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terça-feira, 27 de agosto de 2013
terça-feira, 20 de agosto de 2013
Desabafo de um pai: Indignação
EU RECOMENDO
Em meio às milhares de mensagens que chegam à minha caixa de e-mail, recebi uma que quero compartilhar com vocês. Terminei de ler com um nó na garganta. É o desabafo de um pai que acompanhou o drama do filho preso às ferragens depois de um acidente de trânsito. Um texto comovente, revoltante e que nos faz pensar sobre os riscos que corremos nas estradas do Rio Grande do Sul. Por favor, leiam até o fim:
Rosane de Oliveira- Jornalista - Zero Hora
"Indignação
Através deste texto busco manifestar minha indignação em relação ao acidente ocorrido em 28 de julho de 2013, entre Almirante Tamandaré e Chapada, que envolveu meu filho Roberto Piva Paim e sua namorada Natália Farinon.
Por volta das 12.20 horas começou o nosso filme de horror. Ao chegar ao local do acidente já presenciamos os dois veículos totalmente destruídos; o condutor do gol teve morte instantânea e meu filho ficou preso nas ferragens do Peugeout, estando consciente o tempo todo.
Em seguida foi acionado o SAMU de Chapada e BM. Em 15 minutos aproximadamente chegou a brigada, e logo depois a SAMU com sua equipe de Anjos da Guarda. Feito os levantamentos preliminares, a equipe constatou o óbito do condutor do gol, e começaram a estabilizar os sinais de meu filho.
Neste momento é indescritível a dor, o desespero, a impotência de um pai e uma mãe vendo e assistindo todo este quadro, nada podendo fazer!
Dado a violência do choque, a equipe constatou que as pernas do nosso filho estavam presas nas ferragens, e, portanto, teríamos que acionar os bombeiros de Carazinho. Nesse momento começou o nosso maior martírio: Carazinho fica a 40 Km de distância, os bombeiros teriam que se deslocar de caminhão , o que levaria mais tempo... Novo martírio!
Nosso filho estava perdendo muito sangue e começou a desestabilizar. A frequência cardíaca, a pressão arterial estavam descompassadas. A enfermeira do SAMU ia fazendo o que podia. Nestas alturas já tínhamos acionado o SAMU de Carazinho que orientavam, através do rádio, a enfermeira nos procedimentos a tomar. O médico da SAMU de Carazinho, Dr. Vinicius Basegio, fez-se presente nestas orientações e assumiu os cuidados de socorro ao chegar no local do acidente.
Pois sim, passados uns 40 minutos do acidente, chegou a SAMU de Carazinho, e junto a noticia aterrorizadora que o caminhão dos bombeiros tinha quebrado no pedágio de Carazinho, sem condições de prosseguir.
Desnecessário expressar o desespero que Ana e eu passamos.
Para nossa surpresa, alegria, esperança, meu cunhado Fioravante A. Piva que estava no hospital nos aguardando, dada a demora em chegarmos, resolveu se locomover até o local, e ao chegar ao pedágio se deparou com carro de bombeiros quebrado. Imediatamente colocaram o equipamento dos bombeiros em seu veículo e com os três valorosos bombeiros, saíram em disparada para o local do acidente.
Já se passavam 1hr e 20 minutos aproximadamente. Tínhamos tentado arrancar a porta esquerda do carro para ter acesso ao meu filho. Nas ambulâncias da SAMU existe um equipamento desmesuradamente poderoso, de última geração e tecnologia avançada para acidentes de transito: “um pé de cabra”. Esta era a única ferramenta existente que dispúnhamos no local para desvencilhar meu filho das ferragens.
Chegaram os bombeiros, aproximadamente duas horas depois do acidente.
Aí, começou uma luta heroica de três bombeiros. Pessimamente equipados, com ferramentas obsoletas e sucateadas, iniciaram uma luta que eu jamais havia visto. Com coragem, audácia e extrema vontade. Parecia que o filho era deles.
Escrevendo agora me ocorre: Pedro Bial chama os patéticos participantes do BBB, de “meus heróis”. Isto me enoja, envergonha, pois, o que dizer destes verdadeiros super-homens? Bombeiros, enfermeiros, médico.
Como escolher um adjetivo para nominar estas pessoas, quase sempre mal remuneradas, mal equipadas, e que se superam pela vontade única de “salvar vidas”?
Pois bem, após duas horas e meia, finalmente nosso filho pode ser retirado das ferragens, já com hipotermia, tendo perdido muito sangue, mas rumo ao hospital para os primeiros socorros.
Lições que ficam:
1) As instituições públicas do nosso País estão totalmente falidas e sucateadas, e nós nada fazemos.
2) Temos que fazer algo, chega de calar e resignar-se com pouco ou quase nada. Hoje foi o nosso filho e amanhã?
3) O governo fala em importar médicos, isto deve ser brincadeira, vamos sim, importar caminhões de bombeiros, equipamentos para acidentes de última geração, ferramentas, para o bom desempenho destes anjos do asfalto. (Gente boa nós temos. Necessitamos dar condições para qualificar o trabalho destes bons profissionais.)
4) Chega, basta de corrupção! Tanta safadeza, o dinheiro que nos roubam, e nestas horas quer precisamos faz tanta falta. Quando a dor cala, o desespero nos consome.
5) Precisamos de Leis mais severas : Como pode um condutor de veículos trafegar mais de dois anos sem C N H? Como pode um veículo ser emplacado por uma pessoa sem a devida habilitação?
6) São perguntas sem respostas. Chega de inercia! Vamos reagir, pois se nos rebelarmos algo terá que mudar.
Agradecimentos:
1) Primeiro aos nossos anjos do asfalto: BM, SAMU, Bombeiros. Sem eles não sei o que seria de nosso filho. Aos médicos: Vinicius Baségio, Werner Schambach, Paulo Catapan, Macedo, que ofereceram os primeiros socorros, e o primeiro apoio. Também aos inúmeros seres humanos que na madrugada fria auxiliaram com telefonemas, força e carinho.
1) Primeiro aos nossos anjos do asfalto: BM, SAMU, Bombeiros. Sem eles não sei o que seria de nosso filho. Aos médicos: Vinicius Baségio, Werner Schambach, Paulo Catapan, Macedo, que ofereceram os primeiros socorros, e o primeiro apoio. Também aos inúmeros seres humanos que na madrugada fria auxiliaram com telefonemas, força e carinho.
2) O apoio incondicional de meus irmãos da maçonaria mediante solidariedade, aos doadores de sangue, na maioria anônimos. Nossa gratidão ao amigo Luciano, ao nominá-lo faço-o a todos, que de uma maneira ou outra estiveram nos apoiando. Não tem como agradecer a todos nominalmente.
3) O HCC de Carazinho pelo pronto atendimento, e ao HSVP pelo ótimo atendimento e aos médicos de Passo Fundo que com muito esforço, profissionalismo e dedicação estão atendendo nosso filho.
Por fim, deste acidente resultou:
Fraturas exposta do fêmur, Fratura na cabeça do fêmur,
Fratura no cóccix, Fraturas de coluna,
Fraturas de diversas costelas, Lesão na cervical, Edema pulmonar.
É com meus irmãos que quero compartilhar esta dor que sinto. Esta revolta que não passa.
É grande a impotência que sinto. Sozinho, nada vou mudar neste país. Nossas autoridades estão pouco ligando para nossos anseios, e nossas necessidades são prementes de mudanças já.
Finalmente, em meio a este filme de horror nos momentos mais difíceis, relembro meu filho Roberto, ainda preso nas ferragens me pedindo: “PAI ME ABRAÇA FORTE” .Prontamente o fiz, e ao meu ouvido ele sussurrava: ”PAI EU TE AMO TANTO, TANTO, TANTO...”
Eu também amo muito meu filho. Como todos os pais devem amar seus filhos.
E por isto mesmo, precisamos lutar pelo futuro destes pais.
Porque nossos filhos merecem!
Roberto Paim"
06/08/13
sábado, 17 de agosto de 2013
Artigo: Cada vez mais burros
Minha esperança de um trânsito melhor não está na nossa geração.
Está em quem hoje ocupa os bancos escolares.
Diariamente subo a Ramiro Barcelos no caminho da Rádio Gaúcha para minha casa. No trecho entre a Protásio Alves e a Independência há três faixas de segurança exatamente como aquelas onde devemos dar prioridade ao pedestre.
Daquelas que a fracassada campanha da "mãozinha" preconizava que respeitássemos. Não há sinaleira em nenhuma delas. Quando freio para a travessia de um pedestre vem junto o medo. Seja de uma colisão traseira, seja de uma ultrapassagem na lateral que venha a atropelar quem atravessa a rua.
Seria apenas uma parte a resolver se o problema fosse apenas este.
Há também os casos de pedestres que insistem em atravessar fora da faixa de segurança. Na maioria das vezes a poucos metros dela. Muitas vezes, idosos. Não é por nada que as mortes por atropelamento cresceram quase 82% nos sete primeiros meses do ano em Porto Alegre. Junto com esta estatística há outra que aponta o mês de julho como o mais mortífero do trânsito da capital.
Estamos cada vez mais estúpidos e com menos paciência.
Mas quando cada um de nós for buscar uma razão para a violência sem freio do trânsito dificilmente um de nós assumirá a sua culpa. A responsabilidade será sempre da EPTC que só quer arrecadar, do pavimento irregular de muitas ruas ou avenidas ou então do motorista do outro veículo que é imprudente. São as nossas desculpas corriqueiras.
Num rápido exame de consciência você pode dizer que respeita as regras de trânsito? Para na faixa quando alguém quer atravessar?
Nossa cultura é tão absurda que há poucos dias recebi no Twitter uma mensagem dizendo que "só faltava eu querer dizer que andava a 80 km/h". O Joãozinho-Passo-Certo não é bem-vindo na nossa sociedade.
Quem respeita a lei é "trouxa". Quem segue a regra de trânsito é "mala". Minha esperança de um trânsito melhor não está na nossa geração. Está em quem hoje ocupa os bancos escolares (mesmo com o estado dramático da nossa Educação).
A verdade é que estamos cada vez mais burros. Talvez sempre tenhamos sido.
Construímos uma cidade que privilegia o transporte individual em detrimento do público. Não temos metrô, desistimos dos bondes e transformamos o nosso aeromóvel em uma linha minúscula décadas depois de ter sido criado por um gaúcho.
Montamos um sistema viário de ruas apertadas e excessos de sinaleiras.
A combinação de cada vez mais carros nas ruas em meio a um estoque assustador de semáforos é um convite ao trânsito lento e ao stress. E este certamente contribui para que o motorista seja mais estúpido pela sua impaciência. Por mais que esta premissa seja verdadeira há outra maior que não pode ser esquecida. O homem vem sempre antes da máquina. Nas ruas também.
André Machado. Jornalista
Fonte: Zero Hora 07/08/12
terça-feira, 13 de agosto de 2013
A vida náo se recicla....
A lata depois de arruinada pode ser reciclada, e sua vida? Pense bem, faça um PactoPelaVida. Nada fica como antes. Um trauma sempre tras seguelas deixando marcas. Fonte:(Via Abramet)
sábado, 10 de agosto de 2013
terça-feira, 6 de agosto de 2013
quinta-feira, 1 de agosto de 2013
Daer projeta 45 novos pardais no verão Data da publicação do edital de licitação ainda está indefinida
Ao finalizar o termo de referência para a nova licitação que pretende ativar 45 pardais em 14 rodovias estaduais até o próximo verão, o Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer) adiantou que não irá sinalizar o trecho monitorado. As placas indicarão apenas o limite de velocidade.
A medida é justificada pelo viés educativo, já que o excesso de velocidade é considerado um dos fatores mais relevantes para acidentes graves de trânsito, mas gera controvérsia pelo potencial de arrecadação em multas.
- A legislação permite fazer isso. É uma forma de evitar que os motoristas reduzam a velocidade em determinados pontos e, logo em seguida, voltem a circular acima do permitido - justifica o diretor de Operação Rodoviária do Daer, Cleber Domingues.
Estatísticas do Comando Rodoviário da Brigada Militar apontam para um aumento de 119% no número de acidentes nas rodovias estaduais gaúchas em 2012, na comparação com 2011: saltou de 294 para 644. É um contraste com a estimativa de redução de 5,1% no número total de acidentes de trânsito no Estado entre 2010 e 2012, conforme dados do Departamento Estadual de Trânsito (Detran).
O engenheiro de trânsito Walter Kauffmann Neto, consultor da ONG Alerta, concorda que os radares podem ser úteis, desde que estejam em trechos perigosos das rodovias. Do contrário, acredita, o uso do equipamento tem caráter "meramente arrecadatório".
Os controladores multavam 345 motoristas por dia. Mantendo essa média, cerca de 334 mil multas por excesso de velocidade teriam sido aplicadas de novembro de 2010 para cá, se os pardais estivessem funcionando. As multas por excesso de velocidade lideram o ranking do Detran: responderam por 38% do total de autuações no ano passado.
- Muitas vezes, o condutor excede o limite sem perceber, porque está prestando atenção na pista e não olha para o velocímetro. O objetivo de não sinalizar é multar ou coibir o excesso de velocidade? - questiona Kauffmann. Nesse sentido, o engenheiro defende que, mesmo sem a indicação exata do local onde está o controlador, o motorista precisa ser informado que a via está sendo monitorada por pardais. Já o coordenador das operações Viagem Segura e Balada Segura do Detran, Adelto Rohr, considera positiva a opção por não informar os trechos monitorados.
- A sinalização "aqui tem pardal" era o que mais deseducava, porque indicava cuidado somente naquele local. O que tem que valer é a placa da velocidade máxima permitida.
Aí, sim, vai afetar numa mudança de comportamento - avalia Rohr. Conforme o estudo técnico apresentado pelo Daer à Subsecretaria da Administração - Central de Licitações (Celic), serão instalados 45 pardais em locais indicados pelo Daer, distribuídos em 14 rodovias. Antes, eram 60 equipamentos em 18 estradas.
O contrato será de dois anos, renovável por mais dois anos, no valor de R$ 7 milhões. Cleber Domingues explica que a redução tem a ver com resultados de um estudo técnico, que levou em conta nível de acidentalidade, volume de veículos e excesso de velocidade. As medições de velocidade indicaram que a permanência dos equipamentos anteriores nas rodovias - ainda que desligados - faz com que os condutores controlem a velocidade em alguns trechos que acabaram sendo descartados da nova licitação.
A elaboração dessa análise, segundo Domingues, foi a principal razão para a morosidade do processo licitatório (leia abaixo), que chegou a ser iniciado em 2011, mas parou porque a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) mudou requisitos do edital. Em concorrências anteriores, o estudo era feito somente após a escolha do vencedor. O Daer tentou reverter a exigência, mas acabou cedendo e deu início à elaboração do estudo em março deste ano.
Quanto à sequência do processo, o Daer pretende, mas não garante que tudo estará pronto para funcionar no próximo veraneio, pois as etapas seguintes não dependem mais da autarquia. A partir de agora, seguem os trâmites normais da licitação. A data de publicação do edital está indefinida.
As rodovias ERS-030 ERS-040 ERS-122 ERS-135 ERS-223 ERS-239 ERS-240 ERS-324 ERS-342 ERS-389 RSC-153 RSC-287 RSC-453 RSC-470
O que diz a lei: Publicada em 2011, a resolução 396, do Contran, acaba com a obrigatoriedade de avisar ao motorista onde há fiscalização eletrônica. Não é obrigatório nem mesmo informar a velocidade máxima permitida. Nos locais onde não existe sinalização regulamentando a velocidade, os limites máximos deverão ser os fixados no artigo 61 do Código de Trânsito Brasileiro. A norma estabelece, no entanto, que o radar deve ser colocado em local visível. A resolução 214, de 2006, obrigava os órgãos de trânsito a instalar sinalização vertical, informando a existência de fiscalização ao longo da via. Histórico de lentidão 2010 - Março: fim do contrato de locação de pardais, que vigorava no Estado desde 2006. - Novembro: os controladores eletrônicos de velocidade foram desligados devido ao fim do contrato emergencial de 180 dias assinado entre o governo e a empresa Eliseu Kopp. O governo Yeda Crusius já havia desencadeado dois processos licitatórios: um para nova contratação emergencial e outro para instalação efetiva dos pardais. 2011 - 10 de março: o edital para a contratação emergencial foi revogado, já que tinha o mesmo objeto do outro procedimento. - 13 de março: reportagem da RBS TV exibida no programa Fantástico revelou suspeita da existência de um suposto esquema fraudulento nas licitações de pardais. - 16 de março: o edital da concorrência para instalação dos pardais foi extinto por suspeita de irregularidades. - 29 de março: o governo anunciou criação de força-tarefa para apurar irregularidades no Daer. - 19 de maio: ao apresentar os resultados preliminares da investigação, o governo anunciou abertura de concorrência internacional para aquisição de pardais. - 14 de julho: a força-tarefa apresentou a conclusão dos trabalhos, anunciando 60 medidas e sugestões para evitar fraudes no órgão, entre elas, a da licitação internacional. 2012 - 9 de maio: o Daer recebeu da Controladoria e Auditoria-Geral do Estado (Cage) e da Procuradoria-geral do Estado (PGE) solicitação de alterações no texto do edital. As exigências foram solucionadas, ficando pendente apenas concluir levantamento sobre onde os pardais devem ser instalados. - 3 de setembro: o Daer enviou ofício ao Comando Rodoviário da Brigada Militar (CRBM) pedindo que fosse refeito um levantamento em cinco pontos de estradas. - 14 de novembro: o Daer fez nova solicitação ao CRBM, pedindo que os locais em que já foram feitas as medições de velocidade sejam identificados conforme padrão registrado no ofício. 2013 - 30 de julho: o Daer entregou à Central de Licitações da Subsecretaria da Administração os estudos técnicos necessários à licitação para ativar os pardais nas rodovias estaduais. Fonte: Zero Hora 01/2013
- A legislação permite fazer isso. É uma forma de evitar que os motoristas reduzam a velocidade em determinados pontos e, logo em seguida, voltem a circular acima do permitido - justifica o diretor de Operação Rodoviária do Daer, Cleber Domingues.
Estatísticas do Comando Rodoviário da Brigada Militar apontam para um aumento de 119% no número de acidentes nas rodovias estaduais gaúchas em 2012, na comparação com 2011: saltou de 294 para 644. É um contraste com a estimativa de redução de 5,1% no número total de acidentes de trânsito no Estado entre 2010 e 2012, conforme dados do Departamento Estadual de Trânsito (Detran).
O engenheiro de trânsito Walter Kauffmann Neto, consultor da ONG Alerta, concorda que os radares podem ser úteis, desde que estejam em trechos perigosos das rodovias. Do contrário, acredita, o uso do equipamento tem caráter "meramente arrecadatório".
Os controladores multavam 345 motoristas por dia. Mantendo essa média, cerca de 334 mil multas por excesso de velocidade teriam sido aplicadas de novembro de 2010 para cá, se os pardais estivessem funcionando. As multas por excesso de velocidade lideram o ranking do Detran: responderam por 38% do total de autuações no ano passado.
- Muitas vezes, o condutor excede o limite sem perceber, porque está prestando atenção na pista e não olha para o velocímetro. O objetivo de não sinalizar é multar ou coibir o excesso de velocidade? - questiona Kauffmann. Nesse sentido, o engenheiro defende que, mesmo sem a indicação exata do local onde está o controlador, o motorista precisa ser informado que a via está sendo monitorada por pardais. Já o coordenador das operações Viagem Segura e Balada Segura do Detran, Adelto Rohr, considera positiva a opção por não informar os trechos monitorados.
- A sinalização "aqui tem pardal" era o que mais deseducava, porque indicava cuidado somente naquele local. O que tem que valer é a placa da velocidade máxima permitida.
Aí, sim, vai afetar numa mudança de comportamento - avalia Rohr. Conforme o estudo técnico apresentado pelo Daer à Subsecretaria da Administração - Central de Licitações (Celic), serão instalados 45 pardais em locais indicados pelo Daer, distribuídos em 14 rodovias. Antes, eram 60 equipamentos em 18 estradas.
O contrato será de dois anos, renovável por mais dois anos, no valor de R$ 7 milhões. Cleber Domingues explica que a redução tem a ver com resultados de um estudo técnico, que levou em conta nível de acidentalidade, volume de veículos e excesso de velocidade. As medições de velocidade indicaram que a permanência dos equipamentos anteriores nas rodovias - ainda que desligados - faz com que os condutores controlem a velocidade em alguns trechos que acabaram sendo descartados da nova licitação.
A elaboração dessa análise, segundo Domingues, foi a principal razão para a morosidade do processo licitatório (leia abaixo), que chegou a ser iniciado em 2011, mas parou porque a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) mudou requisitos do edital. Em concorrências anteriores, o estudo era feito somente após a escolha do vencedor. O Daer tentou reverter a exigência, mas acabou cedendo e deu início à elaboração do estudo em março deste ano.
Quanto à sequência do processo, o Daer pretende, mas não garante que tudo estará pronto para funcionar no próximo veraneio, pois as etapas seguintes não dependem mais da autarquia. A partir de agora, seguem os trâmites normais da licitação. A data de publicação do edital está indefinida.
As rodovias ERS-030 ERS-040 ERS-122 ERS-135 ERS-223 ERS-239 ERS-240 ERS-324 ERS-342 ERS-389 RSC-153 RSC-287 RSC-453 RSC-470
O que diz a lei: Publicada em 2011, a resolução 396, do Contran, acaba com a obrigatoriedade de avisar ao motorista onde há fiscalização eletrônica. Não é obrigatório nem mesmo informar a velocidade máxima permitida. Nos locais onde não existe sinalização regulamentando a velocidade, os limites máximos deverão ser os fixados no artigo 61 do Código de Trânsito Brasileiro. A norma estabelece, no entanto, que o radar deve ser colocado em local visível. A resolução 214, de 2006, obrigava os órgãos de trânsito a instalar sinalização vertical, informando a existência de fiscalização ao longo da via. Histórico de lentidão 2010 - Março: fim do contrato de locação de pardais, que vigorava no Estado desde 2006. - Novembro: os controladores eletrônicos de velocidade foram desligados devido ao fim do contrato emergencial de 180 dias assinado entre o governo e a empresa Eliseu Kopp. O governo Yeda Crusius já havia desencadeado dois processos licitatórios: um para nova contratação emergencial e outro para instalação efetiva dos pardais. 2011 - 10 de março: o edital para a contratação emergencial foi revogado, já que tinha o mesmo objeto do outro procedimento. - 13 de março: reportagem da RBS TV exibida no programa Fantástico revelou suspeita da existência de um suposto esquema fraudulento nas licitações de pardais. - 16 de março: o edital da concorrência para instalação dos pardais foi extinto por suspeita de irregularidades. - 29 de março: o governo anunciou criação de força-tarefa para apurar irregularidades no Daer. - 19 de maio: ao apresentar os resultados preliminares da investigação, o governo anunciou abertura de concorrência internacional para aquisição de pardais. - 14 de julho: a força-tarefa apresentou a conclusão dos trabalhos, anunciando 60 medidas e sugestões para evitar fraudes no órgão, entre elas, a da licitação internacional. 2012 - 9 de maio: o Daer recebeu da Controladoria e Auditoria-Geral do Estado (Cage) e da Procuradoria-geral do Estado (PGE) solicitação de alterações no texto do edital. As exigências foram solucionadas, ficando pendente apenas concluir levantamento sobre onde os pardais devem ser instalados. - 3 de setembro: o Daer enviou ofício ao Comando Rodoviário da Brigada Militar (CRBM) pedindo que fosse refeito um levantamento em cinco pontos de estradas. - 14 de novembro: o Daer fez nova solicitação ao CRBM, pedindo que os locais em que já foram feitas as medições de velocidade sejam identificados conforme padrão registrado no ofício. 2013 - 30 de julho: o Daer entregou à Central de Licitações da Subsecretaria da Administração os estudos técnicos necessários à licitação para ativar os pardais nas rodovias estaduais. Fonte: Zero Hora 01/2013
domingo, 28 de julho de 2013
Milhares de brasileiros compraram carros inseguros em 2012
Afirmação do Latin NCAP revela que 450 mil veículos mal avaliados em seus testes foram vendidos na América Latina
Thiago Vinholes | 15/7/2013 16:29
A segurança veicular passou a ser um assunto mais sério na América Latina desde que o Latin NCAP começou a pôr à prova os veículos à venda nessa região, em 2012. A instituição é o braço latino-americano do Euro NCAP, o mais importante e respeitado órgão de avaliação sobre segurança em automóveis no mundo.
Segundo pesquisa da instituição, a América Latina consumiu em 2012 mais de 450 mil carros que oferecem risco de morte no caso de acidentes, a maior parte no Brasil, maior mercado da região. “Esses carros conquistaram um ou nenhuma estrela nos crash-tests. São na maioria o primeiro veículo de muitas famílias”, explicou Alejandro Furas, diretor técnico do Global NCAP, no comunicado.
Na nota que avisa sobre a próxima bateria de testes, cujos resultados serão divulgados dia 24 de julho no México, o Latin NCAP também divulgou que vai aumentar os critérios de avaliação para os carros à venda em países na América Latina a partir deste ano até 2015.
Na classificação do Latin NCAP, os carros que oferecem riscos são modelos como o Chevrolet Celta,Fiat Palio, Ford Ka, JAC J3, Peugeot 207, VW Gol, Renault Sandero, entre outros. Todos esses carros, com exceção do J3 importado da China, são produzidos no Brasil.
terça-feira, 23 de julho de 2013
Dia do Motorista terá ações de educação e fiscalização
Abordagens envolvendo pedestres, com a distribuição de folhetos educativos para travessias mais seguras no trânsito, além da presença do radar móvel no corredor de ônibus para coibir excessos de velocidade, marcarão a passagem do Dia do Motorista na Capital, quinta-feira, 25. De janeiro a julho aconteceram 10.639 acidentes no trânsito, grande parte por excesso de velocidade.
As ações dos agentes da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) acontecerão nas imediações do Hospital Pronto Socorro (HPS), a partir das 8h30min às 10h30min.O diretor-presidente da EPTC, Vanderlei Cappellari, estará presente na abertura do evento.
As ações dos agentes para um trânsito com menos acidentalidade terão continuidade no final de semana (sábado), com abordagens e palestras para condutores de motos, no Dia do Motociclista. O segmento das motos apresentou 22 vítimas fatais no primeiro semestre deste ano, com 2.241 pessoas feridas em razão do envolvimento nos acidentes.
“O objetivo é fortalecer uma consciência de maior respeito e cordialidade nas relações do trânsito, com menos acidentalidade”, afirma Vanderlei Cappellari, Diretor-Presidente da EPTC.
Fonte: site da Prefeitura Municipal de Porto Alegre
23/07/2013 - 10:21:01
sexta-feira, 19 de julho de 2013
Semestre termina com aumento de mortes no trânsito em Porto Alegre
Foram seis mortes a mais do que no mesmo período do ano passado.
Fonte: G1, 02/07/2013 13h26 - Atualizado em 02/07/2013 14h55
EPTC vai intensificar fiscalização para coibir excesso de velocidade.
O primeiro semestre de 2013 terminou com o aumento no número de mortes no trânsito em Porto Alegre na comparação com o mesmo período do ano passado. Segundo a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), apesar da diminuição nos acidentes, foram seis mortes a mais (49 vítimas em 2012 contra 55 em 2013, representando 12,24% de aumento). Com a constatação, para conter os excesso, os locais do Radar Móvel não deverão mais ser divulgados, segundo o presidente da empresa, Vanderlei Cappellari.
A maioria das mortes ocorre devido ao excesso de velocidade. “Infelizmente temos notado um aumento da velocidade em muitas vias, com diversos registros acima de 100 km/h. A partir deste mês vamos intensificar nossas ações de educação para o trânsito e também na fiscalização", garantiu Cappellari.
Os dados representam uma nova realidade no trânsito em Porto Alegre, já que 2012 encerrou com 40 mortes a menos na relação com 2011. Apesar do aumento no número de mortes no trânsito, os acidentes diminuíram 3,61% em relação ao ano passado (10.525 a 10.919); foram menos 10,82% em feridos (3.966 a 4.447); menos 7,04% em atropelamentos (647 a 696); e menos 5,92% em acidentes com motos (2.448 a 2.602). Entre as 55 mortes, 22 envolveram motociclistas e 25 foram por atropelamentos.
Fonte: G1, 02/07/2013 13h26 - Atualizado em 02/07/2013 14h55
domingo, 14 de julho de 2013
segunda-feira, 8 de julho de 2013
Novo GPS projeta informações no para-brisa do carro
Fabricante do HUD diz que método melhora atenção do motorista.
Aparelho será vendido por US$ 130 nos Estados Unidos.
Um novo modelo de GPS promete colocar as informações como direções, velocidade do veículo, hora e previsão do tempo diretamente no para-brisa do carro, evitando que o motorista tenha que desviar a atenção para a tela do aparelho enquanto dirige.
Criado pela fabricante Garmin, o aparelho, chamado de HUD (heads up display), recebe por meio de conexão sem fio Bluetooth informações da navegação de smartphones ou tablets e projeta as setas para fazer as curvas ou entrar em determinada rua, distância para o endereço de destino, velocidade atual e velocidade limite da via. Ele também alerta para localização de câmeras de velocidade e do trânsito.
Um sistema permite que a iluminação se ajuste conforme a luz ambiente, permitindo visualizar melhor as informações. O HUD começará a ser vendido ainda este trimestre nos Estados Unidos por US$ 130.
Fonte: g1 08/07/2013
quinta-feira, 4 de julho de 2013
Freios ABS e airbag obrigatórios de fábrica a partir de 2014:
A partir de 2014, todos os carros que saírem das fábricas no Brasil deverão conter esses dois itens de segurança de série. Tire suas dúvidas sobre o assunto.
Está cada vez mais próxima a data limite para que todos os veículos no Brasil tenham itens de segurança reforçados de série. Segundo as resoluções 311 e 312 do Contran (Conselho Nacional de Trânsito), de 2009, todos os veículos novos saídos de fábrica a partir de 2014, nacionais e importados, deverão ter freios ABS e airbags frontais.
Desde 2010, as montadoras vêm se adequando progressivamente à medida, mas, em 2014, 100% da nova frota deverá conter os itens obrigatoriamente.
De acordo com as resoluções do Contran, veículos que transportem passageiros ou cargas, incluindo os reboques, deverão ter os sistemas de segurança. Mas mais importante do que oferecer os itens, é ensinar os motoristas a usá-los.
Mesmo assim, de acordo com o Denatran (Departamento Nacional de Trânsito), não existe nenhum projeto de conscientização sobre o uso correto dos novos equipamentos. E agora? Mais do que dar dicas de especialistas sobre os novos itens de segurança obrigatórios, o Pense Carros vai responder algumas perguntas que você deve estar se fazendo em casa. Então confere abaixo informações úteis para quem vai usar os equipamentos ou não.
O que o airbag proporciona na prática?
O airbag é capaz de evitar danos em caso de choques para os ocupantes do veículo, já que ele infla uma bolsa de ar que "ampara" a pessoa no caso de uma batida. Porém um cuidado é essencial, segundo Alessandro Rubio, analista técnico do Cesvi Brasil (Centro de Experimentação e Segurança Viária): o uso do cinto de segurança. "No Brasil, o airbag é projetado para o uso com o cinto, que é obrigatório no país. Nos Estados Unidos, por exemplo, o equipamento é diferente, pois o uso do cinto não é uma obrigação", explica.
E o que acontece se o airbag for acionado e o ocupante estiver sem cinto?
O acionamento do airbag é feito de forma muito rápida para que, no caso de um choque, dê tempo de inflar e suportar o impacto do corpo já quando estiver esvaziando. "A velocidade da bolsa infla a quase 300 km/h, em até 40 milissegundos, dependendo da velocidade do veículo", diz Alessandro.
O uso do cinto é importante para que o impacto com a bolsa aconteça no momento correto, o que evita lesões e sufocamento.
Existe algum jeito certo de usar o airbag?
Além do uso com cinto de segurança, é muito importante seguir a legislação que diz que somente podem sentar no banco de frente crianças com mais de 10 anos. Segundo o especialista do Cesvi Brasil, o condutor deve estar a uma distância de aproximadamente 25 cm do volante e o passageiro, a 45 cm, no mínimo. "Outra informação essencial é que o passageiro não ande com os pés no painel, pois assim o dano pode ser ainda pior", diz Alessandro.
Desde 2010, as montadoras vêm se adequando progressivamente à medida, mas, em 2014, 100% da nova frota deverá conter os itens obrigatoriamente.
De acordo com as resoluções do Contran, veículos que transportem passageiros ou cargas, incluindo os reboques, deverão ter os sistemas de segurança. Mas mais importante do que oferecer os itens, é ensinar os motoristas a usá-los.
Mesmo assim, de acordo com o Denatran (Departamento Nacional de Trânsito), não existe nenhum projeto de conscientização sobre o uso correto dos novos equipamentos. E agora? Mais do que dar dicas de especialistas sobre os novos itens de segurança obrigatórios, o Pense Carros vai responder algumas perguntas que você deve estar se fazendo em casa. Então confere abaixo informações úteis para quem vai usar os equipamentos ou não.
O que o airbag proporciona na prática?
O airbag é capaz de evitar danos em caso de choques para os ocupantes do veículo, já que ele infla uma bolsa de ar que "ampara" a pessoa no caso de uma batida. Porém um cuidado é essencial, segundo Alessandro Rubio, analista técnico do Cesvi Brasil (Centro de Experimentação e Segurança Viária): o uso do cinto de segurança. "No Brasil, o airbag é projetado para o uso com o cinto, que é obrigatório no país. Nos Estados Unidos, por exemplo, o equipamento é diferente, pois o uso do cinto não é uma obrigação", explica.
E o que acontece se o airbag for acionado e o ocupante estiver sem cinto?
O acionamento do airbag é feito de forma muito rápida para que, no caso de um choque, dê tempo de inflar e suportar o impacto do corpo já quando estiver esvaziando. "A velocidade da bolsa infla a quase 300 km/h, em até 40 milissegundos, dependendo da velocidade do veículo", diz Alessandro.
O uso do cinto é importante para que o impacto com a bolsa aconteça no momento correto, o que evita lesões e sufocamento.
Existe algum jeito certo de usar o airbag?
Além do uso com cinto de segurança, é muito importante seguir a legislação que diz que somente podem sentar no banco de frente crianças com mais de 10 anos. Segundo o especialista do Cesvi Brasil, o condutor deve estar a uma distância de aproximadamente 25 cm do volante e o passageiro, a 45 cm, no mínimo. "Outra informação essencial é que o passageiro não ande com os pés no painel, pois assim o dano pode ser ainda pior", diz Alessandro.
E como funcionam os freios ABS?
A principal função do ABS (Antilock Braking System ou Sistema Antitravamento de Frenagem) é evitar que o carro pare bruscamente. Nos carros sem ABS, o condutor tem que alternar a força com que pisa no freio, se não, o carro em alta velocidade tem as rodas travadas, mas segue derrapando por conta da inércia.
Com ABS o carro mede sozinho a força aplicada nas rodas e a controla. É como se o carro pisasse e soltasse o freio por conta própria. Segundo o especialista do Cesvi Brasil, Alessandro Rubio, o ABS proporciona uma redução da distância de frenagem de até 20% com relação a um carro sem o ABS, dependendo das condições do piso.
Mas a trepidação do carro quando se pisa no freio assusta e aí a pessoa tira o pé... É exatamente o contrário que tem que ser feito. O certo é pisar fundo numa situação de risco, pois o carro só vai controlar a força enquanto o pedal estiver pressionado. Além disso, a grande vantagem do ABS é a possibilidade de desvio do obstáculo mesmo com o freio pressionado, pois não há perda do controle do veículo. "Nos carros sem ABS, quando o freio é pressionado o carro não obedece às alterações de direção feitas pelo motorista.
Com o ABS isso não ocorre, o que torna o carro mais seguro", explica Alessandro Rubio. Nas concessionárias, os modelos 2014 à venda ainda não tem esses itens. O que devo fazer? Nada. É que a determinação do Contran é só para carros que saírem das lojas em 2014, não para os modelos 2014. E se eu já tenho um carro que não tem os itens, tenho que instalar? E quanto custa a instalação? Não precisa instalar. "Tecnicamente, até é possível fazer a inclusão dos equipamentos num carro em que tenha uma versão com os itens [como opcionais].
Mas economicamente isso é inviável", explica Francisco Oliveira, gerente de pós-venda da Ford Copagra de Porto Alegre. Num carro de R$ 40 mil, por exemplo, colocar airbag e freios ABS pode custar R$ 25 mil. O valor é alto porque inúmeras peças tem que ser trocadas. A melhor opção, nessas condições, é comprar um que já contenha os itens de fábrica.
Quanto, em média, vai aumentar no custo dos carros com a nova determinação?
Quem vai a uma concessionária hoje já pode comparar o valor de um veículo com freios ABS e airbag e um sem os itens. A lógica para 2014 é a mesma, já que a maioria dos modelos oferece pacotes que incluem esses equipamentos de segurança. "Hoje se tem pacotes com os itens a partir de R$ 3 mil", diz Francisco, mas o valor depende da marca.
É importante frisar que juntamente com esses sistemas estão incluídos mais alguns nos pacotes, como assistência de partida em rampa e controle de tração e estabilidade. Na hora de escolher, o condutor deve avaliar o que mais está incluído no pacote de segurança. Fonte: http://revista.pensecarros.com.br/
A principal função do ABS (Antilock Braking System ou Sistema Antitravamento de Frenagem) é evitar que o carro pare bruscamente. Nos carros sem ABS, o condutor tem que alternar a força com que pisa no freio, se não, o carro em alta velocidade tem as rodas travadas, mas segue derrapando por conta da inércia.
Com ABS o carro mede sozinho a força aplicada nas rodas e a controla. É como se o carro pisasse e soltasse o freio por conta própria. Segundo o especialista do Cesvi Brasil, Alessandro Rubio, o ABS proporciona uma redução da distância de frenagem de até 20% com relação a um carro sem o ABS, dependendo das condições do piso.
Mas a trepidação do carro quando se pisa no freio assusta e aí a pessoa tira o pé... É exatamente o contrário que tem que ser feito. O certo é pisar fundo numa situação de risco, pois o carro só vai controlar a força enquanto o pedal estiver pressionado. Além disso, a grande vantagem do ABS é a possibilidade de desvio do obstáculo mesmo com o freio pressionado, pois não há perda do controle do veículo. "Nos carros sem ABS, quando o freio é pressionado o carro não obedece às alterações de direção feitas pelo motorista.
Com o ABS isso não ocorre, o que torna o carro mais seguro", explica Alessandro Rubio. Nas concessionárias, os modelos 2014 à venda ainda não tem esses itens. O que devo fazer? Nada. É que a determinação do Contran é só para carros que saírem das lojas em 2014, não para os modelos 2014. E se eu já tenho um carro que não tem os itens, tenho que instalar? E quanto custa a instalação? Não precisa instalar. "Tecnicamente, até é possível fazer a inclusão dos equipamentos num carro em que tenha uma versão com os itens [como opcionais].
Mas economicamente isso é inviável", explica Francisco Oliveira, gerente de pós-venda da Ford Copagra de Porto Alegre. Num carro de R$ 40 mil, por exemplo, colocar airbag e freios ABS pode custar R$ 25 mil. O valor é alto porque inúmeras peças tem que ser trocadas. A melhor opção, nessas condições, é comprar um que já contenha os itens de fábrica.
Quanto, em média, vai aumentar no custo dos carros com a nova determinação?
Quem vai a uma concessionária hoje já pode comparar o valor de um veículo com freios ABS e airbag e um sem os itens. A lógica para 2014 é a mesma, já que a maioria dos modelos oferece pacotes que incluem esses equipamentos de segurança. "Hoje se tem pacotes com os itens a partir de R$ 3 mil", diz Francisco, mas o valor depende da marca.
É importante frisar que juntamente com esses sistemas estão incluídos mais alguns nos pacotes, como assistência de partida em rampa e controle de tração e estabilidade. Na hora de escolher, o condutor deve avaliar o que mais está incluído no pacote de segurança. Fonte: http://revista.pensecarros.com.br/
sábado, 29 de junho de 2013
domingo, 23 de junho de 2013
Há momentos....
Há Momentos
Há momentos na vida em que sentimos tanto
a falta de alguém que o que mais queremos
é tirar esta pessoa de nossos sonhos
e abraçá-la.
Sonhe com aquilo que você quiser.
Seja o que você quer ser,
porque você possui apenas uma vida
e nela só se tem uma chance
de fazer aquilo que se quer.
Tenha felicidade bastante para fazê-la doce.
Dificuldades para fazê-la forte.
Tristeza para fazê-la humana.
E esperança suficiente para fazê-la feliz.
As pessoas mais felizes
não têm as melhores coisas.
Elas sabem fazer o melhor
das oportunidades que aparecem
em seus caminhos.
A felicidade aparece para aqueles que choram.
Para aqueles que se machucam.
Para aqueles que buscam e tentam sempre.
E para aqueles que reconhecem
a importância das pessoas que passam por suas vidas.
O futuro mais brilhante
é baseado num passado intensamente vivido.
Você só terá sucesso na vida
quando perdoar os erros
e as decepções do passado.
A vida é curta, mas as emoções que podemos deixar
duram uma eternidade.
A vida não é de se brincar
porque um belo dia se morre.
Clarice LispectorHá momentos na vida em que sentimos tanto
a falta de alguém que o que mais queremos
é tirar esta pessoa de nossos sonhos
e abraçá-la.
Sonhe com aquilo que você quiser.
Seja o que você quer ser,
porque você possui apenas uma vida
e nela só se tem uma chance
de fazer aquilo que se quer.
Tenha felicidade bastante para fazê-la doce.
Dificuldades para fazê-la forte.
Tristeza para fazê-la humana.
E esperança suficiente para fazê-la feliz.
As pessoas mais felizes
não têm as melhores coisas.
Elas sabem fazer o melhor
das oportunidades que aparecem
em seus caminhos.
A felicidade aparece para aqueles que choram.
Para aqueles que se machucam.
Para aqueles que buscam e tentam sempre.
E para aqueles que reconhecem
a importância das pessoas que passam por suas vidas.
O futuro mais brilhante
é baseado num passado intensamente vivido.
Você só terá sucesso na vida
quando perdoar os erros
e as decepções do passado.
A vida é curta, mas as emoções que podemos deixar
duram uma eternidade.
A vida não é de se brincar
porque um belo dia se morre.
quarta-feira, 19 de junho de 2013
Você sabia que é diferente frear com freios ABS?
Instrutor de pilotagem explica que trepidação do pedal é normal e que motorista deve continuar pisando até a parada do veículo
Até 2014, todos os carros produzidos no Brasil deverão sair da fábrica com freios ABS - sigla em inglês para Anti-lock Braking System, ou sistema de freios antitravamento.
O item de segurança funciona a partir de sensores que monitoram a velocidade das rodas, identificando quando alguma delas está prestes a travar e aliviando a pressão para evitar o bloqueio.
O controle eletrônico permite que o condutor mantenha o controle do veículo, ou seja, habilita o motorista a desviar do obstáculo.
Sem o ABS, em uma freada busca, as rodas não obedecem e não é possível evitar a colisão. Em pesquisa realizada pelo Centro de Estudos Automotivos (Cesvi), em 2007, mostrou que, com freio comum, a 70 quilômetros por hora, apenas 21% dos motoristas consegue desviar de um obstáculo, enquanto com o ABS o percentual sobe 81%. Além disso, o sistema antibloqueio faz com que o tempo de parada do carro seja menor.
Como frear com o ABS
Apesar das vantagens do freio ABS, especialistas reclamam que os motoristas não são informados sobre as diferenças de guiar um carro com sistema antitravamento. E você, saberia como agir? Christian Finkelstein, instrutor de pilotagem e proprietário do kartódromo SpeedKart, em Porto Alegre, dá as dicas de como proceder.
A principal diferença é que, com ABS, o pedal do freio deve ser pisado até o fim, e é preciso mantê-lo acionado durante todo o percurso da frenagem. A maioria das pessoas tende a "aliviar o pé" no meio do caminho, pois imagina que as rodas vão travar - o que aconteceria com freios comuns -, mas esse risco não existe no ABS.
Com o pedal pressionado, o sistema age plenamente e evita o bloqueio das rodas, garantindo a dirigibilidade do veículo.
Outro detalhe importante, relacionado ao primeiro, é a trepidação no pedal. Os condutores, por falta de informação, costumam tirar o pé do freio quando o pedal começa a tremer. Mas a trepidação é normal, pois é causada pela alteração de pressão nas rodas - justamente o que impede o travamento delas.
A instrução, pois, é manter o pé até o fim, sem medo de bloquear as rodas e sem medo da trepidação.
Vale lembrar, ainda, que por causa da estabilidade garantida pelo ABS, é possível manter o pé no freio enquanto se faz curvas. Isso, no entanto, na exime o motorista de fazer conversões em velocidades compatíveis e dentro do indicado pela sinalização no local. Fonte:http://revista.pensecarros.com.br/especial/rs/editorial-veiculos/
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quarta-feira, 12 de junho de 2013
sábado, 8 de junho de 2013
Carros produzidos no Brasil são "mortais", segundo agência
Estar conduzindo um veículo produzido no Brasil ou a versão feita na Europa do mesmo automóvel pode ser a diferença entre a "vida e a morte", diz reportagem da Associated Press
São Paulo – Estar dirigindo os carros produzidos no Brasil ou os mesmos modelos e similares europeus pode ser a diferença entre a “vida e a morte” em casos de acidentes, aponta uma reportagem da agência Associated Press republicada em veículos de todo o mundo.
Segundo a matéria, a qualidade dos veículos no quarto maior mercado consumidor global – que tem uma nova classe média ávida pelo seu próprio automóvel - está se tornando uma tragédia nacional, com a taxa de mortes em acidentes sendo quatro vezes maior no Brasil que nos Estados Unidos, onde os veículos são mais seguros.
A matéria foi republicada em sites de grande audiência internacional, como The New York Times, Washington Post e Huffington Post.
“Os culpados são os próprios carros, produzidos com soldas mais fracas, itens de segurança escassos e materiais de qualidade inferior em comparação a modelos similares fabricados para os consumidores americanos e europeus. Quatro dos cinco carros mais vendidos do Brasil não conseguiram passar em testes de colisão independentes”, afirma o texto.
A Associated Press menciona os resultados do Latin NCAP, instituto independente que recentemente passou a fazer testes de veículos vendidos na América Latina e apontou, na última edição, a incongruência entre os resultados dos mesmos veículos que, em tese, deveriam ser iguais, independentemente de onde são vendidos. Mas não são. EXAME.com publicou os resultados, há mais de um mês.
A reportagem dispensa ataques à indústria, alegando que se beneficiam de consumidores menos exigentes com segurança para ainda obter margens maiores que em mercados desenvolvidos. Nos EUA, são 3%; no Brasil, 10%, segunda a consultoria IHS.
De acordo com um especialista ouvido pela Associated Press, a diferença prática, no momento de um acidente, pode ser a vida ou a morte.
"A diferença que você está falando é de alguém morto no veículo ou morrendo muito rapidamente, ou então alguém sendo capaz de sair do veículo sozinho", disse David Ward, diretor-geral da Fundação FIA, em Londres.
Nem a presença de airbags e ABS, que se tornarão obrigatórios no Brasil em 2014, são suficientes. Muitas vezes, o problema é estrutural.
“A versão brasileira tem a mesma aparência do lado de fora, mas está faltando peças. Em uma versão, eles incluem o reforço (à estrutura), na outra não ", disse à agência um engenheiro da indústria automotiva que não quis se identificar.
A matéria fala ainda em falta de zonas de deformação e frágeis colunas de direção.
A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) se pronunciou sobre o teor da reportagem em nota intitulada "O automóvel brasileiro é seguro" (veja íntegra abaixo). À agência internacional, montadoras brasileiras deram respostas individuais sobre o desempenho de seus veículos citados.
Entre outras coisas, elas apontaram que atendem à legislação brasileira.
A reportagem da AP sinaliza que uma mudança neste padrão só ocorrerá se houver reação dos brasileiros, como ocorreu nos Estados Unidos na década de 60, quando as mortes em acidentes chegaram a números estratosféricos.
Além dos fatores veiculares, é preciso lembrar que estradas mal conservadas é outro item no ingrediente das mortes de trânsito no Brasil, como aponta a própria agência americana.
Veja a nota da Anfavea:
A indústria automobilística brasileira tem uma longa experiência na produção de veículos. São quase 60 anos no aperfeiçoamento dos sistemas de fabricação e melhoria de qualidade e segurança. Lamentável, portanto, quaisquer correlações entre o número de vitimas no trânsito com os indicadores de qualidade dos veículos produzidos no Brasil;
Fonte: http://exame.abril.com.br/
Perigosos | 13/05/2013 16:19
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Mariana Moura
Exerça sua cidadania com voto consciente e fiscalização constante.
sábado, 1 de junho de 2013
Entenda como funciona o airbag e conheça alguns mitos sobre o item de segurança
De acordo com dados do Centro de Estudos Automotivos (Cesvi), 3.426 vidas poderiam ter sido salvas se os carros envolvidos em acidentes entre 2001 e 2007 tivessem airbags. Graças ao equipamento, 490 brasileiros sobreviveram em acidentes entre janeiro e agosto de 2010. E esse número vai crescer: até 2014, todos os carros produzidos no Brasil deverão sair da fábrica com o item de segurança.
O que são airbags?
Airbags são bolsas que inflam rapidamente em caso de acidentes, protegendo cabeça e toráx dos passageiros em caso de acidentes, contra impactos em partes do veículo e entre os próprios ocupantes. É comum pensar que o equipamento é acionado quando ocorre a batida, mas o professor de engenharia mecânica da PUC-RS João Carlos Pinheiro Beck explica que o sistema funciona a partir da variação brusca de velocidade. "A colisão gera uma desaceleração violenta, e é isso que aciona o sensor", esclarece.
O sensor identifica quando a velocidade varia pelo menos 20 quilômetros por hora em um curto espaço de tempo - como em uma colisão. O dispositivo é uma das três partes principais do airbag. Além dele tem-se a bolsa, que infla, e os elementos químicos, que reagem para fazê-la encher.
A partir do sinal elétrico do sensor, inicia-se a reação química entre nitrato de potássio e nitreto de sódio.
Os compostos oxidam, formando nitrogênio, gás que se expande a uma velocidade de aproximadamente 300 quilômetros por hora e infla a bolsa em menos de um segundo.
No momento em que o airbag abre, percebe-se a presença de uma nuvem de pó branco no interior do carro. Esse pó nada mais é do que o talco usado para evitar que as dobras do saco de nylon grudem e dificultem a abertura em caso de acidente. "A bolsa é cheia de furinhos, e começa a desinflar logo depois de encher", continua o professor.
Locais possíveis
Os airbags para os ocupantes da frente ficam no volante e no painel. Para os passageiros no banco traseiro, as bolsas podem estar no encosto dos assentos frontais ou nas portas laterais de trás.
Para os passageiros no banco traseiro, as bolsas podem estar no encosto dos assentos frontais ou nas portas laterais de trás. Há ainda os instalados na parte central do assento traseiro, para proteger os passageiros de se baterem entre si em caso de capotamento ou batida lateral. Também para essa situação, pode-se ter airbags laterais para motorista e carona.
Pode-se citar também as bolsas tipo cortina, instaladas na tampa do porta-malas.
Este modelo serve para impedir que os estilhaços do vidro temperado traseiro, principalmente em colisões laterais, atinjam os ocupantes dos assentos de trás do veículo.
Ainda assim, contra lesões que poderiam ser fatais, o airbag pode causar ferimentos suaves aos passageiros. Isso porque, mesmo que seja uma bolsa inflada, não deixa de ser uma superfície contra a qual o ocupante do veículo tem um choque forte.
Queimaduras e hematomas leves são comuns quando o equipamento de segurança é acionado.
Os pequenos ferimentos causados pelo airbag podem acabar sendo mais graves se os passageiros não estiverem de cinto, que também serve para diminuir a aceleração do corpo e os efeitos do impacto. Sem o uso da proteção, a violência da batida é toda aplacada pela bolsa de ar. "O impacto com o airbag nunca é confortável, e sem o cinto se torna pior", explica Beck.
Para minimizar a chance de um machucado em função da bolsa, algumas empresas já desenvolvem airbags que conseguem interpretar o quanto devem encher a partir do o peso do passageiro.
Outro artifício das fabricantes é fazer a tampa do compartimento da bolsa com encaixe na parte superior, para que, no momento em que o saco de nylon encher, a proteção seja arremessada em direção ao teto, e não para cima do passageiro.
Cuidados :
Algumas posturas de condutor e caronas também podem evitar danos maiores em caso de acidente e acionamento do airbag.
- Passageiros devem manter o corpo mais afastado dos locais onde estão os compartimentos de airbag frontais;
- Motoristas deve manter as mãos na extremidade do volante, para que o airbag possa abrir sem dificuldades; essa postura deve ser mantida mesmo em curvas, quando muitos condutores cruzam os braços - se o acidente for nesse momento, o airbag pode causar lesões graves;
- Caronas não devem colocar os pés sobre o painel; além de dificultar a abertura do compartimento, a expansão da bolsa pode causar ferimentos no passageiro que estiver com a pernas no caminho da inflagem do airbag;
- Não se deve viajar com objetos que, em caso de acionamento do sistema, possam causar ferimentos no impacto com a bolsa; o cuidado serve para coisas no colo, nas mãos e na boca dos ocupantes do veículo;
- Não se deve, também, colocar adesivos ou quaisquer materiais que dificultem a abertura do compartimento do airbag;
- Qualquer tipo de manutenção no sistema de airbags deve ser feito em uma oficina credenciada pelo fabricante e de acordo com o detalhamento do manual do carro.
O airbag só funciona uma vez,e após acionado precisa ser substituído - .
http://revista.pensecarros.com.br/especial/rs/editorial-veiculos/
terça-feira, 28 de maio de 2013
Game ensina educação no trânsito para jovens
Para participar de uma corrida que acontece na cidade fictícia de Santa Fé, um adolescente que acaba de completar 18 anos precisa tirar sua primeira carta de habilitação e mostrar que conhece todas as regras de trânsito, sem cometer infrações. Esse é o enredo principal do game educativo Vrum, criado pela startup Think Box, nos padrões de jogos queridos dos adolescentes como o GTA – sigla de Grand Theft Auto, série de games que simula locais fictícios modelados em cidades norte-americanas.
O Vrum, que é direcionado a estudantes do 6o ao 9o ano, tem o intuito de ensinar aos jovens, desde cedo, a serem mais responsáveis no trânsito. A proposta é levá-los a conhecer melhor a sinalização, as questões que envolvem a segurança dos motoristas e dos pedestres, os órgãos e entidade do trânsito. E ainda, os prepara melhor para as etapas de obtenção da carteira de habilitação, simulando exames como o psicotécnico e até exercícios de baliza.
“Decidimos trabalhar na educação do trânsito pela inexistência de iniciativas preocupadas com isso. A ideia é que o jogo também ajude os professores a trabalhar o tema de modo transversal no currículo, já que o Código de Trânsito Brasileiro, de 1998, afirma que educação no trânsito deve ser aplicada em todo o ensino básico”, afirma Pedro Alves, diretor de desenvolvimento da Think Box. “No Brasil, infelizmente, o governo gasta bilhões remediando o que acontece depois dos acidentes e com campanhas publicitárias sobre o assunto, e esquecem de criar programas mais efetivos nas escolas”, completa.
O game começa com a chegada do jogador à autoescola, acompanhado pela mãe. Na cidade fictícia, em um ambiente 3D, ele caminha, anda de bicicleta, pega ônibus e dirige e, ao longo de todo o processo, é desafiado a respeitar as regras de trânsito. “Queremos também descontruir a figura do carro como único meio de transporte. Por isso, no game o jogador precisa usar o transporte público, como ônibus e trem, para entender que esses meios podem gerar menor impacto ambiental, diminuição de trânsito, entre outros aspectos”, afirma.
Na autoescola, o personagem se submete, por exemplo, a procedimentos para tirar a carteira de habilitação, como as simulações dos exames de vista, psicotécnico e teórico, realizados no Denatran. Realiza ainda os treinamentos básicos, como dirigir em circuitos e pela cidade, realizar a prova do Detran, fazer o emplacamento do carro e entender a importância do transporte público. “A cada dois minutos, um acidente de trânsito acontece em alguma via do país, ou seja, uma média de 30 acidentes por hora. Nosso sonho maior é formar jovens que se tornem motoristas e pedestres mais educados, responsáveis e conscientes de seus direitos e deveres”, diz.
Todas as ações do personagem são convertidas em duas formas de pontuação. A primeira se refere à pontuação relacionada à carteira de motorista do jogador e a segunda à pontuação do ranking geral, que representa os bônus pelas ações e missões que o jogador realiza na cidade de Santa Fé.
O game é gratuito, porém, por enquanto, está disponível apenas para escolas públicas da Paraíba que fazem parceria com o Detran. A startup também vem contatando o órgão junto a secretárias de educação, para a comercialização do projeto em grande escala para instituições de todo o país.
A proposta é não só oferecer o game, mas o Programa Brincando e Aprendendo Sobre o Trânsito, metodologia para implementação da educação para o trânsito nas escolas. O programa inclui a capacitação dos professores, suporte técnico e a ajuda para analisar gráficos e relatórios que são gerados a partir da atuação dos alunos nos games.
“Será possível ter um diagnóstico do aluno ao decorrer do jogo, mostrando sua evolução. Por exemplo, saber se ele conseguiu diminuir o limite de velocidade, quantas vezes respeitou a faixa de pedestres e sinalização”, diz. Também são realizadas ações motivacionais, selecionando e premiando os melhores jogadores por escola ou cidade por meio do ranking.
Os criadores do jogo sonham também em expandir a iniciativa para outros países. O nome da cidade fictícia Santa Fé foi escolhido estrategicamente. De fácil pronúncia pelos vizinhos latinos, Santa Fé também a capital do estado norte-americano do Novo México. “Dos dez países do mundo com mais problemas no trânsito, nove estão na América Latina. O Brasil está em quinta colocação. No futuro, também planejamos criar um jogo voltado para o público latino-americano”, afirma Alves.
Fonte: 17/04/13 /http://porvir.org/porfazer/game-ensina-educacao-transito-para-jovens/20130417
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