Fonte:ZH 14/02/13
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domingo, 17 de fevereiro de 2013
As mortes no trânsito: onde estamos falhando?
Fonte:ZH 14/02/13
segunda-feira, 20 de agosto de 2012
EDUCAÇÃO PARA O TRÂNSITO
terça-feira, 29 de novembro de 2011
Acidente de Trânsito no Brasil
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
Programa "Pare na faixa" : Percepções e representações
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
Europa tem mais carros e mata menos no trânsito
http://www.conjur.com.br/2011-set-01/coluna-lfg-europa-vezes-carros-mata-transito#autores - Acesso em 04/09/2011.
domingo, 2 de outubro de 2011
Estímulo à impunidade no trânsito
Muita gente deve estar comemorando a decisão, que amplia o direito da defesa prévia do cidadão. Isso é fato, é correto e vai beneficiar os bons motoristas. Mas para as pessoas que vivem diariamente o trânsito, ela acendeu um sinal de alerta. Por dois motivos. O primeiro está relacionado ao estímulo ao mau motorista, que se sentirá impulsionado a recorrer contra qualquer infração, mesmo aquelas que sabe ter cometido. “Antes, o condutor que não tinha condições financeiras de pagar a multa se via obrigado a desistir de entrar com um recurso. Agora é diferente, não custará nada recorrer e as pessoas vão fazê-lo”, prevê a presidente do Cetran-PE, Simíramis Queiroz.
A afirmação da técnica, que comandou a diretoria de operações do Detran-PE por quase dez anos, é embasada no consenso entre os que lidam com o trânsito brasileiro de que a lei só é respeitada quando pesa no bolso do motorista. Caso contrário, ele faz pouco caso. A criação do CTB, em 1998, é prova disso. Foi com as multas caras previstas nele que boa parte da população passou a usar o cinto de segurança e a respeitar a faixa de pedestres, por exemplo.
O segundo ponto que deixou em alerta o setor é o fato de que os Cetrans não estão preparados para o aumento da demanda que virá. A realidade é nacional, bem exemplificada nos números de Pernambuco: são apenas seis funcionários no Cetran-PE, dos quais dois atuam fazendo a triagem dos recursos que chegam ao órgão. Depois de analisados, esses recursos são encaminhados para os 12 conselheiros que fazem o julgamento. Cada conselheiro tem uma média de 30 recursos para analisar por mês. “E isso porque recebemos uma quantidade pequena dos recursos. Extamente por ter que pagar antes de apelar ao Cetran, a maioria das pessoas desistia de recorrer quando perdia nas Jaris", explica Simíramis Queiroz.
*ROBERTA SOARES é repórter do JC e setorista de trânsito e transporte.
Fonte: http://abetran.org.
quarta-feira, 27 de julho de 2011
Projeto inclui disciplina ´Educação no Trânsito´ no Ensino Fundamental
| Projeto inclui disciplina ´Educação no Trânsito´ no Ensino Fundamental O Código Brasileiro de Trânsito prevê a matéria nas escola, mas as Leis de Diretrizes e Bases não a incluem. Wagner Ramos quer mudanças | |||
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| Fonte: Assessoria de Gabinete | |||
domingo, 3 de julho de 2011
As longas e tortuosas estradas do Estado
Quando Sir Paul McCartney, em 7 de novembro passado, entoou a sua mais melancólica balada – The Long and Winding Road –, no apoteótico show realizado no Gigante da Beira-Rio, o Rio Grande do Sul estava próximo de fechar o ano de 2010 e a partir daí consolidar as suas estatísticas de vítimas por acidentes de trânsito.
A impressionante evolução dos números exibidos dia a dia pelo “mapa das mortes no trânsito” do Grupo RBS já nos mostrava um significativo acréscimo em relação ao ano de 2009, um prenúncio de que fecharíamos o ano com um trágico saldo, contabilizado em 1.666 mortes. Daí a importância desta iniciativa, funcionando como um termômetro, dada a instantaneidade dos dados, ainda que contabilize unicamente os óbitos ocorridos no local.
Sabíamos, então, que estes números seriam ainda maiores e a estatística consolidada pelo Departamento Médico Legal do Instituto-Geral de Perícias do RS nos revelou um estarrecedor número de 2.240 vítimas fatais, 34% superior. O trânsito no Rio Grande do Sul, em 2010, matou acima dos demais homicídios, os quais contabilizaram 2.174 mortes, fazendo do acidente de trânsito a maior causa de morte violenta em nosso Estado.
Desses dados do DML nos vem a informação sobre uma das principais causas, visto que em torno de 44% das vítimas fatais por acidentes de trânsito continham álcool em seu organismo. Devemos somar à questão da alcoolemia, o vertiginoso aumento da frota de veículos, da ordem de 120% nos últimos 10 anos, com significativo aumento do percentual de motocicletas, o não uso do cinto de segurança por todos os ocupantes e o excesso de velocidade praticado pelos nossos condutores. Daí encontraremos as explicações para este fenômeno de aumento dos já elevadíssimos números de vítimas fatais no trânsito por ano em nosso país, infelizmente bem maiores do que os 50 mil que presenciaram a apresentação de um dos Beatles em Porto Alegre.
Por fim, o significativo número de óbitos ocorridos em estradas estaduais, da ordem de 32%, segundo o Detran-RS, associado às notórias precariedades das mesmas em nível de projeto, manutenção, sinalização e ausência de dispositivos de segurança, nos leva a pensar que as estradas do RS estão por merecer uma maior atenção por parte do nosso poder público.
Rodrigo Kleinübing*
quinta-feira, 31 de março de 2011
Eu preciso mesmo substituir os quatro pneus ao mesmo tempo?
Nos veículos equipados com tração nas quatro rodas, o diferencial e o computador trabalham juntos para enviar a quantidade certa de torque para cada roda com o intuito de minimizar as derrapagens e aumentar o controle. Se um desses pneus tiver um tamanho diferente dos outros – porque três pneus estão desgastados e apenas um está novo – o computador fará uma leitura incorreta e o diferencial trabalhará dobrado. Dirigir assim por muito tempo poderá até mesmo quebrar a transmissão do carro.
Há exceções – até mesmo para carros com tração nas quatro rodas. Se os pneus tiverem sido usados por algo em torno de dois mil quilômetros e um deles precisar ser substituído, não tem problema. Além disso, se você precisar rodar um pouco com um pneu diferente – por exemplo, para chegar até a borracharia mais próxima, isso também não provocará um dano grave.
Lembre-se sempre também de fazer um rodízio com os pneus já que isso estende a vida deles – seja qual for o veículo. O rodízio de pneus nos veículos com tração nas quatro rodas também garante que não haverá sobrecarga no sistema de transmissão.
Fonte: http://carros.hsw.uol.com.br
segunda-feira, 28 de março de 2011
10 dicas para dirigir com segurança
sábado, 26 de março de 2011
Pedestres em perigo
Existe uma relação direta entre a velocidade de impacto sobre o pedestre e a gravidade dos ferimentos causados, a uma velocidade de 32 km/h a probabilidade de um pedestre atropelado morrer é de 5%; se essa velocidade dobra, atingindo 64 km/h, a probabilidade de morte aumenta passando para 85%. E se atingir 80 km/h a morte é praticamente certa. Esse é um dado assustador, tendo em vista que estamos acostumados a dirigir em uma velocidade alta nas ruas do Brasil.
Para melhorar a seguraça do pedestre seria necessário que o governo trabalhasse na iluminação de travessias de pedestres e na construção de passarela. Mas também existem atitudes do próprio pedestre que podem garantir a sua segurança, segue abaixo algumas delas:
Dicas para pedestres:
* Sempre atravesse na faixa
* Inicie a travessia de uma rua logo que o farol fique vermelho para os carros. Assim, você evitará o risco de o semáforo abrir, quando você estiver na metade da via.
* Continue a observar os carros enquanto atravessa a rua, mesmo que você esteja na faixa de segurança.
* Mantenha sua atenção redobrada ao entardecer e à noite.
* Fique atento aos trechos da calçada que são espaço comum para os pedestres e os carros, por exemplo, saída de garagens e postos de gasolina. Nesses casos, só atravesse se tiver certeza de que nenhum carro está saindo da garagem.
* Ande longe do meio fio. Um carro em alta velocidade pode te desequilibrar.
* Certifique-se de que o motorista consiga vê-lo e vice-versa.
* Em ruas sem sinalização, atravesse no meio do quarteirão, pois este é o local de melhor visão.
* Ao andar em estacionamentos, preste atenção à luz de ré dos automóveis para ver se não estão saindo.
Fonte: http://www.pedestre.org.br/
sábado, 12 de março de 2011
A pracinha e o bom motorista
Esperar, postergar, renunciar e ir aprendendo a conviver com as diferenças são conquistas de um longo e persistente processo. Capitaneando esta jornada há que existir alguém (geralmente os pais, mas não necessariamente) que tome a sério esta tarefa e não desista.
Em outra parte, crianças estão em fila para descer no escorregador. Um menino menor fica parado lá em cima e demonstra ansiedade; já não sabe mais se quer descer. O que está atrás se impacienta e pega a dianteira, deixando o pequeno para trás. Nesta hora aparece um adulto que primeiro fala que a vez é do menino e que ele espere.
Como não surte efeito, o garoto é pego sem violência, mas com firmeza e o discurso é repetido: “Tu tens que aprender a esperar, é a vez do outro menino”. Assim outros tantos exemplos poderiam ser mencionados. Tudo acontece na pracinha – ela é um grande laboratório para aprender sobre trânsito.
O que acontece se não há para a criança alguém que esteja, em primeiro lugar, lhe vendo, para que possa intervir no momento necessário e, depois, que efetivamente apareça na hora certa com o limite adequado? Será possível, sem isso, que se desenvolva a capacidade de espera, tolerância e respeito às diferenças? Com exceções, é claro, muitos acidentes e incidentes seriam evitados se as partes envolvidas tivessem sido exaustivamente expostas a este tipo particular de aprendizagem.
Que a elas tivesse sido dito e demonstrado incontáveis vezes como se vive um mundo compartilhado. Sem isso, é inevitável que o produto final de uma história de desenvolvimento – o adulto – regule-se mais por seus próprios impulsos e desejos. Lamentavelmente, o que estas pessoas não puderam aprender é que há vantagens suficientemente poderosas na aquisição da capacidade de espera. Não vantagens imediatas, há que se dizer, mas vantagens a longo prazo. Sobrepor-se ao outro em benefício próprio acaba em algum momento cobrando seu preço, às vezes impagável.
terça-feira, 28 de setembro de 2010
EDUCAÇÃO PARA O TRÂNSITO
A educação deve começar cedo. A impressão que temos é que o indivíduo só começa a se preocupar com as informações sobre trânsito quando está na época de “tirar a carteira de motorista”. Aí, é aquele corre-corre, aulas teóricas, legislação de trânsito, aulas práticas, tudo muito rápido porque precisa da carteira. Aprende-se tudo de uma vez, tudo decorado, coisa que muito rapidamente se esquece.
Realmente, o trânsito faz parte de nossas vidas. Mas, infelizmente, a importância dada a este assunto não parece tão grande. Todos os dias assistimos reportagens na TV sobre acidentes no trânsito. Fala-se que aumenta a cada dia a quantidade de mortos, mas, tudo continua na mesma.
Nós já nos habituamos a ouvir, nos noticiários, sobre os acidentes, mas não conhecemos aquelas pessoas que morreram e então, tudo fica no esquecimento. Dentro de poucos segundos, já não sabemos mais sobre o que o repórter falou.
Pessoas morrem todos os anos, principalmente nos feriados prolongados. A pressa de chegar, a bebida alcoólica ingerida momentos antes de dirigir, a desatenção ao volante, os carros em péssimas condições de uso, estradas esburacadas, enfim, tudo leva a acidentes horríveis, muitas vezes, com crianças sendo vítimas de adultos irresponsáveis. E aí eu pergunto: o que falta? Educação no trânsito? Começar a ensinar sobre trânsito bem cedo?
A sociedade está preocupada com este tema. O aumento do número de veículos nas ruas também é assunto preocupante. Algumas cidades já atingiram um número absurdo de veículos nas ruas. O problema é que muitas cidades não estão preparadas para suportar esta mudança. Este grande número de veículos causa uma desenfreada corrida na formação de novos condutores, o que pode acarretar um número maior de novos motoristas, sem muita experiência, conduzindo veículos pelas ruas.
E, para piorar, esta crise aérea, que fez muita gente deixar os aviões e pegar a estrada de ônibus ou no próprio carro. Seria ótimo se todos, ao tirar seus carros da garagem pensassem em levar mais pessoas, ou seja, levar o amigo, parente, colegas de trabalho, de colégio, enfim, aumentar o número de pessoas nos veículos, diminuindo o número de carros nas ruas, com uma só pessoa. Até o meio ambiente ganha com isso, visto que diminuirá os gases poluentes.
Muito tem se falado na segurança para as crianças, mas hoje em dia, até as calçadas estão representando perigo. Não é raro ouvir nos noticiários: “atropelada criança na calçada” ou “atropelado no acostamento”. É uma verdadeira guerra urbana, onde os carros, para alguns, representam liberdade e status e, de vez em quando, são usados de forma irresponsável, por motoristas bêbados ou com muito sono ao saírem das baladas.
Não basta sinalizar as vias públicas, ou colocar radares nas avenidas, é preciso educar para o trânsito. Os pais, ao saírem de casa com seus filhos no carro, devem agir com responsabilidade, respeitando as leis do trânsito e passando isso aos seus filhos.
Sabemos que o exemplo vindo do adulto vale mais que muitas palavras e as crianças têm facilidade em aprender o que vêem. Portanto, temos que deixá-las ver apenas o que é correto. Nossas atitudes são copiadas pelos nossos filhos, então, não é difícil educar para o trânsito, basta nós mesmos pararmos de infringir as leis.
É necessário por um fim a esses acidentes diários, pois com isso, muitas vezes.
Por: Sonia das Graças Oliveira Silva
Fonte: http://pt.shvoong.com/social
sexta-feira, 21 de maio de 2010
Da Educação para o Trânsito
Introdução
Desde há muito se tenta implantar a Educação para o Trânsito no País. Tornou-se praticamente insuportável a atual situação, pois aparece como causa primeira dos infortúnios a culpa dos próprios motoristas e outros envolvidos.
A Educação para o trânsito como direito e dever
De acordo com o art. 74: A educação para o trânsito é direito de todos e constitui dever prioritário para os componentes do Sistema Nacional de Trânsito.O parágrafo 1º diz: É obrigatória a existência de Coordenação Educacional em cada órgão ou entidade componente do Sistema Nacional de Trânsito.O parágrafo 2º: Os órgãos ou entidades de trânsito deverão promover, dentro de sua estrutura organizacional ou mediante convênio, o funcionamento de Escolas Públicas de Trânsito, nos moldes e padrões estabelecidos pelo CONTRAN.
A Educação para o Trânsito promovida em cursos escolares
Art. 76. A Educação para o Trânsito será promovida na pré-escola e nas escolas de 1º, 2º e 3º graus, através de planejamento e ações coordenadas entre os órgãos e entidades do Sistema Nacional de Trânsito e de Educação, da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, nas respectivas áreas de atuação. Em seu parágrafo único, observa-se que: o Ministério da Educação e do Desporto, mediante proposta do CONTRAN e do Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras, diretamente ou mediante convênio promoverá:I - a adoção, em todos os níveis de ensino, de um currículo interdisciplinar com conteúdo programático sobre segurança de trânsito;II - a adoção de conteúdos relativos à educação para o trânsito nas escolas de formação para o magistério e o treinamento de professores e multiplicadores.
Ao CONTRAN cabe oferecer as propostas ou traçar as linhas básicas da Educação, dos objetivos a serem atingidos, e mesmo da matéria que integrará o Currículo Escolar. Nesta parte porém, relativa aos conteúdos, à forma de educação e à composição dos currículos, a matéria está mais afeta ao Ministério da Educação e do Desporto, que elaborará os conteúdos a serem transmitidos sobre a Segurança do Trânsito.
Convênios dos órgãos e entidades de trânsito com órgão do ensino
Encontramos no art. 79: Os órgãos e entidades executivos de trânsito poderão firmar convênio com os órgãos de educação da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, objetivando o cumprimento das obrigações estabelecidas neste capítulo.
Indo para o Capítulo XX, chegamos às Disposições Finais e Transitórias
Art. 320. a receita arrecadada com a cobrança das multas de trânsito será aplicada, exclusivamente, em sinalização, engenharia de tráfego, de campo, policiamento, fiscalização e educação de trânsito.Parágrafo único. O percentual de cinco por cento do valor das multas de trânsito arrecadadas será depositado, mensalmente, na conta de fundo de âmbito nacional destinado à segurança e educação de trânsito.
Conclusão
Acreditando que a vontade política de educar para o trânsito e para a vida, de modo a construir gerações de futuros condutores de veículos mais conscios de sua cidadania e do valor do ser humano, aproveitando o apoio dado pela legislação do novo C. T. B., e a exemplo do Guarda Municipal de Macaé que em dezembro de 2002 inaugurou o seu centro Municipal de Educação para o Trânsito, considero que o momento é oportuno para que se inicie um planejamento específico nas escolas em níveis pré-escolar, fundamental e médio, fazendo-se em futuro a correspondente avaliação dos resultados quando os estudantes já estiverem até no nível superior, já habilitados, quando poderemos então constatar, espero, a diferença em comparação com os dias atuais, naturalmente imposta pela Educação.
Wellington Santos Oftalmologista e médico de tráfego.(Currículo no CNPQ)
terça-feira, 13 de abril de 2010
Dicas de segurança no trânsito
É fácil principalmente para quem mora em cidades grandes flagrar além de absurdos cometidos no trânsito, presenciar acidentes cometidos por diversos fatores, muitos deles por pura negligência.
As estatísticas demonstram que, a cada ano, são centenas de milhares as vítimas de acidentes de trânsito no Brasil. Dentre elas, aproximadamente 50 mil são vítimas fatais, das quais 30 mil morrem no local do acidente. São computados em dezenas de milhares também, os sobreviventes que se tornam inválidos.
Por esse motivo, este artigo servirá para alertar todo o motorista a assumir uma postura defensiva ao guiar um veículo, e muni-lo de informação para a diminuição dessa triste estatística.
O impacto social causado pelas mortes no trânsito é muito intenso, pois a grande maioria das vítimas tem entre 18 e 35 anos e pertence à faixa economicamente mais produtiva e ativa da nossa sociedade.
Quando analisamos as estatísticas envolvendo motos, os números são ainda mais impressionantes. As motos representam aproximadamente 7% da frota brasileira de veículos, mas estão envolvidas em 35% dos acidentes.
Todos nós somos usuários diários do trânsito, seja como passageiros, pedestres ou condutores. Somos responsáveis pelo bem estar desse meio social. Porém, quanto à segurança no trânsito, sem dúvida a maior responsabilidade cabe aos condutores.
Muitos motoristas não têm consciência desta responsabilidade. É comum ouvirmos relatos de acidentes onde o condutor aponta como “culpa” a falta de acostamento, a chuva, um buraco na pista, entre diversos outros fatores.
Após analisar as causas de milhares de acidentes, foi possível chegar às seguintes conclusões:
90% dos acidentes são causados por falhas humanas.
4% são causados por falhas mecânicas.
6% são causados por má condição das vias.
A partir destes dados, verificou-se também que a grande maioria das falhas humanas pode ser evitada, tomando-se alguns cuidados básicos. Esses procedimentos foram analisados e sistematizados: o conjunto destas técnicas recebe o nome de Direção Defensiva para condutores de veículos de quatro rodas e Pilotagem Defensiva para condutores de veículos de duas ou três rodas. A prática desses procedimentos está ao alcance de todos os condutores.
Definição
Dirigir ou Pilotar defensivamente é evitar acidentes ou diminuir as conseqüências de um acidente inevitável, apesar dos erros, das condições adversas e da irresponsabilidade de outros condutores e pedestres.
Desta definição podemos concluir que:
Os acidentes geralmente são causados pela combinação de diversos fatores. O fator mais relevante é chamado de causa principal do acidente. Esse fator pode ser: excesso de velocidade, erros na previsão de ações de outros motoristas, desrespeito à sinalização ou normas de trânsito, negligência na avaliação das condições adversas, falta de habilidade para conduzir com segurança, etc.
O condutor defensivo altera conscientemente o encadeamento dos fatores que resultariam em um acidente. Ele sabe que basta interferir, de forma positiva, em um ou mais destes fatores, para que o acidente não aconteça.
Motorista defensivo é aquele que utiliza constantemente as técnicas de Direção e Pilotagem Defensiva, enquanto dirige seu veículo. Deste modo, ele evita acidentes, tornando assim o trânsito muito mais seguro, para si próprio e para as demais pessoas.
Lembre-se: conhecer as técnicas não basta. É preciso alterar o comportamento, incorporando essas técnicas ao dia-a-dia, reconhecer e abandonar antigos vícios e maus hábitos, de forma a automatizar os procedimentos e as atitudes corretas.
Outra característica importante do condutor defensivo é a de que ele fica satisfeito em evitar o acidente, independente de quem tenha razão ou de quem seja a culpa.
É importante saber que, em qualquer acidente, ocorre pelo menos uma destas três falhas humanas:
Negligência
Imprudência
Imperícia
A negligência pode ser definida como descaso, displicência ou desleixo. Muitos acidentes e mortes são causados por negligência:
Do órgão com jurisdição sobre a via, quando deixa de fazer a manutenção e instalar ou reparar a sinalização.
Do proprietário do veículo, quando permite que condutores não habilitados ou sem condições de dirigir conduzam seu veículo.
Do condutor, quando insiste em conduzir um veículo mal conservado ou fora dos padrões de segurança.
Do condutor, quando não obedece às leis de trânsito e não pratica as técnicas de Direção ou Pilotagem Defensiva.
A imprudência, elemento de presença constante no trânsito brasileiro, o motorista imprudente é aquele que:
Expõe a si próprio e às demais pessoas a riscos desnecessários, sem medir as conseqüências.
Mesmo percebendo a precariedade de sinalização e conservação de uma via, continua conduzindo com velocidade incompatível.
Dirige perigosamente, sem levar em consideração condições adversas existentes no momento em que trafega.
A imperícia ou falta de habilidade é uma importante causa de acidentes. Geralmente é proveniente de má formação ou treinamento inadequado do condutor que:
Não está suficientemente capacitado ou familiarizado para usar determinado tipo de veículo.
Não sabe o que fazer ou tem reações impróprias frente a situações adversas.
Não sabe como agir em situações de emergência.
Agora você já sabe, não entre nos 90% das estatísticas, seja prudente, consciente e defensivo na direção.
O SS abordará esse tema constantemente com várias dicas, dentre elas elementos como: conhecimento, atenção, previsão, habilidade e ação!
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
“NOVO SINAL DE TRÂNSITO” – Ilegal e Perigoso
Há muito tempo que se vem falando sobre o amadorismo e falta de competência que impera no planejamento e administração do trânsito de Porto Alegre em geral. Para comprovar o se tem dito, surge uma absurda campanha, assinada genericamente pela Prefeitura de Porto Alegre, para a criação de um “novo sinal de trânsito”, que dá um suposto poder ao pedestre para parar o trânsito. Esta campanha contraria a Lei de Trânsito, as Normas Internacionais, as regras de Segurança, o conhecimento Técnico de Engenharia de Tráfego e o bom senso.
A iniciativa é, primeiramente, ilegal, uma vez que a competência para criar e alterar sinalização de trânsito é exclusiva do Órgão Máximo Executivo de trânsito da União, como especifica o artigo 19 do Código Nacional de Trânsito.
O fundamental respeito a normas internacionais também é negligenciado. A universalização das normas de trânsito é regra básica, uma vez que é cada vez maior a circulação de estrangeiros por todas as cidades do mundo. Porto Alegre não é exceção.
A contrariedade às regras de segurança e técnicas de engenharia de tráfego da-se pelo fato de que a interrupção do fluxo de veículos deve ser realizada somente por sinalização ou por agentes treinados. O agente tem a legitimidade e o treinamento para imobilizar um veículo com segurança, utilizando a sinalização sonora e os gestos adequados para que o veículo se imobilize dentro da distância tecnicamente segura.
A preferência pelo pedestre na faixa de segurança e as normas para fazer valer este direito existem legalmente. Estão no Código Nacional de Trânsito. Neste mesmo texto encontram-se as atribuições e obrigações de cada participante do Sistema Nacional de Trânsito, que engloba órgãos e entidades da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios com a finalidade o exercício das atividades inerentes à circulação viária nacional.
A medida de implantação deste “novo sinal”, maquiada com a falsa aparência de preocupação com o pedestre, é uma clara forma do poder público municipal se eximir de suas reais responsabilidades com o controle da circulação de veículos e pessoas.
Este tipo de atitude amadora e irresponsável demonstra claramente Porto Alegre necessita urgentemente rever a sua atuação junto ao seu sistema de trânsito, que já emite sinais de colapso iminente. É inconcebível que uma cidade com cerca de 497 Km2 não possua uma Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) atuante tanto no controle como no planejamento de todas as questões que envolvam trânsito e mobilidade urbana como existe em todas as cidades deste porte.
Walter Kauffmann Neto
Engenheiro
Diretor da Kauffmann Associados
Consultor Técnico da ONG Alerta
Presta assessoria em Engenharia Automotiva, Acidentes e Trânsito
Publicação e Divulgação sem ônus autorizada somente com citação de autoria.
domingo, 20 de setembro de 2009
Educação no trânsito: direito e dever de todos
Considera-se trânsito a utilização das vias (ruas) por pessoas, veículos,animais, isoladas ou em grupo.conduzidos, para fins de circulação, parada, estacionamento e operação de carga ou descarga. Fazem parte do trânsito o homem, o veículo e a via. Quando andamos a pé, de bicicleta ou até mesmo de cavalo ou carroça fazemos parte do trânsito. Deste modo, percebe-se que o trânsito surgiu bem antes do automóvel.
No ano de 1771 começam as primeiras experiências com automóveis que eram a vapor. No ano de 1886 o alemão Carl Benz registra o que ficou conhecido como primeiro automóvel do mundo, era uma espécie de triciclo. Com os veículos surgem os acidentes de trânsito...
O primeiro atropelamento com morte, conhecido pela história, aconteceu em 1846.
Assim, a necessidade de orientar as pessoas que andam pelas ruas sempre foi importante, pois deveriam ser criadas as leis para organizar o trânsito e evitar os acidentes.
Atualmente o trânsito é regido pelo CTB – Código de Trânsito Brasileiro. A lei é bastante rígida, mas nem sempre é cumprida e muitos acidentes ainda acontecem. A Organização Mundial de Saúde – OMS e as pesquisas comprovam que o trânsito é uma das maiores causas de mortes no mundo e no Brasil.
Os pedestres não respeitam faixas e semáforos. Os motoqueiros, ciclistas e carroceiros também desrespeitam as normas.
http://pt.shvoong.com/humanities/203955-educa%C3%A7%C3%A3o-tr%C3%A2nsito-direito-dever-todos/
sábado, 19 de setembro de 2009
Educação no Trânsito: uma questão de valor
Coordenadora de Educação para o Trânsito do DETRAN 18/09/2009 15:06
Um dos maiores problemas que atinge as cidades atualmente está relacionado ao trânsito, incidindo diretamente na diminuição da qualidade de vida das pessoas. Nesse contexto, fala-se muito em “educação para o trânsito”, como se existisse uma educação específica para o trânsito, para o meio ambiente, para a diversidade social, para a orientação sexual.
O ser humano é o reflexo de suas atitudes, em todos os contextos da vida social. Entretanto, no trânsito, em função do número crescente de veículos num espaço público cujas vias já estão saturadas, a falta de educação tem contribuído para o surgimento de inúmeros conflitos que acirram a competição pelo espaço e se materializam nos acidentes de trânsito.
O Código de Trânsito Brasileiro estabelece o trânsito seguro como direito de todos e como dever do Estado. A garantia desse direito passa, necessariamente, pelo investimento em três áreas: educação, engenharia e fiscalização, esta última entendida como o esforço legal para garantir a coibição de excessos e a punição de infratores/criminosos. Isso significa que devemos, sim, investir cada vez mais na educação, voltada para a formação da cidadania.
Porém, o poder público constituído não pode se furtar das demais responsabilidades que lhe são atribuídas para que tenha condições efetivas de manter a ordem social, garantindo a toda a população o direito ao trânsito seguro, o direito à vida.
Além da atuação do poder público, a promoção de uma cultura de paz no trânsito requer a participação ativa da sociedade. Com o objetivo de incentivar essa participação, o tema da Semana Nacional de Trânsito deste ano focaliza os valores ligados à cidadania, concebidos como requisito primordial para o compartilhamento do espaço público, no qual os indivíduos sejam capazes de conviver uns com os outros.
Nossas atitudes no trânsito além de produzirem ação imediata servem de exemplo para que outras pessoas adotem comportamento similar, num movimento de ampliação de área de abrangência. Nesse sentido, cada um de nós assume um papel relevante no processo de construção de uma cultura de paz no trânsito, capaz de preservar e valorizar a vida.
Renata Neves T. de Barros Freitas é Pedagoga, Mestre em Educação, Especialista em Gestão de Educação no Trânsito e Coord. Geral de Educação para o Trânsito do DETRAN-MT
e-mail: coord.educ@detran.mt.gov.br
sábado, 23 de maio de 2009
Educação e infraestrutura
O economista Nouriel Roubini, professor da Universidade de Nova York, que se notabilizou como o homem que previu a debacle da economia mundial, apontou alguns dos principais desafios brasileiros para os próximos anos.
sexta-feira, 8 de maio de 2009
As pessoas dirigem como vivem, por Fabrício Dreyer de Avila Pozzebon*
A busca de explicações para a violência no trânsito é tarefa das mais árduas, por se tratar de um fenômeno extremamente complexo, o que de forma alguma esmorece a necessidade de uma profunda reflexão a respeito.