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sexta-feira, 18 de maio de 2012

terça-feira, 15 de maio de 2012

Acidentes de trânsito

Nas grandes cidades brasileiras, especialmente em São Paulo, é enorme o número de acidentes de trânsito. Grande parte, felizmente, é constituída por abalroamentos sem vítimas e o prejuízo é só material.
Alguns acidentes, porém, são mais graves. É o caso dos atropelamentos de pedestres e dos acidentes com motos, veículos que têm infestado ruas e avenidas das cidades maiores e mais densamente povoadas. Os motoqueiros prestam um serviço importante, levando papéis ou pequenas encomendas de um canto para outro mais rapidamente do que se fosse usado outro meio de transporte. No entanto, trata-se de uma atividade de alto risco. Eles se locomovem, muitas vezes imprudentemente, por entre as filas dos carros e acidentam-se com muita facilidade.
Em relação aos acidentes automobilísticos, o uso obrigatório do cinto de segurança representou um avanço na proteção de motoristas e passageiros, mas ainda não consegue evitar um tipo de traumatismo chamado chicote, ou seja, a batida dos carros faz com que a cabeça seja jogada bruscamente para frente e para trás o que pode provocar uma lesão na medula espinhal na altura da coluna cervical com sequelas muito graves.

PRINCIPAL CAUSA DE MORTE NA JUVENTUDE

Drauzio – Qual é a magnitude do problema representado pelos acidentes de trânsito em termos de morbidade e mortalidade em nosso País?
Julia GreveNos pacientes jovens, com menos de 35 anos, os acidentes de trânsito e a violência urbana são as causas mais importantes de mortalidade. Especificamente, em se tratando da população masculina com menos de 35 anos, os acidentes de trânsito são a primeira causa de morte no Brasil inteiro. Embora não tenhamos dados confiáveis a respeito, provavelmente eles sejam também a causa principal de morbidade, lesões e incapacidades graves nessa faixa etária.
Drauzio – Entre os acidentes de trânsito, quais são os mais frequentes?
Julia Greve – Apesar de o Brasil ser um país tão grande e com tantas estradas, os acidentes ocorrem com mais frequência dentro do perímetro urbano, nas ruas ou avenidas de alta velocidade. Em geral, são acidentes graves e os que trazem maiores problemas em termos de saúde. Em cidades como São Paulo, por exemplo, prevalecem os atropelamentos e os acidentes com motocicletas nos quais as vítimas costumam sofrer lesões muito sérias e até fatais.
A propósito, não se pode deixar de mencionar a questão do álcool, uma droga lícita responsável por grande parte dos acidentes. Todo o mundo acha que pode beber um pouco, pegar o automóvel e sair por aí e nossa sociedade é permissiva e complacente com as pessoas que dirigem embriagadas.

ÁLCOOL E ACIDENTES DE TRÂNSITO

Drauzio – Em países com leis rígidas em relação ao álcool, nota-se que a população leva isso muito a sério. Numa festa, os que vão dirigir na volta para casa não experimentam uma gota sequer de bebida alcoólica. No Brasil, ao contrário, no que se refere ao uso do álcool, as restrições existentes para as pessoas que vão pegar num volante são logo desrespeitadas e elas voltam a dirigir embriagadas.
Julia GreveO Código de Trânsito promulgado em 1997 prevê penas severas para o motorista que dirige embriagado. Ele perde a carteira de motorista e responderá a processos se for apanhado dirigindo bêbado. No entanto, como costuma acontecer em nosso País, não há fiscalização efetiva sobre os transgressores. Parece não existir, ainda, por parte das autoridades e dos cidadãos, a preocupação com o fato de que o álcool é a grande causa de morte no trânsito, e isso impede a adoção de medidas efetivas para resolver o problema.
Num primeiro momento, policiamento e repressão forte é o que resolve. Claro que programas educativos são importantes. No Japão, se o indivíduo for apanhado dirigindo embriagado, as sanções são pesadas. Ele perde a carteira e vai preso. Mesmo nos Estados Unidos ou na Alemanha, país em que as pessoas ingerem habitualmente mais álcool, nota-se um comportamento mais responsável em quem bebe e pretende dirigir. É uma questão de postura social. O brasileiro é mais permissivo e não demonstra estar preocupado o bastante quanto à educação dos filhos no que se refere ao álcool.
Quem já não escutou – “Bebe um pouquinho. Tudo bem. Um pouco só dá para dirigir”. Na verdade, não é bem assim. Mesmo bebendo pouco e a coordenação motora não estando seriamente comprometida, a euforia provocada pela bebida pode ser tão perigosa quanto não conseguir manobrar o volante com destreza.
Drauzio – Nos países em que a legislação é rígida, o uso do bafômetro é encarado com naturalidade e não é raro encontrar pessoas que foram testadas várias vezes por ano nas ruas, na saída dos supermercados ou perto de bares e cinemas. Aqui, não conheço ninguém que tenha passado por essa experiência. Essa certeza de impunidade facilita o consumo de bebidas alcoólicas. É comum ver nas ruas, especialmente nas noites de sextas-feiras e nos finais de semana, gente bêbada dirigindo automóveis, fazendo acrobacias mirabolantes e pondo em risco a própria vida e a vida dos outros. Você não acha que deveria haver uma conscientização maior associada a uma fiscalização eficaz e permanente para reduzir o número de acidentes de trânsito?
Julia Greve – Acho que as duas medidas devem ser tomadas conjuntamente. Num primeiro momento, como o problema é grave, a repressão tem de ser enérgica e é inevitável. Na legislação brasileira existe um empecilho importante. A Constituição Federal reza que o indivíduo não pode fornecer provas contra si próprio e ele está fazendo isso no instante em que embriagado sopra no bafômetro. Esse artifício jurídico precisa ser discutido. Até que ponto uma pessoa embriagada, que coloca em risco a vida dos outros, tem o direito de negar-se a fazer esse exame?
Nos países que levam o problema a sério, se a quantidade de álcool presente no ar alveolar superar os níveis permitidos por lei, o infrator é levado à delegacia onde pode ser submetido a exames complementares, mas aquela primeira soprada é prova cabal e indiscutível de que ele estava embriagado e transgredindo a lei. No Brasil, como o sujeito pode negar-se a soprar o bafômetro, é levado à delegacia para colher sangue e tem de esperar o médico legista para uma avaliação. Com isso, já se passaram duas ou três horas, o nível de álcool no sangue baixou e não há punição possível. Pensando nisso, é que defendo a idéia da repressão. A sociedade precisa entender que essa história de dar um jeitinho de que se vangloriam tanto os brasileiros não resolve coisa alguma.
Por outro lado, o exemplo dos pais é fundamental para os filhos aprenderem que, sob nenhum pretexto, devem dirigir embriagados. Acidentes de trânsito não são privilégio do Brasil. Existem no mundo inteiro, mas aqui o número de mortes ligadas a indivíduos, que beberam mais do que deviam, é maior por causa da certeza da impunidade.

NÍVEIS DE ALCOOLEMIA

Drauzio – Nos países de legislação mais rígida, as pessoas sabem exatamente o que podem beber antes de pegar no volante. No Brasil, isso não está claro. As pessoas custam a entender que beberam demais, sempre se julgam aptas para dirigir e é raro entregarem a chave do carro para quem não bebeu. Segundo as leis em vigor no País, o nível de álcool permitido é de até 0,6g por litro de sangue. Quanto uma pessoa pode beber para atingir esse limite de concentração de álcool no sangue?
Julia Greve – Considerando a média das pessoas (homens, mulheres, peso, altura, etc.), a maioria pode beber duas latas de cerveja, ou uma dose de bebida destilada forte, como uísque ou vodca, diluída em água ou soda, ou um copo, um copo e meio de vinho. Uma dessas doses fará com que a alcoolemia alcance quase 0,6g/l. Portanto, a pessoa estará perto do limite permitido por lei, o que não quer dizer que esteja em condições de dirigir, porque existem algumas que se alteram com pequena quantidade de álcool. Está provado que nas mulheres, nos magros e em quem não está acostumado a beber, o álcool demora mais tempo para diluir-se no sangue e provoca certa euforia que interfere na autocrítica e na habilidade para guiar um automóvel.
Esse é outro ponto importante que se deve destacar. A pessoa bebe para ficar mais alegre, para se liberar e a primeira coisa que perde é a capacidade de avaliação crítica. Inúmeros trabalhos demonstram que o indivíduo que sofreu um acidente e estava embriagado, esqueceu-se também de colocar o cinto de segurança, correu demais e foi imprudente na direção. Por isso, há países que advogam alcoolemia igual a zero para o motorista. Quem vai dirigir não deve beber, porque são imprevisíveis as alterações comportamentais que o álcool pode provocar. É o caso do meninão que bebe na boate para ter coragem de paquerar a menina e acaba se acidentando seriamente na volta para casa.
Drauzio – Você diz que duas latinhas de cerveja, ou dois copos de vinho, ou uma dose de bebida destilada são o suficiente para atingir a alcoolemia de 0,6g por litro que é o nível de álcool no sangue permitido pela legislação brasileira. Eu diria que, nas noites de sexta-feira, praticamente todos os jovens que dirigem estão infringindo a lei. Não conheço rapaz que saia para um programa e beba somente uma latinha de cerveja, por exemplo.
Julia Greve – Certamente eles bebem mais, mas como a cerveja é uma bebida em que o álcool é diluído em grande quantidade de líquido, ele pode não atingir o nível de alcoolemia se beber três ou quatro latinhas durante um longo período de tempo. Bebidas destiladas, ao contrário, concentram grande quantidade de álcool em pequeno volume de líquido e mais de uma dose extrapolam os limites aceitáveis pela legislação.
Se o vinho for tomado acompanhando as refeições, a absorção é mais lenta. Parece razoável que duas pessoas bebam uma garrafa durante o jantar. Elas podem não estar embriagadas, mas a dosagem da alcoolemia provavelmente indicará que o limite foi alcançado.
Estudo realizado com alunos da Faculdade de Medicina revelou que, depois da terceira lata de cerveja, tanto bebedores inveterados quanto os não habituais tinham ultrapassado o nível de 0,6g/l. Tratava-se de uma situação particular, porque eles estavam proibidos de ingerir alimentos. É claro que se pudessem comer alguma coisa, a absorção seria menor.
No entanto, as pessoas precisam ficar atentas. Mesmo a cerveja, considerada a bebida nacional e classificada como fraquinha, tem álcool em quantidade suficiente para provocar alterações importantes. Essa é uma das grandes preocupações que se deve ter no Brasil. Os números do IML indicam que 50% dos mortos vítimas de acidente de trânsito estavam embriagados no momento do acidente.
Drauzio – Esse é um número viciado porque não considera os que estavam embriagados e não morreram.
Julia Greve – E há outros aspectos. Esse número se refere às vítimas que morreram e foram autopsiadas no IML, o que não acontece com todos os acidentados. Além disso, muitos motoristas embriagados não se ferem nos acidentes, mas provocam a morte de terceiros que não estavam embriagados.
Drauzio – Como você acha que esse assunto deve ser tratado?
Julia Greve – O problema do álcool é sério e a solução não é simples. A repressão é importante, assim como o é a educação. A questão é como convencer um jovem de que ele não pode beber. Campanhas moralistas não surtem nenhum efeito. A mídia está repleta de mensagens do tipo: “Se beber, não dirija”. De certa forma, essa banalização do assunto faz com que as pessoas se mostrem anestesiadas e não se impressionem com o testemunho de alguém que sofreu um acidente grave depois de ter bebido. Os aspectos educativos são importantes, mas é preciso conscientizar a sociedade de que muita gente está morrendo por causa disso e que inverter essa situação é responsabilidade de todos.

ACIDENTES COM MOTOS

Drauzio – Que perigo as motos representam no trânsito das grandes cidades?
Julia Greve – Nas regiões urbanas, em termos de vítimas graves ou fatais, acidentes com motos só perdem um pouco para os acidentes com pedestres. Se considerarmos o número de pessoas que anda a pé e o número de motoqueiros, proporcionalmente as motos representam um problema maior na cidade de São Paulo. Basta observar como os motoboys dirigem entre os automóveis nos corredores de trânsito para se ter uma ideia do risco que correm. De um lado são jovens com menos de 20 anos submetidos a condições de trabalho absurdas que ganham por corrida que fazem e têm de cumprir prazos e horários rígidos. De outro, são jovens interessados num esporte radical que lhes libere muita adrenalina.
As autoridades de trânsito devem estar conscientes do problema, mas acredito que haja certa pressão para manter essa atividade profissional num país em que arranjar emprego está cada dia mais difícil. No entanto, as perdas humanas e os custos sociais são bastante altos. Em geral, as empresas não registram esses funcionários que trabalham como autônomos, não têm seguro saúde e vão parar nos hospitais públicos onde chegam a ficar internados por meses, às vezes, um ano inteiro, e de lá saem, em muitos casos, com sequelas permanentes. As empresas deveriam incluir no custo um seguro para os motoboys que sofressem um acidente. Além disso, é preciso tomar providências a fim de evitar que nossos jovens continuem morrendo por uma postura inadequada no trânsito.

LESÕES NOS ACIDENTES DE MOTOS

Drauzio Uma cidade como São Paulo talvez não dispense mais o trabalho dos motoqueiros que circulam feito formigas em alta velocidade pelos corredores de trânsito. Suas atitudes são temerárias e parece que não contam com a possibilidade de um imprevisto. Que tipo de lesões eles sofrem com mais frequência?
Julia Greve – As pernas costumam ser a região mais comprometida nos acidentes de moto, principalmente a tíbia, osso muito exposto e desprotegido. Não importa como tenha ocorrido a acidente, o motoqueiro sempre cai da moto. Muitas vezes é lançado longe e sofre lesões graves com perda de pele que infeccionam e demandam longo tempo de tratamento ou até mesmo a amputação do membro.
Na verdade, num país sem campos minados nem guerras, estamos criando uma geração de indivíduos que perderam a perna em acidentes de moto ou que tiveram que amputá-la como consequência desses acidentes.
Em segundo lugar, vêm os traumatismos da face e do crânio, em geral traumas mistos também com lesões graves. A propósito, é importante observar que alguns trabalhos de campo com motoqueiros mostram que as condições do capacete que usam deixam muito a desejar. Os protetores estão vencidos ou foram retirados, a mentoneira está quebrada ou não existe, e os capacetes servem, quando muito, para esquentar a cabeça e enganar a fiscalização. Quando arremessados da moto, os motoboys batem a cabeça que é pesada e está mal protegida e sofrem traumas de crânio de difícil e lenta recuperação. Eles ficam em coma durante muito tempo e nunca se sabe como será sua recuperação.
Em terceiro lugar, estão as lesões dos braços e do plexobraquial, nervos que enervam os membros superiores. Os motoqueiros podem sofrer trações violentas provocadas por movimentos bruscos da coluna cervical em relação ao tronco e que resultam em estiramento ou ruptura. O plexobraquial é arrancado na região da medula na altura da coluna cervical, o que resulta em paralisia do membro afetado. Às vezes, essas lesões são tão graves que nenhuma microcirurgia consegue reparar o dano e fazer o paciente recuperar os movimentos.
Por fim, vêm os acidentes que lesam tronco e coluna. Quando o motoqueiro está em velocidade e bate em alguma coisa ou se depara com um obstáculo, é lançado longe, porque a energia acumulada na moto é transferida para seu organismo. Dessa forma, tanto motoqueiros quanto pedestres recebem um impacto sem nenhum tipo de proteção o que explica a gravidade das lesões sofridas por esses indivíduos. Nos automóveis, o ocupante que usa o cinto de três pontas está muito mais protegido do que aquele que não o usa.
Julia Greve é médica fisiatra e trabalha no Instituto de Ortopedia e Traumatologia da Universidade de São Paulo.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Após um ano de campanha, cresce respeito ao pedestre em SP

Segundo levantamento, aumento foi de 16% após programa.
Apesar disso, 39% dos motoristas ainda não param na faixa.
O respeito dos motoristas aos motoristas de São Paulo pelos pedestres aumentou após um ano de campanha na cidade de São Paulo, segundo pesquisa feita pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET).
De acordo com o levantamento, o respeito dos condutores aos pedestres aumentou 16% no primeiro ano da campanha em relação ao ano anterior, e os motoristas têm acionado a seta para indicar conversões 8% mais do que antes do programa.
A pesquisa foi feita entre 24 de abril e 04 de maio e utilizou contagens e entrevistas. Apesar dos dados positivos em relação ao respeito, a pesquisa também indicou que 39,1% dos motoristas ainda não param na faixa para os pedestres.
“Os motoristas têm que parar na faixa. A faixa é o espaço do pedestre. Se pedestre se manifestar, fizer um sinal de braço, já existe uma tendência de o motorista parar na faixa”, disse Nancy Schneider, supervisora de educação e segurança da CET. “Nós estamos com 850 orientadores de travessia, fazendo o trabalho de ensinar o pedestre.”
Fonte: http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2012/05/apos-um-ano-de-campanha-cresce-respeito-ao-pedestre-em-sp-diz-cet.html



sábado, 12 de maio de 2012

Gaúchos morrem mais no tränsito aos sábados

Dados deste ano apontam que o último dia da semana registra 24% dos óbitos no trânsito do RS
Uma tendência preocupante serve de aviso aos motoristas que sairão às ruas e estradas gaúchas no próximo fim de semana. As mortes no sábado representaram 24,27% do total de vítimas do trânsito nos três primeiros meses de 2012 no Rio Grande do Sul.
Levantamento feito pelo Departamento Estadual de Trânsito (Detran), a pedido de ZH, aponta um aumento na proporção de óbitos no sábado em relação ao mesmo período de anos anteriores e revela um perfil de vítima mais jovem do que a média.

GRÁFICO: Os tipos de rodovias e o perfil dos mortos 
A constatação de que praticamente uma em cada quatro mortes ocorreu no último dia da semana coloca em alerta autoridades e especialistas. A violência sobre rodas fez 482 vítimas fatais entre janeiro e março em 2012 no Estado — oito mortos a menos do que o registrado no primeiro trimestre do ano passado. Nos sábados, foram 117 mortes. E uma contagem extraoficial feita por Zero Hora aponta que o número de vítimas no trânsito ao longo do mês de abril deve garantir que a proporção de mortes aos sábados se mantenha alta em relação aos demais dias da semana.
Diretor-presidente do Detran, Alessandro Barcellos entende que tanto os órgãos públicos responsáveis pela segurança no trânsito do Estado quanto a sociedade têm de estar atentos, mesmo ponderando ser necessária uma avaliação com mais fôlego ao longo do ano. Chefe de policiamento e fiscalização da Polícia Rodoviária Federal (PRF) no RS, o inspetor Antônio Marcos Martins Barbosa diz ainda não ser possível perceber a elevação. Mas o dado preocupa:
— A gente procura fazer um remanejamento de efetivo para termos um maior número de policiais trabalhando nesses dias.
Imperícia é dos um dos fatores
Especialistas apostam em um mantra repetido a cada final de semana pelas autoridades para justificar o aumento na proporção de mortos no trânsito, aos sábados.
Sábado é o dia da balada, em que todo mundo bebe. Apesar da intensificação das blitze, as pessoas procuram andar em ruas onde não há fiscalização. Em estradas, é pior. Há uma tendência de andar em velocidades maiores — avalia João Fortini Albano, professor da Escola de Engenharia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
Albano entende que a divulgação dos números do Detran dá indicativos às autoridades para um reforço ainda maior na fiscalização. O especialista afirma que campanhas de conscientização devem ter o efeito pensado em longo prazo — para conter de imediato índices como esses, a solução estaria no rigor com os maus motoristas. Além da imprudência, a falta de experiência e a imperícia dos condutores que se aventuram por estradas desconhecidas são agravantes.
— Há um movimento de pessoas que não estão acostumadas a transitar em rodovias. Durante a semana, há motoristas profissionais ou amadores que estão acostumados a andar em rodovias — confirma o chefe de policiamento e fiscalização da PRF, Antônio Marcos Martins Barbosa.
Especialista em segurança viária do Laboratório de Sistemas de Transportes da UFRGS (Lastran), Christine Nodari faz a ressalva de que pode haver oscilações da média de acidentes. Para ela, seria preciso um período maior de análise para embasar mudanças nas ações de prevenção. Ainda assim, Christine afirma que os órgãos de fiscalização precisam ficar atentos.
Fonte: ZERO HORA
Pedro Moreira

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Educação para o Trânsito com Qualidade

Que trânsito queremos?
Geralmente ficamos discutindo sobre o que não queremos no trânsito, sobre a violência, sobre os congestionamentos... Sugiro que façamos diferente! Seguindo a regra da PNL – Programação Neorolinguística - que recomenda que devemos focar nossos pensamentos e nossas ações no que desejamos, pois nosso desejo é uma ordem, vamos refletir sobre o que queremos no trânsito. Eu quero fluidez e segurança, quero transitar com tranqüilidade; chegar ao meu destino sem obstáculos, sem sustos, sem atrasos. Este é o meu desejo.

Por que não temos o trânsito que queremos?
Por trás da violência viária há uma imprudência: excesso de velocidade, ingestão de álcool ou de outras drogas antes de dirigir, uso do celular ao volante, ultrapassagem perigosa, dirigir com sono, dirigir sob efeito de remédios que diminuem a concentração ou o reflexo. Essas são algumas das causas visíveis, relatadas pelos envolvidos na violência de trânsito, pelas testemunhas ou diagnosticadas pela perícia.

O que leva uma pessoa a ser imprudente?
Os motivos podem ser vários:
1. Desconhecimento das leis de trânsito. Isso existe mais do que se imagina. Motoristas que não conhecem o CTB, que não conhecem seus direitos e deveres no trânsito.
2. Desconhecimento dos perigos presentes nas estradas. Causado muitas vezes pela falta de atenção na sinalização de trânsito, nas placas de advertência sobre obras e desvios na rodovia, por exemplo.
3. Desconhecimento da utilidade dos equipamentos de segurança. Observo isso com freqüência quando nas palestras falo sobre o risco do não uso do cinto de segurança no banco de trás. Muitas pessoas demonstram que não sabiam dos riscos, que nunca haviam imaginado que o uso do cinto de segurança no banco de trás dos veículos é tão importante.
4. Falta de valores positivos, de respeito pelo outro, de valorização da vida, de coletividade, de cooperação, de responsabilidade, de ética e cidadania.
São carências que precisam ser tratadas e o remédio eficaz para a cura definitiva é a EDUCAÇÃO.

O que é educação?
Muitos relacionam a palavra educação às atividades desenvolvidas nas escolas. Um ambiente que possui dinâmicas que utilizam alguns elementos como: aula expositiva, debates, quadro negro, giz, livros didáticos, computadores, cadernos, lápis, borracha, canetas, réguas, entre outros.

No dicionário Michaelis a palavra Educação está conceituada como:
1 Ato ou efeito de educar.
2 Aperfeiçoamento das faculdades físicas intelectuais e morais do ser humano; disci­pli­na­mento, instrução, ensino.
 3 Processo pelo qual uma função se desenvolve e se aperfeiçoa pelo próprio exercício: Educação musical, profissional etc.
4 Formação consciente das novas gerações segundo os ideais de cultura de cada povo.
5 Civilidade.
 6 Delicadeza.
7Cortesia. (Disponível em: http://michaelis.uol.com.br/moderno/portugues/index.php?lingua=portugues-portugues&palavra=educa%E7%E3o – acesso em 18/02/2011)
A Educação não se resume num simples conceito, é algo mais amplo, pois tem influência das diversas culturas da sociedade. Educação é energia, é ação, é vida. É um processo contínuo e cumulativo que ocorre em diversos contextos sociais, possibilitando a construção de novos conhecimentos.
Ela deve proporcionar o desenvolvimento de um sujeito autônomo, reflexivo e crítico, consciente de sua função como cidadão atuante na sociedade, interagindo com outros indivíduos, com culturas e valores diferenciados, contribuindo para ações e decisões efetivas na transformação da sociedade.
Conforme a Lei 9394/96 – Lei de Diretrizes e Bases, em seu artigo 1°
A educação abrange processos formativos que se desenvolvem na vida familiar, na convivência humana, no trabalho, nas instituições de ensino e pesquisa, nos movimentos sociais e organizações da sociedade civil e nas manifestações culturais. (disponível em:http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L9394.htm - Acesso em 17/02/2011)
Costumamos falar que nos formamos em determinado curso, no entanto, conforme Rubem Alves “formar é colocar na forma, fechar. Um ser humano «formado» é um ser humano fechado, terminado” . Ele afirma que “Educar é abrir, desformar”. Uma festa de conclusão de curso deve ser chamada de festa de “desformatura”. Coloca também que:
Educação não é a transmissão de uma soma de conhecimentos. Conhecimentos podem ser mortos e inertes: uma carga que se carrega sem saber sua utilidade e sem que ela dê alegria.Educar é ensinar a pensar, isso é, a brincar com os conhecimentos, da mesma forma como se brinca com uma peteca. (Disponível em www.rubemalves.com.br)

Temos Educação para o Trânsito no Brasil?
Trabalho na educação há 24 anos, há oito, tenho me dedicado a educação para o trânsito. Ainda sou novata diante de vários especialistas que também abraçaram esta causa. Mas confesso que por mais de uma vez pensei em mudar de foco, em me dedicar à prevenção da AIDS, da dengue, da gripe A. Como são valorizadas essas causas!
Em educação para o trânsito temos que mendigar por recursos, é como se estivéssemos pedindo um favor. Nossa proposta é promover a educação, a segurança, a vida! Isso não tem preço! Mas também não pode ser de graça, um trabalho com qualidade envolve dedicação.
Já visitei muitas prefeituras, tentando inserir a educação para o trânsito, em algumas consegui, em outras houve interesse por parte da secretaria de educação ou dos departamentos de trânsito, mas os prefeitos não aprovaram. (Nesses municípios a educação para o trânsito deve iniciar com os prefeitos.)
Em algumas foram logo dizendo que não tinham dinheiro. Não tem dinheiro? Não tem dinheiro para a educação para o trânsito, não há interesse em educar os habitantes do município para o trânsito.
Por que essa falta de interesse? Será que pensam que não há mais solução? Se não há mais solução por que estou escrevendo este texto? Por que você está lendo isto?
Tem solução sim! Outros países estão tendo sucesso, nós também podemos. Mas é preciso agir. É preciso educar para o trânsito pra valer e não apenas fazer de conta!
Temos educação para o trânsito no Brasil. Existem ótimas ações educativas sendo implementadas. Temos ótimos educadores de trânsito que, apesar das dificuldades, persistem e conseguem realizar belos trabalhos.
As ações educativas para o trânsito, no entanto, acontecem muito menos do que é necessário. Tenho visto muita preocupação com a quantidade, com a divulgação dos números de habitantes ou de alunos atingidos nas campanhas e programas educativos de trânsito. Será que essas pessoas “atingidas” estão educadas para o trânsito? Apenas quantidade não traz os resultados necessários, precisamos de qualidade.
Existe muito faz de conta, muita campanha realizada apenas para fazer as fotos. Em muitas cidades só lembram de educação para o trânsito em setembro, devido a Semana Nacional de Trânsito. Meu blog Educação para o Trânsito com Qualidade tinha uma média de 4 mil visualizações por mês, em setembro de 2010, teve 15 mil, em outubro do mesmo ano não chegou a seis mil. O aumento de acessos apenas no mês de setembro, comprova minhas palavras.

Para concluir, cito algumas frases sobre educação, sua função e importância:
"A educação é aquilo que sobrevive depois que tudo o que aprendemos foi esquecido." (Burruhs Frederic Skinner)
"A principal meta da educação é criar homens que sejam capazes de fazer coisas novas, não simplesmente repetir o que outras gerações já fizeram. Homens que sejam criadores, inventores, descobridores. A segunda meta da educação é formar mentes que estejam em condições de criticar, verificar e não aceitar tudo que a elas se propõe." (Jean Piaget)
"Não se pode falar de educação sem amor". (Paulo Freire)
"O homem não é nada além daquilo que a educação faz dele." (Immanuel Kant)
"Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela, tampouco, a sociedade muda." (Paulo Freire)
"A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo." (Nelson Mandela)

Fonte: http://educacaoparaotransitocomqualidade.blogspot.com.br/2011/02/educacao-para-o-transito-com-qualidade.html

terça-feira, 8 de maio de 2012

Buraco de rua em Porto Alegre recebe placa de 'feliz aniversário'

Cavalete protege buraco na Rua Ismael Chaves Barcelos, na Cidade Baixa.

Dmae diz que reparo não é de responsabilidade do departamento.


Buraco na rua completou 1 ano sem reparos, dizem moradores (Foto: Giovani Grizotti / RBS TV)Com uma placa de feliz aniversário, moradores da Rua Ismael Chaves Barcelos, no Bairro Cidade Baixa, em Porto Alegre, “comemoraram” nesta terça-feira (8) um ano de existência de um buraco que prejudica o trânsito na via. A rua está situada em uma das regiões mais movimentadas da capital gaúcha, entre as avenidas Borges de Medeiros e Praia de Belas, que fazem a ligação com o Centro da cidade.
“Faz bastante tempo que esse buraco está aqui atrapalhando a circulação dos carros. Mas ninguém faz nada, ninguém vem arrumar. Só deixaram um cavalete ali para ninguém cair. Pode até machucar alguém”, diz Rafael Santos, um dos moradores do prédio em frente ao buraco.
Procurado pelo G1, o Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae), informou, através da assessoria de imprensa, que desconhecia o problema e que não havia registro de reclamação de moradores. Mesmo assim, uma equipe foi deslocada ao local para averiguar o problema e constatou que o reparo não é de responsabilidade do departamento. O Dmae afirma que não existe rede de água e esgoto passando pela rua.
Fonte: g1, .08/05/2012 17h54 - Atualizado em 08/05/2012 18h17

domingo, 6 de maio de 2012

Em Timon, exposição chama atenção de motoristas com fotos de acidentes

Exposição começa segunda-feira (7), na sede do Ciretran, em Timon.


Mostra é realizada pelo Departamento de Trânsito do Maranhão.
Exposição Pare, Pense e Mude do Detran
Depois de passar pelas cidades de São Luís e Imperatriz, a exposição fotográfica "Pare, pense, mude", com cenas de acidentes registradas ao longo dos anos pelos repórteres fotográficos dos principais jornais da capital, estará a disposição para visitação na cidade de Timon, MA, localizada a 450 km de São Luís. O evento é promovido pelo Departamento de Trânsito do Maranhão (Detran), a partir de segunda-feira (7), na sede do Ciretran, localizado na Rua Antônio Marques, 750, Parque Piauí, com visitação das 9h às 15h.
Trata-se de uma exposição com 30 fotos instaladas em quinze painéis de dois metros de altura por um de largura, frente e verso, com cenas de acidentes.
O objetivo da exposição é usar cenas de impacto e verídicas para chamar a atenção de motoristas, motociclistas e pedestres para a importância de seguir as regras de segurança do trânsito, ainda mais, com a chegada das festas de natal, final de ano e as férias, onde se registra um considerado crescimento de acidentes.
Todos os painéis registram acidentes fatais e não fatais ocorridas na capital São Luís e nas rodovias federais e fazem parte da ação estadual na campanha nacional Pare, Pense e Mude, Parada – Pacto Nacional pela Redução de Acidentes. A proposta principal do Detran, por meio da Educação para o Trânsito, é desenvolver a exposição de forma itinerante pelo interior do estado e sempre lembrar que o país vive a “Década Mundial de Ações para a Segurança do Trânsito 2011-2020”.
“Essa iniciativa da exposição quer prestigiar os repórteres fotográficos que registram esses fatos, além de sensibilizar a sociedade no sentido de diminuir o número de acidentes de trânsito e, consequentemente, reduzir o número de mortes causadas por esses acidentes. Sabemos que uma imagem vale mais do que mil palavras. E as fotos da exposição falam por si só”, destacou o diretor geral do Detran do MA, Flávio Trindade Jerônimo, que fará a abertura da exposição em Timon.
Para o coordenador da Educação para o Trânsito do Detran, Roberval Lopes, “o trânsito só muda se nós mudarmos. Deve existir uma consciência sobre o valor da vida. Queremos uma mudança de comportamento”, disse Lopes, ao lembrar que 1,3 milhões de pessoas morreram em 2009, vítimas de acidentes de trânsito no mundo todo, conforme dados da Organização Mundial de Saúde (OMS).
Depois de Timon, a exposição segue, ainda no mês de maio, para as cidades de São João dos Patos, na Exporsertão; e em Balsas, na Agrobalsas.

Fonte: g105/05/2012 03h00 - Atualizado em 05/05/2012 03h00

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Uso do celular aumenta em até 400% o risco de acidentes no trânsito


No Brasil, ato implica multa de R$ 85,13 e soma 4 pontos na carteira.
Principal perigo ao dirigir é fazer atividades que retirem as mãos do volante.
Celular e direção são uma mistura tão perigosa quanto conduzir um veículo alcoolizado. Isso porque falar ao telefone ou mandar SMS distrai o motorista e pode aumentar em 400% o risco de acidentes.
No Brasil, um infrator que conversa ao celular (mesmo pelo fone ou viva-voz) pode ser multado em R$ 85,13 e somar 4 pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Não há dados nacionais sobre o uso do celular ao volante. Atualmente, o país contabiliza 212,6 milhões de pessoas com acesso à telefonia móvel e uma frota de 69 milhões de veículos de todos os tipos.

Segundo o especialista em segurança do trânsito Eduardo Biavati e o neurologista Marcelo Calderaro, o principal perigo é fazer atividades que exijam retirar as mãos do volante, como mexer em um aparelho eletrônico, ou que façam pensar sobre outras coisas. Isso inclui comer, beber, procurar algo, ler, maquiar-se, pôr um CD ou mudar a estação do rádio e, claro, usar o celular.
Dados de pesquisas do Departamento de Trânsito dos EUA apontam que 77% dos motoristas admitiram já ter utilizado o celular ao volante. Ainda não há estudos que demonstrem o número de acidentes causados por isso, provavelmente em razão da dificuldade em comprovar o uso.
Andar sem cinto no banco de trás é perigoso para passageiro e motorista. O governo americano estima que 5.870 pessoas morreram e 500 mil foram feridas em acidentes que, segundo relatos, envolveram distrações. Pesquisas nos EUA sobre acidentes associados a distrações indicaram que 12% estavam conversando com passageiros ou usando o celular.
Os motoristas mais jovens foram os que mais se envolveram em acidentes. De acordo com estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS), 1,3 milhão de pessoas morrem por ano em acidentes de trânsito.
Década de Ações para a Segurança no Trânsito (2011-2020), um projeto da Organização das Nações Unidas (ONU), prevê uma redução de até 50% das mortes ocasionadas pela violência no trânsito nos próximos 10 anos. Você pode fazer um teste do governo britânico para simular sua atenção no trânsito.

Várias informações ao mesmo tempo
O cérebro humano é mais potente que um computador, mas não tem uma capacidade ilimitada de processamento. Fazer mais de uma atividade importante ao mesmo tempo aumenta o risco de que uma delas saia mal, pois o tempo de resposta diminui. É como abrir vários programas e executar várias tarefas no computador simultaneamente: chega um momento em que a máquina trava.
A atenção é a capacidade que temos de acionar determinados canais sensoriais em determinado momento. Por exemplo, em uma rua barulhenta, quando atravessamos, nosso foco é para o local da faixa e o sinal de pedestres, mas, se ouvimos um grito, vamos olhar para onde vem essa informação, que também pode ser importante.
Somos bombardeados por informações 24 horas e filtramos o tempo todos os dados que são mais importantes naquela hora, aguçando os sentidos para isso.
No cérebro, todas as informações e os estímulos chegam a uma estação de transmissão chamada tálamo, estrutura em forma de borboleta. O lobo frontal determina o que deve ser filtrado naquele momento. Depois disso, a informação mais importante segue para ser processada para o nível de consciência, no córtex cerebral.

Aplicativo para Android
Recentemente, o Ministério das Cidades lançou um aplicativo na plataforma Android que bloqueia as chamadas para o celular quando alguém está dirigindo – qualquer um pode baixá-lo na página do Denatran.
Ao baixar o aplicativo na loja virtual, o motorista não poderá atender ao celular enquanto estiver dirigindo, pois o aparelho não vai tocar. As pessoas que ligarem ou enviarem mensagens de texto perceberão que a ligação será cancelada e, na sequência, receberão uma mensagem informando que o destinatário está ao volante. O motorista poderá, ao final da viagem, checar as ligações recebidas.
Para utilizar o aplicativo Mãos no Volante, você precisa ter um aparelho com o sistema operacional Android.

Fonte : g1, 17/02/2012 10h15 - Atualizado em 04/05/2012 15h45

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Polícia Rodoviária Federal divulga balanço das operações no feriado

A operação prendeu quatro pessoas por dirigir sob o efeito de álcool.

61 acidentes foram registrados.

Comente agoraA Polícia Rodoviária Federal do Pará divulgou hoje o balanço da Operação Trabalho, que fiscalizou o trânsito nas rodovias federais do Pará durante o feriado de primeiro de maio. Segundo a polícia, três pessoas morreram e 35 ficaram feridas em 61 acidentes registrados nas estradas do Pará. Foram cinco dias de fiscalização, realizada de 00h do dia 27/04 às 24h do dia 01/05.
Segundo a polícia, cerca de 75% desses acidentes ocorreram na BR-316. A principal causa dos acidentes apontada pela PRF foi falta de atenção, seguida por descuido na hora de manter a distância de segurança entre os veículos, dirigir sob o efeito de álcool, além de defeito mecânico e desobediência à sinalização.
Ainda de acordo com a PRF, nove pessoas foram autuadas por embriaguez ao volante e 226 testes foram realizados para verificar a quantidade de álcool presente no sangue. Quatro pessoas foram presas por dirigirem sob o efeito de álcool.
Foram 1.405 autos de infração de trânsito, com 33 veículos retidos por apresentarem irregularidades na documentação e/ou nos equipamentos obrigagótios, além de 22 carteiras apreendidas por vencimento ou apresentarem suspeita de falsificação.
As principais infrações registradas foram transitar pelo acostamento, conduzir o veículo com licenciamento vencido, equipamento obrigatório em mau estado de funcionamento ou inoperante e ultrapassar em local proibido pela sinalização.

Fonte: g1, 02/05/2012 12h12 - Atualizado em 02/05/2012 12h12

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Operação flagra quase 150 motoristas alcoolizados no fim de semana no RS

Levantamento reúne dados da meia-noite de sexta até o fim de domingo.

Operação Viagem Segura fiscalizou mais de 57 mil veículos em três dias.
Em três dias da Operação Viagem Segura nas estradas do Rio Grande do Sul, desde sexta-feira (27) até o fim de domingo (29), 148 motoristas foram flagrados dirigindo alcoolizados, de acordo com balanço divulgado pelo governo do estado nesta segunda-feira (30). Foram registradas 5 mil infrações, sendo 113 por dirigir sob o efeito de álcool e 35 com concentração de álcool no sangue qualificada como crime de trânsito.
No total, ocorreram 673 acidentes, com 13 mortos e 356 feridos. Foram recolhidos, ainda, 604 veículos e 192 Carteiras Nacionais de Habilitação. As instituições envolvidas optaram por realizar a operação neste feriadão estendido devido ao número de acidentes registrados nos últimos fins de semana.
Quatro gaúchos morrem em acidente de trânsito na ArgentinaMotorista de caminhão diz que falha nos freios causou acidente no RSParticipam da Viagem Segura, além de Brigada Militar e Polícia Rodoviária Federal (PRF), que atuam na fiscalização propriamente dita, Detran-RS, Cetran-RS, Polícia Civil, Famurs e Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).
A ANTT atua na fiscalização do transporte coletivo interestadual e internacional de passageiros e foi incorporada à Operação. Nesses primeiros três dias da Viagem Segura do Dia do Trabalho, foram fiscalizados 100 ônibus com saídas de Porto Alegre, sobre questões de segurança veicular, condições gerais dos veículos, regularidade dos laudos de inspeção e documentação.
As blitze de fiscalização estão sendo realizadas com maior intensidade em 19 pontos críticos da acidentalidade mapeados pelo Detran-RS, com base em estudo de acidentes do período de 2007 a 2011, e no turno da noite, quando ocorre o maior número de registros. A Polícia Civil reforçou seus efetivos para a ação. A 7ª edição da Operação Viagem Segura ocorrerá até a meia-noite de terça-feira (1º), no feriado, totalizando cinco dias.

Fonte: g1, 30/04/2012 13h17 - Atualizado em 30/04/2012 13h23

sábado, 28 de abril de 2012

Acidentes de trânsito podem causar múltiplos traumas em órgãos vitais

Esse é o caso do cantor Pedro, que bateu carro em Goiás no dia 20.
Entenda como funciona uma UTI e para que serve a hemodiálise.
Acidentesde trânsito podem provocar inúmeros traumatismos, fraturas ósseas e problemas em órgãos vitais, como cérebro, coração e pulmões. Esse é o caso do cantor Pedro Leonardo, que capotou o carro em Goiás há uma semana, quando voltava de um show, e está internado desde quinta-feira (26) no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.
Para explicar por que acidentes de veículos podem ser tão graves, a importância de usar sempre o cinto de segurança – inclusive no banco de trás – e o que fazer diante de uma vítima, o Bem Estar desta sexta (27) convidou o chefe da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Sírio-Libanês, Guilherme Schettino, e a consultora Ana Escobar.
O alerta vale também para esta véspera de feriado, quando milhões de brasileiros pegam as estradas do país inteiro.


Como funciona a UTI
A UTI é o centro médico para onde são enviados pacientes muito graves, como os que têm múltiplas fraturas e principalmente problemas cerebrais. Quando uma pessoa sofre um acidente grave, o organismo fica muito abalado, muitas vezes em pré-óbito, e pode ocorrer insuficiência de vários órgãos.
Os aparelhos da UTI são usados para desempenhar as funções que os órgãos como coração e pulmões não conseguem. Os batimentos cardíacos, a pressão arterial e a temperatura do corpo são monitorados.
Entenda o quadro clínico do cantor Pedro Leonardo Cantor Pedro permanece em coma induzido em hospital de SP'Agora é o momento da fé', diz Leonardo antes de visitar PedroAlém disso, um aparelho é colocado na traqueia da vítima para ventilar os pulmões, e também há controle da pressão do ar jogado nos pulmões. O paciente recebe alguns medicamentos para abrir e fechar os vasos (vasodilatação) e para manter a oxigenação do sangue e, consequentemente, das partes nobres do corpo, como coração e cérebro.
Na UTI, a alimentação é feita pela veia e chamada de nutrição parenteral, uma solução que contém proteínas e aminoácidos. Em alguns casos, também é colocada gordura. Para hidratar o corpo, a pessoa recebe um soro com sódio, potássio e glicose.
Múltiplos traumas e socorro à vítima
Traumatismos como o de Pedro atingem mais de um órgão, e a gravidade depende da quantidade e de quais partes foram comprometidas. Quanto mais jovem o paciente, maior a chance de cura. E o mais importante de tudo é preservar a atividade cerebral.
No abdômen, pode ocorrer sangramento que não se exterioriza. Com menos sangue nas artérias, o quadro se agrava.
Além disso, inchaço no cérebro prejudica a entrada de sangue no local. Por isso, ao atender uma pessoa com traumatismo craniano, os médicos logo diminuem a atividade cerebral por meio de sedativos. Coloca-se um cateter, para medir e aliviar a pressão intracraniana, e aplicam-se remédios para regular essa pressão.
Quando há um coágulo no cérebro, é preciso abrir um pequeno pedaço na caixa intracraniana para reduzir a pressão. A passagem permanece aberta até a estabilização do quadro.
No socorro, também é muito importante não mexer na vítima, a não ser que haja risco de ela se machucar ainda mais. Movimentar a pessoa pode agravar, por exemplo, uma lesão na coluna. Acionar o Serviço Móvel de Atendimento de Urgência (Samu), no número 192, ou o Corpo de Bombeiros (193) deve ser o primeiro passo.
Para que serve a hemodiálise
Os rins param de funcionar quando um indivíduo sofre um acidente com traumas e há sangramento interno. O organismo entra em choque, e o tratamento com hemodiálise é fundamental para filtrar as impurezas do sangue. Isso porque ninguém sobrevive sem o funcionamento dos rins, razão pela qual a hemodiálise é tão importante.
Quando os rins não funcionam normalmente, um cateter é colocado numa veia grande, para puxar todo o sangue do corpo. O sangue entra num equipamento que retira as impurezas – como ureia e creatinina – e volta limpo para o corpo.
O tratamento é feito até que os rins do paciente voltem a funcionar perfeitamente. Para controlar as impurezas no sangue, são feitos diariamente exames em quem está internado na UTI.
Internação de Pedro Leonardo
Pedro foi internado no Hospital Sírio-Libanês pouco antes das 17h de quinta-feira. Segundo a assessoria do hospital, a médica Ludhmila Hajjar, coordenadora da UTI cardiológica, acompanhou o cantor na ambulância. No hospital, ele será cuidado pela equipe do médico Roberto Kalil Filho.
A viagem até a capital paulista começou às 12h35, quando ele deixou o Instituto Ortopédico de Goiânia (IOG). O jovem foi embarcado em um avião com UTI e fez um voo de cerca de 1h30.
Todo o traslado foi cercado de cuidados para evitar complicações para o paciente. O avião pousou no Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo, às 15h26. Cerca de 40 minutos depois da aterrissagem, a equipe médica concluiu a retirada da maca da aeronave e o cantor foi levado em uma ambulância para o Sírio-Libanês.
O deslocamento da ambulância pelas ruas de São Paulo foi apoiado pela escolta de equipes da Polícia Militar e da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), que chegaram a interditar um sentido do corredor norte-sul na saída do aeroporto. Um carro da Polícia Militar seguiu à frente do veículo com o paciente durante todo o trajeto. No horário, por causa da chuva em algumas regiões, a cidade estava em estado de atenção para alagamentos.
O acidente
Pedro Leonardo sofreu um acidente de carro na rodovia MGC-452 na sexta-feira (20), quando voltava de um show. O acidente foi próximo do município de Tupaciguara (MG). Ele foi inicialmente levado ao Hospital Municipal de Itumbiara, onde passou por cirurgia para conter uma hemorragia abdominal e transferido na mesma sexta para Goiânia.
O paciente ainda está em estado grave, mas respondeu positivamente aos tratamentos desde que deu entrada no IOG. Há dois dias, as drogas que o mantêm em coma induzido foram sendo gradativamente diminuídas. Somente para a remoção, segundo o médicos, os medicamentos tiveram de ser novamente aumentados.
Exames mostram a diminuição do edema cerebral e uma melhora na condição pulmonar. Devido a uma insuficiência renal, Pedro ainda passou por duas sessões de hemodiálise, com duração de oito horas cada, e respondeu ao procedimento sem complicações.
Fonte: g1, 27/04/2012 10h35 - Atualizado em 27/04/2012 16h44

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Acidentes de trânsito, Aids e violência matam 1,4 mi de adolescentes no mundo

Nações Unidas, 25 abr (EFE).- Ao todo 1,4 milhão de adolescentes morrem ao ano no mundo em acidentes de trânsito, por complicações no parto, Aids, suicídio e atos violentos, especialmente em países africanos e da América Latina, como revela o relatório publicado nesta quarta-feira pelo Unicef.
'A pobreza, o status social, o sexo e as incapacidades impedem milhões de adolescentes de terem acesso aos seus direitos, como educação de qualidade, saúde, proteção e a participação, por isso que é hora de atender suas necessidades e não deixá-las para trás', afirmou a subdiretora executiva da organização, Geeta Rao Gupta.
As mortes ocorrem de forma desigual nas distintas partes do planeta, como consequência das diferenças no acesso aos benefícios do progresso, assinala o relatório.
Em alguns países da América Latina, há mais adolescentes homens morrendo por causa de homicídios do que por acidentes de trânsito e suicídio, diz o documento preparado pelos analistas do fundo da ONU para a Infância (Unicef).
O documento aponta que em El Salvador, o país latino-americano com a taxa mais alta de homicídios, há 157 jovens entre 15 e 19 anos para cada 100 mil habitantes que são vítimas desse tipo de delitos, seguido pela Venezuela, com 106; Guatemala, com 95, e Brasil, com 83.
O relatório reivindica que os adolescentes deveriam ser reconhecidos em suas comunidades como agentes de mudança, através de programas e políticas que os protejam, para que possam desenvolver sua criatividade e sua capacidade de inovação.
A África Subsaariana é o lugar do mundo que impõem mais desafios para a vida dos adolescentes, além de ser uma região que em 2050 concentrará a maior população de pessoas entre 10 e 19 anos, etapa considerada pelas Nações Unidas como adolescência.
Assim, só a metade das crianças da África Subsaaariana completa o Ensino Primário e esta região apresenta as menores taxas de escolarização de Ensino Médio do planeta.
Apesar de 90% das crianças do mundo estar matriculada em escolas de educação primária, 71 milhões não continuam os estudos no Ensino Médio e 127 milhões de jovens entre 15 e 24 anos são analfabetos.
Outro dos desafios aos quais enfrentam os 12 bilhões de adolescentes que atualmente vivem no mundo é o da violência, em suas distintas manifestações.
As meninas são especialmente vulneráveis à violência dentro do casamento, por exemplo, na República Democrática do Congo, onde, como evidenciou uma pesquisa do Unicef, 70% das jovens que se casaram entre os 15 e os 19 anos sofreram maus-tratos nas mãos de seus parceiros atuais e anteriores.
Muitas adolescentes são forçadas a deixar a infância prematuramente e assumir papéis adultos, como esposas e mães, já que um terço das jovens casadas dos países em vias de desenvolvimento que agora têm entre 20 e 24 anos casaram antes dos 18 anos.
No Níger, por exemplo, a metade das jovens destas idades deu à luz também antes dos 18 anos. Na África, as complicações no parto e durante a gravidez são a principal causa de morte para as jovens com idades compreendidas entre os 15 e os 19 anos. EFE
Fonte: g1, 25/04/2012 14h39 - Atualizado em 25/04/2012 14h39

sábado, 21 de abril de 2012

Recife lidera testes de bafômetro nas capitais no 1º trimestre

Rio é campeã em número de motoristas que se recusam a fazer o exame.
São Paulo foi a que mais aplicou multa por embriaguez ao volante.
 Recife foi a capital brasileira que mais aplicou testes de bafômetro (68.373) em motoristas abordados pela Operação Lei Seca nos três primeiros meses deste ano. O Rio de Janeiro foi a cidade em que os motoristas mais se recusaram a fazer o exame (6.567) no mesmo período. Dona da maior frota do país, com quase 7,2 milhões de veículos registrados, São Paulo foi a que mais multou por embriaguez ao volante: 3.564.
O levantamento foi feito com dados relativos ao período que vai de 1º de janeiro a 31 de março. Eles foram fornecidos por departamentos de trânsito (Detran) e governos de 19 estados e do Distrito Federal. Apenas os dados dos estados de Amazonas, Amapá, Santa Catarina, Piauí, Pará, Alagoas e Rio Grande do Norte não foram fornecidos ao G1. Veja abaixo as tabelas com os cinco estados que mais registraram multas, os com maior fiscalização e os que tiveram maior número de recusas ao bafômetro.
Capitais que mais registraram multas da lei seca em 2012
1º São Paulo (SP)
3.564
2º Recife (PE)
2.410
3º Vitória (ES)
1.315
4º Brasília (DF)
1.300
5º Fortaleza (CE)
1.104
A fiscalização da lei seca é feita de forma descentralizada, e cada estado coordena a operação de forma separada. Os dados deste ano indicam que a descentralização gera números discrepantes pelo país. Enquanto alguns estados têm fiscalização intensiva e aplicação de muitas multas, em outros o controle de motoristas embriagados multou apenas algumas dezenas de infratores durante os três meses.
Nas cinco capitais que mais multaram, estão 75% de todas as notificações. E a soma do total de multas aplicadas por todas as outras capitais não chega nem ao número de multas aplicadas apenas por São Paulo. Em relação ao número de testes de bafômetro, apenas os aplicados por São Paulo, Rio e Recife equivalem a 81% de todos os exames feitos nas capitais.
Enquanto mais de 50 mil pessoas fizeram o teste do bafômetro no Recife, no Rio e em São Paulo, por exemplo, apenas 90 motoristas fizeram o exame em João Pessoa, e 43 foram submetidas ao teste em Palmas, segundo a coordenação da lei seca desses estados. Enquanto mais de mil foram multados por embriaguez ao volante em Vitória (na região metropolitana), em Fortaleza ou em Brasília, apenas 22 receberam multas em São Luís e somente 34 foram multados em Salvador.
Capitais que mais submeteram motoristas ao bafômetro em 2012
1º Recife (PE)
68.373
2º São Paulo (SP)
60.485
3º Rio de Janeiro (RJ)
50.893
4º Goiânia (GO)
11.024
5º Vitória (ES)
9.308
Multas

Mais de 12 mil motoristas foram multados nas capitais brasileiras por dirigirem embriagados entre janeiro e março deste ano, o equivalente a 5,7% dos condutores que passaram pelo bafômetro. A capital com o maior número de pessoas multadas foi São Paulo, onde 3.564 motoristas receberam a notificação, segundo a Polícia Militar, o equivalente a 27% das multas do país. São Paulo também tem a maior frota de carros do país, com 7,2 milhões de veículos e 5,6 milhões de motoristas habilitados, segundo dados do Detran-SP.
O total de multas registradas na cidade equivale a 5% dos motoristas submetidos ao bafômetro. Em média, cerca de 20 mil pessoas fizeram o exame em cada um dos três primeiros meses do ano nas blitze de São Paulo.
O Recife ficou em segundo lugar no total de notificações, com registro de 2.410 multas por constatação de que o motorista havia bebido antes de dirigir (quase 19% das multas de todas as capitais), segundo a Secretaria de Saúde do estado. Vitória, Brasília e Fortaleza aparecem em seguida na lista, todas com mais de mil multas, cada uma delas, no primeiro trimestre.
Capitais onde mais motoristas se recusaram a fazer teste do bafômetro em 2012
1º Rio de Janeiro (RJ)
6.567
2º Recife (PE)
1.951
3º Vitória (ES)
885
4º Goiânia (GO)
539
5º Rio Branco (AC)
506
Do lado oposto da tabela, São Luís foi a capital com menor registro de casos de embriaguez. Apenas 22 motoristas foram flagrados infringindo a lei seca entre janeiro e março, segundo o Centro Integrado de Operações de Segurança. A cidade tem uma frota de 981 mil veículos, e não foi informada a quantidade de motoristas que fizeram o teste do bafômetro.
A quantidade de registro de multas em Palmas, em Salvador, em Boa vista, em João Pessoa e em Aracaju também foi baixa. Em nenhuma dessas capitais o total de multados por embriaguez chegou a cem motoristas nos três meses analisados.
Exames

Quase 222 mil motoristas das capitais brasileiras foram submetidos ao exame do bafômetro no primeiro trimestre desse ano, segundo o levantamento realizado pelo G1. A maior parte dos testes, entretanto, foi realizada em apenas três cidades, Recife, Rio e São Paulo, que totalizam 81% dos exames.
O Recife foi o campeão neste quesito, com 68.373 testes do bafômetro, segundo a Secretaria de Segurança, o equivalente a quase 12% de toda a frota de veículos registrada na capital pernambucana (577 mil). No total, 3,5% dos motoristas que fizeram o exame na cidade foram multados por ter sido detectada a presença de bebidas alcoólicas.
São Paulo foi a segunda capital que mais fez testes de bafômetro, analisando 60.485 pessoas, segundo a PM, o equivalente a 1% dos motoristas registrados na cidade. O Rio de Janeiro realizou 50.893 testes do bafômetro no período.
Pelo menos 3 das capitais que forneceram dados ao G1, e o Distrito Federal, não indicaram o total de pessoas que haviam feito o teste do bafômetro. Em Palmas, apenas 43 motoristas fizeram o exame nos três meses, e 26 (60%) receberam multas. Em Curitiba, apenas 208 motoristas fizeram o teste do bafômetro no primeiro trimestre.
Recusas

O total de motoristas que se recusaram a fazer o teste do bafômetro nas capitais brasileiras se aproxima bastante do total de multados por infração da lei seca. Pelo menos 11,8 mil pessoas se aproveitaram do direito a não fornecer provas contra si mesmo para se negarem a passar pelo exame do bafômetro durante o primeiro trimestre de 2012.
O Rio de Janeiro foi a capital que registrou o maior volume de motoristas que se recusaram a fazer o teste, totalizando mais da metade dos números do país nesse quesito. Somente no Rio, 6.567 pessoas se negaram a passar pelo teste, segundo dados do governo do estado, um número equivalente a 12% das pessoas que fizeram o exame no mesmo período na cidade, e 27 vezes maior do que o número de multas aplicadas pela lei seca.
O Recife voltou a se destacar, ficando em segundo lugar na lista de capitais em que mais motoristas se recusaram a fazer o exame. Foram 1.951 pessoas que rejeitaram o teste na cidade.
Em São Paulo, que foi a cidade com maior número de multados pela lei seca e a segunda que mais realizou testes do bafômetro, apenas 187 motoristas se recusaram a fazer o exame. A cidade ficou em 10º lugar nesse ponto.
FONTE:* Colaboraram G1 SP, G1 RJ, G1 PE, G1 PR, G1 GO, G1 MA, G1 RS, G1 BA, G1 MG, G1 SE, G1 ES, G1 MT, G1 DF, G1 MS e G1PB
21/04/2012 16h39 - Atualizado em 21/04/2012 16h46


terça-feira, 17 de abril de 2012

Cidades recordistas em acidentes de moto terão capacitação do Detran-PE

Aulas fazem parte das ações propostas pelo Comitê de Prevenção (Cepam).

Capacitação passa por temas como ética, meio ambiente e legislação.
Acontece nesta terça (27) e quarta-feira (28), no Recife, a formação de multiplicadores do programa Educação de Trânsito de Pernambuco. O grupo é composto por agentes de trânsito e professores dos dez municípios pernambucanos com maior incidência de acidentes com motocicletas: Araripina, Brejo da Madre de Deus, Caruaru, Cupira, Garanhuns, Petrolina, Pombos, Recife, Salgueiro e Serra Telhada. O curso será ministrado pelo Departamento Estadual de Trânsito (Detran) e a ideia é que essas pessoas virem multiplicadoras.
As aulas fazem parte da ampliação da educação de trânsito como forma de combater os acidentes com motocicletas, proposta pelo Detran junto ao Comitê de Prevenção de Acidentes com Motocicletas (Cepam) e acontecem na terça (27) e quarta (28), no bairro da Iputinga, no Recife. A capacitação conta com doze horas de aulas, passando por temas como ética, cidadania, meio ambiente, legislação, segurança de trânsito e socialização de projetos. Após a capacitação, serão distribuídos 100 kits pedagógicos.
Maior emergência de PE teve quase 30 mil vítimas de motos em 10 anosEm PE, hospital usa maternidade para atender homens feridos em colisõesMunicípio do Sertão de Pernambuco é recordista em acidentes com motosCidade do Sertão de PE está há oito meses sem acidentes de moto fatais Os acidentes de moto no Brasil representaram 30,6% dos casos de óbito por causas externas com transporte terrestre em 2010, de acordo com o Sistema de Informação de Mortalidade (SIM), criado pelo Ministério da Saúde em 1975 para obter regularmente dados sobre mortalidade no país. Na maior emergência de Pernambuco, o Hospital da Restauração, quase trinta mil vítimas de acidentes de motocicleta foram atendidas entre os anos de 2000 e 2010. Entre os pacientes do HR, 30% assumiram para os médicos ter ingerido bebida alcoólica. Estavam sem capacete 27% deles e 77% não tinham carteira de habilitação. Muitos vieram do interior.
De acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), um paciente de moto custa mais de R$ 150 mil ao serviço de saúde dentro do hospital. Contando o socorro, a licença médica, a aposentadoria, o gasto é de quase um milhão. Os médicos avaliam que em torno de 12% das pessoas que chegam vêm com um braço ou uma perna que já não tem qualquer condição de cumprir a sua função no corpo depois do acidente.

Fonte : g1, 2012

sábado, 14 de abril de 2012

Câmara aprova projeto que endurece a Lei Seca

A multa dobrou: será de R$ 1.915. O projeto ainda precisa ser votado pelo plenário do Senado.
A Câmara dos Deputados aprovou, nesta quinta-feira (12), um projeto que endurece a Lei Seca, criando mecanismos novos para punir motoristas embriagados.
Muitos motoristas se recusam a fazer o teste do bafômetro ou o exame de sangue. No fim de março, o Superior Tribunal de Justiça decidiu que só esses dois testes podem ser usados como prova em um processo criminal contra condutores embriagados. Na prática, a decisão inviabilizou a aplicação da Lei Seca. A Câmara reagiu. Aprovou um novo projeto, que amplia as provas contra os motoristas.
Também vão valer imagens de câmeras ou celular; testemunhas, que podem ser outros motoristas, pedestres ou os agentes de trânsito; exames clínicos e perícia.
Para evitar eventuais abusos do agente de trânsito, o motorista que quiser contestar essas provas poderá fazer o teste do bafômetro, como uma contraprova.
A lei se aplicará não apenas aos motoristas embriagados, mas a todos que estiverem sob o efeito de substâncias que alteram a capacidade de dirigir. Por exemplo: drogas e remédios de uso controlado, como os de tarja preta. A multa dobrou: será de R$ 1.915.
Para o especialista em trânsito David Duarte, as mudanças são positivas. Mas é preciso fiscalização mais eficiente.
“Como rotina, inclusive, até porque as pessoas não bebem só nos fins de semana. Muita gente tem o happy hour, alguns exageram bastante. A grande causa dos acidentes de trânsito hoje no Brasil, mais até do que o excesso de velocidade, é o álcool ao volante”, diz.
Esse projeto ainda precisa ser votado pelo plenário do Senado.

Fonte: g1, 12/04/2012 21h51 - Atualizado em 12/04/2012 21h51

quinta-feira, 12 de abril de 2012

8,6% dos homens admitem dirigir após beber, diz Ministério da Saúde

Levantamento foi feito pela pasta em 26 capitais e no Distrito Federal.

Segundo pesquisa, 8,6% dos homens admitem que beberam antes de dirigir.
Comente agoraPesquisa divulgada pelo Ministério da Saúde mostra que 8,6% dos homens de qualquer faixa etária admitiram dirigir após consumir bebida alcoólica. A proporção é maior do que das mulheres, 1,2%. O levantamento foi feito em 26 capitais brasileiras e no Distrito Federal.
Os dados fazem parte da pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel 2011), divulgada na terça pelo ministério.
Segundo o levantamento, 4,6% dos entrevistados admitiram dirigir após beber qualquer quantidade de bebida alcoólica. O hábito é mais comum entre os 25 e 44 anos. No total, foram entrevistadas 54.144 pessoas em 2011.
Fumantes representam menos de 15% da população, diz SaúdeClima explica resultados opostos de RS e SC em saúde, dizem moradoresQuase metade da população está acima do peso, diz SaúdeCasal mostra comportamento oposto de homens e mulheres na saúdeArquiteta baiana mostra contradição de brasileiras: dieta saudável e fumoBBBs ex-fumantes afirmam que cigarro e saúde não combinamConsiderada a população geral, sem distinção de sexo, Florianópolis tem o maior percentual de pessoas que admitem beber antes de dirigir, chegando a 9,6% - mais que o dobro do percentual nacional (4,6%). Belém foi a cidade que teve a menor proporção (2,5%).
Entre as capitais, o hábito entre homens de beber qualquer quantidade de bebida alcoólica e dirigir é mais comum em Florianópolis (16,5%), Palmas (15,9%), Curitiba (12,9%), Goiânia (12%) e Porto Velho (11,8%).
As capitais com os menores percentuais para o sexo masculino são Belém (5%), Rio de Janeiro (5%), Manaus (6,3%), Rio Branco (6,7%) e Recife (7%).
Entre as mulheres, a capital com maior percentual também é Florianópolis (3,3%), representando mais do que o dobro do percentual do conjunto das capitais do país (1,2%). Em segundo lugar está o Distrito Federal (2,4%), seguido por Vitória (2,1%).
Para o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o resultado é preocupante. “Medidas legislativas como o Código de Trânsito Brasileiro e a Lei ‘Seca’ têm sido muito importantes para a prevenção dos acidentes de transporte terrestre. Por isso, é fundamental implementar e fortalecer essa Lei, reforçar a fiscalização, além de adotar medidas de comunicação e educação de forma continuada e sistemática”, avalia o ministro.

Lei Seca mais rígida
A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (11) texto que endurece a Lei Seca e aumenta as ferramentas para que a polícia comprove a embriaguez dos motoristas. O texto aprovado ainda precisa passar por votação no Senado e só depois segue para sanção presidencial.
O principal ponto do texto é a ampliação das possibilidades de provas, consideradas válidas no processo criminal, de que o condutor esteja alcoolizado. A lei atual ficou enfraquecida pela decisão tomada no fim de março pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) de que a embriaguez só poderia ser comprovada pelo teste do bafômetro ou por exame se sangue. Na prática, muitos motoristas se recusam a realizar os exames.
Câmara aprova projeto que facilita prova de embriaguez ao volantePelo texto, a comprovação dessa condição poderá ocorrer por "teste de alcoolemia, exame clínico, perícia, vídeo, prova testemunhal ou outros meios de prova admitidos em direito". O texto também prevê o chamado direito à contraprova - ou seja, caso o condutor não concorde com os resultados destes testes, poderá solicitar que seja realizado o teste do bafômetro, por exemplo.
O projeto aprovado pelos parlamentares ainda dobra o valor atual da multa para quem for pego dirigindo com qualquer teor de álcool no sangue. A punição, que hoje é de R$ 957,70, passa para R$ 1.915,40 - e esse valor é dobrado novamente caso o motorista tenha cometido a mesma infração nos 12 meses anteriores.
Fonte: g1,  12/04/2012 08h01 - Atualizado em 12/04/2012 08h08

domingo, 8 de abril de 2012

Charge...

Fonte: zero hora, 4/4/2012 Iotti.

sábado, 7 de abril de 2012

FELIZ PÁSCOA! happy easter!

Que nesta Páscoa seja um momento de reflexáo, renovaçáo e busca de sabedoria, porque aprendemos que a vida muda a todo instante e que possamos buscar energia neste mergulho de chocolate!!!!!
Abraços carinhosos a todos vocës que sempre estáo presentes por aqui!!!!
Lisette.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Veículos de mãe e filho colidem e jovem morre no Vale do Caí

Coincidência trágica
Rapaz estava em sua motocicleta e bateu de frente em veículo dirigido pela mãe

Uma convergência de trágicas coincidências colocou em um mesmo acidente mãe e filho, no Vale do Caí. Os veículos em que os dois estavam se encontraram em uma curva no km 4 da rodovia Bom Princípio-Vale Real (ERS-452), em Feliz, no Vale do Caí. A colisão frontal resultou na morte de Anderson Henrique Scherer, 20 anos.
O rapaz estava em sua motocicleta, uma Tornado, com a qual havia ido até o município vizinho, Bom Princípio. A mãe era passageira de um Corsa. A série de situações que culminou na morte do rapaz começou por volta da 1h45min de domingo. Ele havia ido até Bom Princípio, onde teria bebido com amigos. No local, policiais militares orientaram os jovens a não dirigir após a ingestão de bebidas alcoólicas.
Cerca de 15 minutos depois, Anderson ligou para a mãe, Denise Hahn Scherer, 45 anos, e pediu que ela fosse buscá-lo. Afirmou não ter condições de dirigir a motocicleta. Preocupada com o filho, Denise pediu ajuda ao dono do restaurante onde trabalha, Rodrigo Boeny. O comércio fica a cerca de 500 metros do ponto do acidente.
Denise havia deixado o estabelecimento pouco antes, e Boeny foi buscá-la em casa. Nesse intervalo , Anderson decidiu ir embora sozinho, sem esperar a mãe. Quase em frente ao restaurante, ele teria perdido o controle da moto, atravessado a pista e batido de frente no Corsa em que Denise estava.
A força do impacto quebrou o vidro no lado do passageiro e deixou a porta direita amassada. Anderson morreu no local.
O pai, Flávio Scherer, 49 anos, conta que o jovem era batalhador e havia acabado de trocar de emprego. Trabalhava como operador de máquinas injetoras. Mais velho de dois irmãos, morava com a família.

 Fonte: zero hora, 2/04/2012 alisson.coelho@zerohora.com.br

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Em 15 anos, 73 pedestres morreram em faixas de pedestres do DF

Acidentes fatais na faixa representam 3% das mortes de pedestres.

Neste domingo (1º) respeito à faixa no Distrito Federal completou 15 anos.
Dados do Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran) indicam que, entre 1997 e 2011, 73 pedestres morreram em acidentes em faixas de pedestre no Distrito Federal. O número representa 3% do total de 2.311 mortes de pessoas que estavam a pé no mesmo período. Neste domingo (1º), a campanha de respeito à faixa no DF completou 15 anos.
Conforme levantamento do Detran, as cidades com maior número de acidentes na faixa são Ceilândia (17), seguida pelo Gama (11).
Embora não apareça entre as regiões mais perigosas para os pedestres, os quatro acidentes fatais em faixas no ano de 2011 ocorreram em Taguatinga. Das vítimas, três eram homens com mais de 60 anos.

Pedestre atravessa faixa na QNL 11, em Taguatinga, local onde uma pessoa morreu atropelada em 2011. (Foto: Maiara Dornelles / G1)Moradora da região onde aconteceram os acidentes de 2011, Maria Madalena Oliveira, 43 anos, diz ter medo na hora de atravessar na faixa. “Eu sempre espero mais uma pessoa para atravessar na faixa comigo, porque fico com medo de ser atropelada. Muitas vezes, os motoristas passam acima da velocidade, ficando difícil cruzar a rua.”
Também nos 15 anos de respeito à faixa, os idosos foram as principais vítimas dos acidentes fatais: em 50% das mortes, as vítimas tinham 60 anos ou mais. Entre crianças e adolescentes até 14 anos foram dez mortes no mesmo período, o que representa 13,6% das mortes.

Parque da Cidade recebeu cidade miniatura neste domingo (Foto: Jacson Segundo/Agência Brasília)De acordo com os dados do Detran, 60% dos acidentes ocorreram durante o dia; 67,5% deles foram durante a semana, entre segunda e sexta-feira.

15 anos de faixa
Para marcar o aniversário de 15 anos de respeito à faixa, o Detran planeja para esta semana ações de conscientização. No Parque da Cidade, no domingo (1º), crianças, jovens e adultos puderam aprender de forma divertida, em uma cidade em miniatura, um pouco mais sobre a importância do bom convívio entre pedestres e motoristas.

Fonte: g1: 02/03/2012