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sábado, 23 de março de 2013
terça-feira, 19 de março de 2013
Programa deve levar educação de trânsito a 6 mil alunos da região
‘Estrada para a Cidadania’ deve percorrer dez municípios no interior de SP.
Entre as cidades beneficiadas estão Alambari, Quadra, e Avaré (SP).
Na última sexta-feira (15) a concessionária que administra as rodovias na região de Itapetininga (SP) fez o lançamento do programa “Estrada para a Cidadania 2013”, uma ação volta para a educação no trânsito para estudantes de escolas públicas por meio de palestras, atividades lúdicas e teatro.
Araraquara realiza ciclo de palestras sobre trânsito para educação infantilEstudantes participam de projeto de educação no trânsito em Tietê, SPEstudantes participam de projeto de educação no trânsito em Bauru, SPDe acordo com a assessoria de imprensa da SP Vias, o objetivo do programa é resguardar vidas, reduzir índices de acidentes e preservar o meio ambiente, para isso, os alunos do 4º e 5º anos das redes públicas de ensino fundamental recebem informações sobre segurança de trânsito, meio ambiente e cidadania.
Em 2013, dez cidades da região serão beneficiadas, entre elas estão Alambari, Quadra, Cesário Lange, Sarapuí, Capão Bonito, Avaré e Porangaba. Ainda neste ano deverão ser beneficiados 6.480 alunos e 305 educadores pelo programa.
Projeto '“Estrada para a Cidadania 2013' deverá beneficiar mais de seis mil alunos os alunos do 4º e 5º anos das redes públicas de ensino fundamental. (Foto: Divulgação / CCR SPVias)
Fonte: g1, .19/03/2013 07h15 - Atualizado em 19/03/2013 07h15
sexta-feira, 15 de março de 2013
terça-feira, 12 de março de 2013
Em depoimento, ciclista atropelado diz que trafegava na contramão
Informação foi divulgada pela Polícia Civil nesta terça-feira (12).
Laudo do IML concluiu que motorista não estava embriagado, diz delegado.
David Santos de Souza, de 21 anos, disse, em depoimento nesta terça-feira (12), que trafegava na contramão da ciclofaixa no momento do acidente que sofreu na Avenida Paulista, na manhã de domingo (10). Com a colisão, o jovem teve o braço direito decepado. O estudante de psicologia Alex Siwek, que atropelou David e jogou seu braço em um córrego, está detido no Centro de Detenção Provisória 2 do Belém, na Zona Leste.
De acordo com a Polícia Civil, a afirmação de que David estava na contramão no momento do acidente foi dada à delegada Priscila de Oliveira Rodrigues, do 5º Distrito Policial, em um quarto do Hospital das Clínicas, nesta tarde. "Ele trafegava na mão certa, mas no cruzamento onde ocorreu o atropelamento ele tinha entrado na contramão", disse Carlos Eduardo Silveira Martins, delegado titular do 5º DP. A delegada Priscilla, que ouviu David, não quis falar com os jornalistas. O depoimento do ciclista foi colhido na presença de um advogado do Hospital das Clínicas, segundo a polícia.
O carro que atropelou o jovem, segundo depoimento do ciclista, estava no sentido Paraíso da Avenida Paulista e ele, no sentido Consolação. O jovem relatou à polícia que foi atingido de frente pelo veículo de Alex e que chegou a ver o carro vindo em sua direção, em alta velocidade. Questionado sobre as circunstâncias da colisão, o delegado não soube explicar como o ciclista foi atingido. "Há fatos novos nas investigações, mas estamos apurando e não queremos divulgar informações precipitadas", disse Martins.
O delegado revelou ainda que o laudo do Instituto Médico Legal (IML), entregue nesta terça-feira, apontou sinais de embriaguez no motorista do veículo, mas concluiu que Alex não estava embriagado. A Polícia Civil disse que irá questionar a conclusão do laudo.
Martins acredita que o resultado pode ter sido prejudicado porque Alex foi submetido ao exame horas depois do acidente. O exame foi realizado às 11h21 e o atropelamento ocorreu por volta das 5h30. No documento do IML, a médica responde a duas perguntas: "há sinais indicativos que o examinado está sob efeito de álcool etílico? Sim" e "Em consequência disso, ele está embriagado? Não".
A polícia pretende enviar perguntas à medica do IML que examinou o jovem para entender o resultado. Um exame clínico havia apontado que o jovem tinha bebido antes do acidente.
Motorista detido
O estudante de psicologia Alex Siwek, que atropelou David e jogou seu braço em um córrego, está detido no Centro de Detenção Provisória 2 do Belém, na Zona Leste. Seu advogados pediram na segunda-feira (11) a liberdade provisória e aguardam uma resposta da Justiça. A promotora do 1º Tribunal do Júri Manoella Guz se manifestou pelo indeferimento do pedido de liberdade provisória do Alex e pela conversão da prisão em flagrante em preventiva.
Antes de concluir o inquérito, a polícia aguarda os resultados das perícias feitas no local da batida, no carro de Alex e no Córrego Ipiranga, local onde o braço foi jogado na Avenida Doutor Ricardo Jafet. Segundo o delegado Martins, 13 pessoas já foram ouvidas, entre testemunhas e envolvidos no caso.
A polícia também busca imagens de câmeras de segurança do local do acidente e também do ponto onde o braço foi jogado. Até agora, a polícia tem apenas imagens de uma câmera da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) que mostram uma viatura de resgate passando às 6h06 de domingo para atender a ocorrência.
O exame clínico que apontou que o motorista havia ingerido bebida alcoólica antes do acidente também já estão com a polícia. A comanda de consumo de Alex Siwek, paga na casa noturna de onde ele saiu antes de atropelar o ciclista, mostra que ele pagou por três doses de vodca e um energético. O horário que a comanda individual de consumo foi fechada, às 6h, porém, é posterior ao horário do acidente, ocorrido às 5h30.
Testemunhas
David ia para o trabalho quando foi atingido pelo carro conduzido pelo estudante de psicologia Alex Siwek, de 22 anos. Testemunhas disseram que o carro andava em zigue-zague e já tinha derrubado alguns cones colocados na Avenida Paulista para sinalizar a instalação da ciclofaixa. Após atingir o ciclista, o motorista deixou o local sem prestar socorro.
O estudante Thiago Chagas dos Santos, que já tinha feito curso de primeiros-socorros, foi a primeira pessoa a prestar atendimento ao ciclista.
Santos observou que o limpador de vidros perdeu os sentidos. “Vi que ele não estava respirando, não tinha pulso. Fiz respiração boca a boca e massagem cardíaca”, afirmou Santos ao Bom Dia São Paulox. Segundo ele, alguém que passava pelo local afirmou que a vítima estava sem o braço. “Ele ouviu e entrou em desespero. Eu falava que ele estava com o braço para ele não ficar mais desesperado ainda”, contou.
Mãe
A empregada doméstica Antônia Ferreira dos Santos, de 51 anos, mãe do ciclista, disse que ouviu do filho a afirmação de que ele estava na ciclofaixa quando foi atingido pelo automóvel. No horário em que ocorreu o acidente, a ciclofaixa de lazer ainda estava desativada. A mãe contou que o rapaz, que trabalha como limpador de vidros, saiu de Diadema, na Grande São Paulo, e se dirigia ao trabalho, em um prédio próximo ao Hospital das Clínicas.
Nesta terça a família não quis falar com a imprensa. Na segunda (11), recebeu o SPTV em casa. A mãe da David, Antonia Ferreira dos Santos, afirma que pedia que o filho fosse ao trabalho de ônibus. “Mas ele falava que ele queria ir de bicicleta porque ele adorava andar de bicicleta.” Ela pede justiça. “Que não deixe ele amanhã ou depois sair pela porta da frente da delegacia, né? Para que não aconteçam outras tragédias como essa né?”, afirmou.
Estudante
Na descrição da polícia, o motorista Alex Siwek estava dentro de um Honda Fit ao lado de um amigo quando o acidente ocorreu, por volta das 5h30. O braço direito do ciclista foi amputado por estilhaços de vidro do pára-brisa e permaneceu preso ao veículo. O motorista fugiu do local, deixou o amigo em casa e depois foi à Avenida Doutor Ricardo Jafet, de onde lançou o braço em um córrego. Depois, voltou à própria casa, guardou o carro na garagem e dirigiu-se a pé à unidade policial para se entregar.
O advogado de Siwek, Pablo Naves Testone, afirma que Siwek não tem antecedentes criminais e que reúne os requisitos para responder ao processo em liberdade. Disse ainda que a família do rapaz está muito assustada com a repercussão do caso e que já sofreu ameaças.
"Acharam o número da residência fixa, e ligaram falando bobagens, como a mãe e o pai educaram o menino, falando que iam matá-los". A ligação foi atendida pela mãe de Alex, que, segundo o advogado, está tomando rémedios por conta dos últimos acontecimentos. "Todos estão comovidos, sabem que foi aterrorizante, e que o menino será julgado pelo que fez, mas algumas pessoas estão exagerando."
Cassio Paoletti, outro dos advogados de Alex, disse ao G1 por telefone que a defesa entrou com o pedido de liberdade provisória na segunda-feira (11) e que aguarda uma resposta do juiz. Ele, porém, não acredita que seu cliente será solto nesta terça-feira (12). "Tem toda uma tramitação burocrática, temos que aguardar." Paoletti revelou que Alex está chocado, chateado, e sendo tratado "como um preso normal".
Lívia Machado
Do G1 São Paulo
Fonte: g1,12/03/2013 15h20 - Atualizado em 12/03/2013 18h08
sexta-feira, 8 de março de 2013
segunda-feira, 4 de março de 2013
Os Perigos de Dirigir a Noite.
Dirigir longas distâncias durante a noite faz parte da vida de muitos motoristas, a variável é a frequência com que isso acontece. De uma forma ou de outra, o período noturno merece atenção redobrada por vários motivos, a começar pela pouca iluminação e pelo aumento da velocidade, impulsionado pela presença de poucos carros nas ruas. Porém, o maior perigo está no motorista, ou melhor, no estado do motorista.
Por fim, evite dirigir à noite em grandes percursos ou por muitas horas. Mas, se mesmo assim a viagem noturna for necessária, certifique-se de que você está em condições e, a qualquer indício de sono, pare e descanse!
Fonte: Quatro Rodas < link: http://quatrorodas.abril.com.br/reportagens/conteudo_298400.shtml>
Para dirigir à noite, é importante que você esteja descansado e sem sono. Segundo dados da Universidade de São Paulo (USP), com 19 horas sem dormir, o desempenho equivale ao efeito de, aproximadamente, seis copos de cerveja. Ou seja, é uma situação um pouco mais séria do que se imagina. De acordo com pesquisas da Universidade de Gênova, 26% dos acidentes no trânsito são causados por motoristas que dormiram na direção.
Tentar remediar com cafés ou outras bebidas que contenham cafeína mantém o motorista acordado por certo período apenas, nada muito duradouro. Ao sentir cansaço, o melhor que o motorista tem a fazer é parar o veículo em um local seguro e descansar um pouco ou até mesmo tirar um cochilo breve. Lavar o rosto e caminhar também ajuda a despertar o corpo. Além disso, se a viagem noturna for programada, durma regularmente alguns dias antes, respeitando as horas de sono. Assim, o seu cérebro não estará estressado, nem cansado.
Por fim, evite dirigir à noite em grandes percursos ou por muitas horas. Mas, se mesmo assim a viagem noturna for necessária, certifique-se de que você está em condições e, a qualquer indício de sono, pare e descanse!
Fonte: Quatro Rodas < link: http://quatrorodas.abril.com.br/reportagens/conteudo_298400.shtml>
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
domingo, 24 de fevereiro de 2013
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
Comoção e atitude
Acabamos de viver o evento brasileiro de maior repercussão internacional. Todo o país parou por quatro dias para festejar o samba e o Carnaval. O colorido das fantasias e a alegria estampada nos rostos foram notícia em todo o planeta, e a cada ano mais turistas vêm ver de perto esse fenômeno de catarse coletiva.
Ao mesmo tempo, vivemos um momento ímpar de abundância, pleno emprego e ascensão econômica das camadas historicamente menos favorecidas, que embarcaram em nova condição social, acessando bens que viraram símbolos desta nova posição. É o caso do automóvel.
Tudo isto pareceria suficiente para festejarmos o início de 2013; mas não estamos satisfeitos. A quantidade recorde de veículos nas ruas e estradas, somada à descontração típica deste período de festas, acarretou um nefasto efeito colateral – a morte.
Durante todo o feriado de Carnaval, atuamos com todo o nosso efetivo de policiais rodoviários e agentes de trânsito, equipados com controladores de velocidade e etilômetros, agora com o suporte mais severo da legislação de trânsito. Invadimos os lares com campanhas maciças de conscientização veiculadas pelos jornais, rádios e televisão em diversos horários e canais. A imprensa realizou, espontaneamente, um trabalho fundamental. Ainda assim, a Quarta-feira de Cinzas foi cruel, contabilizando um alto número de vítimas fatais no trânsito.
Ainda estamos consternados com os acontecimentos de Santa Maria, resultado de uma fatídica cadeia de eventos, que ceifou em pleno momento de lazer a vida de mais de 200 pessoas, em sua maioria jovens, com uma expectativa de futuro promissor. Com toda a justiça, a comoção foi nacional. Autoridades, legisladores, cidadãos, todos fomos sensibilizados.
Os mesmos elementos estão presentes na tragédia do trânsito vista no feriado de Carnaval: a conjugação de imprudências e irresponsabilidades, a vida ceifada em uma ocasião que deveria ser de lazer, muitos jovens e futuros promissores... Apenas uma variação: os mortos no trânsito não causam a mesma comoção. Por quê?
A tragédia cotidiana petrificou nossos corações e mentes. Não queremos sofrer todos os dias junto com as famílias estraçalhadas pelas tragédias particulares. Em consequência, seguimos à mercê das nossas próprias irresponsabilidades, cometendo as mesmas imprudências, fechando os olhos para um cenário que inclui consumo de álcool, excesso de velocidade e pura e simples falta de atenção.
Assim, venho lançar um apelo a todos os condutores de automóveis, motos, ônibus e caminhões. Vocês podem ser a diferença entre a vida e a morte. Vamos permitir-nos a comoção perante essa tragédia e transformemos este sentimento em atitudes positivas. Somente assim daremos resposta a essa tragédia que, a cada ano, somente em nosso Estado, ceifa mais de 2 mil vidas. Motivo mais do que justo para uma grande comoção – e de uma mudança em nossas atitudes.
*DIRETOR-PRESIDENTE DO DETRAN-RS
Fonte: zero hora, Alessandro Barcellos
domingo, 17 de fevereiro de 2013
As mortes no trânsito: onde estamos falhando?
O Código de Trânsito acaba de completar 15 anos de vigência e verifica-se que o quadro de acidentes não se modificou positivamente. Primeiro, porque a lei vem revelando falhas e lacunas imensas. Segundo, porque as medidas complementares, como investimento em infraestrutura viária, educação e fiscalização de trânsito são ineficientes. Ou seja, para o Estado, trânsito não é prioridade. E a lei, por si só, não opera milagres.
O aspecto legal tem no CTB uma norma enciclopédica que trouxe overdoses de direitos e obrigações quase impossíveis de serem implementadas. A norma restou banalizada. A gama de infrações de trânsito é enorme, e os infratores, quando autuados, têm à disposição amplo direito de defesa em processos administrativos que se arrastam por anos. Boa parte das penalidades sequer é aplicada por falta de estrutura dos órgãos de trânsito para dar celeridade aos processos.
E as penas restritivas do direito de dirigir muitas vezes deixam de ser aplicadas devido à prescrição. Os Detrans estimam que cerca de 40% dos veículos em circulação estão em situação irregular. Incluem-se aí veículos não licenciados e condutores com direito de dirigir suspenso. O sistema falho acaba empurrando as pessoas para uma situação de clandestinidade. Os maus condutores não veem motivos para respeitar as normas de trânsito, apostando na letargia do Estado, e os bons acabam se contagiando com os maus exemplos.
Em termos de mobilidade, o país vive uma contradição. De um lado, o governo federal desenvolve programas de estímulo ao transporte coletivo, com a participação social na definição das políticas locais e regionais, e propaga a necessidade do transporte sustentável, com a disseminação de veículos não motorizados. De outro, estimula a aquisição de veículos automotores para o transporte individual, através da isenção de impostos e subsídios ao financiamento, em função da dependência da indústria automobilística para garantir emprego e gerar receita. Enquanto isso, falta espaço para ciclovias e passeios de pedestres. As pessoas acabam abandonando gradativamente o transporte coletivo, e as vias públicas ficam cada vez mais conflagradas.
O fenômeno da acidentalidade, portanto, deve levar em conta essa realidade. Precisamos repensar esse quadro de inoperância do Estado, incluindo seus mecanismos repressores, especialmente na área do trânsito. Apesar do excesso e do rigor das normas, as mortes continuam acontecendo em escala crescente. Nem a Lei Seca sensibiliza os infratores contumazes. O aparato do Estado foi criado para punir, quando deveria ser concebido para alterar comportamentos e assim salvar vidas.
Acabou mais um feriadão de Carnaval. O retorno deveria ser só de alegria, mas estamos contando nossos mortos.
Sérgio Luiz Perotto
Fonte:ZH 14/02/13
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013
O Carnaval mais mortal em 11 anos
Desde 2002, o Estado não contabilizava tantas vítimas quanto no feriadão encerrado ao meio-dia de ontem. Com a morte de dois irmãos em uma estrada da Região Norte, o Carnaval terminou com 33 óbitos, a maioria registrada na saída para o período prolongado de descanso. No feriadão em que não houve engarrafamentos no Estado, o perigo também andou solto pelas estradas.
As 33 mortes no trânsito ocorridas entre o meio-dia de sexta-feira e o de ontem fizeram deste Carnaval o mais sangrento dos últimos 11 anos – em 2002, 37 pessoas perderam a vida em ruas e rodovias gaúchas. A saída para o feriado concentrou a maior parte dos acidentes e de mortes.
Dos 25 acidentes com morte, 80% ocorreram em rodovias, onde a velocidade e as ultrapassagens arriscadas são os maiores fatores de risco. A pressa para chegar ao destino é justamente uma das hipóteses para o fato de a maior parte dos desastres ter ocorrido sexta e sábado, quando 13 ocorrências deixaram 18 vítimas. – Os acidentes se concentraram na ida – resume o chefe do Estado-Maior do Comando Rodoviário da BM, tenente-coronel Fernando Alberto Grillo Moreira.
Uma análise mais detalhada fornece outras pistas para a mortandade e pode servir de lição para os próximos feriados no Rio Grande do Sul:
1) Perda de controle do veículo: 40% dos acidentes ocorreram por saídas de pista que podem ter relação com o excesso de velocidade, além de imperícia, cansaço, sono ou desatenção.
2) Risco da madrugada: a maior proporção de ocorrências com morte foi verificada entre a 0h e as 6h.
3) Ameaça dos caminhões: mesmo com a restrição à circulação em alguns horários durante o Carnaval, eles foram o segundo tipo de veículo que mais se envolveu em acidentes fatais, depois dos automóveis.
Outra característica é um desafio à fiscalização: embora o fluxo para o Litoral Norte concentre as atenções, as ocorrências de morte se espalharam em 14 das 27 regiões em que a Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs) divide o Estado.
– Onde estávamos mais presentes, no Litoral, não houve morte.
Quase metade dos acidentes envolveu tentativa de ultrapassagem – afirma o tenente-coronel, referindo-se às vias estaduais.
No final da manhã de ontem, um acidente matou dois irmãos que voltavam do velório de outra irmã em Tramandaí. O motorista, João de Camargo, 50 anos, e Florêncio Camargo, 58 anos, morreram quando o EcoSport em que estavam bateu em um caminhão em Boa Vista das Missões, na rodovia Seberi-Sarandi (BR-386).
– Já tínhamos perdido uma irmã e agora vamos viajar para enterrar outros dois – lamentou o cunhado de João, Valdemar Lerner. Resultado da operação Viagem Segura até terça-feira: 622 autuações por embriaguez, 207 condutores presos e 23 mil infrações.
Fonte: marcelo.gonzatto@zerohora.com.br MARCELO GONZATTO ZH 14/02/13
terça-feira, 12 de fevereiro de 2013
Especialista explica uso de imagens como prova em crimes de trânsito.
Advogada de MS detalha até que ponto esse tipo de prova é importante. Dois acidentes em Campo Grande chamaram a atenção, neste início de semana, pela imprudência e irresponsabilidade dos motoristas, que acabaram flagrados por câmeras de vigilância, conforme reportagem do MSTV 1ª Edição desta terça-feira (12).
Em um dos acidentes, uma caminhonete atingiu um táxi na avenida Afonso Pena com a rua Bahia. Uma pessoa morreu e duas ficaram feridas. A advogada criminalista Rejane de Arruda explica até que ponto esse tipo de prova é importante no entendimento da nova lei que tenta evitar abusos no trânsito. “Eu não posso dizer, pela mera imagem, que a pessoa estava embriagada.
Eu posso dizer talvez que ele tenha passado no sinal vermelho ou que ele estava em excesso de velocidade, apenas isso. A embriaguez eu não posso comprovar por aquele mera imagem”, detalha. Pelas novas regras da Lei Seca, é mais simples comprovar embriaguez. As provas podem ser depoimento de testemunha, vídeo com imagens do acidente, avaliação do policial, testes de alcoolemia ou exame de sangue.
Uma dessas provas já é suficiente. saiba mais Veja os vídeos do MSTV 1ª Edição Mas já tem gente questionando se é possível determinar a embriaguez de forma igual para todas pessoas se cada organismo metaboliza o álcool de maneira diferente, de acordo com a advogada. “Por isso que se admite uma contraprova.
Por isso que não se fala de uma presunção absoluta, mas sim de uma presunção relativa, que quer dizer que eu não posso admitir aquilo como verdadeiro. Eu posso especificar, no caso concreto, se a capacidade psicomotora da pessoa poderia estar ou não alterada. Mas isso vai depender muito da tendência na interpretação da lei”, disse.
Fonte: g1, 12/02/2013
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013
Lei seca mais rígida.
A Polícia Rodoviária Federal vai colocar cerca de dez mil agentes nas rodovias para intensificar a fiscalização da Lei Seca durante a operação carnaval.
A operação começou à zero hora desta sexta-feira e vai até a meia-noite da quarta-feira de Cinzas.
Segundo a assessoria de imprensa da PRF, a operação deste ano deve ser a maior realizada, já que 1.500 novos agentes foram contratados entre 2012 e 2013, folgas foram suspensas, plantões extras serão criados e funcionários de áreas administrativas foram deslocados para as rodovias.
Os agentes vão contar com cerca de 1.200 bafômetros e o objetivo é aumentar o número de testes com os aparelhos.
Em São Paulo, o governo do estado vai testar nas ruas da capital paulista aparelhos para flagrarem motoristas que consumiram maconha e cocaína. Segundo informações do Bom Dia Brasil, os equipamentos serão usados num novo modelo de blitz para fiscalizar a Lei Seca.
O Conselho Nacional de Trânsito publicou no último dia 29 uma resolução que torna mais rígidos os índices máximos de álcool para motorista que for flagrado dirigindo após beber. As mudanças trazidas pela resolução afetam os parâmateros para infração de trânsito e mantém os níveis atualmente em vigor para caracterização de crime.
O texto publicado no "Diário Oficial da União" estabelece que, no caso do teste do bafômetro, o limite para que o condutor não seja multado passa de 0,1 miligramas de álcool por litro de ar para 0,05 mg.
Para exames de sangue, a resolução estabelece que nenhuma quantidade de álcool será tolerada. O limite anterior era de 2 decigramas de álcool por litro de sangue. A infração continua classificada como gravíssima e o valor da multa é de R$ 1.915,40, além de o motorista ficar impedido de dirigir por um ano.
De acordo com a PRF, o carnaval é o feriado com a maior movimentação nas rodovias federais. Durante o feriado em 2012, houve 3.499 acidentes, 2.207 feridos e 193 feridos. As colisões frontais, o acidente mais frquente, mataram 86 pessoas e feriram 264. No último carnaval, a PRF também multou 6.892 veículos por trafegar pelo acostamento.
Sinais de alteração
A resolução do Contran regulamenta a Lei Seca sancionada pela presidente Dilma Rousseff em dezembro, quando o governo já havia estipulado níveis mais rigorosos para caracterização de crime e infração do motorista alcoolizado.
A Lei Seca também prevê que o motorista pode ser punido por crimes de trânsito se o agente verificar sinais que indiquem alteração da capacidade psicomotora, mas deixou para o Contran estabelecer quais seriam os sinais. Na resolução publicada nesta terça, o órgão também define como os agentes poderão verificar se o motorista está sob efeito de álcool.
O texto da resolução diz que os agentes poderão verificar por “exame clínico com laudo conclusivo e firmado por médico, ou constatação pelo agente da Autoridade de Trânsito", o comportamento do motorista. Para confirmação da alteração da capacidade, "deverá ser considerado não somente um sinal, mas um conjunto de sinais que comprovem a situação do condutor".
Para se perceber os sinais, o agente deve seguir algumas perguntas previstas pelo Contran. De acordo com a resolução publicada nesta terça, o agente vai, primeiramente, pegar os dados do motorista, como endereço e documento de identificação, questionar se ele bebeu e se considera ser dependente. Depois, vai observar sinais de embriaguez.
O agente vai analisar sinais relativos à aparência do motorista: sonolência, olhos vermelhos, vômito, soluços, desordem nas vestes e odor de álcool no hálito. Depois, quanto à atitude do motorista: agressividade, arrogância, exaltação, ironia, falante, dispersão e quanto à orientação do motorista — se ele sabe onde está, sabe a data e a hora e quanto à memória — se sabe o endereço e se lembra os atos cometidos.
Por fim, vai verificar aspectos ligados à capacidade motora e verbal: dificuldade no equilíbrio e fala alterada.
Com essas observações, de acordo com o texto, o agente fiscalizador deve responder e constatar: se o motorista está sob influência de álcool ou sob influência de substância psicoativa e se ele se recusou ou não a realizar os testes, exames ou perícia que permitiriam certificar seu estado quanto à capacidade psicomotora.
Caso o agente constate a embriaguez, poderá multar o motorista no local. Se verificar que o estado é grave, após acidente ou condutor que ofereça risco à vida de outras pessoas, deve encaminhar o motorista e eventuais testemunhas para a delegacia para registro de ocorrência. O condutor pode ser preso e responder por crime.
Provas
O texto com as novas regras amplia as possibilidades de provas consideradas válidas no processo criminal de que o condutor esteja alcoolizado. Além do teste do bafômetro ou do exame de sangue, passam a valer também "exame clínico, perícia, vídeo, prova testemunhal ou outros meios de prova admitidos em direito".
De acordo com o texto, não será mais necessário que seja identificada a embriaguez do condutor, mas uma "capacidade psicomotora alterada em razão da influência de álcool ou outra substância psicoativa que determine dependência".
Se houver testemunha, diz a resolução, o agente deve anotar os números de identificação e pedir assinatura.
Apesar de provas passarem valer para atestar a embriaguez, a resolução diz que deve-se priorizar o uso do bafômetro.
Fonte: g1.globo.com/politica. Siga também o G1 Política no Twitter e por RSS.
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
Náo podemos esquecer!
Pura verdade, mas tem muito motorista que esquece deste detalhe!
Recebi esta dica da amiga Tina Bau Couto do blogdtina.blogspot.com
Recebi esta dica da amiga Tina Bau Couto do blogdtina.blogspot.com
quinta-feira, 31 de janeiro de 2013
Náo importa o tempo e sim o que fica no coraçáo...
O mais difícil é definir a palavras SAUDADE...do cheiro, do sorriso, do abraço, da voz, de cada pedaço da história que ficou em nossas vidas, de cada marca deixada na trilha do tempo que apenas passa sem sentido, sem ser ouvido sem ser vivido.
Espero que as tragédias possam fazer milagres no ser humano, que cada lágrima de uma máe possa dar sentido a vida!
Náo podemos mudar a história de cada um apenas podemos amar cada um em sua história...
Te amo, o mais difícil é a saudade que fica...
Mais uma máe chamada Lisette.
segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
Muita luz!
Muita luz para todas as famílias de Santa Maria, uma tragédia sem explicaçáo.
Infelizmente a irresponsabilidade mais uma vez, que os orgáos tomem atitudes mais drásticas refente a segiurança de um modo geral, acidentes até podem acontecer mas muitos podem ser evitados.
Que estas famílias se unam na fé na esperança que cada dia o amor náo tem limite para o coraçáo!
Náo importa aonde cada um se encontra basta saber sentir, a morte náo existe, existe sim um aprendizado de amor maior. Muita luz e paz para cada jovem!
Lisette Feijo
segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
A impunidade Leva à irresponsabilidade
CÓDIGO DE TRÂNSITO
Entrevista: Carlos Cateb/advogado especialista em trânsitoO advogado mineiro Carlos Cateb, especialista na área de trânsito, participou das discussões que levaram à elaboração do Código de Trânsito Brasileiro nos anos 1990. Para Cateb, a lei não alcança o efeito esperado pela população devido a problemas como a morosidade para o julgamento dos réus e o tamanho das penas previstas na legislação brasileira. Confira trechos da entrevista concedida por telefone a ZH:
Zero Hora – Por que é tão difícil prender quem mata no trânsito?
Carlos Cateb – Muitos crimes de trânsito prescrevem antes do julgamento no Brasil. Me parece haver uma insensibilidade no Judiciário brasileiro, ou relevam a segundo plano os crimes de trânsito, porque não aceito o argumento de que tem muito processo. No Brasil, a situação do trânsito é clamorosa e vergonhosa pelo número de pessoas que morrem a cada ano, e não tem ninguém preso.
ZH – Só o Judiciário é responsável por isso?
Cateb – Os governos estaduais também são responsáveis, porque o Judiciário reclama que tem muito processo e pouco juiz. Não são instaladas novas varas judiciais, são disponibilizadas verbas para um trabalho mais eficiente. Aqui em Minas há comarcas sem juiz há mais de ano. Cada juiz trabalha em média com 5 mil, 6 mil processos. Então não adianta dizer aos motoristas para pararem de correr, tem de dar estrutura.
ZH – Qual o prazo para prescrição desse tipo de crime?
Cateb – A prescrição varia conforme os atenuantes ou agravantes, se tinha ou não habilitação, se estava embriagado. O problema é que o Código de Trânsito, na época da sua elaboração, saiu da Câmara com uma punição razoável, mas foi atenuado no Senado. Tirou a possibilidade de tipificar o crime de trânsito como doloso.
O tribunal do Rio Grande do Sul tem uma posição interessante. No Rio Grande do Sul, no Paraná, em Minas e em algum outro lugar se aceita o dolo eventual. Para mim, todo caso em que há homicídio ou lesão corporal grave e o motorista estiver embriagado tinha de ser enquadrado como dolo eventual.
ZH – Que mudanças são necessárias na lei?
Cateb – Tem de alterar a pena no Código de Trânsito, que hoje vai de dois a quatro anos para o crime normal (culposo). Com agravantes, como a embriaguez, equipararia ao homicídio no Código Penal, que vai a 20 anos de reclusão. Aí seria muito mais difícil prescrever. A impunidade é muito grande. Aqui em Minas, tivemos uns dois ou três que ficaram presos por um período. A certeza da impunidade leva à irresponsabilidade.
ZH – Mesmo quando há julgamento, é difícil que o criminoso fique preso. Por quê?
Cateb – Uma punição curta permite cumprir a pena em regime semiaberto, ou pagar 10 cestas básicas para compensar a vida de uma pessoa. Como o filho daquele ex-ministro gaúcho (Odacir Klein), que pagou cestas básicas (após atropelar e matar um pedreiro com o carro em que se encontrava acompanhado pelo pai, em 1996). Em um país sério, daria no mínimo 10 anos de cadeia. Temos de ter mais seriedade.
BALANÇO DO CTB
PEGOU
Confira alguns dos dispositivos da lei que ganharam espaço nas vias públicas – e outros que não conseguiram dar a partida:
Cerco ao álcool
Desde que entrou em vigor o novo código, a lei brasileira vem apertando o cerco à embriaguez ao volante. Em 2008, a chamada Lei Seca apertou a fiscalização. Porém, muitos condutores escapavam à fiscalização ao se negar a soprar o bafômetro. Este ano, foi sancionada uma nova norma que dobrou a multa por dirigir bêbado e passou a admitir outras provas, como vídeo e testemunhas, para configurar o crime.
Formação dos condutores
O processo de formação dos novos condutores ficou mais rigoroso. O curso teórico, com carga horária de 30 horas, incluiu noções de trânsito seguro, primeiros socorros e proteção ao ambiente. Além disso, se passar nos exames teórico e prático, o motorista recebe uma permissão para dirigir – que será substituída pela carteira definitiva apenas se não cometer infração grave, gravíssima, ou mais de uma infração média em um ano.
Uso do capacete
Até o CTB entrar em vigor, muitos motociclistas desprezavam o uso obrigatório do capacete. A nova lei multiplicou a multa pelo descumprimento da norma em quase quatro vezes e incluiu a suspensão do direito de dirigir como pena. Depois disso, o equipamento de segurança se tornou constante em ruas e rodovias.
NÃO PEGOU
Kit de primeiros socorros
Em 1999, uma resolução do Contran obrigou os motoristas a levarem um kit de primeiros socorros no carro. A embalagem continha materiais pouco úteis para atender uma vítima de acidente – e muito menos nas mãos de leigos. Depois de críticas, a determinação foi anulada.
Inspeção veicular
O CTB estabeleceu inspeção veicular de rotina a fim de checar itens de segurança e controlar a emissão de poluentes – mas ainda não virou realidade no país. No Estado, a medida esbarra na impopular cobrança de mais uma taxa para a oferta do serviço.
Multa para pedestre
Uma das iniciativas mais insólitas da nova lei prevê a possibilidade de aplicar multa a quem anda a pé. O pedestre que atravessa a via em local inadequado, por exemplo, deveria ser multado em 50% do valor de uma infração leve. O problema, ainda sem solução, é como aplicar a multa na prática.
Cinto no banco de trás
O uso do cinto de segurança nos bancos da frente dos carros disseminou-se. No de trás, onde é mais difícil verificar o descumprimento da regra e há uma maior ilusão de segurança, ainda é comum encontrarem-se passageiros desprotegidos.
Fonte: Zero Hora 06/01/13
quinta-feira, 17 de janeiro de 2013
Imprudência no Trânsito: Cerco a motoristas não freia mortes
Após redução em 2011, o número de vítimas da carnificina das vias do Rio Grande do Sul apresentou aumento de 2,62% em 2012. Ainda que as autoridades tenham reforçado a fiscalização e as campanhas de conscientização, foram 53 mortes a mais em relação ao ano anterior, ampliando as tragédias que enlutam as famílias gaúchas.
A imprudência venceu uma batalha contra a prevenção. Mesmo com a guerra declarada pelos órgãos de fiscalização à combinação letal entre álcool e direção, o número de mortes no trânsito gaúcho em 2012 superou o registrado em 2011. A barreira das 2 mil vítimas de acidentes em ruas, avenidas e rodovias foi, pelo terceiro ano seguido, ultrapassada no Rio Grande do Sul.
Dados preliminares divulgados pelo Departamento Estadual de Trânsito (Detran) apontam um aumento de 2,62% no número de mortes nas vias do Estado. Isso significa que houve 53 vítimas de capotagens, colisões ou atropelamentos a mais entre janeiro e dezembro passados na comparação com o mesmo período anterior. Foram 2.078 mortes, contra 2.025 em 2011.
Considerando que o aumento na frota deve ficar em torno de 7% no período, o número de óbitos é interpretado como estável por especialistas. O total (que ainda pode aumentar, pois o Detran monitora feridos que morrem em hospitais até 30 dias após os acidentes), entretanto, é alarmante. O diretor-técnico do Detran, Ildo Mário Szinvelski, lamenta o alto número de mortes e coloca a carnificina na conta de uma velha conhecida das autoridades: a imprudência dos motoristas.
– O número de acidentes é uma questão, em primeiro lugar, da responsabilidade do condutor. Essa questão da consciência das pessoas, da impaciência, imprudência de não observar regras e leis de trânsito – alega.
Szinvelski afirma que o órgão trabalha para intensificar a fiscalização nas rodovias e reforçar ações de educação no trânsito em escolas. Além disso, estão em estudo mudanças nas grades curriculares dos Centros de Formação de Condutores. A ideia é do respeito a pedestres e ciclistas. As alterações estão sendo avaliadas.
Mais homens entre as vítimas
Considerando balanços anuais desde 2007, a trajetória da mortandade apresentou baixa apenas entre 2010 e 2011. O levantamento de 2012 confirma tendências registradas anteriormente, como a predominância de homens entre os mortos e mais óbitos entre sexta-feira e domingo.
Para o especialista em transportes e professor da UFRGS João Fortini Albano, a análise de números absolutos requer precaução. Albano explica que, com o aumento da frota, o número de viagens e de quilômetros percorridos aumenta consideravelmente, resultando em uma exposição maior ao risco de acidentes. Além disso, o professor entende que muitos motoristas inexperientes, que não tinham carro até pouco tempo atrás, passaram a andar em estradas.
– Claro que são 53 mortes a mais. Mas, se fizermos uma taxa dividindo frota por mortos, veremos que o índice baixa nos últimos anos. As campanhas de direção segura e o aumento da fiscalização mantiveram os parâmetros. É preciso melhorar a formação de condutores levando eles às estradas, tornar obrigatório o treinamento nas rodovias – argumenta Albano.
Ausência de radares gera divergênciasEspecialistas e autoridades ouvidos por Zero Hora divergem sobre a contribuição da ausência de radares nas rodovias estaduais (os equipamentos estão desativados há mais de dois anos) e a demora na instalação dos aparelhos em parte das estradas federais para a elevação no número de mortes. É o que pensa o professor de transportes e trânsito do curso de Engenharia Civil da Unisinos, João Hermes Junqueira. Ele ressalta que os pardais ou lombadas eletrônicas resumem a fiscalização a pontos restritos:
– Se tivesse a via toda com o radar, seria diferente, mas não há essa condição. As operações sistemáticas, como a Balada Segura e o Viagem Segura, é que são importantes. Nessas você fala com as pessoas, conscientiza e traz resultados benéficos.
O diretor Ildo Szinvelski entende que a ausência de controladores tem influência sobre o número de mortes, sob o argumento de que o excesso de velocidade é a infração mais recorrente dos motoristas gaúchos.
– A infraestrutura das estradas também não acompanhou o aumento da frota. Temos de aproveitar outros modais, como o transporte hidroviário e os trens – conclui o diretor.
AS PRINCIPAIS AÇÕES
Os órgãos de fiscalização de trânsito do Rio Grande do Sul concentram o ataque à carnificina nas estradas e avenidas em duas grandes frentes, a Operação Balada Segura e o Viagem Segura:
O reforço na fiscalização nas noites de Porto Alegre e Caxias do Sul, por exemplo, já garantiu redução no número de mortes e crescimento representativo nas autuações por embriaguez ao volante. Na Capital, já foram 356 blitze entre o final de setembro de 2011 e dezembro de 2012. Em Porto Alegre, mais de 20 mil testes do bafômetro foram realizados, com 305 condutores presos por dirigirem alcoolizados (com mais de 0,33 miligrama de álcool por litro de ar expelido dos pulmões).
Criada após um estudo que apontou os pontos mais violentos das estradas gaúchas, a Operação Viagem Segura envolve diferentes órgãos de fiscalização de trânsito e de segurança do Estado. Nos feriadões, as autoridades montam barreiras e fiscalizam automóveis, também combatendo o uso de álcool. Até hoje, já foram realizadas 15 edições da ação, com quase 1,4 milhão de veículos fiscalizados.
PEDRO MOREIRA
Fonte: Zero Hora 17/01/13
domingo, 13 de janeiro de 2013
Americanos tuítam que estão dirigindo bêbados a 193 km/h antes de morrer
Carro ultrapassou um semáforo vermelho e capotou.
'Bêbados a 193 km/h derrapando pelas curvas', escreveram.
Carro em que estavam os cinco jovens norte-americanos que tuitaram antes de bater (Foto: Reprodução)Cinco norte-americanos morreram em um acidente de carro na madrugada de domingo (2) após escreverem mensagens no microblog Twitter dizendo que estavam dirigindo bêbados e fazendo derrapagens a 193 km/h, relata a "KTLA".
A polícia diz que o carro seguia por uma avenida de Ontario, Califórnia, ultrapassou um sinal vermelho aproximadamente à 1h40 (horário local), perdeu o controle e capotou, parando no jardim de uma casa.
Tuíte que lê 'Bêbados a 193 km/h derrapando pelas
Dane-se Você só vive uma vez'
Estavam no veículo o motorista Jonathan Watson, 21, e os passageiros Marquell Bogan, 23, JaJuan Bennett, 23, Dylan George, 20, e Ervin McKinness, 21. Quatro foram declarados mortos no local e um, que foi lançado do carro, morreu a caminho do hospital.
No perfil do Twitter de Ervin, lê-se a mensagem "Bêbados a 193 km/h derrapando pelas curvas #Dane-se Você só vive uma vez", postada à 1h19 (veja, em inglês).
A sigla em inglês "Yolo" é relativa à frase "You only live once", ou "Você só vive uma vez".Fonte: G1
segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
Cresce 700% o número de mortes em rodovias federais no início de 2013
As estatísticas mostram que houve uma mudança no perfil das vítimas.
'É preciso prudência e respeitar os limites do corpo', diz especialista.
'É preciso prudência e respeitar os limites do corpo', diz especialista.
A Imprudência, aliada a um grande fluxo de veículos, é apontada pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), como a principal responsável pelas mortes nas rodovias. Nos primeiros sete dias do ano, 14 mortes já foram registradas nas estradas federais que cortam o Piauí, um crescimento de 700% se comparado ao mesmo período do ano passado.
Segundo dados da PRF, nos sete primeiros dias do ano foram registrados 42 acidentes em todo estado, com 41 feridos e 14 vítimas fatais. As estatísticas mostram que houve uma mudança no perfil das vítimas e dos veículos envolvidos em acidentes. Ano passado os motociclistas foram os principais acidentados, já os dados atuais mostram que caminhoneiros e passageiros em viagens lideram os números.
O acidente entre uma Van e uma carreta na BR-316 na manhã de sábado (05) pesou nas estatísticas, foram 10 mortos. O motorista do caminhão teria dirigido por 17h seguidas, já a Van que viajava com excesso de passageiros não passou por nenhuma fiscalização do estado do Ceará até o Piauí.
"Nem todos os postos e os quilômetros de rodovias são fiscalizados 24h com a presença permanente de guardas rodoviários, além disso quem realiza o transporte irregular sempre buscas horários de menos movimentação policial e rotas alternativas para dribla a fiscalização”, disse o inspetor da PRF, Alexandre Cruz.
Para o especialista de trânsito, Bernardo Aguiar, é preciso além de muita prudência, respeitar os limites do corpo antes de pegar a estrada. “O condutor deve está relaxado, e não pode colocar a vida dele em risco retardando o sono porque à medida que o esforço vai sendo continuo os reflexos vão diminuindo”, disse.
Fonte: .07/01/2013 21h46 - Atualizado em 07/01/2013 21h46
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