade e as condições dos motoristas. "É preciso fiscalizar bem a lei seca, porque sabemos que os motoristas bêbados são os principais responsáveis pelas mortes", diz o presidente da Associação Brasileira de Pedestres (Abraspe), Eduardo José Daros. "Outra medida que a Prefeitura não pode abandonar e precisa fiscalizar é a redução do limite de velocidade."
    Fonte: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20110429/not_imp712286,0.php

    quinta-feira, 9 de junho de 2011

    Mortes envolvendo motociclistas crescem 754% no País

    Instituto Sangari diz que número indica necessidade urgente de treinar motoqueiros e reforçar fiscalização

    O número de mortes causadas por acidentes envolvendo motocicletas aumentou 754% entre 1998 e 2008, conforme o Caderno Complementar Mapa da Violência, feito pelo Instituto Sangari. O trabalho, divulgado ontem, mostra que a explosão nas estatísticas está relacionada não apenas com o aumento expressivo da frota, mas com o maior risco no uso do veículo. Em 2008, foram registradas 87,6 mortes para cada 100 mil motos no País. Uma proporção 170% maior do que a taxa da frota de automóveis: 32,5 mortes a cada 100 mil veículos. Em 1998, a taxa de mortes por motos era de 67,8 a cada 100 mil - uma proporção 75% maior do que a taxa da frota de carros.
    "Os números são assustadores. A direção de moto tornou-se aparentemente mais arriscada", afirma o autor do trabalho, o pesquisador Júlio Jacobo Waiselfiz. Em sete Estados e no Distrito Federal, as mortes provocadas por esse tipo de acidente já podem ser consideradas uma epidemia. Em Rondônia, Roraima, Tocantins, Paraíba, Piauí, Santa Catarina, Brasília e Mato Grosso do Sul, a taxa ultrapassa 10 mortes por 100 mil habitantes.
    As maiores vítimas dos acidentes são jovens. O trabalho mostra que é na faixa entre 15 e 24 anos que o número de mortes é expressivamente maior do que nas demais idades. "Em nenhuma outra categoria de veículo constatamos tal fenômeno", completa o pesquisador. Entre 2004 e 2008, os óbitos juvenis aumentaram 15 vezes mais que no restante da população.
    Para o pesquisador, os números evidenciam a necessidade de se adotar rapidamente medidas para formação e treinamento de motociclistas, além de um reforço em todo o sistema de fiscalização. "Caso nada seja feito, a tendência é de que as estatísticas de trânsito piorem ainda mais."
    No período analisado pela pesquisa Mapa da Violência foram registradas 38.273 mortes nos diversos tipos de acidente de trânsito. "Guerras como a das Malvinas tiveram número de vítimas menor", lembra Waiselfiz.
    Código. O trabalho identificou uma redução de mortes depois do novo Código de Trânsito Brasileiro, de 1997. Mas os reflexos não se mantiveram por mais de três anos. Em 2000, a curva de acidentes fatais voltou a subir. A exceção fica por conta de acidentes envolvendo pedestres, que caíram de forma significativa ao longo do período.
    O número de acidentes fatais entre ocupantes de automóveis duplicou. Entre os de caminhão, triplicou. E entre os ciclistas, quadruplicou. "Ao fazer uma análise do avanço da frota, no entanto, percebemos uma tendência de queda nos acidentes fatais. Mas algo que foi totalmente neutralizado pela explosão de mortes entre motociclistas."

    terça-feira, 7 de junho de 2011

    Especialistas sugerem integração do sistema de transporte público com forte investimento em metrôs e trens

    Especialistas ouvidos pela Agência Brasil afirmam que a única solução possível para diminuir o congestionamento em São Paulo é investir na integração do sistema de transporte público, além de ampliar a rede de metrôs e trens.
    Eles ressaltam, no entanto, que o metrô requer altos investimentos, além de ser um projeto de tempo de execução longo. Segundo os especialistas, na capital paulista, no curto prazo, poderia ser ampliado e modernizado o transporte por meio de ônibus. Eles recomendam também a criação de corredores exclusivos para os ônibus.
    “Os automóveis ocupam de 80% a 90% do espaço viário para transportar metade da demanda de clientes [pessoas]. Os ônibus ocupam, no máximo, 10% ou 20% do espaço para levar a outra metade”, disse Horácio Augusto Figueira, consultor em engenharia de tráfego e transportes. Nessa comparação, Figueira destaca que não está considerando o transporte feito por trilhos.
    São Paulo tem uma população de 11 milhões de habitantes. Segundo a SPTrans, empresa responsável pelo transporte de ônibus na capital, somando a população da região metropolitana, são 17 milhões de pessoas.
    Cerca de 55% das viagens na região metropolitana, de acordo com a empresa, são feitas em transporte coletivo, num total de 6 milhões de passageiros transportados por dia. Para atender a essa demanda, existem 16 consórcios operando na região, com 15 mil veículos, em mais de 1,3 mil linhas. Na capital, existem atualmente dez corredores de ônibus.
    De acordo com a Secretaria Municipal de Transporte, a média de passageiros transportados por ônibus, em março, chegou a 250,9 milhões, enquanto o metrô transportou 89,8 milhões. Por dia útil, os ônibus transportaram, em março, a média de 9,8 milhões de passageiros. A média diária no metrô foi 3,6 milhões.
    O pouco investimento no sistema de transporte coletivo faz com que se crie, em São Paulo, de acordo com Figueira, uma cultura voltada para o transporte individual, o que amplia os congestionamentos. “Nos anos 60, muita gente andava de ônibus. Ônibus era bom? Não. Os filhos dessas pessoas vieram e é a lei do mercado: a pessoa estudou, fez faculdade, evoluiu e a primeira coisa que ela quer fazer é sair do ônibus porque o serviço é ruim. É um processo autofágico. Está se plantando um não usuário a partir daí”, lamentou.
    Para Figueira, o ideal é destinar duas faixas por sentido nas principais avenidas da capital para o deslocamento de ônibus. A sugestão dele é que a faixa da esquerda seja exclusiva para ônibus urbano e a do meio, para ultrapassagem de ônibus em horário de pico, ônibus fretado, táxi com passageiro e automóveis com duas ou mais pessoas. As outras faixas seriam destinadas para os demais veículos.
    “Numa faixa de ônibus, se consegue levar, de 10 a 15 mil passageiros por hora/sentido. Na faixa de automóveis, não se leva mais do que mil ou 1,5 mil pessoas por hora/sentido, uma relação de dez para um”, exemplificou o consultor.
    Segundo Kazuo Nakano, arquiteto urbanista do Instituto Pólis, implantar corredores de ônibus e planejar as linhas dos coletivos não têm custo muito elevado. “Pode-se começar a fazer os investimentos em transporte público agora, com essas medidas de menor custo”, afirmou. E a vantagem desse tipo de transporte, de acordo com ele, é que os ônibus alcançam praticamente todos os bairros da cidade.
    Mas, para Sergio Ejzenberg, engenheiro e mestre em transportes pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, investir somente em ônibus não resolverá o problema. Ele acredita que a melhor solução para a questão da mobilidade é o metrô.
    “Os corredores de ônibus, sozinhos, não têm capacidade para atender à demanda na cidade de São Paulo. O corredor de ônibus tem um limite físico operacional que se dá, teoricamente, em cerca de 46 mil passageiros por hora/sentido. Já o metrô chega a 96 mil passageiros hora/sentido, podendo até ultrapassar isso com medidas de redução de intervalo entre as composições”, observou. Ejzenberg enfatizou ainda que os corredores de ônibus têm uma limitação pelo fato de que nem toda avenida os comporta. Já no caso do metrô, faz-se uma rede pelo subsolo.

    Fonte: http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2011-05-01/especialistas-sugerem-integracao-do-sistema-de-transporte-publico-com-forte-investimento-em-metros-e-

    sábado, 4 de junho de 2011

    Após colisão, motociclista para em cima de carro no litoral

    Acidente ocorreu em rua de São Vicente, na Baixada Santista.

    Motociclista sofreu ferimentos leves e já foi liberada por hospital.

    Acidente ocorreu em rua de São Vicente, na Baixada Santista.

    Após colisão, motociclista foi arremessada e parou no teto do carro; ela teve ferimentos leves (Foto: TVTribuna.com/G1)
    Após colisão, motociclista foi arremessada e parou no teto do carro; ela teve ferimentos leves (Foto: TVTribuna.com/G1)

    Um acidente assustou os pedestres que passavam pela Rua 11 de Junho, em São Vicente, na Baixada Santista, volta das 12h deste sábado (4). Uma motociclista se chocou contra um carro no cruzamento entre a Rua 11 de Junho com a Pero Correia, no bairro Boa Vista. Com o choque, a mulher que estava na moto foi arremessada e acabou indo parar no teto do veículo.
    As pessoas que passavam pelo local acionaram a emergência, que prestou os primeiros atendimentos no local e encaminhou a vítima para o CREI de São Vicente. Ela teve ferimentos leves, foi medicada e já foi liberada pelos médicos.

    Motociclista morre ao cair de ponte no interior de Mato Grosso

    A passageira está internada em estado grave no Pronto Socorro de Cuiabá.

    Eles caíram de uma ponte na região de Acorizal, a 59 km da capital.

    Acidente com moto deixa uma pessoa morta e outra gravemente ferida (Foto: Thony - Site Acorimais)
    Acidente com moto deixa uma pessoa morta e outra
    gravemente ferida (Foto: Thony - Site Acorimais)

    Uma pessoa morreu e outra ficou gravemente ferida em um acidente envolvendo uma moto no município de Acorizal, a 59 quilômetros de Cuiabá.
    As duas pessoas que estavam na moto seguiam pela chamada "Estrada Velha". Eles passavam sobre uma ponte quando houve o acidente e o casal acabou caindo de cima do local.
    O condutor da moto, Édino Paula de Seni, de 22, não resistiu aos ferimentos e morreu na hora. A passageira Alessandra Machado foi socorrida e encaminhada para o Pronto Socorro Municipal de Cuiabá (PSMC). De acordo com as informações repassadas pela assessoria do PSMC, Alessandra está internada em estado grave e deve ser encaminhada para a Unidade de Terapia Intensiva do hospital.
    Segundo os moradores da região, a ponte onde aconteceu o acidente está danificada e sem proteção em uma das laterais.
    Fonte: g1, 04/06/2011 17h10 - Atualizado em 04/06/2011 17h10

    quinta-feira, 2 de junho de 2011

    Equipe de reportagem do JH acompanhou a saída de alguns motoristas para o feriado prolongado e não encontrou bons exemplos de segurança no trânsito.

    Feriado. Sol. Muita festa no caminho da praia. Será que é por isso que tanta gente se "esquece" da lei e da segurança?

    JH: só tem quatro pessoas aí atrás
    Motorista: mas são três cintos só
    JH: como fica?
    Motorista: vai ter que ir assim mesmo

    Rodovia dos Imigrantes, ligação de São Paulo com a Baixada Santista. Todo mundo quer chegar logo, mas tem aqueles motoristas que se acham no direito de cortar a fila - pelo acostamento.

    Pra aproveitar o feriado, a família viaja unida demais. Vão quatro no banco de trás. “Ta todo mundo sem cinto. Estamos totalmente erradas”, fala a aposentada, Neide Nadeu.

    De acordo com a Associação Brasileira De medicina de Tráfego, o cinto de três pontas reduz em até 45% o risco de morte em caso de acidente. Mas quanta gente acha normal viajar sem ele, né?

    JH: não tem cinto pra todo mundo aí atrás
    Motorista: não tem nada
    JH: tá viajando irregular. Não tem medo?
    Motorista: não

    No meio dessa multidão viajando, irregularidades são cometidas, até, por quem deveria, por dever de ofício, estar acostumado a cumprir as regras.

    JH: você está de cinto. Não tá?
    Motorista: não
    JH: a senhora ta de cinto?
    JH: o senhor sabe que como motorista é responsável
    Motorista: é verdade mesmo
    JH: tem cinto pra eles?
    Motorista: tem
    JH: eles estão sem por quê?
    Motorista: muito folgado

    Colo de mãe é sagrado, mas, transportar a criança no colo é infração de trânsito.

    JH: e a cadeirinha para menina?
    Motorista: ta aqui
    Mãe: ela ta chorando, acabei de tirar ela
    JH: é perigoso
    Motorista: vou colocar de novo
    JH: coloca aí de novo e boa viagem

    Segundo a Organização Mundial da Saúde, a cadeirinha diminui em até 70% o risco de morte da criança. Na estrada, o colo não é lugar nem pros filhos, nem pros brinquedos deles.

    JH: não acha perigoso levar esses brinquedos ai na frente?
    Motorista: é perigoso, eu concordo

    Chegar pode ser demorado, mas não precisa ser perigoso.

    Fonte G1,21/04/2011 13h28 - Atualizado em

    terça-feira, 31 de maio de 2011

    Diretor do Dnit sugere queimar praça de pedágio se obra da BR-277 não sair

    Reivindicação é para duplicação da rodovia entre Cascavel e Medianeira.
    Declaração foi dada em reunião com políticos no Oeste do Paraná.

    Reivindicação é para duplicação da rodovia entre Cascavel e Medianeira.
    “Qualquer coisa vamos queimar a praça de pedágio”. Esta foi a declaração do diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte (Dnit), Luiz Antonio Pagot, em uma reunião com prefeitos, deputados federais e lideranças, em Cascavel, no Oeste do Paraná.


    A BR-277 atravessa o Paraná e é uma das mais importantes do estado. O pedido pela duplicação do trecho entre Medianeira e Cascavel, na região Oeste, é antigo. São 70 km por onde passam turistas que vão a Foz do Iguaçu e caminhões que levam a safra até o Porto de Paranaguá, no litoral do estado.

    Nos últimos dois anos, foram mais de dois mil acidentes no trecho com 84 mortes.

    Em nota, a Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR) condenou a atitude do diretor-geral do Dnit e afirmou que a declaração dele é uma incitação a desobediência civil.
    Fnte: g1,

    31/05/2011 19h42 - Atualizado em 31/05/2011 19h58

    domingo, 29 de maio de 2011

    Cinco pessoas morrem em acidentes no interior de SP

    Cinco pessoas morreram em quatro acidentes entre a noite de ontem e a madrugada de hoje na região de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo. Na rodovia de acesso entre Araraquara e Américo Brasiliense, na noite de ontem, uma colisão frontal entre um Gol e um ônibus deixou quatro pessoas feridas e uma morta.

    André Luís Desidério, de 25 anos, dirigia o carro, que invadiu a pista contrária e bateu de frente contra o ônibus. Ele morreu no local e o motorista do ônibus e três passageiros sofreram ferimentos leves. Em Ribeirão Preto, Patrícia Queiroz de Jesus, de 33 anos, perdeu o controle da direção de um Fiat Strada, que capotou e caiu no córrego da Avenida Maurílio Biagi, na mesma noite. Ela foi socorrida, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

    Dois homens morreram - o motorista Benedito Donizete da Silva, de 54 anos, e seu passageiro Valdir Azarias da Silva, de 62 - em acidente envolvendo dois caminhões, na Rodovia Joaquim Ferreira, em Cajuru, na noite de ontem. Silva não conseguiu desviar o veículo de outro, carregado com 20 toneladas de açúcar, que tombou na pista. A via ficou interditada por mais de duas horas e as Polícias Militar e Rodoviária fizeram um cerco ao local para evitar que a carga fosse saqueada. O motorista do caminhão de açúcar nada sofreu.

    Na Rodovia Washington Luís, em Itirapina, na madrugada de hoje, João Aparecido Arruda, de 43 anos, perdeu o controle da direção de um caminhão guincho, que capotou. Ele morreu no local.

    Fonte: g1, 29/05/2011 16h02 - Atualizado em 29/05/2011 16h02

    sábado, 28 de maio de 2011

    Vale a pena abastecer com gasolina aditivada?

    A gasolina aditivada pode ser uma boa para quem pensa em preservar as características originais do motor pelo maior tempo possível, de acordo com a explicação de Renato Romio, gerente do Laboratório de Motores do Instituto Mauá de Tecnologia. “O preço, em geral, não é muito maior que o da gasolina comum e os benefícios para o motor a longo prazo são muito maiores. Dá para notar isso quando se abre um motor que sempre foi abastecido com o combustível aditivado e outro que recebeu apenas o comum.”

    Por manter limpas as peças que entram em contato direto com o combustível, o aditivo acaba sendo benéfico também para o meio ambiente, pois mantém os níveis de emissões de poluentes nos patamares de fábrica por mais tempo. “Há também os benefícios difíceis de quantificar, como a manutenção dos níveis de consumo de combustível depois de certa quilometragem e a preservação da durabilidade do catalisador”, comenta o gerente.
    Mas esses benefícios são observados a longo prazo. “Na ponta do lápis pode não valer a pena porque o custo desse combustível, ao longo do tempo, é superior ao que se gastaria com a manutenção de um motor que só roda com gasolina comum, que não recebeu os benefícios do aditivo”, comenta Romio

    Rubens Venosa, proprietário da oficina Motor Max e consultor de Auto Esporte, concorda com o raciocínio. A cada 20 mil quilômetros, em média, um veículo popular acumula tantos resíduos do alto teor de enxofre que ainda temos na gasolina brasileira que chega a hora de fazer a limpeza do sistema. E esse custo, por volta dos R$ 150, geralmente é inferior ao que se pagou a mais pela gasolina aditivada ao longo da mesma quilometragem.”

    Ainda sobre limpeza, o especialista lembra que o corpo de borboleta do sistema de injeção também acumula impurezas com o passar do tempo, seja lá qual for o tipo de combustível utilizado. “Nos veículos que rodam com gasolina comum, a limpeza da peça é feita junto com a dos bicos.

    Os motores que funcionam apenas com gasolina aditivada se mantêm com os bicos limpos, mas o corpo de borboleta precisará ser descontaminado a cada 30 mil quilômetros, aproximadamente”, explica.

    De qualquer forma, Venosa acredita que o uso do combustível com aditivo é benéfico, recomendando, pelo menos, um tanque de gasolina aditivada a cada cinco abastecimentos. Mas é bom estar atento a outra questão. Quem passa muitos quilômetros rodando com a comum e começa a usar a aditivada pode ter problemas.

    Segundo o consultor, os resíduos acumulados podem se desprender em grandes quantidades, a ponto de entupir de vez os bicos injetores. Nesses casos, melhor continuar com o combustível comum, ou providenciar uma boa limpeza em todo o sistema para então trocar de gasolina.

    Fonte: http://revistaautoesporte.globo.com/Revista/Autoesporte


    sexta-feira, 27 de maio de 2011

    Dicas para reduzir o consumo de seu carro

    Evite acelerar bruscamente ou de maneira desnecessária. O mesmo vale para os freios.
    • Quando chegar à velocidade desejada alivie aos poucos o acelerador.
    • Esqueça aquele velho hábito de acelerar o carro antes de desligá-lo. Você pode danificar o catalisador, o que aumenta a emissão de poluentes e prejudica o desempenho.
    • Aerodinâmica: dê preferência por andar com as janelas fechadas. A redução da resistência do ar reverte na economia de combustível.
    • Verifique sempre os filtros de ar e de combustível e efetue as trocas seguindo as recomendações do fabricante.
    • Não carregue mais peso do que a capacidade de seu carro. O consumo será maior e irá acarretar um desgaste da suspensão, dos freios e dos pneus. Cada 50kg a mais equivalem a 1% de aumento no consumo.
    • Retire o bagageiro quando não for usá-lo. A resistência produzida por eles aumenta o consumo.
    • Organize seu itinerário. Procure criar uma rota que atenda todos os seus compromissos. Concilie sua agenda da melhor forma, evite idas e vindas desnecessárias.
    • Procure caminhos alternativos. Às vezes é mais vantajoso andar um pouco mais do que ficar no anda-e-pára dos engarrafamentos.
    • Utilize o acelerador com suavidade.
    • Respeite o conta-giros. Troque as marchas na rotação indicada.
    • Desligue o carro se for ficar parado por mais do que dois minutos.
    • O excesso de velocidade, além dos problemas de segurança, aumenta o consumo. O Centro de Pesquisa da Petrobras realizou testes que indicaram um aumento no consumo de até 20% para carros que andavam a 100km/h confrontados com outros que não passavam dos 80km/h.
    • Caminhar faz bem à saúde. Para percorrer pequenas distâncias, vá a pé.
    • Quando puder, utilize os transportes coletivos.
    • O carro é indispensável, identifique pessoas que façam o mesmo trajeto que você e sugira o transporte solidário.
    • Motor desregulado pode consumir até 60% mais combustível do que o normal.
    • Controle seu consumo. Anote a quantidade de combustível abastecida e a quilometragem percorrida. Use uma planilha para acompanhamento.

    Fonte: Petrobrás Distribuidora S.A. disponível em www.automovel.com.br

    terça-feira, 24 de maio de 2011

    Açáo do TRAPA - Sáo Paulo



    Boa noite Lisette, aqui é Leandro Camargo Costa do Trapa, apenas para informar que nesta viagem fantástica que a sua querida filha Alesandra têm feito, sua presença iluminada esteve com o Trapa nesses dias de muita alegria para nós, enfim, não vou me estender muito, seguem as fotos e saiba que a Alessandra ficou muito conhecida aqui por São Paulo.
    Se Deus quiser nós do Trapa e você Lisette, teremos a oportunidade de nos encontrar em breve em algum semáforo da vida para celebrar a conscientização e a paz no trânsito brasileiro.
    Grande abraço e paz no trânsito sempre!!!
    Leandro

    segunda-feira, 23 de maio de 2011

    Prefeitura diminui velocidade máxima de avenidas em SP

    Mudança de 70 km/h para 60 km/h visa diminuir acidentes, segundo CET.
    Alteração ocorre nas avenidas Pacaembu e Jornalista Roberto Marinho.

    Placa coberta na Avenida Roberto Marinho (Foto: Clara Velasco/G1)
    Placa na Avenida Jornalista Roberto Marinho, que também terá velocidade alterada (Foto: Clara Velasco/G1)
    As avenidas Pacaembu e Doutor Abraão Ribeiro, na Zona Oeste de São Paulo, e a Avenida Jornalista Roberto Marinho, na Zona Sul, terão a velocidade máxima diminuída de 70 km/h para 60 km/h a partir desta segunda-feira (23). Placas instaladas ao longo das vias com o novo limite já haviam sido instaladas na semana passada pela Prefeitura.

    Com a mudança nas avenidas da região oeste, o limite do corredor formado também pelas avenidas Braz Leme, Rudge, Rio Branco e pelo Viaduto Engenheiro Orlando Murgel e a Ponte da Casa Verde será uniformizado em 60 km/h.

    Desde o ano passado, diversas ruas e avenidas tiveram suas velocidades máximas permitidas diminuídas. Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), a mudança em alguns corredores já surtiu efeito em relação ao número de acidentes.

    A mudança do limite de velocidade de 80 km/h para 70 km/h no Corredor Norte-Sul, formado pelas avenidas 23 de Maio, Rubem Berta e Moreira Guimarães, em São Paulo, fez com que o número de acidentes caísse 28%, segundo levantamento obtido pelo G1.

    De fevereiro de 2010, mês em que as mudanças ocorreram nas avenidas 23 de Maio e Rubem Berta, até janeiro deste ano, foram registrados 1.215 acidentes. O número é menor em relação ao mesmo período entre 2009 e 2010, quando ocorreram 1.687 acidentes.

    Em 1º de abril deste ano, outro corredor teve velocidade máxima padronizada, mas desta vez de 70 km/h para 60 km/h: a Ligação Leste-Oeste, formada pelas avenidas Francisco Matarazzo, Alcântara Machado, Conde de Frontin, Antonio Estevão de Carvalho e José Pinheiro Borges, além das ruas Melo Freire e Doutor Luiz Ayres, o Elevado Costa e Silva e o Viaduto Radial Leste.

    No primeiro mês após a mudança, 182 acidentes foram registrados – contra 215 em abril do ano passado –diminuição de 15,3%. Também houve queda no número de ocorrências no Eixo Norte, formado pelas avenidas Luiz Dumont Villares, General Ataliba Leonel, General Pedro Leon Schneider, Santos Dumont, Tiradentes, Prestes Maia e o Túnel Anhangabaú.

    Este corredor teve tráfego padronizado em 60 km/h em abril. De acordo com a CET, entre a segunda quinzena de abril de 2010 até 12 de maio do mesmo ano ocorreram 76 acidentes. No mesmo período de 2011 houve registros de 65 acidentes –queda de 14,5%.

    Fonte: g1, 23/05/2011 06h22 - Atualizado em 23/05/2011 06h22

    sábado, 21 de maio de 2011

    O PAÍS CONGESTIONADO

    O início do feriadão que conjuga a data de Tiradentes com a Páscoa foi assinalado por congestionamentos gigantescos nas rodovias brasileiras, especialmente naquelas que ligam Serra e Litoral a metrópoles que já apresentam graves problemas de mobilidade urbana. O mesmo estresse enfrentado por motoristas e tripulantes de veículos automotivos no dia a dia das grandes cidades transferiu-se para as estradas.
    Em consequência, muitas pessoas tiveram dificuldade para chegar aos seus destinos ou até mesmo desistiram dos passeios programados, retornando para casa. Esta situação caótica comprova não apenas o equívoco histórico da quase exclusividade do modelo rodoviá-rio no transporte nacional, como também a incapacidade dos administradores públicos, em todos os níveis, para encontrar soluções satisfatórias para o impasse do trânsito.

    O agravamento do problema deve-se, sem qualquer dúvida, ao crescimento da frota de veículos, resultante também do aumento do poder aquisitivo da população. No ano passado, o número de veículos em circulação nas ruas e estradas brasileiras ganhou um incremento de 8,4% em relação ao ano anterior, passando dos 32 milhões, entre automóveis, caminhões, ônibus e comerciais leves, sem contar mais de 10 milhões de motos. Esse extraordinário aumento da frota circulante não foi acompanhado por investimentos na malha rodoviária, que passou a registrar maior número de acidentes e, em ocasiões especiais, grandes engarrafamentos. Ainda que nos últimos anos os governos federal e esta- duais venham atuando conjuntamente na construção de novas rodovias e na duplicação de estradas incluídas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), as obras são morosas e insuficientes para suprir as necessidades da população.
    O país paga um preço alto por seu apego à cultura do automóvel.
    Desde que o presidente Washington Luiz disse no seu discurso de posse, em 1926, que governar é abrir estradas, todos os seus sucessores acabaram privilegiando o modelo rodoviário, atraindo indústrias automobilísticas, incentivando a produção e o comércio de veículos automotores, e deixando de lado alternativas que hoje facilitam a vida de outros povos. Os europeus, por exemplo, valem-se de metrôs nas maiores cidades e de trens modernos e confortáveis para se locomover até mesmo de um país a outro. No Brasil, veículos com apenas um ocupante entopem as ruas e elevam significativamente a poluição ambiental.

    O país congestionado deve aproveitar a inexorável imobilidade para pensar em saídas para o brete, que passam pela reflexão de cada cidadão sobre o uso de transporte individual e incluem necessariamente a formulação de políticas públicas voltadas para ferrovias e hidrovias, além da urgente e constante melhora da infraestrutura rodoviária.
    Editorial, Zero Hora 22/4/11

    quarta-feira, 18 de maio de 2011

    Homem morre em acidente entre dois caminhões na BR-376, no Paraná

    O veículo que ele conduzia bateu na traseira do outro caminhão e pegou fogo.
    Pista ficou bloqueada por uma hora e fila de carros chegou a 3 km.

    O veículo que ele conduzia bateu na traseira do outro caminhão e pegou fogo.
    Acidente caminhão (Foto: Reprodução RPCTV)
    Um dos caminhões pegou fogo depois do acidente
    (Foto: Reprodução RPCTV)

    Um homem morreu nesta quarta-feira (18), em acidente entre dois caminhões na BR-376, no trecho entre Curitiba e Ponta Grossa. O veículo que ele conduzia bateu na traseira do outro caminhão e pegou fogo, sendo necessária intervenção dos bombeiros para controlar as chamas.

    Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o acidente aconteceu por volta das 14h30 no km 510 da rodovia, e deixou o trânsito interditado no local por uma hora.Justificar

    Por volta das 16h30, mesmo com a pista liberada, a fila de carros passava de 3 km.
    Fonte: g1, 18/05/2011

    segunda-feira, 16 de maio de 2011

    263 cidades deixam motoristas impunes

    Apesar de prevista pela lei desde 1998, a municipalização do trânsito ainda está apenas no papel em 53% das cidades gaúchas. Sem a participação da prefeitura no Sistema Integrado de Trânsito, as multas de responsabilidade municipal perdem a validade. Esse descaso só beneficia os motoristas imprudentes, que podem escapar impunes de infrações como desrespeito ao sinal vermelho ou o abuso de velocidade.
    Em mais da metade dos municípios gaúchos, há 13 anos motoristas se beneficiam da impunidade ao cometer infrações graves como andar na contramão, avançar o sinal vermelho ou exceder a velocidade.
    Desde que foi promulgado o Código de Trânsito Brasileiro, 263 cidades do Estado não se integraram ao Sistema Nacional de Trânsito e estão impedidos de aplicar multas ou pontos na carteira de quem descumpre normas. Na prática, isso estimula a imprudência e aumenta o risco de mortes.
    Em 1998, ao dar o pontapé para a municipalização do trânsito, a nova lei viária do país estabeleceu que infrações envolvendo condução, estacionamento ou parada dos veículos devem ser fiscalizadas e punidas pelas prefeituras por meio de agentes próprios ou parceria com a polícia militar. Para isso, precisam nomear uma autoridade de trânsito, formar uma Junta Administrativa de Recurso de Infração (Jari), obter certificação do Conselho Estadual de Trânsito (Cetran) e se cadastrar no sistema nacional.
    Passados 13 anos, apenas 220 municípios fizeram isso. Outros 14 foram certificados e podem inserir infrações no sistema, mas aguardam ajustes para homologação em nível federal. Os demais aguardam vistoria do Cetran (39 municípios) ou nem sequer encaminharam a documentação ao conselho (outras 224 cidades), tolerando a imprudência em suas vias. Na lista de irregulares, que inclui municípios como Rosário do Sul, Candelária e Jaguarão, a população varia entre 1,4 mil e 40 mil habitantes.
    – Os municípios precisam estar cientes de que isso é uma responsabilidade, não uma escolha. Essas infrações são graves e colocam em risco a vida das pessoas – alerta o presidente do Cetran, Jaime Lobo Pereira.
    BM reclama de trabalho em vão
    Na prática, só resultam em punição as multas aplicadas pela BM que são de âmbito estadual: enquadram-se nessa categoria as irregularidades referentes a condições do veículo e do condutor, como licenciamento, habilitação ou embriaguez.
    – Sem a integração dos municípios ao sistema nacional, o trabalho da Brigada Militar acaba sendo inútil – critica o subcomandante da Brigada Militar, coronel Altair de Freitas Cunha.
    O descalabro veio à tona neste mês, quando a BM ameaçou cancelar o convênio com 19 municípios do Vale do Taquari. Entre abril de 2010 e maio deste ano, mais de 200 multas tiveram de ser extintas. À frente do Comando Regional de Policiamento Ostensivo no Vale do Taquari, o tenente-coronel Antônio Scussel lamenta a barreira burocrática.
    – Embora sejam cidades pequenas, onde o índice de infrações não é alto, o trabalho do policial é desperdiçado – indigna-se Scussel.
    Cerca de 60% das infrações no CTB, conforme avaliação da Brigada Militar, devem ser fiscalizadas pelos municípios. Sem o cadastro, além de não poderem registrar as autuações, as prefeituras deixam de arrecadar recursos que poderiam ser investidos no trânsito.
    O Cetran e a Federação das Associações de Municípios do Estado (Famurs) estão convocando todos os prefeitos em situação irregular para comparecerem dia 1º de junho à sede da Famurs, onde deverão ser mais uma vez orientados a se adequar.
    Hoje, representantes do Cetran também deverão se reunir com a direção do Tribunal de Contas do Estado para avaliar que tipo de sanção pode ser aplicada aos prefeitos que se mantiverem em situação irregular. Segundo Pereira, podem variar desde notificação e multa até reprovação das contas:
    – Tomamos essa medida agora porque assumimos no começo do ano e verificamos que sucessivas administrações não fizeram algo a respeito.
    Perguntas e respostas
    Por que 53% das cidades não multam?
    Porque, para multar, as prefeituras precisam nomear um responsável pela área do trânsito no município, contratar agentes ou firmar convênio com a BM, montar uma junta de julgamento de recursos (a fim de permitir a defesa dos motoristas autuados), obter credenciamento estadual e se registrar no sistema nacional.
    Como ficam as multas aplicadas em municípios sem cadastro?
    Mesmo que sejam autuados pela BM, condutores que cometerem infrações de responsabilidade municipal nessas cidades ficam impunes. As multas são extintas.
    Nenhuma multa é aplicada nas cidades em situação irregular?
    As autuações relativas à condição do veículo e do motorista, como licenciamento ou embriaguez, por exemplo, são de âmbito estadual e geram multa em todas as 497 cidades gaúchas.
    Quem for autuado em uma rodovia ao cruzar por um município em situação irregular, será punido?
    Sim. Nas rodovias, o condutor está sujeito à fiscalização das polícias rodoviárias e pode ser multado por qualquer tipo de infração cometida. A responsabilidade das prefeituras diz respeito às vias urbanas.
    Gasto pode ser mínimo, diz Cetran
    À frente da entidade responsável pela defesa dos interesses das prefeituras, o presidente da Federação das Associações dos Municípios (Famurs), Vilmar Zanchin, nega o descaso das 263 cidades sem inscrição no Sistema Integrado de Trânsito. Prefeito de Marau, município que se regularizou para controlar frota de 20 mil veículos, ele reclama das dificuldades.
    – Os municípios cada vez mais recebem obrigações, mas não recebem condições para isso. Diante de todas as obrigações, a questão da saúde, por exemplo, pode se tornar mais urgente do que a situação do trânsito – afirma.
    O coordenador da Área de Trânsito da Famurs, Sérgio Perotto, lembra que, apesar dos problemas, o Estado tem o segundo maior número de municípios cadastrados, atrás de São Paulo. Ele culpa a exigência de investimentos e a burocracia pela demora.
    O presidente do Cetran, porém, afirma que os gastos podem ser mínimos. A prefeitura, conforme Jaime Lobo Pereira, pode utilizar um computador e uma sala já existentes, nomear um servidor como responsável pela área de trânsito, firmar convênio com a BM e formalizar o credenciamento. Para formar a Jari, basta reunir três titulares e três suplentes, que recebem pagamento por sessão de julgamento.
    – Em cidades pequenas, cada sessão sai por uns R$ 40 para cada integrante. Se não houver muitos recursos, são feitas duas sessões por mês. Faltam conhecimento e vontade – opina.
    Em outros casos, como no de Rio Grande, o tamanho da frota exige maior investimento. A estrutura mantida para atender o trânsito passa dos R$ 3,5 milhões anuais. A soma ajuda a movimentar a engrenagem usada para se regularizar no sistema trânsito – o que ocorreu em 2010.
    – É estrutura grande, mas necessária para uma cidade que viu sua frota duplicar e ultrapassar os 80 mil – explica o secretário Enoc Guimarães.
    De quem é a responsabilidade
    Nas 263 cidades, multas de âmbito municipal acabam impunes, mas infrações estaduais têm punição
    Municípios:
    Transitar em velocidade superior à máxima permitida para o local
    Estacionar o veículo afastado da guia da calçada a partir de 50 centímetros
    Estacionar o veículo no passeio ou sobre faixa destinada a pedestre ou sobre ciclovia
    Avançar o sinal vermelho do semáforo ou o da parada obrigatória
    Fazer ultrapassagem pela contramão nas faixas de pedestre, em pontes, viadutos ou túneis
    Executar operação de conversão à direita ou à esquerda em locais proibidos pela sinalização
    Executar operação de retorno em locais proibidos pela sinalização
    Conduzir pessoas, animais ou carga nas partes externas do veículo, salvo nos casos autorizados
    Transitar com o veículo danificando a via, suas instalações e equipamentos
    Transitar com o veículo desengrenado, em declive
    Estado:
    Dirigir veículo sem possuir CNH
    Dirigir sob a influência de álcool
    Utilizar-se de veículo para exibições de manobras perigosas
    Conduzir o veículo que não esteja registrado e devidamente licenciado
    Conduzir o veículo sem equipamento obrigatório ou estando este ineficiente ou inoperante
    Usar o celular ou dirigir o veículo com uma das mãos quando não se está trocando de marcha
    Estado e municípios:
    ( Multas que podem ser aplicadas tanto pelo Estado quanto pelos municípios)
    Deixar de :
    usar o cinto de segurança
    Dirigir ameaçando os pedestres que estejam atravessando a via pública, ou os demais veículos
    Disputar corrida por espírito de emulação
    Transitar com o veículo com lotação excedente.
    Conduzir motocicleta sem usar capacete com viseira ou óculos de proteção
    letticia.mendes@zerohora.com.br
    marcelo.gonzatto@zerohora.com.br
    LETÍCIA MENDES E MARCELO GONZATTO
    Fonte: Zero Hora 10/05/11