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quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Álcool e direção, o encontro sinistro

Uma pesquisa efetuada pela associação dos DETRANS indicou que o álcool, mesmo em pequenas quantidades, está por trás de 61% dos acidentes de trânsito, principalmente nos grandes centros urbanos.
Estudos realizados em Hospitais Públicos de Emergência em Brasília, Curitiba, Salvador e Recife, revelaram os seguintes resultados:
-61% das vítimas de acidentes de trânsito estavam alcoolizadas, tanto os motoristas quanto os pedestres;
-75% dos motoristas feridos ou mortos haviam ingerido alguma quantidade de bebida alcoólica;
Isso demonstra que o consumo irresponsável de bebidas alcoólicas, por quem está por trás de um volante num veículo automotor , é muito elevado.
Pior ainda é saber que essa mistura de álcool, mais a direção, tem sido uma das principais causas de acidentes fatais envolvendo jovens brasileiros.
As estatísticas provam que os acidentes graves, envolvendo motoristas entre 18 e 25, anos constitui-se maioria absoluta, chegando a 64% dos acidentes fatais.
Se você estiver acompanhando um grupo de amigos e aquele que vai dirigir começar a beber, aja preventivamente, evite que uma possível tragédia aconteça, siga as orientações de quem já passou por isso:
1-Se você é habilitado e não ingeriu bebida alcoólica, fique responsável pela direção do veículo. Não deixe seu amigo dirigir, mesmo se ele insistir;
2-Tente conscientizá-lo de que ele pode tirar não apenas a vida dele, mas, a sua e de outras pessoas;
3-Se o seu amigo bebeu a ponto de desmaiar, leve-o para ser atendido num posto médico de emergência.
4-Procure mantê-lo aquecido, não dê banho frio;
5-Exercício, ar fresco, banho de água fria e café não removem o álcool da corrente sangüínea.
Portanto, não existe uma fórmula simples que possa ser dada para quem bebeu. O tempo é fator principal na redução dos efeitos do álcool, no corpo humano.
De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro, quem tiver mais de 0,6 gramas de álcool por litro de sangue fica proibido de dirigir. Essa taxa equivale a uma dose de wisk ou duas latinhas de cerveja e varia com o peso da pessoa. A partir desse limite, o indivíduo começa a sofrer alterações dos sentidos, dos reflexos e perde parte da sua percepção de velocidade e distância.
Bebidas/dose - Concentração de álcool -Gramas de álcool
1 lata de cerveja / 350 ml - 5% -17 gramas de álcool
1 copo de chope / 200 ml - 5% - 10 gramas de álcool
1 copo de vinho / 90 ml - 12% -10 gramas de álcool
1 dose destilado (uísque, pinga, vodca) / 50 ml - 50% - 25 gramas de álcool.
Para mostrar os efeitos malignos do álcool, vamos ver a seguir alguns exemplos de sua atuação no organismo:
-O álcool diminui a capacidade de reação. Ele causa depressão e pode levar o motorista a um estado de relaxamento. Pode também causar um falso estado de bem-estar e, com isso também provocar a sensação de euforia e excesso de confiança.
-O álcool reduz a inibição e aumenta o risco de acidente. O primeiro efeito tende a eliminar a normal inibição. A habilidade para controlar as más condições do trânsito torna-se quase inexistente. Ele prejudica a capacidade de julgamento de situações e induz o motorista a desrespeitar as normas de trânsito, sem considerar suas conseqüências.
-O álcool debilita o controle neuromuscular. O motorista não pode dividir sua atenção satisfatoriamente depois de uma pequena dose de bebida. A habilidade de mudar a atenção de um acontecimento para outro, ou fazer as duas coisas de uma vez, que é exigida para direção segura, torna-se em grande parte reduzida.
-O álcool afeta a visão, duplicando a imagem. Um motorista não pode julgar corretamente a velocidade de seu carro ou dos outros. Ele não pode julgar adequadamente a distância em que se encontra em relação a outros carros. Os olhos tendem a movimentar-se mais lentamente. Eles tendem a fixar-se em alguma coisa sem percepção periférica.
-O álcool torna demorado o tempo de reação. As reações rápidas que o motorista deve ser capaz de fazer, tornam-se mais difíceis. O álcool começa a debilitar o motorista logo depois do primeiro trago.
Fique sempre atento, não seja passageiro de ninguém que tenha bebido, mesmo que só uma dose. Muitas vezes, doses pequenas podem comprometer a habilidade do motorista. Lembre-se, a vítima pode ser você.
Antes da Lei seca era assim: dirigir sob a influência de álcool, a nível superior a 6 decigramas por litro de sangue é considerado uma infração gravíssima, cuja penalidade é uma multa no valor de R$957,70 (novecentos e cinqüenta e sete reais e setenta centavos) e a suspensão do direito de dirigir, tendo como medida administrativa a retenção do veículo até a apresentação de condutor habilitado e recolhimento do documento de habilitação.
Agora com a tolerância zero a situação mudou para os motoristas que gostam de beber.
A MP 415, convertida em projeto de lei e sancionada pelo presidente em 20.06.2008 diz que o Condutor flagrado após beber qualquer quantidade pagará multa de 957,70, terá o direito de dirigir suspenso por um ano (apreensão da CNH) e o veículo ficará retido até a apresentação de outro condutor.
Bêbado que mata ao volante terá pena maior.
O crime será considerado homicídio doloso (o condutor tem consciência dos riscos ao beber por saber que dirigir sob efeito do álcool é crime).
Sendo assim, a melhor maneira de evitar todos estes transtornos é não beber ao dirigir.
Se você não se preocupa com a sua saúde, bebeu algumas doses e esta se sentindo um pouco embriagado, peça para alguém dirigir para você ou chame um táxi, pois com certeza vai lhe custar muito menos, você não terá problemas com a polícia e nem terá despesas com pagamento de multas.
Melhor mesmo é não beber, pois faz bem para sua saúde e o bolso agradece.
Teste de álcool no sangue
De acordo com a resolução do CONTRAN nº 206 de 20 de outubro de 2006, que dispõe sobre os requisitos necessários para constatar o consumo de álcool, substância entorpecente, tóxica ou de efeito análogo no organismo humano, a confirmação de que o condutor se encontra dirigindo sob influência de álcool ou de qualquer substância entorpecente ou que determine dependência física ou psíquica, se dará por, pelo menos, um dos seguintes procedimentos:
I - teste de alcoolemia com a concentração (tolerância zero) de álcool por litro de sangue;
II - teste em aparelho de ar alveolar pulmonar (etilômetro) que resulte na concentração de qualquer quantidade (tolerância zero) de acordo com a MP 415, convertida em projeto-de-lei e sancionada pelo presidente em 20.06.2008.;
III - exame clínico com laudo conclusivo e firmado pelo médico examinados da Polícia Judiciária;
IV - exames realizados por laboratórios especializados, indicados pelo órgão ou entidade de trânsito competente ou pela Polícia Judiciária, em caso de uso de substância entorpecente, tóxica ou de efeitos análogos.
No caso de recusa do condutor à realização dos testes, dos exames e da perícia, a infração poderá ser caracteriza mediante a obtenção, pelo agente da autoridade de trânsito, de outras provas em direito admitidas acerca dos notórios sinais resultantes do consumo de álcool ou de qualquer substância entorpecente apresentados pelo condutor.
O bafômetro é um aparelho que permite determinar a concentração de bebida alcóolica em uma pessoa, analisando o ar exalado dos pulmões. A concentração de álcool no hálito das pessoas está relacionada com a quantidade de álcool presente no seu sangue dado o processo de troca que ocorre nos pulmões, isso se deve ao fato do etanol ser totalmente solúvel em água.
O limite de grama de álcool/ litro de sangue tolerado para motoristas em alguns países
0,8 – Áustria, Espanha, Inglaterra, Alemanha, Irlanda e Itália

0,5 – Bélgica, Finlândia, França, Grécia, Holanda e Portugal

0,2 – Suécia

0 – Japão

0 – BRASIL
O motorista deve assoprar com força no canudinho, que conduzirá o ar de seus pulmões para um analisador contendo uma solução ácida de dicromato de potássio. O álcool presente no "bafo", é convertido em ácido acético conforme mostra a reação abaixo:
3 CH3CH2OH + 2 K2Cr2O7 + 8 H2SO4 --> 3 CH3COOH + 2 Cr2(SO4)3 + 2 K2SO4 + 11 H2O
Nesta reação o etanol é convertido a ácido acético e o cromo, na forma de íon cromato (amarelo alaranjado) é transformado em Cr+3 (coloração verde).
Quanto maior a concentração de álcool mais intensa é a coloração esverdeada obtida. O limite máximo permitido no Brasil é tolerância zero álcool por litro de sang
O bafômetro é um aparelho que permite determinar a concentração de bebida alcóolica em uma pessoa, analisando o ar exalado dos pulmões. A concentração de álcool no hálito das pessoas está relacionada com a quantidade de álcool presente no seu sangue dado o processo de troca que ocorre nos pulmões, isso se deve ao fato do etanol ser totalmente solúvel em água.
O motorista deve assoprar com força no canudinho, que conduzirá o ar de seus pulmões para um analisador contendo uma solução ácida de dicromato de potássio. O álcool presente no "bafo", é convertido em ácido acético conforme mostra a reação abaixo:
3 CH3CH2OH + 2 K2Cr2O7 + 8 H2SO4 --> 3 CH3COOH + 2 Cr2(SO4)3 + 2 K2SO4 + 11 H2O
Nesta reação o etanol é convertido a ácido acético e o cromo, na forma de íon cromato (amarelo alaranjado) é transformado em Cr+3 (coloração verde).
Quanto maior a concentração de álcool mais intensa é a coloração esverdeada obtida. O limite máximo permitido no Brasil é tolerância zero álcool por litro de sangue.
% de álcool no sangue
Efeito no ser humano
0,05
sensação de euforia
0,1
perda da coordenação motora
0,2
desequilíbrio emocional
0,3
inconsciência
0,4 à 0,5
estado de coma
0,6 à 0,7
morte

Respeite a sua vida e a dos outros.

Não dirija alcoolizado, você pode matar ou morrer.

Fonte: http://www.atividadesrodoviarias.pro.br/

domingo, 11 de dezembro de 2011

A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos.




Charles Chaplin

sábado, 10 de dezembro de 2011

Revisão do carro é fundamental antes de fazer uma viagem

Preço pode variar de R$ 110 a R$ 800.
Quanto mais cedo for feita, menor será o custo.
Manter a revisão do veículo em dia é muito importante para evitar acidentes, principalmente nesta época de viagens de fim de ano. Morador de Itapetininga, interior de São Paulo, o professor Jorge Luiz de Almeida quer ir para a praia nas férias, mas não se esqueceu da avaliação do carro. “Todo ano eu faço a revisão e dessa vez resolvi me antecipar e mandei 10 dias antes da viagem”.
Na revisão os mecânicos observam se as peças da parte mecânica estão funcionando corretamente, mas o motorista também precisa ficar atento para outros itens que ficam fora do motor, como a palheta do limpador de para-brisas, que é fundamental para a visibilidade em dias de chuva.
Dário Barth é gerente de uma concessionária e explica que em meses de pouco movimento recebe 550 carros por mês para revisar. Nas férias esse número é 30% maior, com até 120 carros a mais.
Uma revisão custa em torno de R$ 110. Já para trocar óleo, filtro de combustível e filtro de óleo, o valor passa para R$ 180, mas dependendo do tamanho da intervenção pode ultrapassar os R$ 800. Vale uma dica: demorar demais para fazer uma revisão pode pesar no bolso. “Se a pessoa deixa a para a última hora é bem possível que o valor seja maior, porque são mais itens que vão ter que ser trocados”, explica Barth.

Fonte: g1 - 2011

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Principais imprudências no tränsito

Principais imprudências determinantes de acidentes de trânsito fatais no Brasil, por ordem de incidências:
  • velocidade excessiva;
  • dirigir sob efeito de álcool;
  • distância insuficiente em relação ao veículo dianteiro;
  • desrespeito à sinalização.
Principais causas de acidentes de trânsito e como evitá-los de acordo com cada tipo:
Colisão: acidente em que há impacto entre dois veículos em movimento, podendo ser:
Colisão frontal: ocorre quando dois veículos transitam em sentidos opostos e na mesma direção.
Causas principais:
  • ultrapassagens mal realizadas;
  • velocidade acima da permitida;
  • falta de atenção;
  • desobediência à sinalização;
  • uso de bebidas ou drogas.
Como evitar:
  • na dúvida não ultrapassar;
  • respeitar os limites de velocidade, principalmente nas curvas para evitar que a força centrífuga arraste seu veículo para a faixa de trânsito do sentido oposto;
  • obedecer a sinalização;
  • dirigir com atenção;
  • não beber e não usar de drogas.
Colisão na traseira: ocorre quando dois veículos transitam no mesmo sentido e o de trás vai de encontro ao outro.
Causas principais:
  • ausência da distância de segurança;
  • velocidade acima da permitida;
  • falta de atenção;
  • desobediência à sinalização;
  • uso de bebidas ou drogas.
Como evitar:
  • mantenha sempre uma distância segura, obedecendo a regra dos segundos - 51-52-53;
  • obedecer a sinalização;
  • dirigir com atenção;
  • respeitar os limites de velocidade;
  • não beber e não usar drogas.
Colisão lateral mesmo sentido: ocorre quando os veículos em movimento transitam no mesmo sentido e no momento da ultrapassagem (ou passagem) sofrem o impacto nas laterais.
Causas principais:
  • ausência da distância de segurança (lateral);
  • ultrapassagens mal realizadas;
  • desobediência à sinalização;
  • falta de atenção;
  • uso de bebidas ou drogas.
Como evitar:
  • manter distância de segurança respeitando a distância lateral;
  • ultrapassar com segurança;
  • obedecer sinalização;
  • dirigir com atenção;
  • não beber e não usar drogas.
Colisão lateral sentido oposto: ocorre quando os veículos transitam em sentidos opostos e ao se cruzarem há o impacto lateralmente.
Causas principais:
  • ultrapassagens mal realizadas;
  • curvas mal realizadas;
  • desobediência à sinalização;
  • velocidade acima da permitida;
  • veículo fora de sua faixa própria;
  • uso de bebidas ou drogas.
Como evitar:
  • na dúvida, não ultrapassar;
  • obedecer os limites de velocidade, principalmente nas curvas;
  • obedecer a sinalização;
  • manter o veículo na faixa própria;
  • não beber e não usar drogas.
Colisão transversal: ocorre quando dois veículos transitam em sentidos que se cruzem.
Causas principais:
  • desobediência à sinalização;
  • falta de atenção;
  • operação de cruzamento sem atenção;
  • velocidade acima da permitida;
  • uso de drogas e bebidas.
Como evitar:
  • obedecer a sinalização;
  • dirigir com atenção;
  • ao se aproximar do cruzamento tirar o pé do acelerador e colocá-lo sobre o pedal de freio, olhar para os dois lados para efetuar o cruzamento com segurança;
  • reduzir a velocidade;
  • não beber e não usar drogas.
Colisão com objeto fixo: acidente que se caracteriza pelo impacto de um veículo em movimento contra qualquer objeto fixo (árvore, poste) ou em um veículo parada ou estacionado.
Causas principais:
  • falta de atenção;
  • desobediência à sinalização;
  • velocidade acima da permitida;
  • sono;
  • uso de drogas e bebidas.
Como evitar:
  • dirigir com atenção;
  • respeitar a sinalização;
  • obedecer os limites de velocidade;
  • descansar antes de cada viagem;
  • não usar drogas e não beber.
Atropelamento: acidente em que um veículo em movimento vai de encontro a uma ou mais pessoas ou um ou mais animais atingindo-os causando-lhes o óbito, lesões graves ou não.
Atropelamento de pedestre: acidente em que uma ou mais pessoas são atingidas por um veículo em movimento.
Causas principais:
  • velocidade não compatível com a segurança;
  • falta de atenção;
  • desobediência à sinalização;
  • não atravessar a via em local seguro;
  • uso de drogas e bebidas.
Como evitar:
  • obedecer a sinalização;
  • dirigir com atenção;
  • trafegar com velocidade compatível com o local;
  • atravessar avia na faixa própria ou pela passarela;
  • não usar drogas e não beber.
Atropelamento de animal: acidente em que um ou mais animais são atingidos por um veículo em movimento.
Causas principais:
  • velocidade acima da permitida;
  • falta de atenção;
  • desobediência à sinalização;
  • uso de drogas e bebidas.
Como evitar:
  • obedecer os limites de velocidade;
  • dirigir com atenção;
  • obedecer a sinalização;
  • ao avistar animais na via, reduzir a velocidade e passar pelos mesmos lentamente. Nunca usar a buzina para afugentá-los.
  • não usar drogas e não beber.
Tombamento: acidente em que um veículo em movimento declina sobre um dos seus lados, imobilizando-se.
Causas principais:
  • velocidade acima da permitida;
  • desobediência à sinalização;
  • falta de atenção;
  • pneus sem condições de uso;
  • carga alta e mal arrumada;
  • sono;
  • uso de drogas e bebidas.
Como evitar:
  • trafegar em velocidade compatível com o local;
  • obedecer a sinalização;
  • dirigir com atenção;
  • usar pneus em boas condições;
  • transportar carga na altura regulamentar e bem acondicionada;
  • descansar antes de cada viagem;
  • não usar drogas e não beber.
Capotamento: acidente em que o veículo em movimento gira em torno do seus eixo longitudinal chegando a tocar com o teto no solo imobilizando-se em qualquer posição.
Causas principais:
  • velocidade acima da permitida;
  • desobediência à sinalização;
  • falta de atenção;
  • carga mal acondicionada;
  • pneus sem condições de uso;
  • uso de drogas e bebidas.
Como evitar:
  • trafegar em velocidade compatível;
  • obedecer a sinalização;
  • dirigir com atenção;
  • transportar carga arrumada e na altura regulamentar;
  • usar pneus em boas condições;
  • não usar drogas e não beber.
Outros: são os demais tipos de acidente que não se caracterizam com nenhum dos apresentados Como exemplos: incêndio, saída de pista.
Nota:
Em algumas rodovias existem curvas que apresentam inclinação com queda para o lado que se faz a manobra. Essa característica é chamada de "super elevação" e funciona como uma força centrípeta tendo como objetivo fazer o equilíbrio do veículo não permitindo que a força centrífuga arraste-o para fora do eixo da via evitando que sofra um acidente. Além disso, muitas destas rodovias são sinalizadas com placas de advertência ou de regulamentação advertindo sobre o perigo ou limitando a velocidade segura para o local. Além destas, existem outras com mensagens educativas do tipo: "Quem obedece a sinalização evita acidentes". Mesmo assim, muitos motoristas não acreditam e acabam se envolvendo em acidentes e sofrendo sérias conseqüências causando tristeza e dor para seus familiares e de muitos outros inocentes.
Obedecer a sinalização é viajar com segurança e conseqüentemente evitar acidentes de trânsito. Por isso, podemos afirmar:
Acidente de trânsito é um grande mal que pode ser evitado, só depende de nós.
Font: http://www.atividadesrodoviarias.pro.br

sábado, 3 de dezembro de 2011

Conceito de Acidente de Trânsito


Acidente de trânsito é conceituado como todo acontecimento desastroso, casual ou não, tendo como conseqüências danos físicos ou materiais, envolvendo veículos, pessoas e ou animais nas vias públicas.
A Classificação dos acidentes de trânsito quanto às conseqüências pode ser:
Simples - Sem vítimas ou com danos de pequena importância.
Graves - Com vítimas ou com danos de grande monta.
Os Tipos de acidentes de trânsito de acordo com as características da ocorrência são:
Colisão = frontal, traseira, lateral no mesmo sentido, lateral no sentido oposto, transversal;
Atropelamento = de pedestre, de animal;
Tombamento;
Capotamento;
Outros.

Causas mais comuns em Acidentes de Trânsito
O erro humano, em todo mundo, é responsável por mais de 90% dos acidentes de trânsito registrados, ceifando muitas vidas. Porém, os números brasileiros são alarmantes e disparam na frente de qualquer país do mundo.
O estado emocional também pode retardar os reflexos e o tempo de reação de um motorista. O indivíduo que traz para o volante suas preocupações decorrentes do dia-a-dia, poderá alterar muito seu tempo de reação, principalmente em função do baixo nível de concentração na atividade de dirigir.
Pessoas imaturas também constituem um grupo de grande propensão para sofrerem acidentes no trânsito, uma vez que sua necessidade de auto-afirmação faz com que ajam impulsivamente, agridam e/ou desrespeitem os direitos e a vida dos demais. Esse tipo de comportamento é altamente difundido no trânsito brasileiro.



terça-feira, 29 de novembro de 2011

Acidente de Trânsito no Brasil


No ano de 2007, dados assustadores da Polícia Rodoviária Federal revelaram que 85% dos condutores de veículos envolvidos em acidentes de trânsito eram do sexo masculino com tempo de habilitação entre 5 a 9 anos e que se encontravam dirigindo entre 00:15 a 01:00h, apresentando sintomas de embriaguês. Cerca de 25% das vítimas fatais apresentavam sinais de álcool no sangue. Os fatores que contribuíram para essa triste realidade são apontados como sendo os seguintes:
velocidade além da permitida;
distância curta entre os veículos;
não obediência à sinalização;
ultrapassagens mal realizadas;
sono;
uso de drogas e bebidas alcoólicas.
Quanto ao tipo de acidente de trânsito com maior ocorrência foi constatada a "colisão na traseira". 65% das ocorrências foram registradas com o "tempo bom" , 55% em plena luz do dia, 70% em pistas simples, 70% na reta. O mais triste e vergonhoso é que mais de 90% dos acidentes tiveram como causa principal a falha humana.
O número de acidentes causados pela imprudência dos motoristas, batendo na traseira do veículo que vai a frente é tão grande que a jurisprudência considera quem bate atrás como culpado. A mídia está repleta de depoimentos de motoristas causadores de acidentes que afirmam que os freios de seu veículo não funcionaram a tempo de evitá-lo.
Através desses dados, algumas providencias poderiam ser tomadas para se tentar diminuir esse quadro. Acreditamos que o caminho correto poderia ser através de uma melhor educação.
Nos países onde o índice de educação é elevado o número de acidentes de trânsito é reduzido.
Na América Latina, o Brasil é o campeão em acidentes de trânsito envolvendo caminhões o que só tende a se agravar com o crescimento econômico. A frota nacional de veículos em 2009 ultrapassou os 31 milhões e a malha rodoviária, onde predomina o tipo de pista simples, continua a mesma há décadas.
Os caminhões representam apenas cerca de 5% da frota mas, participam de 33% dos acidentes. Estão envolvidos em 8.500 mortes (2.500 motoristas) e 110 mil acidentes por ano com um custo de 7,7 bilhões ano (IPEA).
O aumento dos acidentes com caminhões está relacionado à frota velha (transportadores autônomos), falta de norma para controle de tempo de direção e descanso dos motoristas, excesso de peso nos veículos utilizados no transporte de cargas, falta de balanças nas rodovias e estradas sem condições de uso.
Em São Paulo, (2010) os acidentes com caminhões são cada vez mais comuns. Só no Estado são dois por dia. Entre as causas esta o grande tempo ao volante, a falta de sinalização e o excesso de velocidade. Acreditamos que uma boa dose de treinamento reduziria esse índice.
Os custos anuais com os acidentes de trânsito no Brasil de acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada - IPEA, em 2007 ultrapassaram R$ 30 bilhões.
A morte de uma pessoa em acidente de trânsito custa em média R$ 291,00.
O trânsito brasileiro tem deixado por ano aproximadamente 50.000 mortos, 100 mil pessoas com deficiências temporárias ou permanentes e 500 mil feridos.
Não queira fazer parte desta estatística, seja prudente no trânsito.
Fonte: http://www.atividadesrodoviarias.pro.br





segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Acidente de trânsito, o grande mal que pode ser evitado.

No mundo segundo a OMS, os acidentes de trânsito são a maior causa de morte entre as pessoas de 10 a 24 anos. Pelo menos 1,2 milhões de pessoas perdem a vida todos os anos nas rodovias e estradas mundo afora.
Os países em desenvolvimento provocam 400 vezes mais mortes que o terrorismo. Matam quatro vezes mais que as guerras e os conflitos. Na Colômbia em 43 anos de guerra civil morreram 32 mil e em Cuba, Fidel Castro com o regime Castrista em 49 anos de poder mandou matar 17.000.
O número de acidentes de trânsito no Brasil é alarmante. Segundo as estatísticas, morre por ano vítima desse mal, mais pessoas do que os 40.000 americanos que morreram durante os dez anos de guerra no Vietnã. No Brasil morreram em um só ano (2009) 50.000 pessoas em acidentes. O que nos deixa em uma situação bastante triste, é o fato de que os acidentes ocorrem, em sua maioria, por falhas humanas, principalmente nos finais de semana prolongado e durante as férias escolares quando aumenta o número de motoristas inexperientes nas rodovias.
Rotina infeliz dos imprudentes que não sabem o que é comemorar datas festivas ou passear com a família.
Proporcionalmente à população, o trânsito, no Brasil, é 90% mais perigoso que nos Estados Unidos e cinco vezes mais perigoso que na Inglaterra ou no Japão. É prioridade e é possível reduzir os números de vítimas. Cada pessoa deve participar dessa redução adotando comportamentos diferentes dos que predominam atualmente.
Segundo o Ministério da Saúde, os acidentes e violências representam importante problema de saúde pública, que atinge países do mundo inteiro. O Brasil, nas últimas décadas, foi, aos poucos, colocando-se entre os campeões mundiais de acidentes de trânsito.
Estudos feitos no País têm demonstrado que a violência no trânsito não se restringe aos grandes centros urbanos, sendo também identificada em cidades de médio porte como importantes causas de morbimortalidade. Apesar disso, ainda são poucos os estudos no que se refere à morbidade dos acidentes de trânsito.
Fonte: http://www.atividadesrodoviarias.pro.br





quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Imprudência é principal causa de acidentes em rodovias, diz estudo

Pesquisa levantou dados de acidentes em 533 trechos de estradas brasileiras.
Duas das 10 rodovias com maior número de acidentes ficam em São Paulo.

O comportamento imprudente do motorista é o principal causador de acidentes nas rodovias federais do Brasil. É o que aponta um estudo realizado pelo Núcleo CCR de Infraestrutura e Logística da Fundação Dom Cabral, com dados dos anos 2005 a 2009, e divulgado nesta quarta-feira (23) em São Paulo.
Segundo o professor Paulo Resende, coordenador da pesquisa, essa conclusão partiu do levantamento dos tipos de acidentes registrados nesse período em 533 trechos de estradas brasileiras, totalizando 25 mil km de vias. Os dados foram levantados junto à Polícia Rodoviária Federal e concessionárias.
Ocorrências como colisão, abalroamento (mudança de faixa com choque lateral) e saída de pista, que respondem respectivamente por 37,45%, 22,34% e 16,35% de todos os casos de acidentes em 2009, são considerados imprudência do motorista pela Organização Mundial de Saúde (OMS).
Dos 10 trechos com maior número de acidentes, dois deles ficam em São Paulo: a Rodovia Castello Branco (SP 280) e a Rodovia Presidente Dutra (BR 116-SP). Para Resende, fatores como alta velocidade, excesso de confiança, manobras perigosas e falta de experiência ao volante são os grandes responsáveis por ocorrências com feridos e mortos em rodovias públicas e privadas no período analisado.

Qualidade das rodovias

A pesquisa aponta que, entre 2005 e 2009, o número total de acidentes com feridos diminuiu 10,4% nas rodovias privadas. Porém, nas rodovias públicas, esse índice subiu 12,08% no mesmo período. Em acidentes com mortes, entre 2005 e 2009, os índices permaneceram mais ou menos os mesmos: cerca de 6% nas ocorrências aconteceram em rodovias públicas e aproximadamente 3% em rodovias privadas.
Contudo, para Resende, não existe a possibilidade técnica de comprovar que uma determinada rodovia é mais perigosa que a outra.
"Os acidentes acontecem porque, em uma estrada com melhores condições de tráfego, o comportamento do motorista é de imprimir velocidade". "Já em uma estrada precária, de pista única, menos movimentada, o motorista acha que consegue fazer uma ultrapassagem arriscada por conhecer a rodovia", completa Resende.
Para o pesquisador, o comportamento do brasileiro precisa ser adequado nos dois casos. "O motorista precisa começar a conviver com estradas boas e ter responsabilidade nas estradas ruins".
Fonte: g1,
23/11/2011 18h56 - Atualizado em 23/11/2011 20h06

domingo, 20 de novembro de 2011

Mortes no trânsito têm alta de 25% em 9 anos, aponta ministério

Em 2002, 32 mil morreram no trânsito; em 2010, foram 40,6 mil mortes.

País vive 'epidemia de lesões e mortes no trânsito', disse ministro Padilha
 
Um levantamento divulgado nesta sexta-feira (4) pelo Ministério da Saúde, com base em dados do Sistema de Informações de Mortalidade (SIM), mostra que o Brasil registrou no ano passado 40.610 vítimas fatais no trânsito, um aumento de quase 25% em relação ao registrado nove anos antes, em 2002, quando 32.753 morreram.
Entre as regiões do país, o maior percentual de aumento na quantidade de óbitos foi registrado no Norte (53%), seguido do Nordeste (48%), Centro-Oeste (22%), Sul (17%) e Sudeste (10%).
“Os estados que conseguiram apertar a fiscalização e impedir que qualquer pessoa alcoolizada pudesse dirigir conseguiram reduzir os acidentes”, destacou o ministro Alexandre Padilha em entrevista ao G1.

Motocicletas
Do total de mortes no trânsito no ano passado, 25% delas foram ocasionadas por acidente de moto. Em nove anos, diz o ministério, a quantidade de mortes por motocicletas quase triplicou, alcançando 10.134 mortes no ano passado, ante os 3.744 mortes em 2002.
 “Os números revelam que o país vive uma verdadeira epidemia de lesões e mortes no trânsito”, afirmou Padilha.
Os resultados do índice de acidentes com motos são preocupantes, segundo o ministério. Em nove anos, houve crescimento de 214% no número de mortes no Sudeste, 165% no Nordeste e 158% no Centro-Oeste.
Sudeste é a região mais alarmante, respondendo por 14.214 vítimas fatais em 2010. Depois aparece o Nordeste com 11.233 mortes, seguido pelo Sul, respondendo por 7.548 mortes, e Centro-Oeste, responsável por 4.275 mortes. O Norte é a região mais pacífica no trânsito, com 3.340 vítimas fatais.

Lei Seca
O ministério revela ainda que em 2010 foram gastos R$190 milhões em procedimentos de atendimentos causados por acidente de trânsito nas cerca de 145 mil internações.
“O primeiro motivo das causas dos acidentes tem sido a alta velocidade. É fundamental termos mecanismos de combate à alta velocidade", disse Padilha.
O ministro ressaltou ainda a importância de uma fiscalização mais eficaz da Lei Seca. De acordo com o ministro Padilha, houve uma redução de até 30% nas regiões que tiveram uma ação mais eficaz na fiscalização..
Ele defendeu que a Lei Seca seja alterada para ampliar a punição a quem dirigir bêbado. "Eu defendo que a gente possa ter mudança na Lei Seca, aumentar punições a quem dirige alcoolizado. Tem projetos em andamento sobre isso. (...) A pessoa tem que provar que não está alcoolizada", afirmou Padilha.
O ministro também comemorou a decisão do Supremo, de que quem dirige bêbado comete crime mesmo sem provocar acidentes. “Como ministro da Saúde saúdo a decisão do STF. O ato de dirigir é uma concessão que o estado faz a uma pessoa, é uma concessão. Uma pessoa que assume essa concessão tem que saber que não pode dirigir alcoolizado", disse ao G1.


EVOLUÇÃO DOS ACIDENTES DE TRÂNSITO POR REGIÕES DO PAÍS DESDE 2002
  2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010
BRASIL 32.753 33.139 35.105 35.994 36.367 37.407 38.273 37.594 40.610
NORTE 2.184 2.180 2.274 2.376 2.533 2.572 2.718 2.730 3.340
NORDESTE 7.611 7.325 7.830 8.517 8.632 9.136 9.282 9.612 11.233
SUDESTE 12.990 13.671 14.179 14.433 14.849 15.004 15.189 14.177 14.214
SUL 6.455 6.591 7.138 7.025 6.938 7.089 7.157 7.045 7.548
CENTRO-OESTE 3.513 3.372 3.684 3.643 3.415 3.606 3.927 4.030 4.275

MORTES NO TRÂNSITO POR ESTADO
UF   2009              2010 (*)

REGIÃO NORTE
Rondônia 506 610
Acre 116 130
Amazonas 375 474
Roraima 126 147
Pará 1044 1351
Amapá 109 121
Tocantins 454 507
REGIÃO NORDESTE
Maranhão 1181 1319
Piauí 803 957
Ceará 1544 1965
Rio Grande do Norte      501 588
Paraíba 789 845
Pernambuco 1762 1920
Alagoas 658 781
Sergipe 512 613
Bahia 1862 2245
REGIÃO SUDESTE
Minas Gerais 3821 3674
Espírito Santo 951 1081
Rio de Janeiro 2337 2299
São Paulo 7068 7160
REGIÃO SUL
Paraná 3116 3410
Santa Catarina 1863 1862
Rio Grande do Sul 2066 2276
REGIÃO CENTRO-OESTE
Mato Grosso do Sul 697 760
Mato Grosso 1069 1085
Goiás 1744          1882

Distrito Federal 520 548
Fonte: http://g1.globo.com/politica/noticia/2011/11/mortes-no-transito-sobem-25-em-9-anos-em-2010-40-mil-morreram.html

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Polícia registra 43 mortes nas estradas de SP durante o feriado


Número é 3% maior que o do mesmo feriado em 2010.
Foram 1.368 acidentes e 737 feridos nas rodovias paulistas.
 
A Polícia Rodoviária Estadual registrou 43 mortes em decorrência de acidentes durante o feriado prolongado da Proclamação da República, comemorado nesta terça-feira (15). O número é 3% maior que o registrado no mesmo feriado em 2010.
No total, foram 1.368 acidentes – uma redução de 6% em relação ao ano passado. Já o número de feridos cresceu 4% - foram 737.
Em relação às mortes, apenas um acidente causou quase um quarto delas. Dez pessoas morreram depois que um ônibus com turistas de Brasília capotou na região de Pindamonhangaba, no interior do estado. Mais de 30 ficaram feridas.
“Algumas situações pontuais realmente comprometeram a segurança no trânsito. O policiamento fiscalizou mais de 30 mil veículos, estávamos presentes nas rodovias. Contudo, algumas circunstâncias ainda voltadas à conduta do próprio motorista comprometeram de certa forma o feriado”, afirmou a tenente Fabiana Pane, da polícia rodoviária.
Dez das vítimas morreram em decorrência de colisões frontais – acidentes diretamente ligados à imprudência na ultrapassagem. A polícia também registrou durante o feriado 164 casos de embriaguez ao volante.
Fonte: g1, 16/11/2011 07h37 - Atualizado em 16/11/2011 09h13

domingo, 13 de novembro de 2011

Brasil um dos campeões em mortes no trânsito

O Brasil é um dos campeões mundiais em mortes no trânsito. Mais de 40 mil pessoas perdem a vida por ano no país. A maioria dos acidentes é causada por falha humana e irresponsabilidade ao volante.
A sensação de impunidade é comum a quase todas as famílias de vítimas de acidentes desse tipo no país. Isso porque são raros os casos de condenação dos culpados. Só em Minas Gerais, de cada mil processos abertos até o fim do ano passado, apenas oito resultaram em punição.
Para um especialista em direito de trânsito, a legislação deve ser revista com urgência. A demora da Justiça em analisar os processos só contribui para que os culpados sejam beneficiados com a prescrição dos crimes. O advogado ainda critica o argumento do judiciário de que faltam juízes nas comarcas. 

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Programa "Pare na faixa" : Percepções e representações


As ruas e as vias públicas são espaços destinados à circulação, movimentação e deslocamentos de pessoas, veículos e animais. A ocupação desses espaços sempre se deu de modo desigual entre os seus usuários. Tradicionalmente, o trânsito é organizado em função dos automóveis. O pedestre, nesse aspecto, é sempre relegado a planos inferiores. As políticas públicas de trânsito raramente contemplam agentes mais vulneráveis como pedestres e ciclistas. O corre-corre diário das pessoas e veículos nas ruas das cidades é grande. O trânsito é violento e mata, principalmente, pedestre.
Dentre os programas de segurança no trânsito que contemplam pedestres, a quase 15 anos o Governo do Distrito Federal criou , dentro do programa “Paz no Trânsito”, o “Pare na Faixa” , uma iniciativa que estabelecia prioridade dos pedestres atravessarem as pistas em locais previamente determinados e sinalizados. A faixa de pedestre é representada por uma faixa branca contínua, que é a área de redução, na frente dela, uma área zebrada com linhas verticais, também na cor branca. A primeira linha indica o ponto em que o motorista deve parar. A área zebrada corresponde ao espaço destinado ao pedestre para efetuar a travessia.
O uso da faixa de pedestre requer algumas precauções por parte de pedestre: parar, olhar, observar se vem carro e fazer o “sinal da vida”, sinalizar com a mão a intenção de atravessar a pista. Respeitados os procedimentos iniciais, o pedestre está em condições de cruzar a faixa com segurança. Desde 1966, no Código Nacional de Trânsito previa o respeito à faixa de pedestre. Todavia, o dispositivo necessitava de regulamentação com relação à segurança dos pedestres ao atravessar as ruas e avenidas. Em janeiro de 1998, entrou em vigor o Código de Trânsito Brasileiro – CTB - que prevê a prioridade de circulação do pedestre para cruzar a faixa. O art. 70 diz: “Os pedestres que estiverem atravessando a via sobre as faixas delimitadas para esse fim terão prioridade de passagem, exceto nos locais com sinalização semafórica, onde deverão ser respeitadas as disposições deste código” O art. 71 complementa: “ O órgão ou entidade com circunscrição sobre a via manterá, obrigatoriamente, as faixas e passagens de pedestres em boas condições de visibilidade, higiene, segurança e sinalização”. O motorista que desrespeita o artigo 70 pode ser multado e a autoridade que não cumpre o artigo 71 pode ser responsabilizada. De acordo com a legislação, o pedestre que descumprir a norma e atravessar a pista fora da faixa também pode ser penalizado.
Para as autoridades de trânsito, a faixa de pedestre foi um importante avanço no trânsito do Distrito Federal. A Polícia Militar do Distrito Federal teve participação importante, inclusive o Comandante do Batalhão de Trânsito à época foi um dos responsáveis pela iniciativa de trazer a experiência da faixa de pedestre da Europa. O batalhão de trânsito ocupou-se efetivamente de, num primeiro momento, conscientizar os motoristas e depois, fiscalizar suas condutas nas faixas. Além disso, a Polícia Militar teve uma participação importante na realização de palestras nas escolas.
Os especialistas em segurança no trânsito consideram importante o “pare na faixa” no sentido de reduzir a violência no trânsito brasiliense. Todavia, o programa destacou-se pela participação direta da sociedade brasiliense em um programa de segurança no trânsito, cuja característica principal foi a relação positiva entre motoristas e pedestres. Uma interação dificilmente observada em outras regiões que não o Distrito Federal. O programa “Pare na Faixa” foi resultado da participação conjunta do poder público, da sociedade e da mídia na luta pela paz no trânsito.
Os motoristas têm uma percepção positiva da faixa de pedestre, porém, afirmam que em geral o pedestre se aproxima de uma vez da faixa e não fazem o “sinal da vida”, o que dificulta o entendimento entre as partes envolvidas nessa relação. Para alguns motoristas, os pedestres não deixam claras as intenções de usar a faixa. Apesar das dificuldades relatadas, os motoristas são conscientes do seu papel e respeitam o pedestre no seu espaço de travessia.
Os pedestres, inicialmente, viam com desconfiança e restrição o uso da faixa de pedestre. Atravessar na faixa era seguro, porém, requeria alguns cuidados, principalmente, em relação ao segundo veículos a chegar na faixa que nem sempre parava. A relação de confiança dos pedestres em relação aos motoristas foi um processo mais demorado, levando algum tempo para se consolidar. A segurança e a confiança vieram com o tempo. As campanhas educativas, a conscientização dos motoristas e pedestres, a normatização e a fiscalização foram preponderantes para o processo de interação.
Depois de 13 anos de faixa de pedestre, o Distrito Federal criou uma geração que não conhece outra realidade. Uma geração que sabe que na faixa branca o pedestre tem prioridade. Crianças declaram que aprendem nas escolas, com os professores que os carros respeitam quem atravessa na faixa. Pais confirmam que nas escolas as crianças aprendem o que é usar a faixa e respeitar o pedestre. È uma geração que não conhece outro modo de cruzar a pista. Segundo especialistas, a cobrança que as crianças fazem aos pais para respeitarem a faixa faz a diferença por um trânsito mais seguro. Essas crianças de hoje serão os motoristas de amanhã.
Dados do Departamento de Trânsito do Distrito Federal mostram que em 1995, ano da implantação do programa “Paz no Trânsito” o número de mortes por acidentes de trânsito chegou a 35 mortes/100 mil habitantes/ano (652). Em 1997, ano da implantação do “Pare na Faixa” esse número era de 26 mortes/100 mil habitantes/ano (465), considerado alto. O número de pedestres mortos no trânsito do Distrito Federal era de 11 mortes/100 mil habitantes/ano (191). Em 2009, o número de mortes no trânsito foi de 16 mortes/100 mil habitantes/ano (424). Ocorreu uma redução de 37% no número total de mortes entre 1997 e 2009. Com relação aos pedestres, em 2009, o número de mortes caiu para 4,5 mortes/100 mil habitantes/ano (112), uma redução de 60% no índice de mortes/ano.
Portanto, o programa “Pare na Faixa” poupa aproximadamente a vida de 100 pedestres anualmente. O programa “Paz no Trânsito”, o qual abriga o “Pare na Faixa” poupa 358 vidas anualmente das mortes no trânsito. São duas iniciativas do poder público que precisam replicadas por outras instâncias do Sistema Nacional de Trânsito. Todavia, não é o que se observa em âmbito nacional que, pela ausência de políticas públicas consistentes de redução de acidentes e mortes no trânsito, observamos esses índices crescerem ilimitadamente.
Escrito por *José Nivaldino Rodrigues  
* Economista. Mestre e Doutorando em Sociologia pela Universidade de Brasília. Especialista em Educação para o Trânsito pela Universidade de Brasília. Policial Rodoviário Federal

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Trânsito mata mais de 40 mil em 2010

De acordo com o Ministério da Saúde, o número de mortes no trânsito quase triplicou em nove anos .

Segundo aponta o SIM (Sistema de Informações de Mortalidade) do Ministério da Saúde, os dados de 2010 revelam que 40.610 pessoas foram vítimas fatais do trânsito, sendo que 25% delas, por ocorrências com motocicletas. Em nove anos (de 2002 a 2010), a quantidade de óbitos ocasionados por acidentes com motos quase triplicou no país, saltando de 3.744 para 10.143 mortes.
De acordo com o SIM, entre 2002 e 2010, o número total de óbitos por acidentes com transporte terrestre cresceu 24%: passou de 32.753 para 40.610 mortes. Entre as regiões, o maior percentual de aumento na quantidade de óbitos (entre 2002 e 2010) foi registrado no Norte (53%), seguido do Nordeste (48%), Centro-Oeste (22%), Sul (17%) e Sudeste (10%).

“Os números revelam que o país vive uma verdadeira epidemia de lesões e mortes no trânsito”, alerta o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Ele observa que a OMS (Organização Mundial da Saúde) aponta que o Brasil ocupa o quinto lugar em ocorrências como essas. “Estamos atrás apenas da Índia, China, EUA e Rússia”, completa.
Nesta quinta-feira, dia 03, o Supremo Tribunal Federal decidiu, por unanimidade, que o motorista que dirigir alcoolizado está cometendo crime, mesmo se não causar danos a outras pessoas. “Este é um grande avanço e certamente vai contribuir para a redução das tristes estatísticas no trânsito, principalmente em um momento que o país vive esta epidemia de lesões e mortes por acidentes", diz o ministro.

"A decisão do Supremo fortalece a posição do Ministério da Saúde em apoiar uma fiscalização mais rigorosa no trânsito”, reforça Padilha.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Europa tem mais carros e mata menos no trânsito

Enquanto as mortes no trânsito voltaram a aumentar no Brasil, atingindo um crescimento de 3,5% entre 2009 e 2010, na União Europeia a taxa média anual de redução do número de mortes se aproxima de 5% ao ano (período de 2000-2009).
Espantosamente, em números absolutos, a Europa possui aproximadamente cinco vezes mais carros que o Brasil e ainda assim mata menos no trânsito!
Em 2010 chegamos ao total de quase 39 mil mortes no trânsito, enquanto a estimativa para a União Europeia é de 32.786 mortes.
Entre os anos de 2000 e 2008 o Brasil teve um crescimento de 32% nas mortes no trânsito, com um ritmo de crescimento de 2,9% ao ano; ritmo que estatisticamente nos permite afirmar que em 2060 o Brasil alcançará 173 mil vítimas fatais, totalizando um aumento de 496% em relação ao ano de 2000.
Se considerarmos então o novo crescimento, entre 2009 e 2010 (3,5%), a situação tende a ser ainda mais drástica.
Ao mesmo tempo, na Europa, o número de mortes viárias que era de 54 mil em 2001 diminuiu para 34.500 no ano de 2009.
Essa disparidade se justifica pelo programa de educação e conscientização no trânsito que ajuda a União Europeia a alcançar um índice de redução anual bastante significativo (5%), desde o final da década de 1990.
E se esse ritmo europeu permanecer estável nos próximos 50 anos, estima-se que em 2060 o número de vítimas fatais na Europa cairá para aproximadamente 2.500, totalizando uma redução de 95% em relação também ao ano de 2000.
Tudo porque as campanhas de segurança viária nos países europeus vêm se utilizando de métodos inovadores e interessantes, investindo fortemente em vídeos publicitários chocantes que parecem realmente tem despertado a população.
Outra novidade são os controladores viários, que se diferem dos radares comuns porque não apenas medem a velocidade instantânea do veículo, possibilitando que o motorista a dissimule, mas calcula sua velocidade media enquanto trafega entre dois pontos distintos.
Esses métodos contribuem de forma significativa para a constante redução do número de mortes no trânsito europeu e devem servir de exemplo para o Brasil quando da implementação de sua política estrutural de segurança viária, tão necessária e urgente.
Somente com investimentos maciços em educação, engenharia, fiscalização, primeiros socorros e punição (EEFPP) é que o cenário brasileiro pode se alterar.
** Mariana Cury Bunduky é advogada e pesquisadora do Instituto de Pesquisa e Cultura Luiz Flávio Gomes
Por Luis Flávio Gomes
Luis Flavio Gomes é doutor em Direito penal pela Universidade Complutense de Madri e mestre em Direito Penal pela USP. Foi Promotor de Justiça (1980 a 1983), juiz de Direito (1983 a 1998) e advogado (1999 a 2001). É autor do Blog do Professor Luiz Flávio Gomes

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Rotina de trânsito causa danos à saúde dos paulistanos

Quase sete milhões de veículos circulam por São Paulo. A quantidade é maior do que qualquer outra cidade do país, são ao todo 6,9 milhões. A rotina de engarrafamentos pode ser prejudicial à saúde.Uma pesquisa aponta que, em um ano, o paulistano perde, em média, 27 dias parado em congestionamentos. Todo mês, cerca de 19 mil veículos são emplacados por dia. Por isso, em toda a cidade, é fácil encontrar motoristas estressados.Com tanto carro e moto circulando, os acidentes são frequentes. As ocorrências com motos correspondem a uma em cada cinco chamadas de socorro recebidas todos os dias pelo Corpo de Bombeiros.Além dos acidentes, cansaço, mau humor e estresse fazem parte do cotidiano dos moradores de São Paulo. Uma em cada dez pessoas ouvidas por um estudo da USP (Universidade de São Paulo) já tiveram depressão em decorrência de problemas causados pelo estresse. Vinte e quatro países foram avaliados sobre o mesmo tema, o Brasil ficou em primeiro lugar.Para tentar deixar o congestionamento menos estressante, uma trupe de atores voluntários usa o tempo dos carros parados no farol para fazer rir. Quando os carros param, o grupo tem apenas um minuto para distrair os motoristas.
Os psicólogos do trânsito não fazem parte de uma ONG (Organização Não Governamental) e nem querem receber dinheiro. O trabalho se paga com um sorriso, e uma buzina.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

O TRÂNSITO NO BRASIL


Salta aos olhos de quem quer que percorra as cidades ou as estradas brasileiras que o principal fator de violência no trânsito não é nenhuma deficiência técnica. A verdade é que a freqüência dos acidentes em nosso país se deve principalmente ao fato de que nem sequer as mais elementares regras de segurança no trânsito são obedecidas ou sancionadas. Os motoristas simplesmente desprezam a sinalização, cometendo corriqueiramente infrações que em outros países são consideradas gravíssimas. É comum, por exemplo, verem-se automóveis correr em velocidade duas vezes maior do que a permitida por lei, avançar o sinal vermelho, ultrapassar pela direita, percorrer ruas pela contramão etc.
Esse comportamento perigoso costuma ser simplesmente ignorado pelos policiais, que parecem encarar qualquer preocupação com infrações de tráfego como indigna de sua atenção. Corre até a história -- no mínimo, bene trovata -- segundo a qual, alguns anos atrás, um chefe de polícia do Rio chegou a recomendar, 'por razões de segurança', isto é, para evitar assaltos, que os motoristas desconsiderassem os sinais vermelhos a partir de certa hora da noite. Pergunto-me se alguém pode sinceramente acreditar que, em virtude de semelhantes 'razões de segurança', salvam-se mais vidas do que se perdem.
Mas não apenas a polícia não age como não é pressionada pela sociedade para agir. Ao contrário: enquanto em muitos países o motorista infrator é censurado por outros cidadãos, aqui aquele que respeita a lei é que pode contar com a reprovação ostensiva dos demais motoristas. Se ele parar a qualquer hora ante determinados sinais vermelhos, por exemplo, ou em determinadas horas ante qualquer sinal vermelho, ouvirá no mínimo buzinadas e insultos.
Tudo se passa, portanto, como se as infrações de trânsito fossem meros pecadilhos e as leis correspondentes, de somenos importância. Quando interpelados, alguns infratores racionalizam o seu comportamento com a alegação de que, em país em que tantas leis mais sérias são infringidas impunemente, há algo de frívolo na preocupação com leis de trânsito. Embora eu considere que os cinqüenta mil mortos por ano em acidentes de trânsito no Brasil já refutem eloqüentemente esse tipo de sofisma, quero também aduzir aqui certas razões, raramente mencionadas, de outra natureza.
Está longe de ser uma verdade incontestável que todas as leis positivas correspondam ao interesse geral e que não favoreçam ou prejudiquem qualquer segmento particular da sociedade. Embora as leis que protegem o patrimônio, por exemplo, se apliquem a todos indiscriminadamente, é precisamente enquanto o fazem que se manifesta o fato de que não interessam na mesma medida a indivíduos de todas os segmentos sociais. Como dizia Anatole France, “a lei, em sua igualdade majestosa, proíbe tanto os ricos quanto os pobres de dormir debaixo de pontes, mendigar nas ruas e roubar pão”. Summum ius, summa iniuria. Para alguns, a universalidade formal do direito não faz senão ocultar o fato de que ele é determinado pelas condições materiais e os interesses particulares da classe dominante. "Na lei", dizia, por exemplo, Marx, "os burguêses precisam dar-se uma expressão universal precisamente enquanto dominam como classe". Independentemente de concordarmos com essa tese, o fato é que ela é muito mais defensável no que toca a alguns conjuntos de leis, tais quais, segundo o próprio Marx, o direito civil e o direito penal, do que a outros.
Já os regulamentos de trânsito não são suscetíveis de semelhante relativização. É verdade que constituem um fenômeno recente na história da humanidade, surgindo no século XIX, com o crescimento urbano, e se impondo definitivamente no século XX, a partir da revolução automotiva. Nesse instante, porém, são adotados por motivos puramente racionais, do ponto de vista do interesse geral. Sua finalidade manifesta é restringir no espaço público a liberdade de locomoção ou estacionamento apenas enquanto isso se faz necessário para garantir um mínimo de segurança tanto para quem se locomove -- em veículo ou a pé -- quanto para quem permanece estacionado. Em outras palavras, é justamente para garantir a cada um e a todos a máxima liberdade de se locomover, compatível com o mínimo de ameaça para a segurança própria e alheia, que, em logradouros públicos, a locomoção de todos é submetida a um mínimo de restrições convencionais. Uma vez que qualquer atentado contra a segurança de alguém é também um atentado contra a sua liberdade de se locomover, podemos redefinir os regulamentos de trânsito como convenções sistemáticas cuja função é compatibilizar formalmente a liberdade de locomoção de todas as pessoas, através da contenção da locomoção individual no interior dos limites de sua possível universalização. Se, no enunciado que acabamos de fazer, substituirmos a palavra 'locomoção' pela palavra “ação”, estaremos dando uma formulação do próprio conceito puramente racional e universal do direito, tal como Kant o revelou. O regulamento do trânsito não passa, portanto, da aplicação direta do princípio do direito à esfera da locomoção no espaço público.
Em outras palavras, toda lei é tanto mais legítima -- creio que devíamos mesmo dizer, tautologicamente: toda lei é tanto mais legal -- quanto mais se assemelha à lei de trânsito. Portanto, o respeito ao princípio do direito implica no respeito às leis de trânsito. Ora, se, concebido de modo puramente formal, o sentido do direito é garantir a liberdade de cada um na medida em que ela pode coexistir com a liberdade de qualquer outro segundo uma lei geral, pode dizer-se sem exagero que a sociedade que não é capaz de respeitar efetivamente suas próprias leis de trânsito não chega ser uma sociedade de seres humanos livres. Sem dúvida não é por acaso que nos países onde se preza a liberdade também se respeitam as leis de trânsito (embora o converso não seja necessariamente verdadeiro) e nos países onde não se observam as leis de trânsito tampouco se preza a liberdade (embora, de novo, o converso não seja necessariamente verdadeiro). Nesse sentido, as leis de trânsito são pelo menos tão sérias quanto quaisquer outras.
Nem todas as leis são igualmente desrespeitadas, no Brasil. Podemos dizer, ademais, que não é o desrespeito a qualquer lei que é percebida pelo público ou pelas autoridades com o mesmo descaso. Apesar das falhas notórias da polícia e do judiciário brasileiros, as prisões estão abarrotadas e o mesmo público que pouco caso faz da violência no trânsito não deixa de vociferar nas ruas e na imprensa a favor de maior violência punitiva contra ladrões, assaltantes ou traficantes. Por que essa diferença de atitude? Uma explicação se oferece imediatamente. O acidente de trânsito é normalmente tomado como uma fatalidade. A própria palavra 'acidente' sugere esse sentido. Afinal, ninguém tem 'realmente' culpa por uma morte `acidental'. De fato, a possibilidade do acidente, na acepção de "acontecimento casual, fortuito ou imprevisto", não pode ser eliminada do mundo em que vivemos. Nesse sentido, exceto nos raros casos em que, por exemplo, alguém deliberadamente atropela outra pessoa, toda violência do trânsito pode ser caracterizada como acidental. A violência praticada pelo bandido, por outro lado, é deliberada. Ora, não se pode pedir a mesma indignação com relação a um crime culposo que se tem com relação a um crime doloso.
Contudo, na medida em que tudo isso seja verdadeiro, o é não apenas no Brasil mas em toda parte do mundo. Não consegue portanto, explicar uma displicência especificamente brasileira. Além do mais, em última análise nada disso é relevante. Não há quem não esteja ciente da verdade óbvia de que, se a taxa de imprevisibilidade desastrosa não pode ser eliminada, pode ao menos ser substancialmente reduzida com a simples observação das leis de trânsito. Ora, outros povos tomam providências no sentido de implementar efetivamente tais leis. Se não o fazemos, não há como escaparmos da acusação de que há má fé, de que há dolo em nossa negligência.
Não é segredo para ninguém que, num país em que apenas uma fração da população é efetivamente alfabetizada, apenas uma fração dessa fração constitui uma espécie de patriciado que legisla ativamente e em última instância determina que leis 'pegarão' e que leis serão apenas 'para inglês ver'. Pois bem, os agentes da violência criminal, associada a roubos ou a lutas por controle de pontos de drogas, por exemplo, provêm principalmente dos grupos mais destituídos dos benefícios da cidadania, que constituem uma espécie de plebe. Embora seja também entre tal plebe que se encontra a maior parte das vítimas desse tipo de violência, um número cada vez maior se conta entre o patriciado. Não admira que, na imensa maioria dos casos, as leis penais não se aplicam senão à plebe.
Em depoimento ao Viva Rio, a Dra. Maria Lúcia Karam ressaltou que "se, aos menos favorecidos, a pena (especialmente a privativa de liberdade) é aplicada sem hesitações, constata-se, inversamente, um sentimento de incômodo dos juízes em relação aos indivíduos que, provenientes das camadas médias e superiores, são vistos como seus iguais." Ou seja, a lei penal não se aplica sem hesitação senão aos 'inferiores,' isto é, à plebe. Ela se encontra deslocada quando aplicada aos 'iguais'. Assim, segundo o Censo Penitenciário do Ministério da Justiça realizado de janeiro/92 a abril/93, citado pela Dra. Karam, 95% dos 126.152 presos brasileiros viviam, no momento da prisão, em situação de pobreza absoluta. "Quem vai para a cadeia não é aquele que comete crime," declarou a Dra. Julita Lengruber ao Viva Rio: "quem vai para a cadeia é quem comete crime e é preto, pobre, analfabeto e sem trabalho fixo."
A Dra. Lengruber lembrou também que os membros do patriciado "articulam relações nas mais variadas instâncias de modo a nunca serem punidos com a privação da liberdade." Isso significa que o segmento social que produz e implementa a legislação penal o faz, na prática, para outros segmentos sociais, não para si mesmo. Em outras palavras, há, na prática, um segmento ao qual as leis penais são aplicadas e um segmento que as aplica. Sendo assim, nenhum desses dois segmentos pode ser considerado como autônomo, isto é, como capaz de dar leis a si próprio: o primeiro, porque não produz as leis pelas quais é julgado e o segundo, porque não é julgado pelas leis que produz. Tendo isso em mente, se considerarmos que, no caso do trânsito, tanto o agente quanto a vítima de violência pode pertencer a qualquer classe social e, freqüentemente, aquele pertence ao estrato dos patrícios e esta, à plebe, teremos entendido que a impunidade no trânsito não passa de um caso particular da incapacidade geral de autonomia da sociedade brasileira. Complementemos essa interpretação observando que, no Brasil, não apenas no plano econômico a indústria automobilística é central mas, no imaginário brasileiro, o automóvel ocupa um lugar nitidamente privilegiado, como atestam tanto a temática da obra do cantor nacional, Roberto Carlos, quanto o número excepcional de campeões de fórmula 1 que aqui se produzem. Não será esse rodoviarismo devido, em parte, ao fato de que a diferença entre os privilegiados e os destituidos se exprime através da diferença entre motorizados e pedestres? Aparentemente, dirigir um carro veloz representa, para muitos, acesso instantâneo aos atributos reivindicados pelo patriciado: modernidade, status, potência, poder e (por que não?) impunidade. Por oposição, o pedestre represnta a devagar e desprezível carência de todas essas qualidades. Não admira que se percebam como quase anti-naturais as restrições ao trânsito de automóveis, principalmente quando visam à proteção dos pedestres.
Por pouco não dissemos que a impunidade no trânsito constituia um sintoma da incapacidade de autonomia da sociedade brasileira. Uma vez porém que o sintoma pertence à ordem dos efeitos, isso poderia insinuar que é inútil tentar resolver-se o problema da anomia no trânsito antes de se resolverem outros problemas mais fundamentais. O economicismo de esquerda pensa assim. O de direita também pensa assim, com a diferença de contar com uma noção ainda mais vulgar do fundamento. Penso o oposto. Mesmo segmentos cada vez maiores do patriciado dão-se conta de que não vale a pena abrir mão da cidadania autêntica em troca de privilégios espúrios. A instauração efetiva do princípio formal do direito, ainda que 'apenas' no plano do trânsito, seria um progresso mais real e de maior conseqüência do que qualquer desenvolvimento que pudesse ser representado pelas variações dos índices econômicos.
 

terça-feira, 25 de outubro de 2011

O que é trânsito?


"O trânsito é uma disputa pelo espaço físico, que reflete uma disputa pelo tempo e pelo acesso aos equipamentos urbanos - é uma negociação permanente do espaço, coletiva e conflituosa. E essa negociação, dadas as características de nossa sociedade, não se dá entre pessoas iguais: a disputa pelo espaço tem uma base ideológica e política; depende de como as pessoas se vêem na sociedade e de seu acesso real ao poder".

 (VASCONCELOS, Eduardo A. O que é trânsito. São Paulo: Brasiliense, 1991)

sábado, 22 de outubro de 2011

O côncavo e o convexo


 

A lombada virou buraco.

Atenção virou .

Na entrada da praia do Laranjal, em Pelotas, a placa avisa

alguma coisa (RS).

Capote seu carro. E capte a mensagem
Fonte: zero hora