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terça-feira, 25 de novembro de 2008

Os desafios do Trânsito



24 de abril de 2008, Jornal Zero Hora


Trânsito


Os desafios do trânsito


Associação de moradores do Lindóia leva vídeos que mostram problemas da região à EPTC

No dia 3 de abril, a Associação de Moradores do Jardim Lindóia (Amal) entregou à Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) um documento solicitando alterações no trânsito da região. Para a ocasião, o vice-presidente da Amal, Carlos Pereira, produziu um vídeo com os principais problemas apontados pela comunidade.As imagens mostram canteiros mal sinalizados na Avenida Sertório, o contraste da via congestionada com o corredor de ônibus vazio, a Avenida Bogotá com a sinalização confusa e os riscos oferecidos pelo muro de contenção do viaduto da freeway com a Avenida Assis Brasil.Como resultado da reunião, a EPTC se comprometeu a reforçar a sinalização ao longo da Avenida Bogotá até o fim de maio. Transformá-la em mão única, segundo a gerente de planejamento de trânsito da EPTC, Carla Meinecke, dificultaria o acesso de moradores a suas residências. Também devem receber melhorias na sinalização os canteiros centrais que representam risco de acidente na Avenida Sertório.Quanto ao muro da freeway, a EPTC deve encaminhar a solicitação à Concepa, concessionária responsável pela rodovia. A Secretaria Municipal de Obras e Viação também será contatada para que conserte os canteiros da Sertório, danificados em acidentes.Como já manifestou anteriormente, a EPTC considera inviável a liberação do corredor de ônibus para outros veículos. Para a empresa, com a implementação do projeto Portais da Cidade, o corredor terá importância vital para o transporte coletivo da Capital. Entretanto, o órgão se comprometeu a intensificar a fiscalização do tráfego de carroças no horário de pico e a estudar o seqüenciamento das sinaleiras, como formas de melhorar a fluidez do trânsito.Conforme a Amal, uma alternativa seria a implementação do sistema Onda Verde. Em funcionamento em capitais como Cuiabá, Curitiba e São Paulo, o sistema consiste na sincronização dos semáforos, de modo que os condutores possam percorrer a via sem encontrar sinais vermelhos, desde que mantenham velocidade média de 50 km/h.
CARLOS HAHN Especial


O que fazer?


Texto enviado por Carlos Pereira

"A zona norte de Porto Alegre vive um crescimento imobiliário fantástico, com grandes empreendimentos comerciais e residenciais. O resultado são mais pessoas dividindo um trânsito caótico, sem investimentos e sem novidades há muitos anos, exceto a eterna obra na Baltazar. A Avenida Assis Brasil, saturada, esperava a construção do metrô, mas parece que, no fim, será construído na Avenida Bento Gonçalves, contrariando todas as expectativas e estudos de viabilidade.
A Avenida Sertório, que seria a alternativa para chegar ao bairro, congestiona completamente nos horários de pico. Tem de tudo: papeleiros, carroças e ônibus fora do corredor. Aliás, o que menos tem é ônibus no corredor. Sem paciência, os motoristas arriscam a multa e invadem a pista dos ônibus.
Diante do caos instalado, o que fazer? Se você fizesse esta pergunta às autoridades de trânsito, elas lhe diriam para utilizar o transporte coletivo, como se este fosse eficiente e seguro. De fato, é mais fácil do que admitir que não existe investimentos em trânsito. Na verdade, hoje só anda de carro quem precisa, quem necessita, pois acaba ficando mais tempo parado do que andando.
Por outro lado, bairros outrora tranqüilos vêem seu movimento aumentar por conta de motoristas que buscam novas rotas para fugir dos engarrafamentos. E isto está acontecendo com o nosso Lindóia. A Avenida Panamericana virou rota de passagem para quem vem da Sertório e deseja cruzar a Assis Brasil pela Bogotá.
Nossos cruzamentos são mal sinalizados, nossas ruas não têm placas com nomes. Enfim, temos muitos problemas como todos os bairros, mas não devemos nos acomodar. Temos de buscar alternativas. Acredito na sociedade organizada como a única forma de mudar a realidade."


Os problemas apontados pela Amal


- O corredor de ônibus da Avenida Sertório é subutilizado, enquanto as outras pistas ficam congestionadas nos horários de pico. Agrava a situação a presença de ônibus e carroças entre os carros.
- Resquícios de sinalização antiga induzem motoristas a pensar que a Avenida Bogotá é de mão única em direção à Assis Brasil. No entanto, isto só ocorre na esquina da Rua Maria Montessori. Há registro de acidentes no local.
- À noite, os motoristas correm o risco de bater no muro de contenção do viaduto da freeway, devido à sinalização e à iluminação insuficientes. A pista apresenta marcas de pneus no local.
- A má sinalização dos canteiros da Avenida Sertório favorece acidentes. Alguns estão danificados por antigas colisões.


zerohora.com


Confira trechos dos vídeos feitos pela Amal:
- Corredor de ônibus da Sertório vazio no horário de pico
- Canteiros centrais da Avenida Sertório estão mal sinalizados
- Muro do viaduto da freeway também precisa de sinalização
- Avenida Bogotá tem sinalização antiga que confunde motoristas

2 comentários:

Mariana Moura disse...

É inadimissível q Poa, Capital Gaúcha, q tem 1,5 milhão de habitantes,sem contar com a população da reg.metropolitana q trabalha em Poa.Náo tem um engenheiro responsável pelo planejamento viário.
É preciso os cidadãos e a imprensa cobrar, porque parece que as nossas autoridades não cumprem com suas responsabilidades.

Mariana Moura disse...

No post consta que a "EPTC se comprometeu a reforçar a sinalização ao longo da Avenida Bogotá até o fim de maio."
Sabes se foi feito algo a respeito?