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segunda-feira, 26 de setembro de 2016
segunda-feira, 19 de setembro de 2016
OBSERVATÓRIO cria peças para reforçar atitudes seguras no trânsito.
A Semana Nacional de Trânsito é determinada pelo CTB (Código de Trânsito
Brasileiro) e acontece todos os anos de 18 a 25 de setembro. Esse ano, o tema
determinado pelo Contran (Conselho Nacional de Trânsito) é “Década Mundial de
Ações para a Segurança no trânsito – 2011/2020 #Eusou+1por1trânsitomais
seguro!', inspirado no ‘#Eusou+1 por um trânsito mais humano', que alavancou
a edição de 2016 do Movimento Maio Amarelo, coordenada pelo OBSERVATÓRIO, que
tem como finalidade a busca pela mudança do comportamento de todos que
transitam.
Segundo dados do DataSUS, do Ministério da Saúde, perderam a vida em acidentes de trânsito no Brasil em 2014, cerca de 44 mil pessoas. Sem contar que, em função de acidentes, um contingente expressivo de pessoas passa a conviver com sequelas irreversíveis. Em média, cerca de 60% dos leitos hospitalares disponibilizados no Brasil hoje estão ocupados por vítimas de traumas causados pelo trânsito. Para José Aurélio Ramalho, diretor-presidente do OBSERVATÓRIO, a prevenção é a maior arma que temo para reverter esse quadro, e ressalta ainda que, nenhuma morte em acidente de trânsito é aceitável, portanto cada um deve fazer sua parte para um país seguro em matéria de trânsito. |
quinta-feira, 8 de setembro de 2016
Um em cada cinco para-atletas do Brasil sofreu acidente de automóvel.
GUILHERME ZOCCHIO
MATEUS SILVA ALVES
PAULO ROBERTO CONDE
DE SÃO PAULO
MATEUS SILVA ALVES
PAULO ROBERTO CONDE
DE SÃO PAULO
Praticamente um em cada cinco atletas da equipe brasileira que competirá nos Jogos Paraolímpicos do Rio tem deficiência causada por um problema crônico do Brasil: os acidentes de automóvel.
Levantamento feito pela reportagem, com base em dados do CPB (Comitê Paralímpico do Brasil), aponta que ao menos 50 para-atletas da delegação brasileira foram vítimas de colisão de veículos ou atropelamentos. Eles representam 18% da delegação.
Foram levadas em conta informações de 282 do total de 287 para-atletas (com o veto à Rússia na Paraolimpíada, mais cinco brasileiros foram integrados ao grupo, e a reportagem não teve acesso aos dados desses que entraram por último).
O Brasil é um dos líderes mundiais em ocorrências e mortes nas ruas e estradas. Foram 43.075 mortes no trânsito do país em 2014, segundo informações preliminares do Datasus (Departamento de informática do Sistema Único de Saúde).
Origem da deficiência:
Levantamento feito pela reportagem, com base em dados do CPB (Comitê Paralímpico do Brasil), aponta que ao menos 50 para-atletas da delegação brasileira foram vítimas de colisão de veículos ou atropelamentos. Eles representam 18% da delegação.
Foram levadas em conta informações de 282 do total de 287 para-atletas (com o veto à Rússia na Paraolimpíada, mais cinco brasileiros foram integrados ao grupo, e a reportagem não teve acesso aos dados desses que entraram por último).
O Brasil é um dos líderes mundiais em ocorrências e mortes nas ruas e estradas. Foram 43.075 mortes no trânsito do país em 2014, segundo informações preliminares do Datasus (Departamento de informática do Sistema Único de Saúde).
Origem da deficiência:
26%- Nascimento;
21%- Sequela de doença;
18%- Acidente automobilístico
13% -Outros acidentes
12%- Complicações no parto
04%-Arma de fogo
05%- Outros
Levantamento: 282 atletas (Total da delegação: 287)
Média de idade dos atletas paraolímpicos brasileiros: 31 anos
Média de idade dos atletas olímpicos brasileiros: 28 anos
*Incluem ocorrências em casa, no trabalho ou em atividades de lazer
**No relatório de 3% dos atletas, a origem da deficiência não foi apresentada. No caso de 2%, são outras causas além das citadas acima.
De acordo com o último relatório global da OMS (Organização Mundial de Saúde), com dados processados até 2013, o Brasil foi o quarto país das Américas com mais mortes em acidentes automobilísticos a cada 100 mil habitantes (23,4). Só fica atrás de Belize, República Dominicana e Venezuela.
Média de idade dos atletas olímpicos brasileiros: 28 anos
*Incluem ocorrências em casa, no trabalho ou em atividades de lazer
**No relatório de 3% dos atletas, a origem da deficiência não foi apresentada. No caso de 2%, são outras causas além das citadas acima.
De acordo com o último relatório global da OMS (Organização Mundial de Saúde), com dados processados até 2013, o Brasil foi o quarto país das Américas com mais mortes em acidentes automobilísticos a cada 100 mil habitantes (23,4). Só fica atrás de Belize, República Dominicana e Venezuela.
O time paraolímpico brasileiro reflete assim a intensidade desses traumas no país.
A avaliação dos dados também evidencia problemas de outras tipos. Considerando os acidentes em geral, o percentual sobe para 35%.
Em pelo menos 12 casos, o equivalente a 4%, a razão da deficiência foi um acidente com arma de fogo.
Outros 37 (13%) se feriram em episódios que incluem ocorrências no trabalho, em casa ou em alguma atividade de lazer.
Do total de atletas da delegação brasileira na Paraolimpíada, 38% têm deficiência congênita ou a adquiriram após complicações no parto.
REABILITAÇÃO
A quantidade expressiva de atletas com deficiência no grupo por consequência de acidentes automobilísticos se explica muito por conta da frequência com que a prática esportiva integra a reabilitação das vítimas.
Os centros de recuperação no país costumam incluir o esporte em seus programas.
"Quem adquiriu a deficiência depois precisa se readaptar e redescobrir o corpo novo que tem", diz Elisabeth de Mattos, professora da Escola de Educação Física da USP.
De acordo com Paulo Guimarães, engenheiro e diretor técnico do Observatório Nacional de Segurança Viária, ainda não há, porém, um sistema padronizado de recuperação de acidentados no SUS.
Na saúde pública, segundo ele, o tratamento para as vítimas ainda costuma esbarrar na insuficiência de leitos hospitalares para emergência e de profissionais.
Outra dificuldade é a reinserção social das pessoas com deficiência. Para Guimarães, o esporte pode "trazer acolhimento social e integrar a pessoa a outros grupos. Apesar de termos problemas, é algo que deve ser buscado".
"A prática esportiva ajuda a autoestima e permite que a pessoa se torne produtiva e descubra novas potencialidades", afirma a professora.
TOP 5
Independentemente da origem da deficiência, os brasileiros buscam feito histórico nos Jogos Paraolímpicos, que começam na quarta (7).
A meta traçada pelo CPB é que a delegação termine a Paraolimpíada entre as cinco melhores da classificação geral, utilizando como critério o total de medalhas de ouro.
Em Londres-2012, os brasileiros ficaram em sétimo, com 43 medalhas (21 ouros, 14 pratas e oito bronzes).
Diferentemente do que acontece no universo olímpico, o país já é considerado uma potência paraolímpica.Com 287 para-atletas, o contingente nacional que competirá no Rio constitui recorde –em Londres, por exemplo, foram 189 atletas.
A avaliação dos dados também evidencia problemas de outras tipos. Considerando os acidentes em geral, o percentual sobe para 35%.
Em pelo menos 12 casos, o equivalente a 4%, a razão da deficiência foi um acidente com arma de fogo.
Outros 37 (13%) se feriram em episódios que incluem ocorrências no trabalho, em casa ou em alguma atividade de lazer.
Do total de atletas da delegação brasileira na Paraolimpíada, 38% têm deficiência congênita ou a adquiriram após complicações no parto.
REABILITAÇÃO
A quantidade expressiva de atletas com deficiência no grupo por consequência de acidentes automobilísticos se explica muito por conta da frequência com que a prática esportiva integra a reabilitação das vítimas.
Os centros de recuperação no país costumam incluir o esporte em seus programas.
"Quem adquiriu a deficiência depois precisa se readaptar e redescobrir o corpo novo que tem", diz Elisabeth de Mattos, professora da Escola de Educação Física da USP.
De acordo com Paulo Guimarães, engenheiro e diretor técnico do Observatório Nacional de Segurança Viária, ainda não há, porém, um sistema padronizado de recuperação de acidentados no SUS.
Na saúde pública, segundo ele, o tratamento para as vítimas ainda costuma esbarrar na insuficiência de leitos hospitalares para emergência e de profissionais.
Outra dificuldade é a reinserção social das pessoas com deficiência. Para Guimarães, o esporte pode "trazer acolhimento social e integrar a pessoa a outros grupos. Apesar de termos problemas, é algo que deve ser buscado".
"A prática esportiva ajuda a autoestima e permite que a pessoa se torne produtiva e descubra novas potencialidades", afirma a professora.
TOP 5
Independentemente da origem da deficiência, os brasileiros buscam feito histórico nos Jogos Paraolímpicos, que começam na quarta (7).
A meta traçada pelo CPB é que a delegação termine a Paraolimpíada entre as cinco melhores da classificação geral, utilizando como critério o total de medalhas de ouro.
Em Londres-2012, os brasileiros ficaram em sétimo, com 43 medalhas (21 ouros, 14 pratas e oito bronzes).
Diferentemente do que acontece no universo olímpico, o país já é considerado uma potência paraolímpica.Com 287 para-atletas, o contingente nacional que competirá no Rio constitui recorde –em Londres, por exemplo, foram 189 atletas.
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quarta-feira, 31 de agosto de 2016
terça-feira, 16 de agosto de 2016
ONG ALERTA NO PROJETO PESCAR
ONG ALERTA esteve hoje conversando novamente com o grupo de alunos do Projeto PESCAR na empresa de Ônibus SUDESTE. Foram abordados assuntos sobre segurança e as armadilhas do Trânsito. Parabéns ao professor Terra pelo brilhante trabalho com os jovens e obrigada por convidar a ALERTA para fazer parte desse momento .
terça-feira, 19 de julho de 2016
terça-feira, 28 de junho de 2016
sexta-feira, 17 de junho de 2016
terça-feira, 31 de maio de 2016
Atenção pela vida!!!!!!
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quinta-feira, 19 de maio de 2016
segunda-feira, 9 de maio de 2016
Alterações no Código de Trânsito aumentam penalidades e valores de multas
Publicada nesta quinta-feira (05), no Diário Oficial da União, a Lei 13.281 faz uma série de alterações no Código de Trânsito Brasileiro (CTB), entre elas, nos valores de multas e prazos para suspensão do direito de dirigir. Os valores de multas, que eram os mesmos desde a extinção da Unidade Fiscal de Referência (Ufir) em 2000, passam a ter novos valores em reais e entram em vigor em seis meses.
As multas leves tiveram reajuste de 66% e as médias, graves e gravíssimas de 53%. Os fatores multiplicadores previstos para algumas infrações mais graves incidem sobre os novos valores. Assim, a multa prevista para quem dirige sob o efeito de álcool, que é gravíssima e possui fator multiplicador de 10, passa de R$1.915,40 para R$2.932,30.
celular
A nova lei altera 28 artigos e inclui seis novos dispositivos. Outra mudança, muito esperada por especialistas, é a inclusão do uso do telefone celular (agora de forma explícita). O inciso V prevê infração média para quem dirigir com apenas uma das mãos. Essa conduta passa a ser de natureza gravíssima (de R$ 85,13 para R$ R$ 293,47) caso o condutor esteja segurando ou manuseando o telefone celular.
Recusa ao etilômetro
Um dos novos dispositivos inseridos no Código vem para pacificar discussões administrativas e judiciais relacionadas à recusa ao etilômetro. Proposto pelo Rio Grande do Sul, o artigo 165-A pacifica o entendimento de que a recusa ao etilômetro caracteriza-se infração formal, e enquadra o infrator na mesma situação do condutor que tem teste positivo.
Suspensão do direito de dirigir
O processo de suspensão também ficará mais célere. A mudança no artigo 261 prevê que o processo de suspensão do direito de dirigir para as infrações que preveem essa penalidade (embriaguez, excesso de velocidade acima de 50%, rachas) será instaurado concomitantemente à aplicação da multa, reduzindo consideravelmente o tempo de tramitação para a penalização do condutor infrator.
O prazo de suspensão para quem atingia os 20 pontos, na antiga redação, partia de um mês até 12 meses. Na nova redação, o prazo de suspensão para esse condutor parte de seis meses e vai até uma ano (oito meses até dois anos na reincidência dentro de 12 meses). Para as infrações que preveem suspensão e não tem prazo específico determinado pelo Código, varia de um a 12 meses A partir de 1º de novembro, será de dois a oito meses (oito a 18 meses na reincidência dentro de um ano).
A Lei 13.281 também traz mudanças nas competências de alguns órgãos de trânsito, na velocidade máxima em rodovias, nas multas para veiculação de publicidade irregular, na responsabilidade pela sinalização de estabelecimentos privados de uso coletivo, nas regras para circulação de estrangeiros, nos procedimentos de leilões, entre outros.
Para o diretor-geral do Detran/RS, Ildo Mário Szinvelski, essa verdadeira reforma no Código de Trânsito Brasileiro é positiva e vem em boa hora. “Se todo chamado ‘acidente’ é precedido de uma infração de trânsito, a majoração dos valores terá caráter educativo e pedagógico para a mudança comportamental. A lei avançou muito nesse sentido, como um instrumento importante no combate à impunidade e à redução da acidentalidade, dos sequelados e mortos no trânsito”.
Veja no quadro a mudança nos valores das multas a partir de 1º de novembro:
INFRAÇÃO
|
Pontuação
|
Valores atuais
|
Novos valores
|
Leve
|
3
|
R$ 53,20
|
R$ 88,38
|
Média
|
4
|
R$ 85,13
|
R$ 130,16
|
Grave
|
5
|
R$ 127,69
|
R$ 195,23
|
Gravíssima
|
7
|
R$ 191,54
|
R$ 293,47
|
x3
|
R$ 574,62
|
R$ 880,41
| |
x5
|
R$ 957,70
|
R$1.467,35
| |
x10
|
R$ 1.915,40
|
R$2.932,30
|
sábado, 30 de abril de 2016
Holanda cria ciclovia que brilha no escuro inspirada na arte de Van Gogh

A Holanda inaugurou
a primeira ciclovia que brilha no escuro, inspirada na obra do pintor
pós-impressionista holandês Vincent Van Gogh.A ciclovia, inspirada na obra Noite Estrelada, passa pela província de Brabante do Norte, onde o artista
nasceu, em 1853.
O projeto faz parte de uma iniciativa governamental que visa a
aumentar o uso da bicicleta em jornadas para o trabalho.A meta é aumentar o número de pessoas que optam pela bicicleta
em detrimento do carro ou do transporte público em 20% nos próximos 20 anos.
Mais de metade das viagens para o trabalho já são feitas em bicicletas na
Holanda.A ciclovia que brilha tentará também incentivar o uso de
bicicletas na volta do trabalho, evitando acidentes.O designer que idealizou a ciclovia,
Daan Roosegaarde, é conhecido por trabalhos que brilham no escuro. Ele disse à
BBC que se inspirou nas estrelas de plástico fosforescentes usadas para decorar
tetos de quartos de crianças."Desenvolvemos uma pintura eletrônica cuja intensidade do
brilho é mais forte. Caso chova por muito tempo ou não haja sol, é possível
recarregar esse material com eletricidade", explicou.Ele conta que, quando era pequeno, tinha o costume de brincar na
natureza, construir barracas, criar ambientes com materiais que encontrava.
"De repente, quando você vira adulto, dizem que você não pode mais fazer
isso. Nunca acreditei nessa mentira", brincou o designer."Temos que ser criativos. Vivemos no nível no mar. Se não
fôssemos criativos, afundaríamos", afirmou, referindo-se ao fato de que a
Holanda, também conhecida como Países Baixos, tem parte de seu território
protegida por diques para conter o avanço das águas.
sexta-feira, 22 de abril de 2016
Obra da ciclovia da Niemeyer foi feita pela Concramart e era tragédia anunciada
Uma ciclovia feita a margem do mar deveria prever uma onda forte? Não deveria? Bem, ao que parece isso não foi esperado no cálculo do projeto da Ciclovia da Niemeyer, que custou R$ 45 milhões, foi inaugurada em janeiro e foi palco do desastre de hoje(21/04).
A obra foi realizada pela Concremart,no Rio além da Ciclovia a empresa fez a restauração do Mosteiro de São Bento, o novo Shopping de Nova Iguaçu e retrofit da Biblioteca Pública do Rio de Janeiro.
É um absurdo que a empreiteira tenha entregue uma obra dessa qualidade e colocando a população em risco. E o pior, a Prefeitura tenha aceitada e não mantivesse análise de uma obra desse tamanho. A página “Salvemos São Conrado”, inclusive, fez uma série de postagens falando de problemas na estrutura da orla de São Conrado, veja o vídeo abaixo:
É muita incompetência que uma obra desta envergadura tenha se deteriorado em apenas 4 meses. Que os responsáveis paguem por essa tragédia anunciada.
POR QUINTINO GOMES FREIRE
quarta-feira, 13 de abril de 2016
Tudo acontece muito rápido!!!!!!
A cada segundo um movimento e a cada segundo muita coisa pode acontecer!!!!!
Atenção na direção é fundamental!!!!!
segunda-feira, 4 de abril de 2016
Dono de carro que provocou atropelamento se apresenta à polícia, mas fica em silêncio.
Segundo delegado, empresário não admitiu nem negou ser quem dirigia o veículo no momento do acidente que deixou casal ferido no Parcão.
Por: Vanessa Kannenberg
04/04/2016
Proprietário de Audi A5 não confirmou nem negou que era o motorista no momento do acidenteFoto: Ronaldo Bernardi / Agência RBS
Na companhia do advogado Jader Marques, o dono do Audi A5 que provocou o atropelamento de um casal durante um suposto racha, na madrugada do último sábado, se apresentou à polícia na tarde desta segunda-feira. Thiago Brentano, 39 anos, é proprietário de uma produtora de vídeo e, segundo seu defensor, não confirmou à polícia se era ele quem dirigia o carro no momento do acidente, pois usou o direito de permanecer em silêncio.
— Ele não quis prestar declaração. Se mostrou bastante abalado com o acontecimento e disse que vai falar só em juízo — afirmou Butarelli.
O advogado e seu cliente chegaram por volta das 14h45min na Delegacia de Trânsito, junto ao Palácio da Polícia, e saíram sem falar com a imprensa menos de 20 minutos depois. Segundo Marques, o dono do Audi "entregou todos os documentos e se colocou à disposição do delegado, mas só vai prestar depoimento ao juiz".
O caso é investigado pela polícia como lesão corporal culposa (sem intenção), com pena de detenção de dois meses a um ano, com agravante de fuga do local, além de possíveis racha e embriaguez, questões que o inquérito ainda vai apurar.
Antes do acidente, a investigação aponta que o motorista do Audi estava em uma casa noturna localizada na Rua Silva Jardim. A polícia conseguiu imagens de monitoramento de sete empresas localizadas entre a boate e o local do acidente, o cruzamento da Rua 24 de Outubro com a Avenida Goethe.
— Vamos analisar as imagens para ver se realmente houve racha, se o segundo carro que aparece nas imagens (um Camaro) estava participando, ou se apenas o Audi está envolvido no acidente — afirma o delegado.
Segundo ele, o Camaro ainda não foi identificado. Peritos devem usar um programa especializado para tentar aproximar as imagens e tentar identificar a placa. Ao Instituto Geral de Perícias o delegado também requisitou que seja feita uma estimativa da velocidade em que os carros estavam, já que não há nenhum radar na região. O cálculo aproximado pode ser feito com a distância e o tempo percorrido no trecho do vídeo.
Outro exame que vai ajudar na investigação é o papiloscópico, que vai comparar as digitais presentes no volante e no câmbio do Audi com as de Brentano. Butarelli ainda confirmou que o proprietário está com a CNH suspensa e que, se for comprovado que ele era o motorista, o inquérito será remetido ao Detran, que pode abrir um processo de cassação da carteira de habilitação dele.
Na terça-feira de tarde, o passageiro do Audi deve ser ouvido na Delegacia de Trânsito. Considerado uma "testemunha chave", o homem, de identidade não divulgada, ficou ferido no acidente e permaneceu dentro do veículo, enquanto o motorista fugiu a pé. Ele foi atendido em um hospital e confirmou à polícia que vai prestar depoimento.
— Ele está na condição de testemunha, não de acusado, por isso tem o dever de falar e de falar a verdade — afirmou Butarelli.
Outras testemunhas já foram ouvidas, incluindo o motorista do táxi em que o Audi colidiu. Conforme o delegado, ele confirma que o veículo vinha em alta velocidade, mas não conseguiu reconhecer o condutor.
Outros depoimentos importantes serão os das vítimas, mas estes ainda não têm data marcada. Rafaela Cruz Perrone, 24 anos, segue internada no Centro de Terapia Intensiva (CTI) do Hospital Moinhos de Vento. O namorado dela, Thomaz Atillio Coletti, 25 anos, foi liberado do Hospital Cristo Redentor ainda no sábado pela manhã. O casal passeava com o cachorro quando foi atropelado na calçada do Parcão.
terça-feira, 22 de março de 2016
Brasil registra redução nas mortes de ciclistas e pedestres
Mesmo em tempos em que os dois modais de transportes tendem a crescer com a crise econômica, a violência diminui para esse público.
Muita gente não imagina, mas mesmo em tempo de alta tecnologia com carros cada vez mais surpreendentes e com a rede de transporte público chegando em mais áreas, é a velha sola do sapato quem tem levado muita gente ao seu destino todos os dias no Brasil. Atualmente, o principal modo de deslocamento é o não motorizado, ou seja, aquele feito a pé ou por bicicletas. No total de deslocamentos realizados, esse modo de transporte supera as viagens pelo transporte coletivo (trens e ônibus) e bate também os deslocamentos realizados por carros e motos (denominado transporte individual). Esses dados são confirmados por um Relatório do Sistema de Informações da Mobilidade da Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP), com informações de 2013.
De acordo com a ANTP, são registrados 25,9 bilhões de deslocamentos pelo transporte não motorizado (a pé e por bicicleta), 19,7 bilhões pelo transporte individual (motos e carros) e 18,7 bilhões de deslocamentos pelo transporte coletivo no universo pesquisado (438 municípios que integram o Sistema de Informação da entidade).
E em tempo de grande retração da economia, o modo não motorizado tende a crescer, já que o cenário obriga muitos cidadãos a economizar com o transporte para direcionar recursos para as necessidades mais prementes.
Mais gente e ciclistas nas ruas exigem mais alerta por um lado em relação à segurança, mas os dados apontaram um cenário favorável para esses dois segmentos em 2014, comparados aos demais (ocupantes de motos, carros, caminhões e transporte coletivo). Pedestres e ciclistas tiveram respectivamente queda no total de óbitos no trânsito em 2014. Para o primeiro grupo (pedestres), a redução foi de 4,5% e para os ciclistas de 2,6%, em relação a 2013.
Quando considerados os modais de transporte, as mortes entre ocupantes de ônibus são as que mais chamaram a atenção, pois subiram 32,4% de 2013 para 2014; seguidas dos ocupantes de motocicletas, que tiveram aumento de 2,3%; e dos ocupantes de automóveis também com registro de crescimento nos óbitos de 1,3%. Somente o número de mortes de ocupantes de caminhão permaneceu inalterado. Essas informações são do Banco de Dados do DataSUS, mas com dados ainda preliminares.
De acordo com o Data SUS, foram registradas, em 2014, 43075 óbitos nas vias em todo o Brasil – um aumento de 2% na mortes computadas em 2013. Deste total, 12318 foram ocupantes de motos; 10219 ocupantes de veículos; 7851 pedestres, 1313 ciclistas e 10.327 (outros – inclui trens, tratores, carroças, não informados/desconhecidos). Fonte: OBSERVATÓRIO Nacional de Segurança Viária.
sexta-feira, 11 de março de 2016
segunda-feira, 7 de março de 2016
Brasil tem mais vítimas de acidentes de trânsito do que câncer, informa estudo.
O número de vítimas no trânsito brasileiro é o maior do mundo. De acordo com o Levantamento do Observatório Nacional de Segurança Viária, divulgado pela revista Veja desta semana, os acidentes de carro superam homicídios ou câncer, por exemplo. Segundo registro no seguro DPVAT (Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre), o país tem 31,3 vítimas fatais por 100 mil habitantes; mais que o verificado no Catar, El Salvador, Belize e Venezuela.
Só no ano passado foram contabilizadas pelo DPVAT 60,7 mil mortes, número 4% superior em relação a 2011, além de 352 mil casos de invalidez permanente. A maior parte dos acidentes foi registrada entre jovens de 18 e 34 anos – 41% do total -, o equivalente a duas tragédias como a da Boate Kiss por semana.
Ainda de acordo com o estudo, mais de 95% dos desastres viários são resultado de irresponsabilidade e imperícia dos motoristas e 40% das vítimas estavam em motocicletas.
Fonte: Metro1
segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016
A IRRACIONALIDADE ANDA SOBRE RODAS
No trânsito, enfrentamos todos os dias as diferenças culturais entre as cidades brasileiras e as outras, mundo afora. Lá fora, existem pessoas e carros, como aqui. Lá fora, os cidadãos são obrigados a cumprir as leis, dirigem com prudência, respeitam os pedestres e os limites de velocidade. Lá fora, os carros foram enquadrados, depois de também terem tomado a paisagem urbana – nada de carros sobre os passeios, praças, canteiros. No Brasil, os acidentes de trânsito matam 50 mil pessoas por ano. Lá fora, um décimo deste número.
A pergunta que me faço todos os dias, a caminho do trabalho, é: qual a origem
da insanidade dessas poucas pessoas, em atitudes absurdas contra a prudência,
contra os limites de velocidade e contra as medidas para, de fato, garantir a velocidade
de segurança nas ruas? É essa minoria que grita sua ira pelas redes, pela
mídia, que ataca a fiscalização necessária, distorcendo-a para fúria
arrecadatória.
A fúria real, a que faz vítimas, é a que está atrás de alguns
volantes. Se a EPTC instala radares ou câmeras para garantir a segurança e
multar os que violam as leis, é apontada por alimentar uma imaginária indústria
da multa. Quando um radar é destruído, comemora-se com alarde. A notícia é
sempre generosa com os infratores.
Que comportamento irracional é esse de motoristas dirigindo a mais de 70 km/h
em ruas locais, onde crianças brincam, correm, onde pessoas convivem? Que
comportamento irracional é esse e quem pode explicar o aumento de acidentes com
feridos em cruzamentos com sinaleiras? São centenas, e aumentando ano após ano.
Quem pode se dar o direito de furar o sinal, colocando em risco a vida de
outros, além da sua própria?
Na verdade, a reflexão tem que ser outra. Ninguém pode ficar cego ao que
acontece ao seu lado, ninguém pode se omitir quando o limite do razoável é
extrapolado. A nossa atitude, na Engenharia de Tráfego, é dar voz e ação aos
milhares de anônimos que nos pedem todos os dias para que as leis sejam
respeitadas, aos que querem uma cidade mais humana, mais amigável, com trânsito
mais seguro e com menos vítimas nas estatísticas.
Ao longo de mais de 15 anos, com o foco maior do nosso trabalho na segurança
viária, temos hoje, em Porto Alegre, 186 faixas monitoradas por radar, 316
lombadas físicas implantadas (quebra-molas) e 56 redutores, todos com estudos
técnicos e protegendo áreas escolares, hospitais e núcleos comerciais de
bairros. Os acidentes fatais já reduziram muito (quase 20% em 10 anos), mas não
no patamar necessário para uma cidade igualitária e que prioriza o bem-estar
coletivo.
A engenharia planeja, sinaliza, avalia, impõe limites de velocidade,
mas muitas vezes ainda é derrotada pela imprudência dos motoristas, pelo seu
descaso e comportamento irracional. Este é o jogo que precisamos virar: a
lógica de segurança viária precisa do comprometimento real de nosso 1,52 milhão
de pessoas.
ARTIGO
CARLA MEINECKE*
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