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quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Ótima opçáo!








Sempre podemos fazer escolhas na vida!


domingo, 28 de outubro de 2012

Proteção Desativada: Há Quase Dois Anos Estradas sem Radares

Há quase dois anos as estradas estaduais gaúchas não são fiscalizadas por controladores eletrônicos de velocidade. A inoperância é fruto do escândalo que colocou sob suspeita licitações dos equipamentos. Os aparelhos foram desligados em 25 de novembro de 2010 e, desde então, o Departamento Autônomo de Estradas e Rodagem (Daer) tenta realizar uma licitação para reativar o sistema.
Mas o procedimento esbarra em exigências técnicas feitas por auditores estatais. Odiretor de Operação Rodoviária do Daer, Cleber Domingues, anunciou recentemente que a nova licitação deve disponibilizar 70 pardais em 18 rodovias no Estado, monitorando cem faixas de tráfego ao longo de 28 municípios. Um dos diferenciais é que a concorrência será internacional.
A licitação chegou a ser iniciada, mas parou porque a Procuradoria-geral do Estado (PGE), a Controladoria e a Auditoria-geral do Estado (Cage), órgãos de fiscalização, questionaram vários itens. O principal impasse é que os auditores exigem a elaboração dos estudos técnicos de cada equipamento antes do edital, para só depois autorizar a escolha dos fabricantes.
Em anos passados, esse estudo era feito somente após a escolha do vencedor da licitação. A exigência da PGE é feita para evitar a suspeita de que o pardal foi colocado em local inapropriado, motivo do desligamento dos aparelhos há dois anos. Batalhão Rodoviário deve analisar locais de instalação Os 80 pardais implantados em 29 rodovias estaduais foram desligados após a exibição de reportagem no Fantástico, da Rede Globo, mostrando suposta fraude na relação entre prefeituras e fabricantes dos controladores. Parte das denúncias ainda tramita, outra resultou em arquivamento, mas os aparelhos permanecem desativados.
O Daer já não arrisca uma previsão de quando os pardais serão reativados nas estradas estaduais. Isso porque o tempo que levará esse estudo justificando a localização de cada controlador ainda está indefinido. Levantamentos devem ser elaborados pelo Batalhão Rodoviário, para só depois a engenharia elaborar análises, a fim de atender as exigências dos estudos e, então, licitar os serviços.
Controladores multavam 345 motoristas por dia Os equipamentos para controle de velocidade instalados nas rodovias estaduais multavam, até novembro de 2010, uma média de 345 motoristas por dia. Isso significa que cerca de 238 mil multas deixaram de ser aplicadas desde então. O número de acidentes nas rodovias antes fiscalizadas cresceu cerca de 6% (6,3 mil em 2010, 6,7 mil em 2011), aumento similar ao da frota de veículos.
A redução em multas só não é tão expressiva porque a polícia rodoviária vem multando com o uso de 60 radares móveis. Nesse tipo de equipamento, portátil, houve um incremento de 6% nas autuações. Professor de Engenharia na Universidade do Vale do Sinos (Unisinos) e especialista em transportes, João Hermes Junqueira lamenta que os pardais estejam inoperantes. Ele admite que o trâmite de licitações é mesmo demorado e que muitas vezes as autoridades lutam com obstáculos jurídicos, como no caso atual. – Há senso em exigir um estudo técnico apurado.
Pardal tem de ser colocado onde é preciso, não de forma aleatória. Uma pena que a sociedade, nesse período, fique privada da segurança propiciada pelo controlador – critica. Obstáculos ultrapassados Dúvidas entre a Procuradoria-geral do Estado (PGE) e o Daer que já foram solucionadas: - Tipo de licitação: a PGE acreditava que deveria ser apenas pelo menor preço, e o Daer defendia técnica e preço. Venceu técnica e preço. - Cooperativas de servidores: necessidade de incluir no edital a impossibilidade de as cooperativas de servidores participarem da licitação.
A informação foi incluída no edital. - Encargos trabalhistas: ficou definido que o Daer não se responsabilizará pelos encargos trabalhistas dos prestadores de serviço. Desta forma, os licitantes deverão incluir em seus preços todos os valores correspondentes a despesas trabalhistas, sociais e previdenciárias. - Quem contrata: houve questionamento sobre se o contrato seria firmado com o Estado ou com o Daer. Foi esclarecido que o contrato será com o Daer.
humberto.trezzi@zerohora.com.br HUMBERTO TREZZI
Fonte: ZERO HORA 26/

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

RS tem pelo menos 26 mortes em fim de semana violento no trânsito.

 RS tem pelo menos 26 mortes em fim de semana violento no trânsito Acidente mais grave ocorreu na manhã de segunda em Ijuí, com 3 mortes. Outras duas pessoas morreram nesta segunda, em Giruá e Veranópolis. Acidente provocou a morte de três pessoas no local.
O final de semana foi violento nas estradas do Rio Grande do Sul. Segundo informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e da Brigada Militar (BM), pelo menos 26 pessoas perderam a vida entre as 12h de sexta-feira (19) e as 12h desta segunda-feira (22).
 Acidente com 3 veículos na BR-285 causa mortes no RS, diz PRF Carro capota e condutor cai de uma ponte de 15 metros na Serra do RS.
O acidente mais grave ocorreu por volta das 9h desta segunda na BR-285, em Ijuí, no Noroeste do estado. Uma colisão entre dois carros e um caminhão causou três mortes. Outras seis pessoas ficaram feridas e foram encaminhadas ao Hospital de Caridade de Ijuí. Também nesta segunda, um homem de 54 anos morreu após o carro que conduzia colidir contra um caminhão por volta das 7h30 em Giruá, no Noroeste gaúcho.
Vítimas do trânsito no fim de semana Segunda (5)
Veranópolis
(1) - Um homem morreu após o caminhão que conduzia colidir contra uma árvore por volta das 10h no km 180 da RSC-470 entre Bento Gonçalves e Veranópolis, na Serra do Rio Grande do Sul, informa o Comando Rodoviário da Brigada Militar (CRBM). Segundo a polícia, o motorista, que trabalhava para a prefeitura do município, havia ultrapassado um ônibus.
Com o choque, ele foi projetado para fora do veículo e atropelado pelo ônibus. Carro ficou destruído com o choque em acidente na BR-285.
 Ijuí
(3) - Um acidente envolvendo dois carros e um caminhão causou pelo menos três mortes no km 455 da BR-285, informou a Polícia Rodoviária Federal (PRF). Seis pessoas ficaram feridas, sendo uma delas em estado grave. A colisão ocorreu por volta das 9h.
Giruá
(1) - Um homem de 54 anos morreu após o carro que conduzia colidir de frente com um caminhão por volta das 7h30 na ERS-344, na localidade de Bela Vista em Giruá, informou o CRBM. Cada veículo caiu para um lado da pista.
O motorista do caminhão escapou ileso. Segundo a polícia, chovia forte no local do acidente. Domingo (11) Condutor da caminhonete não resistiu a choque com caminhão.
Farroupilha
(1) – Um homem de 52 anos morreu após a caminhonete que ele conduzia colidir contra um caminhão por volta das 18h50 no km 48 da ERS-122. Um homem de 64 anos ficou ferido e foi levado para o Hospital São Carlos, em Farroupilha. Coronel Barros
(2) – Um homem de 42 anos e uma mulher de 31 morreram após colisão contra uma árvore na BR-285, diz a PRF. Quatro crianças que estavam no carro ficaram feridas, duas delas em estado grave. Independência
(1) – Um homem de 74 anos morreu em acidente no km 61 da ERS-342, conforme o Comando Rodoviário da Brigada Militar. Outars duas pessoas escaparam ilesas.
São Leopoldo
(1) – Um homem não identificado morreu atropelado na BR-116, durante a madrugada. O acidente ocorreu no km 247, em São Leopoldo, no sentido Porto Alegre-Interior.)
São João da Urtiga
(1) – Jovem de 17 anos sem carteira de habilitação morreu ao colidir de moto contra uma árvore, por volta da 1h na ERS-126.
Carlos Barbosa
(1) – Durante a madrugada, um jovem de 23 anos morreu em acidente na ERS-446, em Carlos Barbosa, na Serra. Ele foi arremessado para fora do veículo e caiu de uma altura de 15 metros após o carro bater na mureta de uma ponte e capotar.
Coxilha
 (1) – Um motociclista de 27 anos morreu por volta de 7h10min da manhã na ERS-135, na saída de Passo Fundo para Coxilha. Ele teria cruzado a pista quando foi atingido por um caminhão.
Tapera
(1) – Uma capotagem na ERS-223 por volta das 7h da manhã deixou uma pessoa morta e outras duas feridas no km 37 da rodovia.
Sapucaia do Sul
(1) – Um jovem de 28 anos morreu após ser atropelado na BR-116, durante a madrugada. O motorista do veículo fugiu sem prestar socorro. O carro foi encontrado abandonado na ERS-118.
 Porto Alegre
(1) – Um jovem de 26 anos morreu após o carro que ele conduzia colidir contra uma árvore na na Avenida Pinheiro Borda, no bairro Cristal. Segundo a Brigada Militar, ele estaria trafegando entre 130 e 140 Km/h. Sábado (10)
Passo Fundo
(1) – Uma pessoa não identificada perdeu a vida na ERS-153, após colisão entre um caminhão e um carro. Segundo a Brigada Militar, outros dois ocupantes do carro fugiram do local. O motorista do caminhão não se feriu.
Tapejara
(1) - O ex-prefeito da cidade, de 69 anos, morreu após capotagem na ERS-126. Ele foi socorrido e levado ao Hospital São Vicente de Paulo, de Passo Fundo, mas não resistiu aos ferimentos.
Vale Real
(1) – A colisão frontal de uma moto contra um carro no km 13 da ERS-452 resultou na morte do condutor da motocicleta.
São Gabriel

(1) - Um jovem de 19 anos morreu em acidente no bairro Santo Antônio. A motocicleta que ele conduzia colidiu contra um poste de concreto por volta das 2h.
Sertão
(1) - Por volta das 4h, o veículo conduzido por um jovem de 22 anos colidiu contra um barranco na ERS-135, resultando na mora do condutor.
Sananduva
(2) – Dois homens morreram após a colisão de um veículo Audi contra uma árvore na RS-343, no km 39. As vítimas não haviam sido identificadas.
Faxinal do Soturno
(1) - Na ERS-149, km 146, um homem morreu atropelado por volta das 18h30. O motorista fugiu do local.
Encantado
(1) – Uma mulher morreu atropelada no km 45 da ERS-332. Sananduva (1) – Um adolescente de 17 anos morreu em acidente de trânsito em Sananduva. Ele pilotava uma moto na ERS-126, quando saiu da pista e bateu em uma árvore. Para ler mais notícias do G1 Rio Grande do Sul, clique em g1.com.br/rs.
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Homem morre em colisão na RS-155 em Chiapeta, RS Rodovias registraram grande movimento desde às 12h de quarta-feira. Desde o começo do feriado, 15 pessoas já morreram nas rodovias do estado 23/09/2012
Fonte:g1

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Pare de tomar multa no semáforo.


  1. Pare de tomar multa no semáforo Motorista é uma terminologia dada a qualquer pessoa capaz de dirigir um veículo automotor, porém dentro desta definição estão inclusos os barbeiros, os domingueiros, os apressadinhos, os zelosos e outros que poderíamos perder um bom tempo tentando definir. Enfim, a patologia é vasta, mas uma coisa todos tem em comum: sempre levam multas em farol, principalmente por passarem no vermelho. Como diria o comentarista esportivo: “a regra é clara”. No verde o cruzamento está liberado, no amarelo requer atenção (e pode-se seguir adiante **com atenção!**) e no vermelho devemos parar. Porém ainda fica aquela dúvida. Esta no amarelo e será que dá tempo de passar? Freio e levo uma buzinada, ou pior, uma pancada na traseira ou acelero e tento passar sem ganhar uma (ou mais uma) multa? Que dúvida cruel… É incrível a quantidade de motoristas que levam multas diariamente, simplesmente pelo fato de desconhecerem algumas informações básicas contidas nos semáforos. E fica parecendo loteria. Vou ou não vou? Aiii… Vai dar… Vixe! Tomei uma multa! Na foto ao lado pode-se observar um caso típico de sinal que acabou de ser aberto e os carros saindo. Porém, se observar melhor, verá que desde a faixa de pedestre há uma faixa contínua de alguns metros no sentido da via bem no meio das duas filas de carros. Alguém já notou isso? Esta faixa tem uma importância muito grande, pois é ela que determina o tempo exato de você ser multado ou não ao passar no amarelo em um semáforo. Em outras palavras, se você esta chegando no semáforo e o sinal fica amarelo, mas você já “adentrou” na extensão desta faixa e esta no limite de velocidade permitido para a via, você conseguirá fazer o cruzamento sem ser multado, pois dará tempo tranquilamente. Por outro lado, se você esta chegando no cruzamento e o sinal ficou amarelo e você ainda não chegou até esta faixa contínua, você deve frear, pois fatalmente não conseguirá atravessar e ficará vermelho antes de você realizar este procedimento. Caso não tenha percebido, passe a olhar para esta faixa sempre que chegar em um semáforo e vai notar que elas tem comprimentos diferentes, pois leva em consideração a velocidade permitida para a via e o tempo de sinal amarelo daquele semáforo. Enfim, é um cálculo médio de um tempo precioso que te salva te “herdar” uma multa e alguns pontos em sua CNH. Um detalhe: dentro do Código de Trânsito Brasileiro não há informações sobre este assunto, porém as empresas responsáveis pelas faixas e construções de via, utilizam deste cálculo para construir esta faixa comentada acima e também é passado para os alunos dos cursos de formação de condutores.

domingo, 14 de outubro de 2012

Para reflexão: Alto número de mortes assusta.

Alto número de mortes assusta Grande quantidade de vítimas em menos de dois dias deve servir de alerta para o próximo feriadão O número elevado de mortes no fim de semana deve servir como reflexão para os motoristas que enfrentarão o trânsito nas estradas gaúchas no feriadão de Nossa Senhora Aparecida, que começa nesta sexta-feira. Para algumas pessoas, serão quatro dias de folga. Isto porque segunda-feira, 15 de outubro, se comemora o Dia do Professor. Aquantidade de mortos em menos de 48 horas, de sexta-feira e sábado, foi semelhante à registrada em alguns dos últimos feriadões no Estado – no de Corpus Christi, foram 16 vítimas, no do Trabalho, 17, e na Páscoa, 15. Já nos feriados de 20 de setembro e da Independência, ocorreram 18 e 21 mortes, respectivamente. Com o fim do inverno, a previsão é de que mais gente viaje para as praias, aumentando as chances de acidente. Para coibir a violência no trânsito, será realizada, a partir de quinta-feira, a operação Nossa Senhora, que também englobará mais uma edição da Viagem Segura, parceria entre Departamento Estadual de Trânsito (Detran/RS) e órgãos fiscalizadores (Polícia Rodoviária Federal, Brigada Militar e Comando Rodoviário da BM). O objetivo é realizar ações de fiscalização nos feriadões, com foco nos pontos críticos. Detalhes da operação serão definidos hoje Haverá um reforço no efetivo policial nos dias e nos horários de maior movimentação – os números ainda não estão fechados, pois os detalhes da operação serão definidos em uma reunião hoje. Chefe de comunicação da Polícia Rodoviária Federal, Alessandro Castro salienta, porém, que a responsabilidade dos motoristas é mais importante do que os reforços na fiscalização: – As pessoas têm de ter ciência de que ter mais ou menos policiais não vai dar segurança para elas na estrada. E, sim, é o motorista conduzindo corretamente seu veículo e evitando operações arriscadas, como excesso de velocidade e ultrapassagem em lugar proibido. Para não vacilar no volante O coordenador da operação Viagem Segura, Adelto Rohr, ressalta alguns cuidados fundamentais para o motorista evitar acidentes, não só nos feriadões mas também no dia a dia: - Fazer um planejamento de todas as viagens com antecedência. É preciso programar um tempo suficientemente grande para chegar descansado e não precisar correr. - Respeitar a sinalização de trânsito, em especial o limite de velocidade. - Ultrapassagens devem ser feitas somente em local permitido. O condutor deve ter certeza de que vai conseguir concluir a ultrapassagem. - Usar o cinto de segurança, inclusive no banco traseiro. - Revisar as condições do veículo antes da viagem, como a sinalização elétrica, a quantidade de combustível e o estado dos pneus. - Não ingerir bebidas alcoólicas antes de pegar o volante. - Não utilizar telefone celular enquanto estiver dirigindo. Fonte:-- Zero Hora 08/10/12

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

A dinâmica do Atropelamento

A gravidade dos atropelamentos mantém direta relação com as características físicas e com a dinâmica dos corpos em conflito. O fato de a energia cinética aumentar em proporção muito maior do que a velocidade, confere aos atropelamentos conseqüências particulares severas dada a vulnerabilidade de um corpo frente a um veículo.
No mais freqüente tipo de atropelamento, cerca de 80% dos casos, o pedestre é atingido pela dianteira de um veículo. A idéia de que em um atropelamento o veículo "passa por cima" do pedestre não coincide com o que ocorre na maior parte dos casos. Situações em que o carro passa por sobre o corpo do atropelado podem ocorrer em casos como acidentes envolvendo ônibus ou caminhões.
Em choques com veículos comerciais (particularmente veículos pesados), ASHTON observa uma maior incidência de contatos laterais e traseiros, sendo graves as conseqüências nos choques em que os pedestres, ao serem lançados ao solo, são esmagados pela(s) roda(s) traseira(s) do veículo.
No entanto a dinâmica do atropelamento mais provável é aquela em que o pedestre, após o choque com a frente de um veículo, rola por sobre o capô e pára-brisa do carro que o atinge. O que ocorre após o choque depende de uma série de fatores, dentre os quais a velocidade do veículo e a altura do pedestre relativamente à frente do veículo e o pára-choque.
O local do contato inicial (normalmente, os membros inferiores) no choque contra o veículo influencia a gravidade da lesão do pedestre.Estudos sobre lesões de pedestres pelo INSURANCE INSTITUTE FOR HIGHWAY SAFETY, indicam que praticamente todos os traumas e fraturas na região pélvica e nas pernas dos pedestres são causados pelo contato com o veículo e não com o pavimento.
Os contatos com os pára-choques foram responsáveis por mais da metade (55%) das lesões pesquisadas pelo IIHS, sendo o contato com a estrutura frontal dos veículos acima do pára-choque responsável pela outra quase-metade (42%) das lesões verificadas. Os levantamentos deste estudo também revelam que fraturas de joelhos são mais prováveis quanto a altura dos pára-choques está 1/4 ou 1/3 da altura dos pedestres.
A probabilidade de lesões fatais é maior nos choques frontais do que nos laterais.
Em choques a velocidade acima de 60 km/h, o pedestre, em geral, rola por sobre a dianteira do carro após o segundo contato (provavelmente o da cabeça) contra o veículo, com o corpo dobrando-se e as pernas podendo atingir o teto do habitáculo. Dado as forças aplicadas ao pedestre, resultantes do choque, o corpo do pedestre é acelerado à velocidade do veículo e, ocorrendo a frenagem (e este é, geralmente, o caso), o pedestre prossegue na velocidade adquirida. Com a frenagem brusca, o carro reduz sua velocidade em uma proporção maior que a do corpo do pedestre. O pedestre é então, arremessado adiante do veículo em desaceleração, antes de atingir o solo.
A probabilidade do segundo contato ser o da cabeça contra o carro aumenta na proporção direta da velocidade do impacto e inversamente em relação à altura do veículo. A velocidade no impacto determina, também, o local do carro em que ocorre o choque da cabeça. A partir de 50 km/h, virtualmente todo pedestre sofrerá o choque da cabeça contra o veículo.
Em crianças com idades abaixo de cinco anos BRISON J.Y. and STULGINSKAS, J.V apontam a preponderância de lesões na cabeça e pescoço, a partir da explicação provável da lesão se dar devido à altura da criança em relação aos pára-choques dos veículos envolvidos. Segundo ASHTON, a criança é atingida, geralmente, pelo pára-choque na parte mais alta dos membros inferiores, e no torso pela dianteira do capô.
A percepção de que quanto mais alta a velocidade do veículo, maior o dano imprimido ao pedestre pode parecer por demais óbvia para demandar averiguação científica. Ainda assim, tal relação tem tido vasta documentação na literatura nas áreas de trânsito e transporte. O NATIONAL HIGHWAY TRAFFIC SAFETY ADMINISTRATION (NHTSA) identificou mais de 600 referências consideradas relevantes, com o objetivo de reafirmar e quantificar a relação velocidade do veículo-gravidade dos atropelamentos. Dentre estes, destacam-se os estudos do FATAL ACCIDENT REtoda PORT SYSTEM (FARS), que revelam tanto a relação direta da mortalidade-velocidade quanto os efeitos em diferentes grupos etários, demonstrando a extrema vulnerabilidade de pedestres acima de 65 anos de idade. O DEPARTAMENT OF TRANSPORT TRAFFIC britânico comprova a relação entre a velocidade do veículo no impacto e a grabvidade das lesões em estudo que demonstra que:

a 32 km/h, 5% dos pedestres atingidos morrem, 65% sofrem lesões e 30% sobrevivem ilesos;
a 48 km/h, 45% morrem, 50% sofrem lesões e 5% sobrevivem ilesos;
a 64 km/h, 85% morrem e os 15% restantes sofrem algum tipo de lesão.

Estes dados assemelham-se aos de PASANEN, que estima em 5% a parcela de pedestres que morreriam em atropelamentos a 32 km/h; 40% em choques a 48 km/h; 80% em choques a 64 km/h e aproximadamente 100% em velocidades acima de 80 km/h.

Efeito de um atropelamento:

Uma pessoa atropelada a uma velocidade de 60Km/h equivale a uma queda do 11º andar de um prédio, a 80Km/h do 20º andar e se for a 120Km/h como se fosse do 45º andar.

Fonte: http://www.atividadesrodoviarias.pro.br/

Exerça sua cidadania com voto consciente e fiscalização constante

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Acidentes de trânsito mataram 90 ciclistas em 2012 no RS

Em Sapiranga, são 40 mil bicicletas para 75 mil habitantes.

Imprudência e má sinalização aumentam as chances de acidentes graves.

Os acidentes de trânsito em 2012 no Rio Grande do Sul já mataram 90 ciclistas, segundo o Departamento de Trânsito do estado (Detran). A média mensal de vítimas supera a registrada no ano passado. Os ciclistas são a parte mais vulnerável nas ruas e avenidas. Em Sapiranga, são 40 mil bicicletas para 75 mil habitantes, pelas contas da prefeitura da cidade da Região Metropolitana de Porto Alegre.
"De manhã, de tarde, de noite a gente só anda de bicicleta", disse a empregada doméstica Dilce Boniarte, moradora de Sapiranga.
Ciclista morre em acidente no Noroeste do Rio Grande do Sul Três ciclistas morreram em acidentes de trânsito no RSOs ciclistas do município se arriscam diariamente ao cruzar a perigosa rodovia que divide a cidade. Essa grande quantidade de bicicletas andando em uma estrada por onde passam milhares de carros diariamente, torna o trecho da RS-239 um dos mais perigosos do estado para quem anda de bicicleta. Três ciclistas morreram em acidentes nos últimos 60 dias no local.
Segundo o Tenente César Fonseca, do Comando Rodoviário da Brigada Militar de Sapiranga, a maioria das mortes ocorre por desrespeito às leis de trânsito.
"O ciclista não atravessa nos lugares adequados e também os veículos que trafegam em alta velocidade não tomam os cuidados necessários", disse o policial.
Imprudência e má sinalização aumentam as chances de graves acidentes, segundo um gestor de segurança no trânsito.
"Quanto menos visão, mais cautela ele precisa ter. Mais atenção. Precisa diminuir a velocidade, alternar farol com alto e baixo", explica o gestor de segurança no trânsito, Evérton Cassere.

Fonte: g1, 25/09/2012 22h02 - Atualizado em 25/09/2012 22h02

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Pesquisa revela que um a cada três jovens dirige sob efeito de álcool

54% dos acidentes foram causados por jovens entre 18 e 35 anos. Levantamento considera período de agosto de 2011 a junho de 2012.

Uma pesquisa realizada pela Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT) mostra um dado preocupante: um em cada três universitários faz uso de bebidas alcoólicas e saem de carro depois, o que tem contribuído para o crescente número de acidentes de trânsito envolvendo jovens. De acordo com o levantamento de uma seguradora, 54% dos acidentes entre agosto de 2011 e junho de 2012 foram causados por jovens entre 18 e 35 anos. Uma das explicações para esses números é a imprudência, mas o risco aumenta quando se combina a direção com bebidas alcoólicas.
A realidade pode ser confirmada em todos os plantões da Santa Casa. Segundo o médico traumatologista Ricardo de Castro, os jovens têm abusado cada vez mais e têm sofrido mais acidentes. “Cada vez mais eles chegam alcoolizados após um acidente de trânsito, como causador ou vítima do acidente”, disse Castro. “Com isso, a gravidade das fraturas e as sequelas aumentam”, completou.
Acidentes de trânsito é maior entre os jovens que bebem (Foto: Wilson Aiello/EPTV)Alguns estudantes contam que já dirigiram embriagados. Um deles teve o carro destruído em um acidente após ter bebido. “Eu bati na traseira de outro carro e destruí os dois. Honestamente não me lembro muito bem como aconteceu, só acordei na delegacia da polícia”, contou Daniel Corbo, estudante de engenharia de materiais. Agora dizem que tomam mais cuidado, alugam vans para ir e voltar das festas ou elegem alguém que não vai beber para ser o motorista.
Dados da PM
Segundo dados da Polícia Mlitar, no ano passado, 14 mil motoristas, não só jovens, mas de todas as idades, foram autuados no Estado de São Paulo por dirigirem sob efeito do álcool. Desses, 2,7 mil e foram presos em flagrante. Neste ano, só até agosto, foram 19 mil autuações e 2,3 mil prisões de motoristas que dirigiam embriagados.

Fonte: 27/09/2012 15h25 - Atualizado em 27/09/2012 15h50

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Após inquérito do MP, CET diz que limite de 60 km/h reduziu acidentes

MP investiga se objetivo da prefeitura foi arrecadar mais.

CET defende parâmetro afirmando ainda que número de multas caiu.
Avenida dos Bandeirantes, onde limite caiu de 70 km/h para 60 km/h (Foto: Juliana Cardilli/G1)A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) informou na tarde desta quinta-feira (20) que a redução do limite de velocidade para 60 km/h em vias da capital paulista fez aumentar o respeito por parte dos motoristas e ainda diminuiu o número de acidentes de trânsito.

O comunicado divulgado pela companhia foi uma resposta à divulgação por parte do Ministério Público de que abriu um inquérito para investigar possíveis irregularidades na diminuição do limite de velocidade em vias da capital paulista de 70 km/h para 60 km/h. O objetivo, segundo o MP, é averiguar se a mudança na velocidade máxima ocorre com o único objetivo de evitar acidentes ou se há intenção de maior arrecadação com multas pela Prefeitura de São Paulo.
MP investiga redução no limite de velocidade em ruas de SP pela CETCET uniformiza velocidade máxima em mais 6 vias de SP nesta segundaA CET nega a tese de indústria da multa. O Programa de Padronização da Velocidade é implantado desde 2010 e já atingiu mais de 270 vias da cidade, que passaram a ter o limite de 60 km/h. Um dos dados apresentados pela CET diz respeito a multas. Foram 5,6 milhões neste ano, até julho. Desse total, 1,7 milhão por excesso de velocidade - no mesmo período do ano passado foram cerca de 2 milhões.
A CET também divulgou dados que mostram a redução no número de acidentes em diversos eixos. Em um deles, o Leste/Oeste, que abrange as avenida como Francisco Matarazzo, Elevado Arthur da Costa e Silva e Avenida Antônio Estevão de Carvalho, entre outras, houve redução de 14% no número de acidentes e atropelamentos no corredor. Foram registrados 2.179 acidentes entre os meses de abril e novembro de 2010, ante 1.870 no mesmo período de 2011.
Inquérito

O promotor Valter Santin pede esclarecimentos ao município sobre a sinalização de vias, sobre os critérios para a fixação da velocidade, índice de congestionamento antes e depois da mudança e ainda a quantidade de veículos multados por excesso de velocidade nos últimos cinco anos e os valores arrecadados por essas autuações.
A CET afirma que prestou todas as informações solicitadas pelo Ministério Público.

Para ler mais notícias do G1 SP, clique em g1.globo.com/sp. Siga também o G1 SP no Twitter e por RSS.
Fonte: 20/09/2012 19h33 - Atualizado em 20/09/2012 19h33

sábado, 15 de setembro de 2012

ONG Alerta faz palestra na Viação Belém Novo.


A Viação Belém Novo S.A. nasceu da paixão de Edgard Dutra Pinheiro pelo transporte coletivo e do sonho em se tornar um dos mais sólidos empresários do ramo. Fundada em 27 de novembro de 1962, com a primeira garagem para ônibus urbano de Porto Alegre, iniciou suas atividades com o empenho de Edgard e seus sócios:
Allmeida e Erany os quais optaram em concentrar as atividades de transporte na zona sul da capital. Anteriormente a fundação da Belém Novo, Edgard e seus sócios trabalhavam no transporte coletivo da Vila Santa Isabel, principal núcleo habitacional da cidade de Viamão, no qual se concentrava a maioria da população.
 A campanha do candidato a vereador Tapir Rocha, pelo PTB, tendo como tema principal o preço das passagens de ônibus, assustou os jovens empresários: “Era como um rastilho de pólvora”, relembra Edgard, o qual foi aconselhado por seu contador a trabalhar em outra região.
 Outro fator que levou o trio a trocar Viamão pela zona sul de Porto Alegre foi a decisão do prefeito José Loureiro da Silva, ao iniciar seu segundo mandato, em 1960, de “dar um jeito no Departamento Autônomo de Transportes Coletivos – DATC, o que resultou na entrega de linhas exploradas pelo município à particulares. “Resolvemos concentrar tudo na zona sul de Porto Alegre, até porque lá as ruas já eram pavimentadas”, diz Edgard. Encerradas as atividades do DATC, a Prefeitura entregou à Viação Belém Novo as linhas Lami e Cantagalo.
As linhas Vila Nova, Belém Velho e Campo Novo foram entregues aos permissionários da Parque Madepinho. Entretanto, não deu certo. Nenhum ônibus encostado aparecia no dia em que estava escalado para operar na linha Belém Velho Rincão – distante e carente de passageiros. Quem estivesse na escala dava um jeito de fazer o motor estragar, ou simplesmente não aparecia.
Os problemas logo provocaram uma divisão entre os permissionários. A Rui Ferreira coube as linhas Belém Velho, Vila Nova e Campo Novo, as quais mais tarde foram vendidas à Belém Novo. Atualmente, a Viação Belém Novo S.A. é administrada pela família Pinheiro. Localizada da Av. Beira Rio, 175, bairro Belém Novo, conta também com uma garagem de apoio localizada na Estrada Monte Cristo, nº. 470 – Bairro Vila Novo.
Constituída de uma frota de 98 veículos e com aproximadamente 400 colaboradores em seu quadro funcional, opera 09 linhas principais transportando cerca de 01 milhão de passageiros por mês. Hoje, 04 décadas depois, a família trás consigo os ensinamentos de Edgard Dutra Pinheiro resumidos em uma frase que ele usava para definir a paixão que começou num longínquo dia de 1956: “O transporte coletivo é um desafio, mexe contigo e, se tu gostas, todo dia tem coisa nova”. 2004 © Viação Belém Novo S.A. - Av. Beira Rio, 175 - Bairro Belém Novo - Porto Alegre - RS - Brasil - Fone: (51) 3245-8200

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Justiça decide punir com mais rigor quem mata ao volante

A justiça decidiu levar a júri popular o motorista de um carro de luxo que, em setembro do ano passado, provocou uma série de acidentes em São Paulo e matou uma pessoa.  
 Nesta semana, a Justiça decidiu levar a júri popular o motorista de um carro de luxo que, em setembro do ano passado, provocou uma série de acidentes em São Paulo e matou uma pessoa. Segundo a perícia, Felipe Arenzon saía de uma casa noturna embriagado e estava a mais de 120 quilômetros por hora num lugar onde a velocidade máxima é de 60 quilômetros por hora.
A decisão de punir com mais rigor quem mata ao volante é uma nova tendência entre os juízes brasileiros, como mostra a reportagem especial de Sônia Bridi e Paulo Zero. “A Izabella foi feliz durante os 11 anos de vida dela. Se existiu alguém feliz foi ela”, lembra Argélia Gauto, mãe de Izabella. “A gente saía, e tinha aquelas máquinas de tirar fotografia.
 A última foi essa que eu peguei o cabelo dela e fiz como se fosse o bigode”, mostra Chico Caruso, pai de Izabella. As imagens feitas por Argélia deveriam ser de uma breve despedida. Izabella, a filha dela com o cartunista Chico Caruso, ia passar o ano novo na praia com a família da amiguinha. Mônica, a motorista, com a babá no banco da frente. Izabella atrás, entre os filhos de Mônica. Eles nunca chegaram ao destino. “Eu falei: 'Não é possível, a morte não combina com ela, a morte não combina com ela'.
 Mas era verdade”, diz Chico. O acidente foi bem perto da Praia de Búzios, no litoral do Rio. O policial militar André Luiz Fernandez vinha dirigindo na direção contrária à de Mônica. Foi jogado para fora da estrada por uma camionete que forçou uma ultrapassagem. “O ônibus jogou pra lá também, porque não tinha muita pista pra jogar, por causa do poste. E eu vim parar no mato.
Fui atrás dele para poder fazer o que eu tinha que fazer, entendeu? Dar voz de prisão”, conta Fernandez. Mas era impossível seguir a camionete a mais de 140 quilômetros por hora na estrada cheia de curvas. Ele só ouviu a batida. “Como se tivesse botado uma bomba.
 Foi um barulho seco, seco”, lembra o policial. Na camionete o motorista levava a filha pequena no banco da frente, sem cinto de segurança. Ele perdeu o controle na curva e bateu em cheio na Scenic dirigida por Mônica. Ela e Izabella morreram na hora.
O motorista da camionete se feriu levemente. A filha dele teve traumatismo craniano, mas sobreviveu. “Não me lembro de nada, graças a Deus”. Três meses em coma, e seis anos de vai e vem a hospitais. A babá Rita de Cássia Antônio ficou cega de um olho.
Tem um implante no quadril. E ainda precisa de uma cirurgia para corrigir a fratura no pulso. “Eu fazia faxina a semana toda. Cada dia numa casa, de subir, descer escada, limpar parede, lavar cozinha, hoje em dia não tenho mais condições de fazer isso”, lamenta a babá. Rita passa roupa para fora para complementar a aposentadoria de um salário mínimo por invalidez.
 “Quando minha prima Argélia perguntou: 'O que vai acontecer com ele?'. Eu disse: 'Vai pagar uma cesta básica ou um trabalho comunitário, só isso'”, conta a advogada Jussara Gauto. “No momento que eu entendi tudo, fui buscar a Justiça. Porque eu não aceitava. Ninguém ia me dar cesta básica”, relata Argélia. A prima advogada foi buscar a pena de prisão para o motorista. “Eu havia dito para a Argélia: 'É uma tese que ainda não foi usada'.
 Em 2006, isso aí era como um tiro na Lua”, conta a prima. Historicamente no Brasil, a morte no trânsito é tratada como homicídio culposo. É quando o acidente é provocado por descuido, imperícia, imprudência, ou o motorista não previu o risco, mesmo dirigindo embriagado ou em alta velocidade. A pena máxima é de quatro anos e pode ser convertida em serviços comunitários. Na maioria dos casos, o condenado escapa da cadeia doando cestas básicas.
 Já no dolo eventual, ou homicídio doloso, a Justiça entende que o motorista assumiu o risco de matar ao andar em alta velocidade, embriagado ou participando de um racha, por exemplo. Nesse caso, o acusado vai para o banco dos réus e é o júri popular que determina se ele é culpado.
 A pena vai de seis a 20 anos de prisão. E foi essa a interpretação da Justiça no caso da morte de Izabella. No mês passado, Juamir Dias Nogueira Junior foi condenado a oito anos de cadeia pelas mortes de Izabella e Mônica. Procurado pelo Fantástico, se recusou a comentar a sentença. “No fundo, há uma luta entre o bem e o mal, e o que resultou disso? A aprovação do crime doloso para crime de trânsito”, conta Chico Caruso.
 A luta é também no campo das ideias. Uma corrente jurídica considera que dolo não se aplica a crimes de trânsito. “Em geral, os crimes de trânsito são culposos. No dolo, o agente afirma pra si mesmo: 'Aconteça o que acontecer, vou continuar dirigindo em excesso de velocidade'.
 E na culpa: 'Eu dirijo em excesso de velocidade porque sou um exímio motorista e posso evitar o acidente', explica o jurista Juarez Tavares. “Se ele participa de um racha, de um pega, se ele dirige o veículo embriagado a meu ver, em tese, ele está assumindo. Ele pode não querer matar ninguém. Até presume-se que não queira, mas ele está assumindo um risco”, avalia o desembargador José Muiños Piñero. Essa é a interpretação que está ganhando força.
A Justiça gaúcha quer botar no banco dos réus, por 17 tentativas de homicídio doloso, o motorista que em uma esquina de Porto Alegre se envolveu em uma disputa com ciclistas que faziam uma manifestação.
 E produziu cenas de violência que chocaram o país e correram o mundo. A Justiça entendeu que ao acelerar pra cima dos ciclistas, o economista Ricardo José Neis assumiu o risco de matar ou machucar. Ele se defende dizendo que estava cercado e ameaçado pelos ciclistas e que, diante disso, teve que fugir. Fantástico: O senhor se arrepende de ter acelerado? Ricardo José Neis: É a mesma coisa que você perguntar se eu me arrependo de estar vivo, de ter preservado a vida do meu filho. Se eu quisesse eu teria machucado eles realmente, se fosse a minha intenção. “Eu acho que nós tivemos muita sorte nisso e ele também.
Porque eu não queria estar na consciência desse cara hoje”, diz o técnico de palco Marcos Rodrigues. A maioria dos réus que a Justiça manda para o júri popular recorre para ser julgado por culpa, não por dolo. Os processos se arrastam durante anos.
 A nova tendência da Justiça, de mandar para a cadeia quem mata no trânsito, é uma reação a números assustadores. Só em 2010, quase 43 mil pessoas foram mortas nas ruas e estradas do Brasil. Se continuar nesse ritmo, até 2015, vai ter mais gente morta por carros, ônibus, motos, e caminhões no país, do que a tiros, facadas, pancadas, ou seja, todas as outras formas de homicídio. “O Brasil tem uma guerra nacional decorrente de acidentes de trânsito. Isso tem que ser de certa forma tolhido, diminuído ou erradicado”, observa o ministro do Superior Tribunal de Justiça Gilson Dipp. O ministro Gilson Dipp foi o presidente da comissão de juristas que elaborou a proposta do novo Código Penal, que está sendo analisada no Senado.
Para facilitar a punição no trânsito, foi criado um novo tipo de culpa, a gravíssima ou temerária. É para quando não for comprovado que o agente quis matar, nem assumiu o risco, mas agiu com temeridade. A pena passa para quatro a oito anos de prisão. A proposta de lei enquadra como culpa gravíssima dirigir embriagado ou participar de racha.
 O racha seria punido com dois a quatro anos de prisão. E embriaguez, de um a três anos. Assim, quem mata no trânsito poderia pegar penas maiores, e ir para a cadeia, sem passar pelo júri popular - o que ainda encontra resistência entre muitos juízes. No Rio, o juiz mudou o processo contra Rafael Bussamra, que atropelou e matou Rafael Mascarenhas, o filho da atriz Cissa Guimarães. Em vez de júri popular, ele vai responder por homicídio culposo.
 Segundo testemunhas, Bussamra e o amigo Gabriel de Souza Ribeiro entraram num túnel fechado para obras para fazer um racha. Rafael andava de skate com amigos na boca do túnel e foi arremessado a 60 metros de distância.
O juiz alegou que o atropelador não agiu com indiferença, porque ligou para a polícia e a ambulância. “ Os pais, o pai e o irmão foram lá para corromper essa polícia que eles chamaram para ajudar?”, afirma Cissa Guimarães, mãe de Rafael.
 Pouco depois do acidente, Rafael Bussamra, o irmão e o pai foram flagrados por câmeras de segurança corrompendo policiais militares para esconder as provas do crime. Os policiais já foram condenados a cinco anos de prisão, em regime semi-aberto, por corrupção passiva. Mais do que a pena máxima a que Bussamra está sujeito por homicídio culposo. Rafael Bussamra, o pai, o irmão, e o advogado deles não quiseram falar ao Fantástico.
 Cissa recorreu: “Eu vou até o final, pela memória do meu filho. Mas acima de tudo para acabar com essa impunidade que me dá enjoo. Que me dói”. Há 12 anos, o advogado Luiz Felizardo Barroso tenta mandar para a cadeia os homens que ele considera responsáveis pela morte do filho. “Toda justiça que tarda é a negação da própria justiça. E a nossa, no Brasil, infelizmente, tarda muito”, diz Barroso.
 No escritório, o neto, que tinha oito anos quando ficou órfão, ocupa a mesa do pai, Ricardo de Camargo Barroso. Amanhecia na véspera de Natal no ano 2000. Ricardo ia surfar. À sua frente, em outro carro, um amigo surfista, que nunca esqueceu daquela manhã. Tinha um carro tombado no meio da pista.
 Ele e Ricardo deixaram os carros no acostamento, com o pisca alerta ligado. Ricardo tentava tirar o motorista preso nas ferragens. “Nisso, o Peugeot começou a pegar fogo. Quando eu estou abaixado pegando o extintor de incêndio, eu escuto um barulho de freada forte e uma batida. Tinha um carro que tinha batido, com a frente toda levantada. E 'cadê o Ricardo? Cadê o Ricardo?', aquela confusão, poeirada danada”.
Ricardo, outro voluntário que ajudava no socorro do primeiro acidente e a vítima, que até então estava apenas ferida, morreram na hora. Na denúncia à Justiça, o Ministério Público diz que o carro que matou Ricardo e mais duas pessoas corria a mais de 110 quilômetros por hora, dentro da cidade, e participava de um pega.
Os dois acusados - André Garcia Neumayer, que dirigia o carro que bateu, e Juliano Bataglia Ferreira, que participava do pega - foram mandados a júri popular, mas recorreram até o Superior Tribunal de Justiça, que confirmou a decisão. O advogado dos acusados ainda vai pedir embargo no Supremo Tribunal Federal. “Não houve pega, em primeiro lugar.
 E segundo, nós vamos ter que considerar que esses garotos são suicidas, eles assumiram o risco de ceifar suas próprias vidas a partir do momento que eles batem no outro carro”, defende o advogado. Se conseguirem impedir o júri popular, os dois acusados não serão julgados por nada. Depois de 12 anos nos corredores da Justiça, a acusação por homicídio culposo já está prescrita. Araçatuba, interior de São Paulo. Dois casos, duas decisões distintas.
 O carro em alta velocidade, fazendo pega, avança o sinal, provoca o acidente e deixa com sequelas um universitário brilhante. O motorista, filho de um fazendeiro, é indiciado por homicídio doloso, foge, e é capturado numa fazenda no Mato Grosso. Mas a sensação de que a Justiça de Araçatuba seria mais rigorosa com os crimes do trânsito durou pouco.
Menos de três meses depois, o promotor encarregado da acusação se envolveu em um acidente numa rodovia que dá acesso à cidade. Provocou a morte de três pessoas. Mas ele não vai a júri popular. Alessandro, Alessandra e o filho dela, Adriel, de sete anos, morreram na hora. Na camionete do promotor foram encontradas bebidas.
Na delegacia, um médico atestou a embriaguez, mas ele se negou a colher material para exame. “Se fosse eu, estaria preso. Como ele é promotor e tem dinheiro,está lá”, lamenta Alberto dos Santos, pai de Alessandro. O Ministério Público transferiu o promotor Wagner Rossi para São Paulo e o denunciou por homicídio culposo.
 Cinco anos depois do acidente, o foro especial do Tribunal de Justiça de São Paulo condenou o promotor a quatro anos de prisão, convertidos em serviços comunitários, suspensão da carteira de motorista por quatro anos e indenização de R$ 15 mil às famílias das vítimas.
 O advogado dele vai recorrer. Fantástico: O senhor considera que essa pena foi dura? Advogado: Claro que foi. Foi duríssima, foi duríssima. A palavra acidente existe porque acidentes acontecem. Ao distinguir entre um acidente inevitável, e o comportamento arriscado e violento que mata no trânsito - a Justiça brasileira não só vai punir, mas prevenir tragédias.
 “A vida da minha filha não tem preço. A gente não quer isso. A gente quer um mundo melhor, onde as pessoas possam sair se divertir, passear, brincar, e voltar pra casa”, pede Argélia.
 Fonte: g1 10/08/2012

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Ong Alerta circulando...

Quem deveria dar exemplo informar, alertar, educar, no tränsito tira proveito do poder, estacionam em cima de faixa proibidas, em esquina, acham que por serem azuis pode! Náo tem desculpa, que estacionem o carro e façam seu serviço a pé!.
Abuso do poder neste país esta sem controle!
Porto Alegre, 09, 2012.

sábado, 1 de setembro de 2012

Tecnologia ajuda a aumentar a segurança no trânsito de São Paulo

Autoridades de trânsito de São Paulo estão usando a tecnologia para punir motoristas infratores. O repórter Alan Severiano mostra como funcionam essas novidades.
A esquerda não é o lado dele, mas quando o caminhoneiro quer voltar, já é tarde. Trava a estrada bem no trecho de serra. Contra infrações desse tipo, um equipamento especial foi instalado na rodovia que liga São Paulo a Santos.
Fios de cobre no chão detectam o tamanho do veículo que passa pela faixa da esquerda. Se for um grandão, como caminhão ou ônibus, o radar fotografa.
“Nós tivemos 83% de redução de acidentes nesses cinco meses de operação, acidentes envolvendo veículos pesados”, afirma José Carlos Cassaniga, diretor da Ecovias.
A vigilância eletrônica levou policiais das estradas pra salas de controle. Nos centros de controle de oito rodovias que circundam São Paulo, os olhos dos guardas são 341 câmeras.
“A viatura, normalmente no trecho em que ela está, ela consegue ver um quilômetro a frente, um quilômetro atrás. Já a distância, pelo monitoramento, ele já tem visão total do sistema”, explica Newton Michelazzo, com. Polícia Rodoviária/SP.
Um motorista rodou quatro quilômetros de ré pelo acostamento. Os policiais que assistiam à distância acionaram os colegas para o flagrante olho no olho.
Nas ruas da cidade, o big brother das infrações ganhou, esse ano, um reforço carregado a tiracolo. O alvo do radar-pistola são os motoqueiros.
“Mira, no caso pro veículo, a moto, e aperta o gatilho ele registra a velocidade. Se ele tiver acima da velocidade, a foto é tirada automaticamente”, mostra Sérgio Rodrigues, agente de trânsito.
Portátil, o radar pode ser direcionado pra onde o agente de trânsito quiser. Assim, fica mais fácil identificar a placa de quem trafega acima da velocidade permitida. É literalmente uma arma pra surpreender o infrator.
Os seis radares trocam de lugar a cada dia, e flagram motoristas em 65 pontos diferentes da cidade. As placas de sinalização de radares não são mais obrigatórias no país, mas em São Paulo elas ainda existem. Mesmo assim, por dia são 350 infrações que viram multa.
A CET, que paga R$450 mil por ano pelas pistolas, defende o investimento. “O excesso de velocidade é uma das principais causas de acidente e, óbvio, de mortes no trânsito. Então o principal objetivo é a mudança de comportamento do condutor”, observa Dulce Lutfalla, assessora de fiscalização.

Fonte: g1, 01/09/2012 20h37 - Atualizado em 01/09/2012 20h37

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Garantir a ordem urbana é responsabilidade dos prefeitos

Cuidar de ruas, calçadas e espaços públicos é dever dos municípios.

Entre as atribuições do prefeito, também está o combate a poluição sonora.
Comente agoraAs calçadas, ruas e espaços públicos precisam de organização para garantir o acesso seguro dos moradores. A ordem urbana está entre as atribuições dos prefeitos.
Aos 89 anos, a aposentada Maria de Lourdes Santiago enfrenta os perigos de uma simples caminhada. Flagrantes ao desrespeito ao código de postura dos municípios aparecem em cada esquina. A garagem e até um salão de beleza estão em plena calçada. Uma montanha de pneus à venda também ocupa irregularmente o espaço do pedestre, que acaba sendo obrigado à andar no meio-fio.
“Muita das vezes eu deixo o carro em casa e utilizo as calçadas. Mas é um problema. Eu me sinto inseguro”, afirma o engenheiro elétrico Elias Silva. Para o diretor do núcleo de posturas do município, Jacinto Campina, é preciso que a população se conscientize que a calçada é um bem público.
É responsabilidade da prefeitura promover o ordenamento dos espaços públicos. As leis que disciplinam o uso destes locais estão no código de postura dos municípios, uma espécie de manual de civilidade que diz o que pode e o que não pode ser feito. O desafio do prefeito eleito é garantir o cumprimento das normas e fazer prevalecer o interesse coletivo. Assim, a cidade fica mais bonita, organizada e segura.
Para manter a ordem urbana, a prefeitura deve, por exemplo, determinar a hora e o local de uma feira livre, disciplinar diversões em áreas públicas e combater a poluição sonora e visual. Também faz parte do trabalho coibir a ação irregular dos ambulantes, a venda de produtos ilegais, além de frear os abusos no trânsito.
O urbanista Juliano Ximenes diz que sem organização todos perdem. “Se formos pensar em cidade de médio e grande porte, um grande prejuízo é a questão da mobilidade, do tráfego, dos transportes. Se você não tiver um tratamento rigoroso do sistema viário, das pistas, das calçadas, você prejudica o pedestre e aumenta o risco de acidentes, atropelamentos e diminui a fluidez do tráfego”, comenta.
Melhorar as cidades representa qualidade de vida para a população. “O ordenamento instalado e negociado com todas as partes aumentaria a eficiência da cidade. Assim como melhoraria o aspecto urbanístico do município. Você teria cidades com características ambientais mais interessantes, com mais espaços públicos, com um ar melhor e temperaturas mais amenas”, completa Ximenes.
Miguel Souza Filho comprou uma cadeira de rodas motorizada para se locomover melhor. Mas ainda sonha com o dia em que as pessoas com deficiência, possam ter o direito de ir e vir com segurança.

Fonte: g1, 28/08/2012 14h06 - Atualizado em 28/08/2012 14h06

domingo, 26 de agosto de 2012

Mãe deixa filho de 4 anos trancado em carro em Itapetininga, SP

Criança ficou cerca de 40 minutos dentro do veículo em shopping.

Pessoas que passaram pelo local ouviram choro do menino.
Bombeiros quebraram um dos vidros do veículo para retirar a criança que estava chorando. (Foto: Gláucia Souza / G1)Um menino de quatro anos foi deixado trancado em carro no estacionamento de um shopping de Itapetininga (SP). A criança ficou por aproximadamente 40 minutos dentro do veículo, que tinha placas de Itu (SP), sob o sol e totalmente fechado.
A criança estava com os cabelos molhados de suor. (Foto: Gláucia Souza / G1
)O caso foi registrado por volta das 14h quando a temperatura na cidade era de aproximadamente 27º C. O menino de quatro anos foi deixado pela mãe e pela babá. Pessoas que passaram ao lado do carro ouviram o choro. A administração do shopping foi avisada e o caso anunciado em alto-falantes. Como o responsável pelo carro demorou a aparecer, o fato gerou comoção entre os frequentadores do local que se aglomeraram em volta do veículo. O Corpo de Bombeiros foi acionado para resgatar o menino.
Houve tentativa de orientar a criança a abrir as portas, mas ele não conseguiu. Os bombeiros então quebraram o vidro do motorista e o menino foi retirado do local. A criança chorava e estava com os cabelos molhados de suor.
Após aproximadamente cinco minutos, a mãe apareceu e perguntou sobre quem teria quebrado o vidro do veículo. Em seguida, foi até a viatura onde um soldado tentava acalmar a criança.
Em entrevista ao G1, a mulher que é comerciante em Itapetininga, disse que havia saído para trocar moedas. Ela afirmou que demorou cerca de 15 minutos. Testemunhas alegam que foram cerca de 40 minutos. A mãe disse ainda que o filho estava acordado quando ela saiu e o menino pediu para ficar no carro. “Ele ganhou pintinhos e quis ficar com eles”, afirma.
No banco, junto ao menino, estavam dois pintinhos dentro de uma caixa de papelão. Os animais apresentavam fadiga pelo calor. Também havia verduras que estavam murchas. A mulher foi levada para o plantão policial no carro da Polícia Militar. Ela foi autuada pelo crime de abandono de incapaz e liberada. O caso será encaminhado para a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) para investigação. O Conselho Tutelar deverá monitorar a família.
(Correção: No momento em que a mãe chegou junto ao carro, o G1 questionou sobre a idade do menino. Ela disse que ele tinha cinco anos. Já na delegacia, onde foi feito o boletim de ocorrência, ficou confirmado que o menino tem quatro anos. A data de nascimento dele é 1 de agosto de 2008).

Fonte: g1, 26/08/2012 15h14 - Atualizado em 26/08/2012 18h00

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Michigan testa solução para o trânsito que deixa carros mais inteligentes


Começou nessa terça (21), em Michigan, a segunda fase do estudo que pretende revolucionar o mundo da direção, realizado em parceria entre o Instituto de Pesquisas em Transporte da Universidade de Michigan (UMTRI, sigla em inglês) e o Departamento de Transporte dos Estados Unidos. O projeto tem o objetivo de usar a comunicação sem fio, tal como a usada atualmente em dispositivos móveis, para captura e troca de informações entre os veículos, diminuindo assim os problemas com engarrafamentos e acidentes rodoviários.
Veículos trocarão dados como posição e velocidade (Foto: Reprodução/ Departamento de Trânsito dos Estados Unidos)O experimento envolve 2.836 veículos, incluindo carros, ônibus e caminhões. Durante um ano, essa frota contará com dispositivos que realizarão a transmissão de informações como velocidade, posição, veículos próximos, aceleração, freios, entre várias outras. Assim, o motorista poderá ter acesso em tempo real às condições do tráfego a sua volta, escolhendo rotas de fuga e diminuindo o uso da marcha lenta, por exemplo.
Sistema da Microsoft monitora ruas de Nova Iorque em tempo real A transmissão dos dados é feita em alta velocidade com uma baixa latência, a uma frequência de 5,9 gigahertz, através do sistema Dedicated Short Range Communications (DSRC). O nome, ao como destinado à comunicação de curto alcance, se dá em função de o sistema cobrir um diâmetro de 300 metros.
A Universidade de Michigan ganhou contrato de US$ 14,9 milhões, equivalente a R$ 30 milhões, para participar do projeto, que teve início há um ano. Outras instituições a lucrar com o estudo são as montadoras de automóveis. Oito delas, incluindo General Motors e Ford, já forneceram ao projeto 64 veículos com sistemas de segurança integrados. O interesse da indústria automobilística é o acesso às informações resultantes do experimento para desenvolvimento de veículos mais seguros e ecologicamente sustentáveis, as grandes exigências do mercado atual.
A estimativa é que a quantidade de dados obtidos seja equivalente a uma pilha de DVDs de aproximadamente 41km. Como se não fosse suficiente, outras seis cidades nos Estados Unidos estão servindo de sede para realização de testes similares em “clínicas de motoristas”, onde são avaliadas as reações de pilotos de carros em situações controladas – para motoristas de caminhão ainda serão construídos locais como estes.
Os relatórios finais serão usados pelo Departamento de Transporte americano e pelo National Highway Traffic Safety Administration para, entre outras providências, tomar medidas que diminuam o número de mortes das estradas. De acordo com o Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos, os acidentes são responsáveis por cerca de 32 mil vítimas fatais entre 4 e 35 anos por ano.
Raquel Freire
Fonte: g1, 23/08/2012 07h40 - Atualizado em 23/08/2012 07h40
Via: Wired

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

EDUCAÇÃO PARA O TRÂNSITO

Juntamente com as comemorações da pátria e a primavera, setembro também traz algo mais. Temos atualmente, a semana nacional do trânsito. É um tempo de conscientização da população para o trânsito. E a questão é muito importante, visto o número fantástico de acidentes que ocorrem todos os dias, em todas as cidades brasileiras.
A educação deve começar cedo. A impressão que temos é que o indivíduo só começa a se preocupar com as informações sobre trânsito quando está na época de “tirar a carteira de motorista”. Aí, é aquele corre-corre, aulas teóricas, legislação de trânsito, aulas práticas, tudo muito rápido porque precisa da carteira. Aprende-se tudo de uma vez, tudo decorado, coisa que muito rapidamente se esquece.
Realmente, o trânsito faz parte de nossas vidas. Mas, infelizmente, a importância dada a este assunto não parece tão grande. Todos os dias assistimos reportagens na TV sobre acidentes no trânsito. Fala-se que aumenta a cada dia a quantidade de mortos, mas, tudo continua na mesma.
Nós já nos habituamos a ouvir, nos noticiários, sobre os acidentes, mas não conhecemos aquelas pessoas que morreram e então, tudo fica no esquecimento. Dentro de poucos segundos, já não sabemos mais sobre o que o repórter falou.
Pessoas morrem todos os anos, principalmente nos feriados prolongados. A pressa de chegar, a bebida alcoólica ingerida momentos antes de dirigir, a desatenção ao volante, os carros em péssimas condições de uso, estradas esburacadas, enfim, tudo leva a acidentes horríveis, muitas vezes, com crianças sendo vítimas de adultos irresponsáveis. E aí eu pergunto: o que falta? Educação no trânsito? Começar a ensinar sobre trânsito bem cedo?
A sociedade está preocupada com este tema. O aumento do número de veículos nas ruas também é assunto preocupante. Algumas cidades já atingiram um número absurdo de veículos nas ruas. O problema é que muitas cidades não estão preparadas para suportar esta mudança. Este grande número de veículos causa uma desenfreada corrida na formação de novos condutores, o que pode acarretar um número maior de novos motoristas, sem muita experiência, conduzindo veículos pelas ruas.
E, para piorar, esta crise aérea, que fez muita gente deixar os aviões e pegar a estrada de ônibus ou no próprio carro. Seria ótimo se todos, ao tirar seus carros da garagem pensassem em levar mais pessoas, ou seja, levar o amigo, parente, colegas de trabalho, de colégio, enfim, aumentar o número de pessoas nos veículos, diminuindo o número de carros nas ruas, com uma só pessoa. Até o meio ambiente ganha com isso, visto que diminuirá os gases poluentes.
Muito tem se falado na segurança para as crianças, mas hoje em dia, até as calçadas estão representando perigo. Não é raro ouvir nos noticiários: “atropelada criança na calçada” ou “atropelado no acostamento”. É uma verdadeira guerra urbana, onde os carros, para alguns, representam liberdade e status e, de vez em quando, são usados de forma irresponsável, por motoristas bêbados ou com muito sono ao saírem das baladas.
Não basta sinalizar as vias públicas, ou colocar radares nas avenidas, é preciso educar para o trânsito. Os pais, ao saírem de casa com seus filhos no carro, devem agir com responsabilidade, respeitando as leis do trânsito e passando isso aos seus filhos. Sem dúvida, nosso comportamento influencia as crianças e, todos nós, em dado momento, somos pedestres também e, algum dia, mais cedo ou mais tarde, nossos filhos serão condutores de algum veículo e estarão sujeitos a vários perigos.
Sabemos que o exemplo vindo do adulto vale mais que muitas palavras e as crianças têm facilidade em aprender o que vêem. Portanto, temos que deixá-las ver apenas o que é correto. Nossas atitudes são copiadas pelos nossos filhos, então, não é difícil educar para o trânsito, basta nós mesmos pararmos de infringir as leis.
É necessário por um fim a esses acidentes diários, pois com isso, muitas vezes, perdemos futuros médicos, cientistas, atletas, ou futuros presidentes, de forma estúpida, em situações que, de modo geral, poderiam ser evitadas.
Por: Sonia das Graças Oliveira Silva

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Em PE, cresce o número de crianças vítimas de acidente com motos

.Código de Trânsito Brasileitos proíbe transporte de menores de sete anos.

Quinze dos 60 leitos para crianças no maior hospital de emergência do NE estão ocupados.
 Aumenta o número de crianças com ferimentos graves por causa de acidentes com motos que chegam ao Hospital da Restauração (HR), no Centro do Recife. A reportagem do NETV 2° Edição foi às ruas e constatou que, mesmo a prática sendo proibida pelo Código de Trânsito Brasileiro, é fácil encontrar crianças sendo transportadas irregularmente.
Quinze dos 60 leitos reservados para crianças no maior hospital de emergência do Nordeste estão ocupados por vítimas de acidentes de motos. O Código de Trânsito diz que conduzir motocicleta, motoneta ou ciclomotor transportando criança menor de sete anos ou que não possa cuidar da própria segurança é infração gravíssima. A multa é de R$191,00 mais sete pontos na carteira de habilitação.
Adultos conduzem os menores sem capacete, com três (ou mais) pessoas em uma moto, com crianças espremidas no meio ou sozinhas na garupa. Vitória, dois anos, é uma das vítimas da imprudência. Ela estava na moto com o pai e uma tia, quando eles bateram em outra moto. A menina teve uma fratura no fêmur e está há mais de um mês no Hospital da Restauração. “Ele ia levar ela para casa e a colocou [na moto]. Não sabia o que ia acontecer. Eu também não sabia, agora estou com medo”, falou a mãe de Vitória, Luziana de Melo.
O tempo médio de permanência dos pacientes na Restauração é de sete a 11 dias. Crianças dificilmente ficam internadas menos de 45 dias e, muitas vezes, permanecem imobilizadas, entre uma cirurgia e outra.
Rafael já passou por quatro cirurgias. Está vivendo no Hospital há sete meses. Fraturou as duas pernas, o fêmur, um braço e a bacia e não consegue andar. Estava na moto com o irmão e uma menina de 12 anos. Todos sem capacete. Os outros dois morreram.
G1 também flagrou menino sendo levado em moto,
sem capacete, em Olinda (Foto: Luna Markman/ G1)Faz sete meses que Rafael viu a morte de perto, no asfalto. Desde lá vive na enfermaria. A maioria das crianças chega ao HR com fraturas diversas. Se perdeu a pele, precisa de enxertos para fazer a cobertura. Algumas têm partes do corpo amputadas. Estes pacientes mobilizam uma equipe que a unidade de saúde nunca tinha precisado formar.
"Antes, as crianças envolvidas com acidentes de moto tinham eram atropeladas. Hoje, elas estão na garupa e às vezes, dirigindo", diz o médico que coordena o atendimento e coordenador do Comitê de Prevenção aos Acidentes com Moto, João Veiga.
“Chegam aqui crianças em estado grave, que vão ser atendidas por uma equipe multidisciplinar, onde precisam ser operadas várias vezes por causa de lesões no membro infeiror, no crânio, cirurgias plásticas. Há pessoas que vêm com a família, pai e mãe, que ficam internadas também. Então, é um tipo de paciente complexo, grave e caro”, explica.
Fonte: .14/08/2012 20h27 - Atualizado em 14/08/2012 20h27


terça-feira, 7 de agosto de 2012

Consultor de trânsito traz dicas de como dirigir em dias de neblina

Ruas da Baixada Santista amanheceram cobertas pela neblina.

Orientações simples podem evitar graves acidentes.
O consultor de trânsito Érico Almeida traz dicas para dirigir em dias com muita neblina, como aconteceu na manhã desta sexta-feira (3) na Baixada Santista. A conscientização dos motoristas e orientações simples podem evitar graves acidentes.
Com a visão prejudicada, quem dirige em dias de neblina, na estrada ou nas vias das cidades, deve redobrar a atenção, e reduzir a velocidade é a primeira regra. Segundo o consultor de trânsito, são dicas simples que podem evitar acidentes. “Manter distância dos outros veículos, não usar pisca alerta no carro em movimento e não parar sobre a pista”. Ainda de acordo com Érico, o indicado nos casos como esse é usar farol baixo. “Sempre farol baixo pois é mais próximo do chão e com isso não irradia iluminação e não se perde a visão de profundidade”.
Para o consultor, a segurança no trânsito depende exclusivamente do condutor do veículo. “A segurança depende única e exclusivamente do motorista. É dele a responsabilidade de preservar a vida dele e dos outros. Dirigir com segurança na via pública é fundamental.”

Fonte: 03/08/2012 16h33 - Atualizado em 03/08/2012 16h33

sábado, 4 de agosto de 2012

Motociclistas têm até 2013 para se adequarem a novas regras em BH

Fiscalização, que começaria sábado (4), foi transferida para janeiro de 2013.
Adiamento é causado pela falta de vagas em curso obrigatório.
Motociclistas fazem protesto em ruas de Belo HorizonteUso de antenas de proteção contra cerol será obrigatório em motos Motoboys têm até fevereiro de 2013 para fazer curso, diz Contran A Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans) anunciou, nesta quinta-feira (2), que motociclistas da capital e da Região Metropolitana tem mais seis meses para se adequarem às novas regras de segurança do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), publicadas em 2009. A fiscalização, que começaria neste sábado (4), foi transferida para janeiro de 2013.
Segundo a BHTrans, a medida foi tomada porque faltam vagas no curso que os motociclistas são obrigados a fazer para trabalhar. Além disso, a empresa informou que portaria municipal vai passar por mudanças.
Nesta semana, motoboys fizeram protesto pelas ruas de Belo Horizonte para contestar as novas regras. A resolução exige, além do curso, idade mínima de 21 anos para a profissão, habilitação há pelo menos dois anos na categoria A, uso de equipamentos de segurança, antena corta-linha, protetor de pernas, placa vermelha – para diferenciá-los de motos particulares –, adaptação na motocicleta para transporte de carga e inspeção semestral no veículo.
Fonte:.03/08/2012 09h31 - Atualizado em 03/08/2012 18h40