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quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

UMA GUERRA ESCONDIDA

UMA GUERRA ESCONDIDA
Há uma guerra que a sociedade brasileira está perdendo: a do trânsito. Relatório do Ministério da Saúde indica que, em sete anos, 247,7 mil pessoas morreram em acidentes nas ruas e estradas do país, das quais 36,6 mil em 2008, o último ano contabilizado nesse levantamento. Apesar da legislação mais rigorosa adotada em 1998 e mesmo com reiteradas campanhas de conscientização, a esperada revolução cultural nessa área não ocorreu.
O país tem estradas mal sinalizadas, os motoristas persistem em desrespeitar o limite de velocidade, há milhares de casos de embriaguez ao volante, o investimento na duplicação das rodovias é insuficiente e a fiscalização é deficiente.
Cada um desses fatores contribui com sua parte para que as estradas e ruas do país se transformem em fronts dessa guerra (até agora) perdida. Nas batalhas desse conflito, perecem em média cem pessoas por dia.
Por isso, no incômodo ranking das mortes no trânsito, infelizmente nosso país continua em primeiro.A questão, sabe-se, tem vários aspectos, cada um deles relevante para o enfrentamento da violência do trânsito.
Doze anos depois da entrada em vigor do Código de Trânsito Brasileiro, a convicção é de que a parte mais fácil dessa tarefa era mesmo a da mudança na legislação. Saiu-se de um código tolerante e leniente, que era claramente uma ferramenta defasada e insuficiente, para uma lei moderna, com definição clara de direitos e deveres, com precisão das infrações e das penalidades e com uma estrutura que, achava-se, seria compatível com as novas exigências.
O novo código era amplo, detalhado e rigoroso, especialmente quando comparado com o anterior. Não tinha, no entanto, a capacidade de, por si só, promover uma revolução de comportamentos e uma transformação cultural, como a questão demandava.
Mesmo assim, foi esse código o responsável por uma ampla conscientização para o problema do trânsito e para a necessidade de enfrentá-lo, reduzindo os acidentes e seus prejuízos humanos e materiais.
Há anos se sabe que os dispositivos da lei, que são indispensáveis, não são suficientes.
Será preciso sempre que eles sejam acompanhados por uma mudança de postura pessoal, fato que não se consegue por decreto ou por qualquer decisão formal, por instalações viárias adequadas e por estruturas de controle e fiscalização competentes.
Doze anos depois do código, são ainda pequenos seus efeitos sobre um problema que, como a frota de veículos, não cessa de crescer.Nos dois feriadões do fim do ano, a Polícia Rodoviária Federal contabilizou a morte de 455 brasileiros, duas vezes mais do que as provocadas pelo acidente da Air France sobre o Atlântico.
De acidente em acidente, a tragédia nacional do trânsito repete a cada feriadão, sem o mesmo estrépito em termos de opinião pública, a soma de vítimas de qualquer dos grandes acidentes aviatórios.Os motoristas e suas famílias, aliados às autoridades, precisam enfrentar esse problema, que é de importância pública.
Fonte: ZH 07/01/10

11 comentários:

ONG ALERTA disse...

Muito interessante, nada de novo até agora, sabemos destes dados e estamos em ano de eleição, não existe nenhum político preocupado com o trânsito, fazer a diferença, ter atitude, infelizmente é o que falta neste país, a organização mundial da sa´de preve para 2020 que em cada família viverá uma situação que envolva acidente de trânsito isso sim é uma epidemia, ou melhor nem falar deixa assim ...
Precisamos de pessoas que olhem para a vida como um todo...
Uma mãe chamada Lisette Feijo.

Mariana disse...

Esta guerra não está tão escondida, pois pessoas responsáveis e famílias atingidas pela esta guerra,sabem o qt ela existe e é cruel, dilacera corações de famílias inteiras.
Precisamos de educação,responsabilidade entre motoristas, pedestres e governantes.
Por isto é fundamental as sementes plantadas pela ong Alerta.
Lisette, te admiro muito.

Antonio Campos disse...

Li a pouco no blog da Mariana e comentei sobre as dificuldades encontradas para chegar-se a um destino em dias de movimento. Faltam melhores estradas maior educação do motorista. E leís mais rígidas pois que eu analfabeto como sou digo: as leís aqui são flutuantes. Elas não funcionam navegam a deríva. E as brechas deixadas dão vazão a não punição como de fato deveria ocorrer. Esse realmente continua um país onde nada é levado a sério.

Carla disse...

Oi, obrigadão pelo super comentário que deixou lá no blog, amei mesmo. Um bom ano de 2010 e um beijão

Lisette Feijó disse...

Sim já que os governos não fazem muito precisamos unir forças para haver mudança, tudo é uma questão de atitude.

Rosemildo Sales Furtado disse...

Olá minha amiga! Passando para agradecer as visitas, os comentários e, principalmente, pelo carinho. Muito obrigado pela tua amizade.

Infelizmente é a realidade. Os números estão aí, cada vez mais alarmantes e as autoridades não estão nem aí. Atitudes que é bom, nada. Brasilllllllllllllllllllll!!!

Belo trabalho, continue, pois, quem sabe, criam vergonha na cara.

Beijos,

Furtado.

Laís D'Ponte disse...

Olá querida!!!!!!

Passei para te agradecer pelo gentil comentário em meu blog!!!
Espero te ver mais vezes por lá!!!!

Aproveitei e dei uma lida nos seus posts.
Que triste realidade essa, não?
A sociedade precisa tomar uma atitude, pois isso está rumando ao caos.

Um abração! =]

Elaine Barnes disse...

Olá! Será que se tivessem aulas de transito desde o primário não ajudaria? Os filhos ensinariam os pais e com certeza seriam motoristas mais consciêntes tendo essa matéria lá no futuro. É impressionante, a grande maioria por imprudência e estradas muito ruins. bjão

Ricardo Conceição disse...

Interessante guerra, talvez os caras se interessem em parar com ela.

Sônia Silvino disse...

Lisette!
Enquanto o ser humano agir com imprudência e irresponsabilidade, os problemas continuarão. É muito difícil reverter um quadro, onde os protagonistas não estão interessados em mudar.
Muita paz e luz, minha querida amiga!
Bjkas!

Jurandir Santos disse...

Descaso é grande em relação a acidente neste país.