Translate

Mostrando postagens com marcador Pesquisa. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Pesquisa. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Diferenças entre o homem e a mulher na direçáo veicular

Não só as diferenças físicas entre o sexo masculino e feminino justificam o desequilíbrio comportamental. O metabolismo, a agilidade, os atos impensados, a pressa, a orientação espacial, a necessidade de impor condições, de se julgar o dono do mundo são alguns fatores que dissocia o comportamento do homem e da mulher.
Diferenças comportamentais do universo masculino e feminino fizeram com que pesquisadores da University of Virginia atrelassem o fato a condições genéticas e a ação dos estrogênios.
O hemisfério direito do cérebro é emotivo e o esquerdo analítico. Na mulher parece haver uma conexão maior entre esses hemisférios daí talvez atitudes mais seguras, mais bem direcionadas, melhor analisadas.
O cérebro masculino é cerca de 10% maior que o feminino o que não significa melhor desempenho intelectual já que os testes de QI (Coeficiente de Inteligência) são semelhantes.
Os homens são mais rápidos no raciocínio matemático e espacial enquanto as mulheres são melhores com as palavras, com as relações humanas. Não temos dúvida que isso é uma verdade.
Julgamos o homem mais genérico, pouco analítico e pouco emotivo nas atitudes e execução de tarefas. Já as mulheres mais analíticas, detalhistas e emotivas executando tarefas com prévio planejamento e segurança.
Na direção veicular vemos esse comportamento presente. O homem ativo, austero, exigente, dominador, agressivo, imediatista, irritado enquanto a mulher passiva, cautelosa, paciente, tranqüila.
A agilidade, a pressa, muitas vezes a compulsão para velocidade são fatores presentes no universo masculino. Daí podermos entender que o homem na direção veicular tem todos os componentes para a sinistralidade. Observe que os acidentes são de médio a graves, quase sempre com vítimas. Já com as mulheres temos mais freqüentemente os acidentes leves, sem vítimas, com pequenos danos materiais.

Quem seria o melhor motorista? O homem ou a mulher?

Não tenho dúvida em afirmar que a mulher desenvolve essa atividade com melhor habilidade e qualidade que o homem. Afirmo isso tendo em vista a grande sintonia entre o hemisfério cerebral que é analítico e o que é emotivo, daí existir contenções para execução de tarefa com risco. Ela é portadora de todo o perfil ideal para execução dessa tarefa. Basta vermos os dados estatísticos de acidentes de trânsito que vamos concluir que a mulher é dotada de características próprias para enfrentar a direção veicular e o trânsito.
É ela que mais respeita a sinalização, raramente comete ato inseguro e se sai muito bem diante de condição insegura.
Já o homem, de raciocínio rápido e com boa orientação espacial é capaz de exageros com relação à agilidade, o respeito à sinalização, torna-se mais competitivo, detém uma direção ofensiva e chega ao acidente de média e grande proporção com muito mais facilidade.
A mulher, pelo que apresentamos é realmente mais lenta com relação à orientação espacial, mas isso não desvaloriza a seguridade que ela porta e por isso a caracterizo como uma excelente operadora de máquina sobre rodas.



Principais diferenças:






 
 


 
 
 
 
 
 
Diretor de Comunicação e do Departamento de Medicina de Tráfego Ocupacional da ABRAMET

http://www.abramet.com.br/
dirceurodrigues@abramet.com.br

:Fonte: http://www.perkons.com.br/?page=noticias&sub=opiniao&s



quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Álcool e direção, o encontro sinistro

Uma pesquisa efetuada pela associação dos DETRANS indicou que o álcool, mesmo em pequenas quantidades, está por trás de 61% dos acidentes de trânsito, principalmente nos grandes centros urbanos.
Estudos realizados em Hospitais Públicos de Emergência em Brasília, Curitiba, Salvador e Recife, revelaram os seguintes resultados:
-61% das vítimas de acidentes de trânsito estavam alcoolizadas, tanto os motoristas quanto os pedestres;
-75% dos motoristas feridos ou mortos haviam ingerido alguma quantidade de bebida alcoólica;
Isso demonstra que o consumo irresponsável de bebidas alcoólicas, por quem está por trás de um volante num veículo automotor , é muito elevado.
Pior ainda é saber que essa mistura de álcool, mais a direção, tem sido uma das principais causas de acidentes fatais envolvendo jovens brasileiros.
As estatísticas provam que os acidentes graves, envolvendo motoristas entre 18 e 25, anos constitui-se maioria absoluta, chegando a 64% dos acidentes fatais.
Se você estiver acompanhando um grupo de amigos e aquele que vai dirigir começar a beber, aja preventivamente, evite que uma possível tragédia aconteça, siga as orientações de quem já passou por isso:
1-Se você é habilitado e não ingeriu bebida alcoólica, fique responsável pela direção do veículo. Não deixe seu amigo dirigir, mesmo se ele insistir;
2-Tente conscientizá-lo de que ele pode tirar não apenas a vida dele, mas, a sua e de outras pessoas;
3-Se o seu amigo bebeu a ponto de desmaiar, leve-o para ser atendido num posto médico de emergência.
4-Procure mantê-lo aquecido, não dê banho frio;
5-Exercício, ar fresco, banho de água fria e café não removem o álcool da corrente sangüínea.
Portanto, não existe uma fórmula simples que possa ser dada para quem bebeu. O tempo é fator principal na redução dos efeitos do álcool, no corpo humano.
De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro, quem tiver mais de 0,6 gramas de álcool por litro de sangue fica proibido de dirigir. Essa taxa equivale a uma dose de wisk ou duas latinhas de cerveja e varia com o peso da pessoa. A partir desse limite, o indivíduo começa a sofrer alterações dos sentidos, dos reflexos e perde parte da sua percepção de velocidade e distância.
Bebidas/dose - Concentração de álcool -Gramas de álcool
1 lata de cerveja / 350 ml - 5% -17 gramas de álcool
1 copo de chope / 200 ml - 5% - 10 gramas de álcool
1 copo de vinho / 90 ml - 12% -10 gramas de álcool
1 dose destilado (uísque, pinga, vodca) / 50 ml - 50% - 25 gramas de álcool.
Para mostrar os efeitos malignos do álcool, vamos ver a seguir alguns exemplos de sua atuação no organismo:
-O álcool diminui a capacidade de reação. Ele causa depressão e pode levar o motorista a um estado de relaxamento. Pode também causar um falso estado de bem-estar e, com isso também provocar a sensação de euforia e excesso de confiança.
-O álcool reduz a inibição e aumenta o risco de acidente. O primeiro efeito tende a eliminar a normal inibição. A habilidade para controlar as más condições do trânsito torna-se quase inexistente. Ele prejudica a capacidade de julgamento de situações e induz o motorista a desrespeitar as normas de trânsito, sem considerar suas conseqüências.
-O álcool debilita o controle neuromuscular. O motorista não pode dividir sua atenção satisfatoriamente depois de uma pequena dose de bebida. A habilidade de mudar a atenção de um acontecimento para outro, ou fazer as duas coisas de uma vez, que é exigida para direção segura, torna-se em grande parte reduzida.
-O álcool afeta a visão, duplicando a imagem. Um motorista não pode julgar corretamente a velocidade de seu carro ou dos outros. Ele não pode julgar adequadamente a distância em que se encontra em relação a outros carros. Os olhos tendem a movimentar-se mais lentamente. Eles tendem a fixar-se em alguma coisa sem percepção periférica.
-O álcool torna demorado o tempo de reação. As reações rápidas que o motorista deve ser capaz de fazer, tornam-se mais difíceis. O álcool começa a debilitar o motorista logo depois do primeiro trago.
Fique sempre atento, não seja passageiro de ninguém que tenha bebido, mesmo que só uma dose. Muitas vezes, doses pequenas podem comprometer a habilidade do motorista. Lembre-se, a vítima pode ser você.
Antes da Lei seca era assim: dirigir sob a influência de álcool, a nível superior a 6 decigramas por litro de sangue é considerado uma infração gravíssima, cuja penalidade é uma multa no valor de R$957,70 (novecentos e cinqüenta e sete reais e setenta centavos) e a suspensão do direito de dirigir, tendo como medida administrativa a retenção do veículo até a apresentação de condutor habilitado e recolhimento do documento de habilitação.
Agora com a tolerância zero a situação mudou para os motoristas que gostam de beber.
A MP 415, convertida em projeto de lei e sancionada pelo presidente em 20.06.2008 diz que o Condutor flagrado após beber qualquer quantidade pagará multa de 957,70, terá o direito de dirigir suspenso por um ano (apreensão da CNH) e o veículo ficará retido até a apresentação de outro condutor.
Bêbado que mata ao volante terá pena maior.
O crime será considerado homicídio doloso (o condutor tem consciência dos riscos ao beber por saber que dirigir sob efeito do álcool é crime).
Sendo assim, a melhor maneira de evitar todos estes transtornos é não beber ao dirigir.
Se você não se preocupa com a sua saúde, bebeu algumas doses e esta se sentindo um pouco embriagado, peça para alguém dirigir para você ou chame um táxi, pois com certeza vai lhe custar muito menos, você não terá problemas com a polícia e nem terá despesas com pagamento de multas.
Melhor mesmo é não beber, pois faz bem para sua saúde e o bolso agradece.
Teste de álcool no sangue
De acordo com a resolução do CONTRAN nº 206 de 20 de outubro de 2006, que dispõe sobre os requisitos necessários para constatar o consumo de álcool, substância entorpecente, tóxica ou de efeito análogo no organismo humano, a confirmação de que o condutor se encontra dirigindo sob influência de álcool ou de qualquer substância entorpecente ou que determine dependência física ou psíquica, se dará por, pelo menos, um dos seguintes procedimentos:
I - teste de alcoolemia com a concentração (tolerância zero) de álcool por litro de sangue;
II - teste em aparelho de ar alveolar pulmonar (etilômetro) que resulte na concentração de qualquer quantidade (tolerância zero) de acordo com a MP 415, convertida em projeto-de-lei e sancionada pelo presidente em 20.06.2008.;
III - exame clínico com laudo conclusivo e firmado pelo médico examinados da Polícia Judiciária;
IV - exames realizados por laboratórios especializados, indicados pelo órgão ou entidade de trânsito competente ou pela Polícia Judiciária, em caso de uso de substância entorpecente, tóxica ou de efeitos análogos.
No caso de recusa do condutor à realização dos testes, dos exames e da perícia, a infração poderá ser caracteriza mediante a obtenção, pelo agente da autoridade de trânsito, de outras provas em direito admitidas acerca dos notórios sinais resultantes do consumo de álcool ou de qualquer substância entorpecente apresentados pelo condutor.
O bafômetro é um aparelho que permite determinar a concentração de bebida alcóolica em uma pessoa, analisando o ar exalado dos pulmões. A concentração de álcool no hálito das pessoas está relacionada com a quantidade de álcool presente no seu sangue dado o processo de troca que ocorre nos pulmões, isso se deve ao fato do etanol ser totalmente solúvel em água.
O limite de grama de álcool/ litro de sangue tolerado para motoristas em alguns países
0,8 – Áustria, Espanha, Inglaterra, Alemanha, Irlanda e Itália

0,5 – Bélgica, Finlândia, França, Grécia, Holanda e Portugal

0,2 – Suécia

0 – Japão

0 – BRASIL
O motorista deve assoprar com força no canudinho, que conduzirá o ar de seus pulmões para um analisador contendo uma solução ácida de dicromato de potássio. O álcool presente no "bafo", é convertido em ácido acético conforme mostra a reação abaixo:
3 CH3CH2OH + 2 K2Cr2O7 + 8 H2SO4 --> 3 CH3COOH + 2 Cr2(SO4)3 + 2 K2SO4 + 11 H2O
Nesta reação o etanol é convertido a ácido acético e o cromo, na forma de íon cromato (amarelo alaranjado) é transformado em Cr+3 (coloração verde).
Quanto maior a concentração de álcool mais intensa é a coloração esverdeada obtida. O limite máximo permitido no Brasil é tolerância zero álcool por litro de sang
O bafômetro é um aparelho que permite determinar a concentração de bebida alcóolica em uma pessoa, analisando o ar exalado dos pulmões. A concentração de álcool no hálito das pessoas está relacionada com a quantidade de álcool presente no seu sangue dado o processo de troca que ocorre nos pulmões, isso se deve ao fato do etanol ser totalmente solúvel em água.
O motorista deve assoprar com força no canudinho, que conduzirá o ar de seus pulmões para um analisador contendo uma solução ácida de dicromato de potássio. O álcool presente no "bafo", é convertido em ácido acético conforme mostra a reação abaixo:
3 CH3CH2OH + 2 K2Cr2O7 + 8 H2SO4 --> 3 CH3COOH + 2 Cr2(SO4)3 + 2 K2SO4 + 11 H2O
Nesta reação o etanol é convertido a ácido acético e o cromo, na forma de íon cromato (amarelo alaranjado) é transformado em Cr+3 (coloração verde).
Quanto maior a concentração de álcool mais intensa é a coloração esverdeada obtida. O limite máximo permitido no Brasil é tolerância zero álcool por litro de sangue.
% de álcool no sangue
Efeito no ser humano
0,05
sensação de euforia
0,1
perda da coordenação motora
0,2
desequilíbrio emocional
0,3
inconsciência
0,4 à 0,5
estado de coma
0,6 à 0,7
morte

Respeite a sua vida e a dos outros.

Não dirija alcoolizado, você pode matar ou morrer.

Fonte: http://www.atividadesrodoviarias.pro.br/

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Segurança no trânsito do Brasil

Um manequim em cadeira de rodas alerta os motoristas sobre a importância de dirigir de maneira segura. (Foto: Reuters)
Com mais de 30 mil acidentes fatais a cada ano, o Brasil apresenta um dos piores registros do mundo em segurança no trânsito.

Mais de 35 mil pessoas morreram nas ruas e estradas do Brasil em 2006, segundo um estudo do Ministério da Saúde intitulado “Saúde Brasil 2007”. Os custos econômicos e sociais dos acidentes de trânsito no Brasil são enormes. Eles impedem o desenvolvimento do país, já que a sociedade precisa lidar com dezenas de milhares de perdas irreparáveis decorrentes das mortes no trânsito, além dos casos de invalidez e ferimentos sérios que ocorrem a cada ano. Quase um terço das vítimas de acidentes de trânsito se refere a pedestres, principalmente crianças e idosos. A seguir, são passageiros de veículos e motociclistas que, em conjunto, representam 40% de todos os casos fatais relacionados ao trânsito.

“Atualmente, a situação está piorando, pois o número de motocicletas está crescendo”, diz Eduardo A. Vasconcellos, especialista em segurança no trânsito em países em desenvolvimento e consultor da ANTP no Brasil. De acordo com o Ministério da Saúde brasileiro, o número de motociclistas mortos nas ruas e estradas do país aumentou vertiginosamente, passando de 300, em 1990, para cerca de 9 mil em 2008, com jovens entre 20 e 29 anos correndo o maior risco.

Número de acidentes aumenta com o uso de bebida alcoólica
Outro problema no Brasil são os motoristas alcoolizados: em 2008, cerca de 11 mil motoristas foram pegos dirigindo alcoolizados, mais do que os 6.373 no ano anterior. Estima-se que cerca de metade das mortes no trânsito envolvendo jovens pode estar relacionada ao álcool. Esses resultados se alinham com um recente estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS), no qual os acidentes de trânsito são apontados como a principal causa de mortes entre crianças e jovens com idades entre 10 e 24 anos. A maioria dos acidentes ocorre nos países em desenvolvimento, onde as condições das vias públicas e a educação sobre segurança no trânsito são precárias e as leis de trânsito não contam com um controle rigoroso.

Desorganização do trânsito e das ruas ajuda no número de acidentes
“A razão para o alto número de acidentes de trânsito fatais no Brasil está na forma como a infraestrutura viária é organizada e utilizada – a disposição das ruas e calçadas, a sinalização e até a visibilidade”, afirma Vasconcellos. “Tudo isso influencia os tipos de conflitos que ocorrem no trânsito e o comportamento das pessoas, colocando pedestres e ciclistas em condições muito desvantajosas. Quanto mais confuso é o ambiente no trânsito, maiores são as probabilidades de acidentes”.

Embora pareça uma equação simples, o Brasil experimenta dificuldades para melhorar a segurança no trânsito. O país sofre por falta de investimentos em educação do trânsito, infraestrutura urbana e estradas mais seguras, assim como pela ausência de uma fiscalização do trânsito mais organizada e consistente. Então, o que o Brasil precisa fazer para melhorar a segurança no trânsito? “Algumas medidas simples poderiam reduzir, de modo significativo, o número de acidentes”, diz Vasconcellos. “Os motociclistas deveriam manter-se dentro das faixas de rolamento, ultrapassando apenas os carros em fila ou parados, e sua circulação em vias de tráfego mais pesado deveria ser proibida.

“Fora isso, é essencial ter um processo de educação permanente para incentivar o respeito ao pedestre, conjugado a uma mudança fundamental no ambiente do trânsito: ruas perigosas precisam ser refeitas, deve-se impor limites de velocidade mais rigorosos e fazer calçadas mais seguras para os pedestres. Por fim, é preciso expandir os sistemas de transporte público, de modo que mais pessoas utilizem os trens e ônibus, que são formas de transporte mais seguras.“

Em agosto de 2008, o país aprovou uma das leis mais rigorosas do mundo em termos das sanções impostas a quem dirige alcoolizado: motoristas que sentarem ao volante após beber uma cerveja são multados em R$ 957 e têm a habilitação suspensa por um ano. Embora as fatalidades no trânsito tenham diminuído desde que a nova lei entrou em vigor, muita gente reclama que as regras são restritivas demais. De fato, as pessoas podem sentir falta de uma cervejinha, mas, com certeza, é um golpe bem menos duro do que a perda definitiva de um ente querido.

Fonte: http://sustentabilidade.allianz.com.br

Por Leonardo Pessoa

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Carros mais seguros, porém mais velozes

Acidentes continuam acontecendo, mas especialmente na Alemanha, o número de batidas severas está caindo desde 1970. (Foto: Shutterstock)

Nossos carros se tornaram mais seguros, porém também mais velozes. Uma entrevista com Johann Gwehenberger, chefe de Pesquisa de Acidentes e Prevenção de Sinistros, e Jörg Kubitzki, psicólogo de trânsito no Allianz Center for Technology, mostra a importância da interface técnico-humana quando se trata de segurança rodoviária.

Nossas estradas se tornaram mais seguras?
JG: Localmente, sim. Na Alemanha, por exemplo, tivemos 20.000 fatalidades em 1970. Atualmente, temos menos de 5.000 por ano, ainda que o número de veículos tenha aumentado acentuadamente.
Globalmente, contudo, existe uma correlação entre o aumento do trânsito – por exemplo, na Ásia – e o número de acidentes. Em âmbito mundial, há cerca de 1,2 milhão de fatalidades por ano, o que significa cerca de 3.300 por dia. Infelizmente, esse número está crescendo.

Qual é seu enfoque na pesquisa de segurança rodoviária?
JG: O principal objetivo é melhorar a segurança ativa de veículos estudando cuidadosamente o fator humano – as experiências, os sentimentos e o comportamento do motorista. Estamos aproveitando os resultados para visar com precisão as soluções técnicas que irão prevenir a ocorrência de danos.

Por que o Allianz Center for Technology está engajado na pesquisa rodoviária?
JG: Desejamos, em nome da Allianz, agregar valor à sociedade por meio de nossa atuação. Desejamos crescer com segurança. Desejamos salvar vidas. Procuramos descobrir, por exemplo, que tipos de sistemas de assistência a motoristas são eficientes, e o que poderá ser então incluído no cálculo do prêmio.

De que forma seu trabalho melhora a segurança rodoviária?
JG: Estamos trabalhando em diversos projetos nacionais e internacionais para aprimorar a segurança e reduzir o número de fatalidades nas estradas. E o mais importante é a colaboração com fabricantes de veículos e o setor automotivo para avaliar a eficiência e aprimorar o design de sistemas ativos de segurança.
Por exemplo, testamos a eficiência de sistemas de assistência a motoristas e fornecemos os resultados aos nossos clientes. Temos igualmente comprovado, por exemplo, a eficiência de ABS em motocicletas, e a Allianz reagiu rapidamente a essa descoberta oferecendo um desconto de 10% no prêmio de seguro por responsabilidade civil a motocicletas equipadas com ABS.

JK: Do lado do fator humano, um grande problema são as relações públicas. Há muitos mitos lá fora e todo mundo gosta de acreditar que é um motorista seguro. Melhorar a segurança rodoviária começa, frequentemente, com a mentalidade do motorista. Trabalhamos em estreito contato com especialistas em comunicação da Allianz para compartilhar nossas descobertas com motoristas e lembrar as pessoas de guiar com segurança.

Uma vez que mencionou mitos, o que pensa do mito sobre as mulheres? Será que elas são realmente piores motoristas em relação aos homens?
JK: Não. Esse é um mito muito antigo. Na verdade, os jovens é que constituem o problema mais sério. Na realidade, de acordo com as estatísticas, as mulheres são responsáveis por menos acidentes do que os homens.

Há uma correlação entre idade e risco de acidentes?
JK: Existe a conhecida curva em U, mostrando que condutores jovens de 18 a 24 anos e motoristas mais idosos apresentam riscos mais elevados. Essa curva ilustra que, à medida que os motoristas ficam mais velhos, mais acidentes eles terão por milhagem, com uma aceleração acentuada começando na metade dos 70 anos.
Isso não constitui nenhuma surpresa.

Basta pensar na visão das pessoas, que piora naturalmente com o passar do tempo, assim como a capacidade de gerenciar situações complexas de trânsito com diferentes tipos de informações chegando simultaneamente. Os idosos, portanto, frequentemente enfrentam problemas nos cruzamentos. Pode ser útil ter modernos sistemas no interior dos veículos que ajudem a processar todas essas informações.

Qual é o meio mais seguro de transporte rodoviário e por que?
JG: O ônibus urbano é o meio mais seguro por três razões: você tem motoristas bem treinados, um grande veículo com uma massa elevada e habitualmente viaja a velocidades moderadas. Assim, o risco de fatalidade por milhagem é 40 vezes menor do que ao viajar em um carro de passageiros.

O que é mais importante para a segurança rodoviária: o condutor ou o veículo?
JK: Há uma piada alemã que diz que não é o veículo que se arremessa contra uma ou árvore; na maioria das vezes é o motorista. A estatística mundial mostra que o motorista é responsável por cerca de 90% a 95% de todos os acidentes.
Entretanto, na pesquisa de segurança de tráfego, sempre pensamos em um sistema de tráfego, significando que tudo – o motorista, o veículo, o ambiente – depende de tudo. O ambiente pode significar a rua, pode significar outro motorista ou a legislação por trás do sistema. Você não pode adotar nenhuma medida de segurança efetiva sem levar todos esses fatores em consideração.

Há mais acidentes, mas um menor índice de óbitos. Qual a causa disso?
JK: A maiorias das pessoas pensa que as fatalidades são o principal reflexo da segurança rodoviária, o que não é totalmente verdadeiro. Também precisamos analisar o risco de ser ferido ou de ser envolvido em acidentes com danos materiais. O número de mortes está decaindo, mas a quantidade de outros acidentes não reflete a mesma queda. As medidas das últimas décadas concentraram-se na segurança passiva de veículos, em exigências, sistema emergencial e medidas educacionais, de forma a reduzir as fatalidades.

A velocidade é a principal razão dos acidentes?
JK: A velocidade está entre as cinco razões mais destacadas, que são: velocidade imprópria, pouca distância, negligência em relação à preferência de passagem, erros na conversão e condução do veículo sob efeito do álcool. Velocidade imprópria significa uma velocidade que não é adequada para a situação real. Se chover em uma estrada com curvas, uma velocidade real de 100 quilômetros por hora seria rápido demais para aquela situação específica.

Quanto maior, mais seguro. Isso é verdade quando se trata de escolher um carro?
JG: Sim e não. Naturalmente, se um carro pequeno colidir com um grande, as chances de sobreviver no grande são mais altas. Por outro lado, se você observar acidentes resultantes de velocidade ou colisão com uma árvore, por exemplo, o porte e o peso não constituem uma vantagem, porque carros grandes precisam resistir a uma energia cinética superior. Além disso, se você observar acidentes resultantes de manobras na direção, há mais capotagens com SUVs do que com carros menores.

JK: E certamente temos de aceitar o fato de que há problemas sem solução. Temos diversas modalidades de participação em trânsito, seja por meio de caminhada, ciclismo ou direção de veículos. Cada tipo de modalidade de participação traz um certo índice de riscos. Os problemas permanecerão e não podemos evitar cada acidente. A “Meta Zero” – política que visa um índice zero de acidentes – pode não ser possível, mas é uma boa filosofia para nosso trabalho na área de segurança.

Acidentes continuam acontecendo, mas especialmente na Alemanha, o número de batidas severas está caindo desde 1970. (Foto: Shutterstock)

Fonte: http://sustentabilidade.allianz.com.br


Por Miriam Wolf

terça-feira, 29 de março de 2011

Adaptações para deficiente

Poucas cidades no Brasil são adaptadas para o transito dos deficientes físicos. As péssimas condições de conservação das calçadas e a falta de rampas e outras adaptações dificultam a vida dos cadeirantes. No entanto, para aqueles que possuem condições de comprar um automóvel, algumas empresas especializadas em realizar adaptações garantem que qualquer deficiente físico possa dirigir normalmente.

Com a crescente procura por este tipo de serviço, o preço das adaptações caiu bastante. Embora o valor das mudanças varie de acordo com a necessidade e o tipo de veículo, hoje, o cadeirante pode até encomendar um veículo zero quilômetro com todas as alterações garantidas pela montadora, comodidade difícil de imaginar alguns anos atrás.

Uma das maiores empresas do setor de veículos adaptados é a Cavenaghi, que presta serviços para as maiores montadoras do Brasil, como Volkswagen, Fiat, Citroën, Peugeot e Toyota, entre outras. A história da empresa começou há mais de 40 anos, quando um mecânico especializado na manutenção de veículos antigos foi procurado por um amigo que teve a perna esquerda amputada. O desejo dele era voltar a dirigir, e o resultado foi um dispositivo que controlava o pedal da embreagem do carro por um comando nas mãos, como nas motos.

A partir daí, a oficina começou a desenvolver produtos voltados para a condução de veículos, como o Comando Manual Universal – que permite acelerar e frear o veículo por meio de uma alavanca. Hoje, a Cavenaghi possui três linhas básicas de produto – batizadas de Transporte, Autonomia e Direção – e fabrica outros acessórios, como cadeiras de rodas, almofadas e utensílios domésticos. Todo tipo de veículo pode receber as adaptações.

A empresa estuda cada caso de forma individual e analisa as deficiências do condutor e as características do automóvel para definir o que precisará ser feito. Um veículo com câmbio manual, por exemplo, necessita de um sistema de embreagem computadorizada – que aciona o pedal automaticamente assim que o condutor faz o movimento para engatar uma marcha –, recurso dispensável em veículos com caixa automática ou automatizada.

No dia que QUATRO RODAS visitou a oficina da Cavenaghi, vários tipos de automóveis aguardavam serviço. Empresas de táxi e órgãos da prefeitura escolhem veículos mais espaçosos, como as vans (Fiat Ducato e Renault Master) e multivans (Fiat Doblò e Renault Kangoo são os preferidos). Entre os carros de particulares, chamava atenção o pequenino smart fortwo e uma perua Chevrolet Caravan em estado razoável de conservação.

O gerente de engenharia da empresa, Alexandre Scherer, conta que a empresa já fez adaptações até em esportivos importados, como Ford Mustang e Porsche Cayenne. As adaptações feitas pela Cavenaghi possuem garantia dada pela própria empresa. Todas as modificações são reversíveis, ou seja, podem ser removidas facilmente, permitindo a condução do veículo por motoristas que não possuem deficiências.

BENEFÍCIOS

O deficiente físico tem direito a isenção de impostos (IPI, IPVA e ICMS) na compra de um veículo. No entanto, para obter o benefício, é necessário seguir alguns procedimentos. Clique aqui para saber o que fazer para comprar seu carro. Fonte:revista Quatro rodas

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Transporte de animais

Transportá-los nos bancos dianteiros, soltos dentro do carro ou até no colo de um passageiro é contra a lei e resulta em infração, com perdas de pontos na carteira e multa. Animais soltos podem pular pela janela, desviar a atenção do motorista e causar um acidente.
Veja abaixo os artigos que regulamentam o transporte de animais
Artigo
235 - Conduzir pessoas, animais ou carga nas partes externas do veículo, salvo nos casos devidamente autorizados
penalidade: multa
infração: grave 5 pontos
Medida adm: Retenção do veículo para transbordo
Artigo
252 - Dirigir o veículo: Inc. II - transportando pessoas, animais ou volume à sua esquerda ou entre os braços e pernas.
Penalidade:multa
infração: média(4 pontos)
Artigo Penalidade Infração Valor Medida Administrativa
235 - Conduzir pessoas, animais ou carga nas partes externas do veículo, salvo nos casos devidamente autorizados. Multa Grave (5 pontos) R$ 127,69 Retenção do veículo para transbordo
252 - Dirigir o veículo: Inc. II - transportando pessoas, animais ou volume à sua esquerda ou entre os braços e pernas. Multa Média (4 pontos) R$ 85,13 ---
O mais correto é transportar animais de estimação dentro do veículo, no banco de trás, em uma caixa de transporte ou em uma gaiola, conforme a espécie, sempre com atenção para não prejudicar a visibilidade do motorista.JustificarFonte: http://www.perkons.com/

sábado, 11 de setembro de 2010

Exemplos de prevenção em outros países

As causas de acidentes são as mesmas em todos os países. Cada tema referente aos acidentes e à prevenção está sendo estudado simultaneamente em vários lugares do mundo. Cada medida já foi experimentada em algum lugar.
Conseqüentemente, é indispensável se informar sobre os resultados das experiências já feitas no exterior para se selecionar medidas eficientes.
Resultado global da prevenção, a nível nacional. Para efeito de determinar um objetivo nacional de prevenção é interessante comparar os resultados de outros paises, por exemplo em termos de vítimas fatais por ano e por milhão de veículos em circulação.
Política de infra-estrutura. Em muitos paises, o progresso da prevenção é devido em grande parte ao desenvolvimento de uma rede de vias rápidas e/ou de auto-estradas muito mais seguras do que as rodovias tradicionais. Não foram criadas somente por razões de segurança, mas contribuíram de modo significativo na redução dos acidentes.
Em muitos casos, essas novas vias foram implementadas por etapas, começando por anéis de contorno das zonas urbanas, posteriormente incorporados em novas rodovias interurbanas.
Outras medidas referentes a infra-estrutura:Interseções do tipo “rotatório”. Adequação das velocidades autorizadas. Defensas metálicas com chapa de proteção para motocicletas
Medidas regulamentares. Redução da taxa máxima de álcool.
Obrigação de uso do cinto, do capacete, dos assentos para crianças. Obrigação de vistoria periódica dos veículos. Regulamentação do tempo de trabalho dos condutores de ônibus e de caminhões.
Veja a seguir um levantamento de estudos internacionais apresentado no Balanço Anual 2006 dos Transportes da Secretaria do Estado de São Paulo.
Estudos internacionais de agentes de redução de acidentes
O Balanço Anual dos Transportes do Estado de São Paulo inclui sempre, além da relação das atividades do ano em referência e dos seus resultados, reflexões e dados sobre temas de segurança do tráfego. Reproduzimos em anexo o capítulo 6.3 do Balanço 2006: “Estudos internacionais de agentes de redução de acidentes”, relatando experiências feitas em outros países:
· Gestão de pontos críticos na Suécia.
· Reduções de velocidade na Alemanha e na Noruega.
· Uso de radares na Inglaterra.
· Campanha de sensibilização, na Bélgica, contra a ingestão de bebidas alcoólicas nas festas para quem deve dirigir na volta para casa.
· Efeito do capacete para motociclistas na Europa.
· Classificação dos automóveis, na Europa, em função do grau de segurança conferido aos ocupantes e aos pedestres.
· Uso do cinto, na Suécia e na Europa.
· Qualidade do atendimento aos acidentados na Inglaterra.
Fonte: Por Vias Seguras

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Propaganda de carro terá que trazer mensagem de educação no trânsito

Toda peça publicitária da indústria automobilística veiculada em rádio, televisão, jornal, revista e outdoor terá que trazer mensagens educativas de trânsito. A norma foi estabelecida por uma portaria publicada no “Diário Oficial da União” desta quarta e passará a vigorar a partir de 16 de setembro.
Em cumprimento a uma lei de 2006 que complementava o CTB (Código de Trânsito Brasileiro), o Denatran (Departamento Nacional de Trânsito) publicará entre três e seis mensagens educativas de até seis palavras tratando dos temas das campanhas de trânsito promovidas pelo Contran (Conselho Nacional de Trânsito).
Os padrões de como as tais mensagens serão veiculadas foram elaborados pela Abap (Associação Brasileira das Agências de Publicidade) e Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) e encaminhadas ao Conar (Conselho Nacional de Autoregulamentação Publicitária).
As orientações já são seguidas por peças publicitárias de bebidas alcoólicas e de cigarros, que veiculam frases como, “beba com moderação” ou “fumar é prejudicial à saúde”.
A portaria também estabelece que qualquer propaganda em outdoor localizados na beira das estradas contenha informações sobre educação no trânsito. As punições para quem não cumprir a nova regra, no primeiro momento, é uma advertência por escrito e suspensão da peça por 60 dias. Em casos de reincidência pode chegar a 5 mil vezes o Ufir (Unidade Fiscal de Referência) além da suspensão permanente da propaganda.
Fonte:economia@eband.com.br
Redação: Helton Simões Gomes
Quarta-feira, 4 de agosto de 2010

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Sinalização de trânsito

Sinalização de trânsito
No trânsito é muito importante praticarmos atitudes certas, conhecendo as leis e os sinais, e também cuidando do meio ambiente no qual vivemos.
A sinalização de trânsito informa e orienta os usuários das vias. O respeito à sinalização garante um trânsito mais organizado e seguro para os condutores e pedestres.
Placas, inscrições nas vias, sinais luminosos, gestos e sons compõem o código da sinalização de trânsito. Essas informações que regulamentam o trânsito, advertem os usuários das vias, indicam serviços, sentidos e distâncias, sendo classificadas pelo CTB em sinalização vertical, sinalização horizontal, dispositivos de sinalização auxiliar, sinalização semafórica, sinais sonoros e gestos.
O Código de Trânsito Brasileiro - Lei n° 9.503, de 23 de setembro de 1997 - determina no seu art. 90, §1°: "O órgão ou entidade de trânsito com circunscrição sobre a via é responsável pela implantação da sinalização, respondendo pela sua falta, insuficiência ou incorreta colocação".
Conheça o Anexo II do Código de Trânsito Brasileiro para obter as informações completas sobre Sinalização de Trânsito.
Sinalização Vertical
Sinalização de Regulamentação
Sinalização de Advertência
Sinalização de Indicação
Sinalização Horizontal
Dispositivos de Sinalização Auxiliar
Sinalização de Obras
Sinalização Semafórica
Gestos
Sinais Sonoros
Fonte:http://www.perkons.com/

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Código de Trânsito Brasileiro

Cara LisetteCor do texto

Li a resposta bem descomprometida que o Denatran lhe enviou sobre seu questionamento sobre engenharia de trânsito.
Além de amostra típica de nosso poder público que odeia ser cobrado, é inverídica por diversos motivos. Observe o Artigo 24 do Código de Trânsito Brasileiro onde destaquei as atividades que são exclusivas de engenheiro com especialização em trânsito.


Art. 24. Compete aos órgãos e entidades executivos de trânsito dos Municípios, no âmbito de sua circunscrição:
I - cumprir e fazer cumprir a legislação e as normas de trânsito, no âmbito de suas atribuições;
II - planejar, projetar, regulamentar e operar o trânsito de veículos, de pedestres e de animais, e promover o desenvolvimento da circulação e da segurança de ciclistas;
III - implantar, manter e operar o sistema de sinalização, os dispositivos e os equipamentos de controle viário;
IV - coletar dados estatísticos e elaborar estudos sobre os acidentes de trânsito e suas causas;
V - estabelecer, em conjunto com os órgãos de polícia ostensiva de trânsito, as diretrizes para o policiamento ostensivo de trânsito;
VI - executar a fiscalização de trânsito, autuar e aplicar as medidas administrativas cabíveis, por infrações de circulação, estacionamento e parada previstas neste Código, no exercício regular do Poder de Polícia de Trânsito;
VII - aplicar as penalidades de advertência por escrito e multa, por infrações de circulação, estacionamento e parada previstas neste Código, notificando os infratores e arrecadando as multas que aplicar;
VIII - fiscalizar, autuar e aplicar as penalidades e medidas administrativas cabíveis relativas a infrações por excesso de peso, dimensões e lotação dos veículos, bem como notificar e arrecadar as multas que aplicar;
IX - fiscalizar o cumprimento da norma contida no art. 95, aplicando as penalidades e arrecadando as multas nele previstas;
X - implantar, manter e operar sistema de estacionamento rotativo pago nas vias;
XI - arrecadar valores provenientes de estada e remoção de veículos e objetos, e escolta de veículos de cargas superdimensionadas ou perigosas;
XII - credenciar os serviços de escolta, fiscalizar e adotar medidas de segurança relativas aos serviços de remoção de veículos, escolta e transporte de carga indivisível;
XIII - integrar-se a outros órgãos e entidades do Sistema Nacional de Trânsito para fins de arrecadação e compensação de multas impostas na área de sua competência, com vistas à unificação do licenciamento, à simplificação e à celeridade das transferências de veículos e de prontuários dos condutores de uma para outra unidade da Federação;
XIV - implantar as medidas da Política Nacional de Trânsito e do Programa Nacional de Trânsito;
XV - promover e participar de projetos e programas de educação e segurança de trânsito de acordo com as diretrizes estabelecidas pelo CONTRAN;
XVI - planejar e implantar medidas para redução da circulação de veículos e reorientação do tráfego, com o objetivo de diminuir a emissão global de poluentes;
XVII - registrar e licenciar, na forma da legislação, ciclomotores, veículos de tração e propulsão humana e de tração animal, fiscalizando, autuando, aplicando penalidades e arrecadando multas decorrentes de infrações;
XVIII - conceder autorização para conduzir veículos de propulsão humana e de tração animal;
XIX - articular-se com os demais órgãos do Sistema Nacional de Trânsito no Estado, sob coordenação do respectivo CETRAN;
XX - fiscalizar o nível de emissão de poluentes e ruído produzidos pelos veículos automotores ou pela sua carga, de acordo com o estabelecido no art. 66, além de dar apoio às ações específicas de órgão ambiental local, quando solicitado;
XXI - vistoriar veículos que necessitem de autorização especial para transitar e estabelecer os requisitos técnicos a serem observados para a circulação desses veículos.
§ 1º As competências relativas a órgão ou entidade municipal serão exercidas no Distrito Federal por seu órgão ou entidade executivos de trânsito.
§ 2º Para exercer as competências estabelecidas neste artigo, os Municípios deverão integrar-se ao Sistema Nacional de Trânsito, conforme previsto no art. 333 deste Código.

Apesar de não estar especificado, é evidente que as atividades devem ser exercidas por profissional habilitado. Porém como as autoridades se fazem de cegos e surdos, foi editada a resolução 65/98 que estabelece o seguinte:

O CONSELHO NACIONAL DE TRÂNSITO-CONTRAN, usando da competência que lhe confere o art. 12, inciso I, da Lei nº 9.503 de 23 de setembro de 1997, que instituiu o Código de Trânsito Brasileiro-CTB, e conforme Decreto nº 2.327, de 23 de setembro de 1997, que dispõe sobre a coordenação do Sistema Nacional de Trânsito, resolve:

Art. 1o Para a integração dos órgãos ou entidades executivos de trânsito e rodoviários municipais no Sistema Nacional de Trânsito serão exigidas estruturas que permitam o desenvolvimento das atividades de engenharia de tráfego, fiscalização de trânsito, educação de trânsito e controle e análise de estatística, bem como dispor de Junta Administrativa de Recurso de Infrações – JARI.

Art. 2o Cumpridas as exigências previstas no artigo anterior o CONTRAN, por intermédio do DENATRAN, homologará e declarará a integração do município ao Sistema Nacional de Trânsito.

Parágrafo único - Após a homologação constante do caput deste artigo, os CETRANs, nas áreas das respectivas circunscrições, acompanharão o funcionamento dos órgãos ou entidades de trânsito e rodoviários municipais.

Art. 3o Os órgãos e entidades executivos de trânsito e rodoviários municipais poderão celebrar convênios com os Estados delegando as atividades previstas no art. 24 do Código de Trânsito Brasileiro.

Art. 4o Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação.

Art. 5o Fica revogada a Resolução nº 29/98-CONTRAN.

Assim, ou os municípios assumem a engenharia de tráfego ou fazem convênios com Detrans ou outros órgão para executar a tarefa. Ou seja, a lei existe e deve ser cumprida. O CNT também não especifica que o atendimento as vítimas deve ser feito por médicos, isto é legalmente básico e lógico, assim com é lógico que para executar engenharia de trânsito o poder público necessita de engenheiros.

Luz e Paz

Walter

domingo, 28 de dezembro de 2008

Legislação de Trânsito



Forwarded message ----------From: DENATRAN <denatran@denatran.gov.br>Date: 2008/12/9Subject: RES: Solicitando uma informaçãoTo: "marianamoura@brturbo.com.br" <marianamoura@brturbo.com.br>

Prezado(a) Senhor(a),

No âmbito da Legislação de Trânsito (Código de Trânsito Brasileiro e legislação complementar), não há lei que obrigue os Estados e Municípios a ter um "departamento de Engenharia de trânsito com um engenheiro responsável pelo planejamento das vias".

Entretanto, a profissão de engenheiro, com as atribuições exclusivas dos mesmos, é regulamentada e fiscalizada pelo sistema CONFEA/CREA.

Atenciosamente,

Central de Atendimento ao Cidadão - DENATRAN