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segunda-feira, 18 de julho de 2011

Carros mais seguros, porém mais velozes

Acidentes continuam acontecendo, mas especialmente na Alemanha, o número de batidas severas está caindo desde 1970. (Foto: Shutterstock)

Nossos carros se tornaram mais seguros, porém também mais velozes. Uma entrevista com Johann Gwehenberger, chefe de Pesquisa de Acidentes e Prevenção de Sinistros, e Jörg Kubitzki, psicólogo de trânsito no Allianz Center for Technology, mostra a importância da interface técnico-humana quando se trata de segurança rodoviária.

Nossas estradas se tornaram mais seguras?
JG: Localmente, sim. Na Alemanha, por exemplo, tivemos 20.000 fatalidades em 1970. Atualmente, temos menos de 5.000 por ano, ainda que o número de veículos tenha aumentado acentuadamente.
Globalmente, contudo, existe uma correlação entre o aumento do trânsito – por exemplo, na Ásia – e o número de acidentes. Em âmbito mundial, há cerca de 1,2 milhão de fatalidades por ano, o que significa cerca de 3.300 por dia. Infelizmente, esse número está crescendo.

Qual é seu enfoque na pesquisa de segurança rodoviária?
JG: O principal objetivo é melhorar a segurança ativa de veículos estudando cuidadosamente o fator humano – as experiências, os sentimentos e o comportamento do motorista. Estamos aproveitando os resultados para visar com precisão as soluções técnicas que irão prevenir a ocorrência de danos.

Por que o Allianz Center for Technology está engajado na pesquisa rodoviária?
JG: Desejamos, em nome da Allianz, agregar valor à sociedade por meio de nossa atuação. Desejamos crescer com segurança. Desejamos salvar vidas. Procuramos descobrir, por exemplo, que tipos de sistemas de assistência a motoristas são eficientes, e o que poderá ser então incluído no cálculo do prêmio.

De que forma seu trabalho melhora a segurança rodoviária?
JG: Estamos trabalhando em diversos projetos nacionais e internacionais para aprimorar a segurança e reduzir o número de fatalidades nas estradas. E o mais importante é a colaboração com fabricantes de veículos e o setor automotivo para avaliar a eficiência e aprimorar o design de sistemas ativos de segurança.
Por exemplo, testamos a eficiência de sistemas de assistência a motoristas e fornecemos os resultados aos nossos clientes. Temos igualmente comprovado, por exemplo, a eficiência de ABS em motocicletas, e a Allianz reagiu rapidamente a essa descoberta oferecendo um desconto de 10% no prêmio de seguro por responsabilidade civil a motocicletas equipadas com ABS.

JK: Do lado do fator humano, um grande problema são as relações públicas. Há muitos mitos lá fora e todo mundo gosta de acreditar que é um motorista seguro. Melhorar a segurança rodoviária começa, frequentemente, com a mentalidade do motorista. Trabalhamos em estreito contato com especialistas em comunicação da Allianz para compartilhar nossas descobertas com motoristas e lembrar as pessoas de guiar com segurança.

Uma vez que mencionou mitos, o que pensa do mito sobre as mulheres? Será que elas são realmente piores motoristas em relação aos homens?
JK: Não. Esse é um mito muito antigo. Na verdade, os jovens é que constituem o problema mais sério. Na realidade, de acordo com as estatísticas, as mulheres são responsáveis por menos acidentes do que os homens.

Há uma correlação entre idade e risco de acidentes?
JK: Existe a conhecida curva em U, mostrando que condutores jovens de 18 a 24 anos e motoristas mais idosos apresentam riscos mais elevados. Essa curva ilustra que, à medida que os motoristas ficam mais velhos, mais acidentes eles terão por milhagem, com uma aceleração acentuada começando na metade dos 70 anos.
Isso não constitui nenhuma surpresa.

Basta pensar na visão das pessoas, que piora naturalmente com o passar do tempo, assim como a capacidade de gerenciar situações complexas de trânsito com diferentes tipos de informações chegando simultaneamente. Os idosos, portanto, frequentemente enfrentam problemas nos cruzamentos. Pode ser útil ter modernos sistemas no interior dos veículos que ajudem a processar todas essas informações.

Qual é o meio mais seguro de transporte rodoviário e por que?
JG: O ônibus urbano é o meio mais seguro por três razões: você tem motoristas bem treinados, um grande veículo com uma massa elevada e habitualmente viaja a velocidades moderadas. Assim, o risco de fatalidade por milhagem é 40 vezes menor do que ao viajar em um carro de passageiros.

O que é mais importante para a segurança rodoviária: o condutor ou o veículo?
JK: Há uma piada alemã que diz que não é o veículo que se arremessa contra uma ou árvore; na maioria das vezes é o motorista. A estatística mundial mostra que o motorista é responsável por cerca de 90% a 95% de todos os acidentes.
Entretanto, na pesquisa de segurança de tráfego, sempre pensamos em um sistema de tráfego, significando que tudo – o motorista, o veículo, o ambiente – depende de tudo. O ambiente pode significar a rua, pode significar outro motorista ou a legislação por trás do sistema. Você não pode adotar nenhuma medida de segurança efetiva sem levar todos esses fatores em consideração.

Há mais acidentes, mas um menor índice de óbitos. Qual a causa disso?
JK: A maiorias das pessoas pensa que as fatalidades são o principal reflexo da segurança rodoviária, o que não é totalmente verdadeiro. Também precisamos analisar o risco de ser ferido ou de ser envolvido em acidentes com danos materiais. O número de mortes está decaindo, mas a quantidade de outros acidentes não reflete a mesma queda. As medidas das últimas décadas concentraram-se na segurança passiva de veículos, em exigências, sistema emergencial e medidas educacionais, de forma a reduzir as fatalidades.

A velocidade é a principal razão dos acidentes?
JK: A velocidade está entre as cinco razões mais destacadas, que são: velocidade imprópria, pouca distância, negligência em relação à preferência de passagem, erros na conversão e condução do veículo sob efeito do álcool. Velocidade imprópria significa uma velocidade que não é adequada para a situação real. Se chover em uma estrada com curvas, uma velocidade real de 100 quilômetros por hora seria rápido demais para aquela situação específica.

Quanto maior, mais seguro. Isso é verdade quando se trata de escolher um carro?
JG: Sim e não. Naturalmente, se um carro pequeno colidir com um grande, as chances de sobreviver no grande são mais altas. Por outro lado, se você observar acidentes resultantes de velocidade ou colisão com uma árvore, por exemplo, o porte e o peso não constituem uma vantagem, porque carros grandes precisam resistir a uma energia cinética superior. Além disso, se você observar acidentes resultantes de manobras na direção, há mais capotagens com SUVs do que com carros menores.

JK: E certamente temos de aceitar o fato de que há problemas sem solução. Temos diversas modalidades de participação em trânsito, seja por meio de caminhada, ciclismo ou direção de veículos. Cada tipo de modalidade de participação traz um certo índice de riscos. Os problemas permanecerão e não podemos evitar cada acidente. A “Meta Zero” – política que visa um índice zero de acidentes – pode não ser possível, mas é uma boa filosofia para nosso trabalho na área de segurança.

Acidentes continuam acontecendo, mas especialmente na Alemanha, o número de batidas severas está caindo desde 1970. (Foto: Shutterstock)

Fonte: http://sustentabilidade.allianz.com.br


Por Miriam Wolf

33 comentários:

ONG ALERTA disse...

Deveríamos ter aqui as mesmas preocupacóes em relaçáo a seggurança e como parceiro o governo...mas aqui tudo é burocrático até para salvar VIDAS!!!!!

Naty disse...

Precisamos lutar p/ alcançar mudanças.

Bjs.

ArcadoAutoConhecimento disse...

Lisette. Infelizmente nós não temos medidas preventivas. Beijos.

Evanir disse...

Que Deus abençoe você
e a mim também.
Que a nossa amizade tão linda
nunca chegue ao Fim.
Que a paz que trago no
peito seja cada dia maior.
Que sinceridade seja
minha maior virtude
Que o amor que sinto no coração
seja tão grande
o maior que uma pessoa pode ter.
Que sua semana seja uma
benção Divina.
Com carinho beijos no coração,,Evanir..

Yasmine Lemos disse...

Lisette, vim deixar meu beijo e carinho.

Cantinho She disse...

Que loucura... bjo, bjo minha querida!
She

Camila Monteiro disse...

Ahhh como tudo aqui no Brasil, ainda vai precisar de muita luta, muita mudança e muita boa vontade de pessoas desinteressadas e com poder para mudar um palito sequer!

Flor de Jasmim disse...

Lisette
em portugal este fim de semana também existiram mortos de váriosacidentes. Infelizmente cada vez mais se morre nas estradas.
Beijinho

Pelos caminhos da vida. disse...

Qto mais velozes, mais perigosos se tornam nas mãos dos condutores.

Um gde abraço amiga.

beijooo.

::Tetê:: disse...

Oi Lizete! Que bom encontrá-la mais uma vez no Gotas de Sabedoria! Fiquei muito feliz com sua visita! Acabo de atualizar e, como sou feliz quero vê-la feliz, também! Bjks Tetê

Márcia disse...

e vai ficar pior, o que precisa colocar na cuca de muitas pessoas é a consciência na hora de pisar...pq depois ...já era!

beijos e ótima semnana pra vc!

Tânia T. disse...

Tenho a sensação de que nada no Brasil funciona.. educação, segurança, saúde, esporte.. nada, nada... =/


bjuu

Aline Galdino disse...

Eu estava pensando nisso esses dias!
Meu deus, usam TANTO dinheiro para futilidades e roubos desordenados! Por que não investir em segurança, sinalização e capacitação dos policiais e guardas de trânsito? Tanta gente fazendo besteira e tantas familias dilaceradas com a saudade!

Ai meu Deus! Dói só de pensar!

Obrigada por estar em meus amigos, é um privilégio!

Beijos com muito CariNho!

Smareis disse...

Lisette,o governo não tá nem ai pra ninguém.Sai governo , entra governo e o povo só vive de promessas e nada de mudança. O povo esta muito abandonado. A população precisava se conscientizar pelo menos na hora de votar. O povo brasileiro é muito fiel a esses políticos. Tá na hora de mudar. Um abraço e ótima semana.

Célia Gil, narciso silvestre disse...

Gostei de ler esta entrevista e outroas textos. É de uma grandiosidade humana ímpar a sua força e coragem! Parabéns pelo blog de sensibilização! Aqui em Portugal há sempre imensoas acidentes e o último mais divulgado foi o de um ator de uma novela e cantor, de 28 anos, Angélico Vieira, que nem bebia, não consumia substâncias ilícitas e a vida pregou-lhe esta rasteira. Foi um drama nacional, mas quantos dramas destes não ocorrem todos os dias com gente anónima? Bjs

Atitude do pensar disse...

Muita contraditoriedade.

O Árabe disse...

Confesso que tive certa dificuldade para ler as letras em vermelho, mas valeu a pena. Muito bom post! :) Boa semana, amiga.

Vivian disse...

Bom dia,Lisette!

É tudo por aqui para na burocracia...
O que é importante leva anos para ser feito...
Espero que um dia mude.
A saúde, educação e segurança tem que estar em 1° lugar...
Beijos!

sandrinha disse...

Oi querida!
se tem um assunto para postar é sobre acidente no transito né?quantos não são por dia!
Vim te agradecer o carinho na minha casinha e te desejar uma feliz semana!cheia de muita LUZ!

soninha disse...

Muito bom este post!!!Muita coisa pra mudar aqui,principalmente na consciência de políticos que não enxergam como prioridade a vida de pessoas,não fazem nada pra mudar essa realidade...

*♡* Jane dos Anjos *☆* disse...

Temos que começar mudando nossos votos, com governantes melhores teremos leis melhores... aqui no Brasil mata-se no volante e a pessoa nem punida é... a ultima barbari foi a vida de uma joven valer 300 mil reais. Puro absurdoooo... Temos tbm que ter educação dentro de casa, isso mesmo, mamães de alta sociedade acham que seus filhinhos ricos podem tudo e dá nisso... educação sempre e vote consciente!!
Obrigada por sua nobre visita e por está me seguindo, é um prazer participar de um Bog como o seu, parabéns pelo Blog!! Beijooos e LUZ!!

Nilza disse...

Oi querida: passando para agradecer a visita e avisar que já atualizei! Paz, saúde e que Deus nos ajude! Boa semana! Nilza

7e7ei@ disse...

Como é gostoso receber visitas! Amigos são Anjos e eu gosto de me sentir assim, cercada de Anjos! Anjo amigo, obrigada pela visita! Um beijo angélico em seu coração! Tetéia

MARILENE disse...

De nada adiante os carros serem mais velozes. As estradas não são pistas de corrida, com as necessárias proteções. Ao contrário, no Brasil, são péssimas.
E os motoristas não têm preparo e educação suficientes sequer para o trânsito das cidades.
Bjs.

Paredes disse...

Condutor seguro,porém menos veloz!!!
Maior tempo,mais Vida!

Lua Negra disse...

Venho retribuir sua visita em meu cantinho.
Gostei muito do seu espaço, bem informativo.
Ritual para eliminar políticos corruptos: Uma porção grande de "boa" educação desde pequenos, para na hora de votar, conseguir acertar, pelo menos 80%, rsrsrsrs.
Beijo de borboletas.
Lua.

ALUISIO CAVALCANTE JR disse...

Querida amiga

Tudo passa por
educação e leis.

Sem isto,
qualquer investimento
será perdido.

Que os sonhos te envolvam
a vida, sempre...

Toninhobira disse...

Nossos sonhos ainda vivem e creio que ainda poderemos mudar esta contabilidade maldita do nosso transito,mas é preciso uma força conjunto mesmo.
Um abração Lisete.
Bju de luz nos seus dias.
Voce tem noticias da Mariana do Compartilhar aprender?
Ela sumiu.

lita duarte disse...

O que esperar?!
Tragédias...

Quem sabe um dia as coisas mudem.

Bjos.

*Simone Poesias* disse...

Olá, vim agradecer sua visita, volte sempre!

Gostei do seu blog, é um trabalho muito bonito este que vc faz. Que Deus te abençõe!
Bjinhoss ;)

Lúcia Soares disse...

olá lisette a paz, seu blog é muito lindo, obrigado pela visita. um grande abraço.

Dani Gomes disse...

Olá,

Só agora estou fazendo CFC e me preocupa o sem-número de acidentes que ocorrem todos os dias no trânsito brasileiro...

Será que algum dia vamos chegar a uma solução para esse mal??

Grande beijo para ti,

http://omundoparachamardemeu.blogspot.com/

Fa menor disse...

Isto é um flagelo em todo o lado.