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sábado, 14 de maio de 2011

Vídeo ironiza buracos da Capital

Vídeo ironiza buracos da Capital
Para criticar as condições do pavimento, estudantes de Publicidade gravaram tacadas em ruas e avenidas de cinco bairros
Com uma câmera na mão e muita ironia na cabeça, um grupo de estudantes de Publicidade bolou uma maneira diferente de criticar as condições das ruas da Capital. Em um vídeo bem-humorado, buracos e desníveis que atormentam motoristas diariamente se transformaram em um campo de golfe improvisado em cinco bairros.
Postado ontem na internet, o vídeo intitulado Porto Alegre – Paraíso do Golf é uma criação dos amigos Gabriel Gomes, 22 anos, Luciano Braga, 26 anos, e Giovani Groff, 26 anos. Eles mesmos encarnam golfistas ruins de pontaria em vias dos bairros Petrópolis, Bela Vista, Mont’Serrat, Moinhos de Vento e Vila Ipiranga.
Com tacos e bolinhas próprios para a prática do esporte, os estudantes gravaram as imagens na manhã do primeiro domingo deste mês, aproveitando a calmaria do trânsito para gravar as imagens. A ideia surgiu em uma conversa informal, dias depois de Gomes retornar com tacos e bolinhas de uma viagem a Londres.
– Os tacos são, para mim, matéria-prima da criatividade. Como eles não fazem parte do meu dia a dia, comprei para estimular algo que eu não tinha vivido. E deu certo – avalia Gomes.
Ao longo de três horas, as gravações chamaram a atenção de moradores e motoristas. Da janela dos carros e dos prédios, gritavam que também queriam jogar e perguntavam onde ia ser o jogo e o que eles estavam fazendo em pleno asfalto. Os três amigos não são praticantes do esporte. Ou melhor, após a gravação eles passaram a dar tacadas nos escritórios das agências de publicidade em que atuam.
– Queremos o óbvio: que acabem os buracos na cidade. Se há buracos em ruas de bairros considerados nobres, imagina na periferia – questiona Braga.
Grupo já instalou aparelho de ginástica em parada de ônibus
Além de criticar os buracos, o grupo que se autodenomina Shoot the Shit, já realizou outras ações inusitadas na Capital nos últimos meses. Pinos de concreto nas calçadas da Rua 24 de Outubro, pintados de amarelo e branco imitando um cigarro, ganharam cartazes incentivando a interrupção do fumo.
Em outra ação, para derrubar a desculpa da falta de tempo que muitos dão para não fazer exercícios físicos, eles instalaram um aparelho de ginástica junto a uma parada de ônibus da Avenida Goethe. Ao lado, apenas uma placa sugerindo “Mexa-se”. De longe, observaram as reações e até a adesão de pessoas que aguardavam seu ônibus.
– São mensagens do bem, que não fazem mal a ninguém – explica Braga.
A próxima atividade, já em elaboração, é mantida em sigilo pelo grupo.
Para assistir
- O vídeo Porto Alegre – Paraíso do Golf, que às 20h de ontem tinha 1,3 mil visualizações foi gravado no dia 1°
- Com duração de 2min43seg, mostra os personagens jogando golfe junto a buracos de avenidas da Capital
- Para assistir, escreva no YouTube (www.youtube.com) o título do vídeo no campo de busca
Gomes, Braga e Groff (a partir da esquerda) testam a pontaria para chamar a atenção para problema
A explicação da prefeitura
À frente da Secretaria Municipal de Obras e Viação (Smov) de Porto Alegre, Cássio Trogildo afirmou ontem à noite que somente hoje poderia comentar o vídeo – que ainda não tinha assistido – e explicar as ações desempenhadas pela prefeitura no intuito de melhorar a situação do pavimento das vias.
Em março, a prefeitura completou, segundo a secretaria de Obras, a recuperação integral de 80 quilômetros das principais ruas e avenidas.
Desde 2007, foram empregadas mais de 100 mil toneladas de asfalto, com investimentos superiores a R$ 26 milhões.
JustificarFonte: zero hora, 2011

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Placar vai indicar quantos dias Campo Grande ficará sem mortes no trânsito

Contador foi inaugurado na Cidade do Trânsito, no Parque das Nações.
Cidade está entre as dez capitais com maior número de mortes no trânsito.
Placar foi inaugurado nesta quarta em Campo
Grande (Foto: Denilson Secreta/PMCG)Um placar inaugurado nesta quarta-feira (11), em Campo Grande, indicará quantos dias a cidade vai ficar sem registrar mortes em razão de acidentes de trânsito. A iniciativa é uma das ações do projeto 'Década de ação pela segurança viária', que está sendo desenvolvido na capital pelo Gabinete de Gestão Integrada de Trânsito.
O placar foi inicialmente instalado na Cidade do Trânsito, no Parque das Nações Indígenas, mas deve ser levado também para a sede de cada órgão integrante do gabinete.
Segundo o diretor-presidente da Agência de Transporte e Trânsito de Campo Grande (Agetran), Rudel Espíndola Trindade Júnior, a instalação do placar e outras ações que estão desenvolvidas pelo gabinete têm o objetivo de reduzir o número de acidentes graves e de mortes no trânsito da capital.
Trindade detalhou que apesar da cidade ocupar lugar entre as dez capitais brasileiras com maior número de mortes no trânsito, Campo Grande tem apresentado uma queda progressiva dos registros e que deve ser acelerada com as ações do gabinete.
Fonte: g1,
.11/05/2011 16h29 - Atualizado em 11/05/2011 16h29

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Deu pane? Não entre em pânico

Apesar de toda a tecnologia que equipa os carros modernos, qualquer motorista ainda está sujeito a enfrentar uma pane nos momentos mais inesperados. Por isso, nós selecionamos os principais motivos que podem fazer um carro parar de funcionar - além de outros problemas corriqueiros - e as providências necessárias. São noções básicas para você não ficar refém de oportunistas que se aproveitam da falta de conhecimento para inventar diagnósticos e cobrar por serviços desnecessários:
O CARRO PAROU. O QUE PODE SER?
BATERIA.

Se a luz indicativa da bateria no painel estiver acesa, o problema pode ser com ela ou com o alternador, que pode estar com defeito ou quebrado. Quando isso acontece, a energia da bateria é usada até o fim sem que haja a reposição da carga. Levando o carro até um auto-elétrico, o problema será resolvido com uma recarga na bateria ou realizando-se sua troca. Se for o alternador, ele também pode ser recondicionado ou, em um caso mais grave, trocado.
BOBINA.

Pode haver um superaquecimento da bobina, peça responsável por gerar a corrente de alta tensão que provoca a faísca nas velas. Quando isso ocorre, pode ser um sinal de desgaste da peça. Ela pára de produzir corrente e o carro não liga. O jeito é esperar que esfrie. Para acelerar o processo, desligue a chave, abra o capô e coloque um pano molhado sobre a bobina. Esperando cerca de dez minutos, o carro volta a ligar. Trata-se de uma solução de emergência. Assim que puder, passe em um auto-elétrico e troque a peça.
BOMBA DE COMBUSTÍVEL.

Muitas vezes a bomba de combustível falha e não consegue mandar o líqüido na pressão ideal para o sistema. Em carros com injeção eletrônica, uma maneira de saber se ela está funcionando é fechar os vidros e tentar dar a partida. Nesse momento é possível ouvir o zumbido da peça funcionando.

Se não escutar esse barulho, o problema certamente está na bomba. No caso de carro com carburador, pode-se desencaixar dele a mangueira do combustível e pedir a alguém que acione a partida. Normalmente, a gasolina sairá pela mangueira. Se isso não acontecer, ela está com defeito. Trocá-la é um procedimento rápido e que pode ser feito no local por um mecânico experiente.
CORREIA DENTADA.

Ligada ao eixo do comando de válvulas, a correia é acionada pelo motor. Pode se partir, geralmente em movimento. À menor suspeita de que tenha se rompido, pare o carro e não tente dar a partida. A troca só deve ser feita em oficina ou concessionária. Mesmo assim, ajuda ter uma de reserva. Os fornecedores da peça recomendam sua substituição a cada 40 000 ou 50 000 quilômetros.
MOTOR AFOGADO.

O motor pode parar de funcionar com o carro em movimento ou nem dar a partida. Ele pode ter “afogado” por excesso de combustível. Provavelmente uma falha no sensor de temperatura provocou o problema. O afogamento ocorre com mais freqüência em carros equipados com carburador. Aguarde um tempo e experimente ligá-lo de novo. Se não der certo, chame a assistência técnica.
TAMPA DO DISTRIBUIDOR.

Tampa do distribuidor trincada não deixa o carro funcionar. Quando isso acontece, a distribuição de energia para as velas fica prejudicada, ocasionando fuga de corrente elétrica. A solução é trocar a tampa, o que se pode fazer até sozinho com um mínimo de conhecimento sobre mecânica.
PROBLEMAS CORRIQUEIROS
O motor demora para pegar e perde rendimento. Quando funciona, falha ou engasga. O que acontece?
• Combustível adulterado
• Tanque de combustível com sujeira
• Bicos injetores entupidos ou sujos
• Vela cansada
• Cabo das velas com defeito
• Carburador sujo
• Platinado gasto
• Cachimbo gasto
• Filtro de combustível entupido
• Bomba de combustível com defeito
O carro começou a trepidar. Qual pode ser a causa?
• Coxim do motor defeituoso
• Platô e disco de fricção defeituosos
• Um ou dois cabos de vela podem ter soltado ou, ainda, podem ter se partido
• Se a trepidação é no volante, é problema de balanceamento ou alinhamento das rodas
• A suspensão está com defeito
O veículo está consumindo mais combustível. O que pode ser?
• Vela cansada
• Bicos injetores sujos ou entupidos
• Filtro de combustível entupido
• Óleo de motor ou correia dentada frouxa
• O motor está sendo forçado e as marchas não estão sendo usadas corretamente
• Pneus descalibrados e/ou muito desgastados
• Estilo agressivo de dirigir
• Combustível adulterado
• Tubo e filtro do respiro do óleo do cárter entupido
As marchas arranham durante o engate. O que acontece?
• Embreagem com defeito no platô ou disco desgastado
• Pedal da embreagem mal regulado, muito alto ou muito baixo
• Trambulador do câmbio mal ajustado ou sincronizador desgastado ou com defeito
• Em situação mais extrema, dentes da engrenagem muito desgastados ou até quebrados
O câmbio pode ter vazamento de óleo?
Mancha de óleo no chão embaixo da caixa de câmbio, seja ela manual ou automático, indica um vazamento. Ele acontece quando as juntas estão defeituosas ou se ocorreu espanamento das roscas do bujão. Se a mancha não for grande, leve o carro até uma oficina de confiança. Se for muito grande, chame um guincho, lembrando que, no caso de carro com câmbio automático, tem que ser o do tipo plataforma.
Quando eu viro a direção até o final, um barulho vem da roda. O que é isso?
Provavelmente a junta homocinética quebrou ou está para quebrar. Para testar seu funcionamento, vire o volante para um lado até o final do curso e tente sair com o carro. Se ouvir um estalo vindo da roda, realmente a homocinética está quebrada. Troque-a assim que puder.
A direção hidráulica está muito pesada. Por quê?
• O fluído pode estar vencido, com o nível baixo ou misturado com água
• Deve-se verificar se há vazamento nas mangueiras ou em suas conexões
• A correia do compressor da direção pode estar frouxa
• As articulações junto ao sistema de direção, como terminais, ligamentos, e braços da direção, podem estar com folga. É necessário verificar em uma oficina. Em alguns casos, um ajuste pode resolver. Dependendo da situação - geralmente em casos de desgaste exagerado - pode ser necessária a troca das peças danificadas
• Defeito na caixa de direção
• Verificar alinhamento, cambagem e cáster
• Se a direção hidráulica fizer um ruído estranho ao ser esterçada de um extremo ao outro, esticar a correia soluciona o problema na maioria dos casos
Depois de passar em alta velocidade em um buraco, o volante começou a vibrar sem parar. O que pode ter acontecido?
• Desalinhamento da direção
• Rodas amassadas (provavelmente a que sofreu o impacto direto)
• Deslocamento da suspensão (bastante grave) ou quebra da barra estabilizadora
Nesses casos, só os consertos necessários e a troca das peças defeituosas resolverão o dano. Num impacto forte, a carroceria pode necessitar de realinhamento antes de a troca ser feita.
Um ruído contínuo e intenso vem das rodas quando o carro está em velocidade constante.

Qual é o problema?
Se o barulho vier da extremidade do eixo, bem junto das rodas, rolamentos desgastados ou defeituosos podem ser o problema. Os rolamentos evitam o atrito entre o eixo e o cubo da roda. A simples substituição deles eliminará o ruído.
O freio parou de funcionar. Como devo agir?
A primeira providência é reduzir as marchas, para que o freio motor ajude a diminuir a velocidade do carro, e puxar o freio de mão gradativamente. Não puxe a alavanca toda de uma só vez. Isso pode fazer o carro dar um "cavalo-de-pau". Se você estiver no perímetro urbano e dependendo da velocidade, não haverá tempo para a redução das marchas. Passe para o freio de mão direto. Em rodovias, especialmente em descidas, vale a redução de marchas e o uso do freio de mão até a parada total do veículo ? no acostamento, de preferência.

A falha do freio pode ter, basicamente, as seguintes causas: falta de fluído, vazamento do fluído por mangueira defeituosa, pastilhas ou lonas gastas ou cilindro-mestre (peça próxima do pedal do freio) com defeito. Primeiro verifique o nível do fluído no reservatório do freio. Chame o guincho para tirar o carro do local. Aproveite para fazer uma revisão geral ao mandar realizar os reparos.
O marcador de temperatura do painel mostra que há superaquecimento. O que fazer?
Pare o carro imediatamente. Se não fizer isso, ele esquentará ainda mais até queimar a junta do cabeçote ou até mesmo empenar o próprio cabeçote, o que comprometeria seriamente o motor. Com o veículo estacionado, abra o capô e espere o motor esfriar por quinze minutos. Usando um pano, abra com cuidado a tampa do reservatório de água do radiador para verificar se está vazio. Se estiver, ligue o carro e só então coloque água.

Depois disso, verifique se há vazamento em alguma mangueira do radiador ou se a correia da bomba de água está frouxa. Essas são as causas possíveis do superaquecimento. Se estiver tudo em ordem, ligue o motor e espere aquecer até atingir aproximadamente 90 graus centígrados (verifique no marcador de temperatura no painel). Observe se a ventoinha entra em ação. Se ela não funcionar, desligue o motor. Pode ser que o sensor, um fusível ou ainda a ventoinha estejam queimados. Leve o carro ao mecânico e troque a peça defeituosa.
A luz indicativa da injeção eletrônica acende no painel. O que faço?
Se a luz acendeu mas o motor continuou funcionando, isso indica que há uma falha no sistema elétrico, provavelmente um curto-circuito. Leve o carro a um auto-elétrico para arrumar o defeito. Entretanto, se a luz acendeu e o carro parou em seguida, isso significa que o sistema de injeção está em pane. Não tente mexer. Apenas um mecânico especializado ou uma concessionária pode resolver o problema.
O limpador do pára-brisa está fazendo barulho quando funciona. Qual pode ser a causa?
Quando o barulho vem da base do limpador, o problema é com o mecanismo, que pode estar com defeito ou até mal lubrificado em alguns casos. Uma rápida verificação na oficina define isso. Se o ruído for produzido quando os limpadores passam pelo vidro, então a causa é a borracha das palhetas, que deve estar muito desgastada. Elas podem ser trocadas na hora, na própria loja onde foram compradas.
Ao ligar o motor, sai muita fumaça do escapamento. O que está aontecendo?
Fumaça escura é sinal de motor desregulado. Isso aumenta o consumo de combustível. Regular o motor resolve ambos os problemas. Fumaça azulada significa que está havendo queima em excesso de óleo do motor. Pode acontecer no caso de desgaste por quilometragem ou por uso indevido. As válvulas podem estar comd efeito ou mesmo desgastadas.
Fonte: http://quatrorodas.abril.com.br/QR2/autoservico/mecanica/pane.shtml

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Aperto o cinto e boa viagem!

Não basta apenas elaborar o roteiro, fazer as reservas de hospedagem e carregar a bagagem. Além de fazer uma boa revisão no veículo, é preciso estar sempre atento a tudo que se poderá enfrentar durante a permanência na rodovia. Reunimos aqui algumas situações que podem acontecer e damos as dicas para você cair na estrada sem problemas.
ANIMAIS NA PISTA
Ao avistar animais andando na pista ou nas proximidades, olhe pelo espelho retrovisor para verificar se existem carros perto, reduza imediatamente a velocidade e redobre a atenção. Procure passar sempre por trás dos bichos. Nunca buzine. Isso pode assustá-los. Da mesma forma, faróis altos à noite podem paralisá-los à sua frente, o que só aumenta o risco de acidente. É preferível parar e esperar que passem, procurando sinalizar a outros motoristas sobre o perigo.
BEBIDA ALCOÓLICA
Está provado cientificamente que o álcool provoca alteração da coordenação motora e diminui os reflexos. O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) teve seu Artigo 165 do Capítulo XV, considera gravíssimo o ato de dirigir sob influência de álcool ou entorpecentes e pune os infratores com a perda da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), alterado.
A partir do decreto de junho de 2008, dirigir sob influência de álcool ou de qualquer outra substância psicoativa que determine dependência é considerada infração gravíssima. Na fiscalização, o condutor é submetido a testes de alcoolemia por aparelhos homologados pelo Contran, os chamados bafômetros.
Aos olhos da lei, estar bêbado é ter mais de 0,6 grama de álcool por litro de sangue - o equivalente a duas doses de uísque ou duas latas de cerveja para uma pessoa que pesa 70 quilos. Ainda deve-se levar em conta o metabolismo individual. Em teoria, quanto mais se come, menos os efeitos do álcool são sentidos. O tempo de recuperação para quem bebeu pouco mais de duas doses de uísque é de, no mínimo, três horas. Acima disso, é melhor pegar o volante só no dia seguinte. O ideal é nunca dirigir depois de beber.

Ou nunca beber se for dirigir. Confira:
• Um copo de cerveja ou uma taça de vinho: 0,2 g/l - Você fica um pouco mais confiante, mas ainda está tudo bem. A bebida não é suficiente para causar alterações neurológicas
• Uma dose de uísque ou uma latinha de cerveja: 0,3 g/l - Sua noção de distância e de velocidade fica prejudicada. Um carro que parece longe está um pouco mais perto do que você imagina
• Duas taças de vinho ou dois copos de cerveja: 0,4 g/l - Os reflexos ficam comprometidos e você perde a capacidade de responder rapidamente a situações de perigo demora mais para acionar o freio, por exemplo)
• Duas doses de uísque ou duas latas de cerveja: 0,6 g/l (limite máximo permitido no Brasil) - Sensação de euforia. Você perde a noção de perigo. O risco de acidentes dobra
• Quatro taças de vinho ou quatro copos de cerveja: 0,8 g/l - Sensação de calor e rubor facial. Você perde a coordenação motora e a noção de detalhes. Ainda consegue dirigir, mas suas reações são muito mais lentas
• Quatro doses de uísque ou quatro latas de cerveja: 1,2 g/l - Você está intoxicado. Não consegue fazer o raio correto de uma curva, nem seguir as faixas de trânsito
• Cinco latas de cerveja ou uma garrafa de vinho: 1,5 g/l - Você é incapaz de se concentrar no trânsito. Perde a memória e a capacidade de julgamento. Está a um passo de apagar ao volante
A multa é de R$ 957.50 e o motorista tem sua carteira suspensa por 12 meses. O veículo fica retido até a apresentação do condutor habilitado. O caso fica mais grave se o condutor alcoolizado se envolver em crimes de trânsito. A penalidade pode chegar de seis meses a três anos de detenção, além da proibição de dirigir veículo automotor.
COM CHUVA
Estradas molhadas (e mesmo ruas) exigem sempre maior atenção do motorista, já que ficam escorregadias. Com chuva mais intensa, o carro da frente vai levantar uma cortina de água, atrapalhando ainda mais a visão. Reduza a velocidade, não dê guinadas bruscas no volante, acenda os faróis, aumente a distância em relação ao veículo que trafega à sua frente e não freie de forma abrupta.
É mais seguro pressionar o pedal do freio progressiva e suavemente. Se possível, desvie de áreas com maior acúmulo de água para evitar o efeito da aquaplanagem. Ao frear a 80 km/h e com pista seca, um veículo geralmente percorre 30 metros até parar. Com pista molhada, essa distância passa a ser de 45 metros ou mais.
CURVAS
Ao se aproximar de uma curva, deve-se frear antes, desacelerando o carro. Tente aumentar seu raio de curva, ficando o mais possível do lado oposto (se a curva for à direita, posicione o carro bem à esquerda, sem invadir a outra faixa; aproxime-se do acostamento se a curva for para o outro lado), até que comece a entrar nela. Só então retome a aceleração de forma gradativa, deslocando o carro para o centro da pista. Isso ajuda a dar mais aderência ao veículo.
Não faça a curva dando golpes bruscos ou soquinhos no volante. Vire a direção com suavidade até o ângulo certo e nunca freie no meio da curva. O carro pode derrapar ou até capotar se as rodas travarem. Se entrar rápido demais, tire o pé do acelerador e reduza a marcha, mesmo que o motor suba de rotação. Apenas nessa situação, com maior controle do carro, você poderá usar moderadamente o freio.
DESLOCAMENTO DE AR
Deve-se ter bastante atenção ao ultrapassar ou ao ser ultrapassado por um caminhão ou ônibus. Veículos pesados provocam grande deslocamento de ar, que faz com que seu carro balance. Segure o volante com firmeza e mantenha a trajetória mais reta possível.
DIRIGIR À NOITE
Guiar à noite requer maior concentração e menor velocidade. As luzes dos veículos na direção contrária podem atrapalhar a visão. Leve em conta que trafegar à noite dá mais sono ainda em quem já está cansado.
Evite manter os olhos em um ponto fixo. Use as faixas ou os olhos de gato de marcação das pistas como referência. Se não houver nenhum tipo de sinalização ou não conhecer a estrada, mantenha uma distância maior e utilize as luzes traseiras do carro que estiver à sua frente para se guiar.
Assim você poderá saber com antecedência o sentido das curvas, por exemplo. O mesmo serve para situações de neblina intensa. Nunca use farol alto quando houver veículos na sua frente ou vindo na direção contrária. O farol de milha, de longo alcance, é bastante útil. Ele produz um facho estreito de luz branca, como a projetada por um spot de teatro, que pode alcançar até 500 metros de distância.
NEBLINA
Durante o dia ou à noite, o perigo da neblina é o mesmo, dificultando a visibilidade do motorista. Trafegue em baixa velocidade e mantenha distância ainda maior em relação ao carro da frente. Evite fazer ultrapassagens, acenda os faróis baixos e, se tiver, os especiais para neblina. Nunca utilize farol alto. A luz reflete nas gotículas responsáveis pelo nevoeiro, voltando para os olhos do motorista. Ou seja, a luminosidade do farol alto bate de frente com a névoa branca da neblina, impedindo que se tenha a visão do que está à frente.
Para esse caso, há o farol de neblina, que pode ter cor branca (melhor) ou amarela e tem um facho mais curto e mais largo, atingindo as laterais da estrada, e alcance entre 10 e 15 metros. Ilumina até 30 cm acima do solo, porque é a partir dessa altura que a neblina normalmente se forma. Use as marcações da pista ou as luzes traseiras do carro à frente como referência do caminho a seguir.
OBJETOS E BAGAGEM
Nunca carregue o compartimento de bagagens com peso acima da capacidade do veículo. Procure distribuir os itens, conforme seu peso e tamanho, garantindo equilíbrio ao automóvel. Evite que os objetos transportados fiquem soltos (em uma freada eles podem atingir os ocupantes ou provocar danos ao carro) e ultrapassem o limite do compartimento de bagagem, impedindo a visibilidade do motorista. Tenha essa preocupação mesmo que seu carro seja uma perua ou picape. Isso evita que o carro fique instável e ainda ajuda a manter a média normal do consumo de combustível.
QUEIMADAS
Em épocas de seca, quando a vegetação ao lado da pista fica ressecada, é comum ocorrerem incêndios. Às vezes o fogo é causado por pontas de cigarro atiradas por motoristas irresponsáveis. Em conseqüência, a intensa fumaça formada pode atrapalhar a visibilidade. Ao encontrar uma situação assim, reduza a velocidade e acenda os faróis baixos. Se a visibilidade estiver muito prejudicada, melhor parar no acostamento, o mais longe possível da pista, com o pisca-alerta ligado, e esperar que a fumaça diminua.
SINAIS
Existem vários sinais que são utilizados para uma comunicação visual na estrada por caminhoneiros e motoristas de ônibus e carros. Saber o significado deles é bastante útil.
Aprenda a traduzir, e a usar, alguns deles:
· Duas buzinadas - Rápidas, em toques curtos, significam um agradecimento. Pode ser porque o motorista da frente permitiu ou facilitou a sua ultrapassagem. Um "obrigado" sonoro.
· Piscar faróis com intervalos - É usado para indicar para os veículos que trafegam no sentido oposto que eles encontrarão algum problema adiante e que devem reduzir a velocidade. Pode ser um acidente ou queda de barreira, por exemplo.
· Piscar faróis com insistência - É um aviso de que o carro que segue à frente na pista está com algum tipo de problema.
· Piscar os faróis e buzinar - Se o carro que vem atrás do seu piscar os faróis e buzinar com insistência, ele pode estar com problemas e está pedindo passagem.
· Seta esquerda ligada - Se o veículo da frente ligar a seta esquerda, saiba que ele está avisando para que você não faça uma ultrapassagem naquele momento, já que provavelmente há um outro carro vindo no sentido oposto.
· Seta direita acionada - A sinalização indica que, a princípio, pode-se fazer a ultrapassagem, já que não deve haver nenhum outro veículo vindo em direção contrária. Porém, procure sempre se certificar disso, já que o motorista que sinalizou pode cometer um engano de cálculo.
SONO
Viajar durante o dia sempre é mais seguro. Se tiver que ser à noite, procure descansar bastante já no dia anterior. Se o sono bater, não lute contra ele. Não adianta pedir para que os outros passageiros conversem com você ou, se estiver sozinho, ligar o ar-condicionado, o rádio no máximo ou cantar. Pare o carro num local seguro e durma, nem que seja por meia hora.
ULTRAPASSAGENS
É durante as ultrapassagens que acontece o maior número de acidentes nas estradas, principalmente por imprudência e falta de perícia durante sua execução. Procure ser sempre preciso ao calculá-la. As dicas são as seguintes: obedeça à sinalização da pista, sempre dê seta antes para indicar seus movimentos e só ultrapasse pela esquerda, nunca pelo acostamento. Se necessário, buzine levemente para avisar o carro que está ultrapassando e mantenha uma distância segura dele. Volte logo à sua faixa.

Não ultrapasse nunca em curvas e aclives, a não ser que tenha total visibilidade da pista contrária, nem quando a faixa amarela que divide a pista for contínua. Na chuva, a atenção tem de ser redobrada. Só faça uma ultrapassagem com absoluta certeza de que conseguirá completá-la sem colocar em risco sua segurança e a dos demais veículos. Ao ser ultrapassado, não tente apostar corrida e facilite a manobra diminuindo sua velocidade até que o outro carro passe e atinja uma distância segura.
VENTOS LATERAIS
Durante uma viagem, você já deve ter sentido seu carro balançar, principalmente em trechos de estrada mais abertos e desprotegidos. Uma rajada de vento lateral pode desestabilizar seu carro, a ponto de fazê-lo sair da pista. Um bom indicativo desse tipo de ocorrência são as árvores e arbustos dispostos ao longo da estrada. Verifique se estão balançando muito. Se estiverem, reduza a velocidade e segure o volante com mais firmeza. Abrir um pouco os vidros também é útil para amenizar o problema.
Fonte:http://quatrorodas.abril.com.br/QR2/autoservico/mecanica/viajar.shtml

terça-feira, 3 de maio de 2011

O que você pode fazer pelo seu carro

Realizar a manutenção preventiva do veículo não significa apenas visitar o mecânico periodicamente. Existem tarefas que você pode fazer e que não exigem prática, apenas disposição. E o que é melhor: esse procedimento não só ajuda a manter o carro, como também reduz a possibilidade de problemas mais graves no futuro. Veja a seguir quais são esses cuidados: TODA SEMANA
LAVADORES DOS VIDROS
Nada pior do que descobrir que se está sem água nos limpadores dos vidros quando se mais precisa dela. Por isso, crie o hábito de conferir semanalmente se é preciso completar a água dos limpadores.
Acrescente também um pouco de detergente específico. Não use detergente doméstico, pois esses produtos contém soda cáustica em sua formulação, o que pode ocasionar manchas na pintura, além de formação de borra no reservatório, entupindo os lavadores.
LÍQUIDO DE ARREFECIMENTO
Observe o vaso de expansão (consulte o manual do proprietário para saber sua localização). Se estiver abaixo do nível mínimo, adicione água com o líquido de arrefecimento na proporção recomendada pelo fabricante.
O ideal é que a verificação seja feita com o motor frio, mas, se não for possível, tome cuidado na hora de abrir o reservatório. O sistema é pressurizado, e a água quente pode espirrar se você o abrir de repente. Se for necessário completar o nível com muita freqüência, verifique se há vazamento no sistema.
ÓLEO DO MOTOR
Verifique o nível do óleo do cárter uma vez por semana, com o veículo sobre uma superfície plana e, de preferência, com o motor frio. Se não for possível, aguarde cerca de cinco minutos antes de checar.
Confira no manual a localização da vareta, limpe-a e volte a colocá-la no lugar. Tire novamente e cheque o nível, que deve estar entre as marcas de mínimo e máximo.
Se o nível estiver baixo, complete, utilizando um produto com a especificação recomandade pelo fabricante do veículo. Se houver óleo acima do nível máximo, será necessário retirar o excesso por meio do bujão do cárter -- na parte inferior do motor -- ou com uma máquina de troca de óleo por sucção.
Atenção: limpe a vareta com um pano que não solte fiapos, para evitar que estes penetrem no motor.
PRESSÃO DOS PNEUS
Deve ser verificada semanalmente, ou antes de viajar, seguindo a indicação do manual do proprietário. Lembre-se de que os pneus devem estar frios, ou seja, não devem ter rodado mais do que 3 quilômetros. Acima dessa distância, o atrito dos pneus com o solo aquece o ar interno, que se expande e distorce a calibragem. Não se esqueça de checar também a pressão do estepe.
TODO MÊS
FLUIDO DA DIREÇÃO HIDRÁULICA
Cheque o nível uma vez por mês. Para isso, basta abrir o reservatório e conferir, por meio do medidor existente na própria tampa. Se for necessário, complete com o óleo indicado pelo fabricante no manual do proprietário.
LÂMPADAS
Verifique o funcionamento das lâmpadas e substitua, se houve necessidade. O processo é simplesmas deve se ter cuidado ao manusear a lâmpada nova, principalmente se for dos faróis. Evite tocar o bulbo, pois a oleosidade natural da pele vai tornar o vidro amarelado, reduzindo sua eficiência e até mesmo diminuindo a vida útil. Se for inevitável, limpe a lâmpada depois, com um pano umedecido com álcool.
TODO ANO
PALHETAS DOS LIMPADORES
Providencie a substituição das palhetas uma vez por ano. Se a borracha do limpador estiver ressecada ou danificada, a palheta perde eficiência e pode riscar o pára-brisas. Para trocar a palheta, basta desencaixar a peça antiga e encaixar a nova, num processo rápido que não exige experiência. Lembre-se apenas de adquirir um produto específico para o seu automóvel.
OCASIONAIS
BATERIA
Se os pólos da bateria estiverem cobertos por uma espécie de pó esverdeado, não se assuste. Trata-se do zinabre ou azinhavre, produto resultante da oxidação dos terminais dos cabos, causado pelo ácido do interior da bateria. O problema é comum e não indica nenhum defeito. Para eliminá-lo, limpe os pólos com uma escova e lubrifique-os com uma leve camada de graxa branca ou vaselina, antes de religar os terminais.
FILTRO DE AR
Veja no manual do veículo a localização do compartimento do filtro e confira seu estado mensalmente. Um filtro de ar dura aproximadamente 10 000 quilômetros, mas quem trafega em locais muito empoeirados ou por estradas de terra, deve trocá-lo com mais freqüência. Em alguns casos, leves pancadas são suficientes para limpá-lo e dar uma sobrevida ao filtro. Não se deve usar jatos de ar comprimido, pois isso pode danificar o elementro filtrante, que é de papel.
FUSÍVEIS
Se o farol não ascende e a lâmpada não está queimada, então a causa geralmente deve ser fo fusível. Confira no manual do veículo a localização do compartimento de fusíveis. A seguir, verifique qual deles é o responsável pelos faróis, retire-o e substitua por um novo.
Atenção: não improvise com fusíveis de amperagem diferente ou outro tipo de material (arame, papel aluminizado). Isso pode causar sérios danos ao sistema elétrico do automóvel, além de proporcionar risco de curto-circuito e até mesmo incêndio.
MAIS
OUTRAS VERIFICAÇÕES
Além dos procedimentos descritos até aqui, existem outros, como o alinhamento da direção, balanceamento de rodas, troca de óleo, filtros e velas, por exemplo, que também não podem ser esquecidos, mas que, por sua complexidade ou necessidade de equipamentos específicos, devem ser feitos por um mecânico.
Consulte sempre o manual do proprietário para saber não só os prazos recomendados para a manutenção preventiva, como também os produtos e as especificações certas para o seu carro.
Fonte: http://quatrorodas.abril.com.br/QR2/autoservico/mecanica/checklist.shtml

domingo, 1 de maio de 2011

Os dias impossíveis

Existem apenas dois dias onde é impossível fazer qualquer coisa: ontem e amanhã.

O resto – ou seja, hoje – nos dá todas as ferramentas necessárias para conseguir aquilo que desejamos.

A magia está cheia de coisas como “voltar às vidas passadas” ou “profecias sobre o futuro que nos espera”.

Eu, por curiosidade, já vi duas encarnações passadas. Mas tal experiência não me acrescentou nada (talvez tenha reforçado um pouco da minha fé na Eternidade, mas foi tudo).

Renascer para o presente – isso é o que precisamos fazer todos os dias.

Como disse Albert Einstein: “cem vezes por dia eu me lembro que minha vida interior e minha vida exterior dependem do trabalho que outros homens estão fazendo agora. Por causa disso, preciso me esforçar para retribuir pelo menos uma parte desta generosidade – e não posso deixar nenhum minuto vazio”.

Fonte: g1, Paulo Coelho, 2011

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Motorista de van que bateu em seis carros no DF é liberado após depor

Acidente no Eixão Sul de Brasília nesta quinta deixou um morto e dois feridos.
Antônio de Paula Pereira alegou em depoimento ter perdido controle da van.
O motorista da van que se envolveu em um acidente com outros seis veículos e que deixou um morto e dois feridos no Eixão Sul de Brasília nesta quinta-feira (28) foi liberado após prestar depoimento à polícia. Um dos feridos permanece internado, no Hospital de Base.
Segundo o Corpo de Bombeiros, o motorista da van seguia no sentido Plano Piloto-Aeroporto, invadiu a pista contrária, bateu de frente com um Fox, atingiu outros cinco veículos e depois capotou.
Segundo a delegada, o motorista alegou ter perdido o controle da van. Outras três pessoas também foram ouvidas. Uma nova perícia será feita no veículo para verificar se não houve nenhum tipo de falha técnica.
* Motorista morre e pelo menos dois ficam feridos no Eixão, em Brasília
Por causa do acidente, todos os acessos ao Eixão Sul foram bloqueados no sentido centro do Plano Piloto. Os motoristas tiveram de desviar pelo Setor Policial Sul para evitar o Eixão. O engarrafamento chegou até a Estrada Parque Guará.
Veículos envolvidos em acidente na Saída Sul (Foto: G1)Veículos envolvidos em acidente na Saída Sul de Brasília nesta quinta-feira (28) (Foto: G1) Fonte: g1, 29/04/2011 14h03 - Atualizado em 29/04/2011 14h03

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Violência no trânsito custa R$ 22 bilhões por ano

Somente nas rodovias federais, nos dois primeiros dias do feriado, 92 pessoas morreram. Um exemplo de que fiscalização e punição funcionam pode ser a Lei Seca, no Rio de Janeiro.
Quarta-feira(20/4) à noite, Rodovia Presidente Dutra, sentido Rio. Ao longo de 200 metros, destruição, ferro retorcido, feridos na beira da estrada. Combustível vaza no asfalto, o trânsito continua em meio aos destroços. O socorro chega pela pista contrária, mas com o trânsito pesado, eles se arriscam ao cruzar a Dutra.
“Estou com uma dor aqui assim, não consigo nem respirar, está doendo muito”, diz um acidentado.
Salva pelo cinto e os air bags, presa do pânico. “É um susto. Hoje é dia de falecimento do meu pai também. Ele morreu de acidente de carro. Então, me deixando mais nervosa”, diz Joseni Moreira, vítima do acidente.
Esse motorista é louco. Ele vem sabendo que o trânsito estava todo parado e ele veio a mil. Nós fizemos sinalização para ele parar e ele nada”, critica Jaqueline Maria da Conceição.
Pouco mais adiante, a mulher de um homem sofre com a dor do impacto na coluna - que já estava lesionada.
A carreta não parou ao encontrar o engarrafamento. E bateu em 12 veículos, espremendo um carro contra a mureta.
“E quando de repente é uma carreta. Vinha numa velocidade muito grande, e não deu tempo, porque a gente estava parado. Eu só vi na hora do impacto”, conta o motorista Francisco Titoneli.
O adesivo diz que a carreta está "nas mãos de deus". Ela estava com Hudson Cadine, 27 anos.
- A senhora é da televisão?
Fantástico - Sou.
- Eu não quero dar entrevista.
Fantástico - O senhor não quer dizer o que aconteceu?
- Eu vou dizer pro policial, daí a senhora pergunta pra ele.
A polícia investiga se ele estava em ponto morto e dormiu na direção ou se houve uma falha mecânica.
As ambulâncias levam os feridos. Está começando o feriado da morte e do renascimento.
Na quinta-feira cedinho, o fogo na beira da estrada em Rondônia consome um carro. Os cinco ocupantes morreram. Eles não tiveram chance de escapar quando o carro bateu de frente com o ônibus e foi arrastado para fora da estrada.
“Eu dormi desde o momento que eu saí da rodoviária. Eu estava na frente, no banco da frente, bem do lado do motorista. Quando eu vi, eu já estava no chão. Aquele desespero, o povo já quebrando o vidro, foi na hora que a gente pulou e o ônibus já começou a pegar fogo”, conta uma mulher.
A milhares de quilômetros, quase na mesma hora, desespero na Rio-Santos.
“Vamos escorar, vamos escorar, vamos escorar”,
O ônibus captou e um dos passageiros está preso sob a carroceria.
O cinegrafista amador mostra que a escavadeira sozinha não consegue levantar toneladas de ferragens. E o esforço dos bombeiros para libertar o homem ferido. É o último de 37 feridos levados para o hospital nesse acidente. Quatro continuam internados e três passageiros morreram. O motorista perdeu o traçado da curva, na BR-101, em São Paulo, saiu da pista e capotou. Muitos passageiros foram arremessados para fora do ônibus.
“É possível, a gente ainda está periciando a ocorrência do acidente, mas é possível que pessoas tenham sido lançadas pra fora do veículo exatamente pela falta do cinto de segurança”, conta Sérgio de Amorim, da Polícia Rodoviária de São Paulo.
Centenas de milhares de brasileiros ainda estão nas estradas, voltando para casa, e este feriado de Semana Santa combinado com Tiradentes assusta.
Só nas rodovias federais, nos dois primeiros dias, 92 pessoas morreram. No ano passado, foram 114 em todo feriado.
O estudo mais completo sobre os acidentes no Brasil mostra que a conta dessa violência, paga por todos nós brasileiros, é de R$ 22 bilhões por ano.
O cálculo, do governo federal, é de 2006. De lá para cá, a frota de automóveis aumentou 43%. Os números de acidentes e mortes não param de crescer. As internações hospitalares de feridos em acidentes são 160 mil por ano, só nos hospitais no SUS.
O especialista em trânsito Rodolfo Rizzotto é autor de um estudo chamado "Acidentes não acontecem". “A gente chama de acidente, mas na realidade é uma falha humana, existem falhas mecânicas, da via, da pavimentação, da sinalização, que contribuem para que esses episódios lamentáveis aconteçam”, explica.
Noite de quarta, estado do Rio. Um casal atropelado por uma moto. Atropelamentos não deviam acontecer em estradas. Mas, segundo o governo, são quatro mil por ano, um a cada duas horas, nas rodovias federais.
“Ela estava em casa atravessou pra ir na padaria comprar pão. Aí o pessoal falou que a moto veio ultrapassou e pegou eles aqui. Aqui tem um monte de moradores, mas não tem uma passarela para a gente”, conta Renata Cristina Pereira, mãe de uma vítima.
Falha da estrada: também não existe passarela na região do sul de Minas, onde o homem foi atropelado por uma cegonheira.
Irresponsabilidade: tem gente dirigindo sem carteira. Como o motoqueiro em Santa Catarina, que vinha na contramão. “Você vai ser autuado por estar sem habilitação, por ter andando na contra mão e por ter andado sobre o passeio”, diz o agente federal.
O homem em São Paulo não teve culpa direta na colisão de dois carros, mas é um infrator confesso que apresenta uma justificativa absurda.
“Eu estou andando sem habilitação, mas estou andando de consciência limpa, não estou em zoeira, não estou em baile, não estou em mulherada, não estou em bebida”, afirma o motorista Ailton Ferreira.
Por falar em bebida, o motorista que perdeu o controle do carro e caiu no barranco, em Santa Catarina, segunda a polícia, dirigia sob influência de álcool.
“Não pudemos fazer o exame de bafômetro, porque ele estava com vários ferimentos na região do rosto e isso poderia contaminar o aparelho. Então, neste caso, a gente faz o auto de constatação de embriaguez, atestando que ele com determinados sintomas e ele é autuado normalmente por dirigir embriagado”, explica Renata Dutra, agente da Polícia Rodoviária Federal de SC.
Na alegria responsável do feriado, os três amigos beberam e chamaram outro para levá-los para casa, em São Paulo. Mas o carro capotou.
“Quando entrei ali, o rapaz me fechou, eu perdi o controle do carro. Todo mundo estava de cinto”, contou o motorista Patrício Pereira da Silva. Nenhum dos quatro ocupantes se feriu.
O especialista conta qual é o principal fator isolado para tantas mortes nas estradas do Brasil: “É a impunidade. Nós precisamos punir os motoristas infratores. E é preciso que a sociedade apóie as autoridades a punir. Por isso, precisamos mudar nosso comportamento e entender que punir é uma forma de educar”, ressalta Rodolfo Rizzotto.
Um exemplo de que fiscalização e punição funcionam pode ser a Lei Seca, no Rio de Janeiro. Construiu a reputação de que dela ninguém escapa. Do cidadão comum ao político importante, da celebridade ao juiz de direito. Em dois anos, a Lei Seca reduziu o número de acidentes no Rio em 32%. Uma redução dessa, se fosse no Brasil todo, evitaria mais de dez mil mortes por ano.
A diretora-geral da Policia Rodoviária Federal admite que a fiscalização precisa melhorar. “Nós necessitaríamos de mais efetivos, de mais tecnologias e de mais recursos”, afirma Maria Alice Nascimento Souza, diretora-geral da PRF.
Ela diz também que vários ministérios estão trabalhando num novo plano nacional para reduzir os acidentes. “Nós estamos investindo na área de estatística, pra que a gente possa ter critérios objetivos e técnicos pra trabalhar com esse plano nacional de combate aos acidentes”.
Depois de gravar essa entrevista, recebemos uma informação: a diretora-geral da Polícia Rodoviária Federal, Maria Alice Nascimento Souza, teve a carteira de motorista suspensa. A informação é pública e pode ser encontrada com uma busca na página do Detran do Paraná, na internet.
Segundo o site do Detran paranaense, entre dezembro de 2008 e dezembro de 2010, ela acumulou seis multas - duas por estacionar em local impróprio, como calçada ou faixa de pedestres. E quatro por excesso de velocidade - uma delas, com velocidade entre 20% e 50% acima do permitido na via.
O policiamento nas estradas federais nesse feriado é a primeira grande operação chefiada por Maria Alice Nascimento Souza.
O Fantástico recebeu, na noite deste domingo, uma nota da Polícia Rodoviária Federal. Segundo a nota, Maria Alice Nascimento Souza esclarece que o único carro da família está em nome dela e é usado por outras pessoas da família.
A diretora-geral da Polícia Rodoviária Federal reconhece a falha em identificar em tempo hábil os condutores responsáveis pelas infrações. Maria Alice foi notificada pelo Detran em março deste ano. Ela diz também que cumprirá o determinado em lei. E que a suspensão temporária da habilitação não cria obstáculos para que ela exerça o seu cargo de diretora-geral da PRF.
Fantástico: 24/4
Fonte:http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,,MUL1660061-15605,00-VIOLENCIA+NO+TRANSITO+CUSTA+R+BILHOES+POR+ANO.html

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Dupla faz apresentações no trânsito de SP para conscientizar motoristas

Apresentações teatrais são feitas por dentista e promotor.
Trabalho é 'voluntário e cidadão', diz Leandro Camargo, o idealizador.

Dupla fez apresentações na manhã desta quarta (20) na Zona Sul de SP (Foto: Clara Velasco/ G1)
Dupla fez apresentações na manhã desta quarta (20) na Zona Sul de SP (Foto: Clara Velasco/ G1)

Vestidos com roupas que representam faixas de trânsito e utilizando bonecas, garrafas de cerveja e volantes nas mãos, um dentista e um promotor de São Paulo resolveram fazer, de graça, esquetes nas ruas da cidade para conscientizar os motoristas. Escolhendo um cruzamento movimentado por vez, eles tentam mostrar a importância de manter as crianças nas cadeirinhas, não beber antes de dirigir e guiar com prudência - tarefas consideradas mais que "batidas", mas muitas vezes esquecidas.
Apresentações abordaram temas como alcoolismo no trânsito (Foto: cla)
Apresentações abordaram temas como alcoolismo
no trânsito (Foto: Clara Velasco/ G1)

Uma das apresentações feitas nesta semana foi na Avenida Engenheiro Luís Carlos Berrini, na Zona Sul da cidade, na quarta-feira (20). Eles encenaram situações em que motoristas alcoolizados e apressados acabando gerando acidentes.
De maneira rápida, eles mostraram pedestres sendo atingidos por motoristas bêbados, crianças sendo atropeladas na faixa e motoristas apressados quase causando tragédias. “Nós fazemos as apresentações sempre no farol vermelho, para não atrapalhar o trânsito”, diz Leandro Camargo, dentista e idealizador do projeto.
Os motoristas que andam "costurando" o trânsito e os que guiam grudados no carro da frente também são lembrados, assim como a briga entre pedestres, motoristas e ciclistas.
O trabalho, de acordo com Camargo, é "voluntário e cidadão". Ele diz que não recebe nada por isso e que nenhuma instituição o apoia financeiramente. “Eu sou promotor e tenho disponibilidade de horário. Dedico duas horas por dia para fazer as apresentações”, diz o amigo Edgar Aguilar.
Na quinta-feira (21), a dupla decidiu fazer uma esquete em parceria com a Fundação Pró-Sangue na Rua Teodoro Sampaio para lembrar da importância da doação.
Projeto é conhecido como TRAPA - Trânsito Pacífico - e é voluntário (Foto: Clara Velasco/ G1)
Projeto é conhecido como Trapa (Trânsito Pacífico)
e é voluntário (Foto: Clara Velasco/ G1)

“A ideia surgiu há uns dois anos, mas em dezembro começamos a ir para os faróis”, diz Camargo. “Surpreendentemente o resultado do nosso trabalho tem sido positivo. As pessoas nos procuram, nós estamos aqui nesta esquina porque nos disseram que esta era uma área de muitos problemas, com atropelamentos”, afirma.
Ao projeto foi dado o nome de Trapa (Trânsito Pacífico). “Nós notamos que realmente existe a necessidade de melhoria das ruas, das estradas, mas também percebemos que outros problemas influenciam no trânsito da cidade”, diz Camargo.
Fonte: g1
25/04/2011 11h04 - Atualizado em 25/04/2011 11h04

domingo, 24 de abril de 2011

Feliz páscoa...



Páscoa é ajudar mais gente a ser gente, é viver em constante libertação, é crer na vida que vence a morte.
Páscoa é renascimento, é recomeço, é uma nova chance pra gente melhorar as coisas que não gostamos em nós.
Para sermos mais felizes por conhecermos a nós mesmos mais um pouquinho e vermos que hoje somos melhores do que fomos ontem.
Autor desconhecido.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Farol aceso e uso de cinto: medidas simples que salvam vidas no trânsito

"Eu uso cinto de segurança há 43 anos. Para mim, já é automático. Precisaria ser automático para todo mundo", afirma Alexandre Garcia
Dirigir com o farol aceso é uma medida que parece simples que pode ajudar a salvar vidas. O motorista precisa saber que o farol tem duas utilidades: uma é o motorista ver e outra é o carro dele ser visto por outros motoristas, 50% cada um.
Ser visto é importante, principalmente no fim da tarde ou no início da manhã, quando o sol está no horizonte e ofusca o espelho retrovisor, o para-brisa e o motorista. Um carro iluminado é visto pelos outros.
Sobre a matança em são Paulo, são quatro mortes por dia. Há mais de dez anos, Brasília já teve três mortes por dia com um décimo da frota de São Paulo. Aí se começou uma campanha pelo uso do cinto de segurança e a obediência à faixa de pedestres. As mortes caíram de três para uma por dia.
O cinto de segurança é fundamental, vide o ônibus das atletas de vôlei, que se feriram por falta do uso do cinto. Eu uso cinto de segurança há 43 anos. Para mim, já é automático – precisaria ser automático para todo mundo. O cinto é fundamental em qualquer lugar: no carro ou no ônibus. Ele salva vidas.
Em falar em viagem na véspera do feriadão de Páscoa, a BR-060 tem mais uma interrupção tal como já teve na véspera do Ano Novo. Na época, abriu-se mais uma cratera e fizeram um desvio. Agora mais uma cratera foi aberta no desvio. Essa importante rodovia está completamente impedida, ligando Brasília a Goiânia e São Paulo.
Outro dia, falando com um empreiteiro, eu comentei que as estradas americanas feitas por construtoras brasileiras são excelentes. Perguntei a ele por que as estradas brasileiras não são assim. Ele me respondeu: “Aqui o governo finge que nos paga e nós fingimos que fazemos estradas. A fiscalização também é deficiente”.
Fonte:Bom dia Brasil ,
Edição do dia 20/04/2011

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Mais de 80% dos homens não respeitam o GPS, diz pesquisa

Mulheres são mais obedientes com os sistemas de navegação.
Estudo com 3 mil motoristas foi realizado por uma seguradora britânica
Os homens são mais propensos a ignorar as direções informadas pelo GPS do que as mulheres, de acordo com uma pesquisa recente da seguradora britânica Swinton.
Enquanto apenas 63% das mulheres desobedecem os comandos dos sistemas de navegação, 83% dos homens ignoram as rotas.
Mesmo com a diferença a ‘desobediência’ é alta em ambos os sexos. O levantamento que teve como base 3 mil pessoas aponta que 79% dos motoristas não seguem as rotas do GPS.
Do total de pessoas pesquisadas, cerca de 50% responderam que os caminhos informados pelo sistema já ocasionaram brigas entre passageiros e motoristas. Para cerca de 33%, o GPS costuma levar o motorista para caminhos mais longos e demorados.

Fonte: http://g1.globo.com/carros/noticia/

domingo, 17 de abril de 2011

Saiba o que acontece após recusa do teste do bafômetro

Jogador Adriano recebeu multa e teve carteira apreendida no Rio.
Processo vai determinar se ele ficará 1 ano sem poder dirigir.

Qualquer pessoa pode se recusar a passar pelo teste do bafômetro, como fez o jogador Adriano, que teve a carteira de habilitação apreendida durante blitz no Rio de Janeiro, na madrugada desta quarta-feira (9). Esse direito existe porque, segundo a lei brasileira, ninguém é obrigado a produzir provas contra si mesmo.

Segundo a coordenadoria da Lei Seca no estado, o fiscal de trânsito verificou sinais de embriaguez em Adriano. O jogador foi autuado pela infração, considerada gravíssima, e levou multa de R$ 957,00. É a mesma pena dada a quem é flagrado no bafômetro com teor igual ou superior a dois decigramas de álcool por litro de sangue.

Pela Lei Seca, qualquer motorista que se recusar a fazer o teste poderá sofrer essas punições, tendo ou não mostrado indícios de consumo de álcool. Segundo o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), porém, se o fiscal de trânsito não constatar embriaguez, ele poderá liberar o motorista sem autuação, ainda que ele se recuse a fazer o teste.

Na prática, isso varia de estado para estado. Em São Paulo, por exemplo, a Secretaria de Segurança Pública informa que quem se recusar a passar pelo bafômetro será autuado e conduzido a uma delegacia, onde assinará um termo circunstanciado. Antes de ser liberado, é levado ao Instituto Médico Legal (IML) para exame clínico. Para reaver a carteira, diz o Detran-SP, é preciso entrar com recurso contra a autuação. No Rio, a pessoa é liberada no local onde foi parada e, em caso de autuação, tem a carteira retida e poderá reavê-la em até cinco dias.

A suspensão por um ano do direito de dirigir não é automática, diz o Denatran. O motorista autuado é alvo de aberto processo administrativo, que vai determinar se houve a infração. A lei prevê que o testemunho do agente de trânsito ou policial rodoviário tem força de prova diante do juiz. Segundo o Denatran, enquanto esse processo transcorre o motorista pode continuar dirigindo. Se a Justiça decidir pela suspensão, cabe recurso da decisão.

Quando é caso de prisão
De acordo com o Denatran, o motorista só é responsabilizado criminalmente se for detectada dosagem de álcool igual ou superior a seis decigramas por litro de sangue. Nesse caso, a pessoa é necessariamente conduzida a uma delegacia, indicada e poderá ser solta sob fiança determinada pelo delegado, que pode variar entre R$ 300 e R$ 1.200. Em caso de condenação, a pena poderá variar de seis meses a três anos de cadeia. O infrator também sofrerá punição administrativa: perderá o direito de dirigir por um ano ou poderá ser proibido de obter novamente a carteira.

Fonte: http://g1.globo.com/carros/noticia/

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Mortes no trânsito crescem quase 24% em uma década

O número de mortes no trânsito brasileiro cresceu 23,9%, entre 1998 e 2008, de acordo com o Mapa da Violência 2011, divulgado nesta quarta-feira (13), pelo Instituto Sangari. Entre as causas para o aumento do percentual, está o crescimento assustador dos óbitos de motociclistas: 754%.
“Se nada mudar, até 2015, teremos um massacre de motociclistas”, alerta o coordenador da pesquisa, Julio Jacobo Waiselfisz. Para ele, as vítimas de acidentes com motos devem seguir aumentando cerca de 4% ao ano. “Se essa tendência continuar,dentro de quatro anos, a morte de motociclistas no trânsito superará os índices de todos os outros veículos juntos”.

Waiselfisz aponta que mudanças na legislação podem minimizar os elevados custos sociais, financeiros e emocionais dos acidentes com motociclistas, assim como já aconteceu com as alterações feitas em 2007 no Código de Trânsito, que diminuíram em 15,6% as mortes de pedestres.”Propomos políticas específicas para a formação e o treinamento dos motociclistas, definição de requisitos específicos para serviços de entrega e reforço das campanhas educativas”.

Na década pesquisada, a frota de motos cresceu 368% e a de automóveis 89,7%. Todavia, o aumento do número de vítimas de acidentes com automóvel foi proporcionalmente menor, em torno de 57%. As mortes de ciclistas também contribuíram para o crescimento do índice geral chegando a 308%.

Fonte: Brasilia Confidencial

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Erro faz veículos serem reprovados em inspeção

Limites de ruído nos documentos de modelos da Mercedes, Mitsubishi e de moto da Yamaha são maiores que os da Controlar

Dois meses após se tornar item de reprovação na inspeção veicular de São Paulo, a análise de ruído já tem feito as primeiras vítimas. Motoristas não têm conseguido passar na avaliação porque os limites que constam no documento dos veículos - em pelo menos três modelos - são maiores do que o registrado na Controlar, empresa responsável pela inspeção. O problema é que as montadoras informaram dados errados.

Marcio Fernandes/AE-2/2/2009
Marcio Fernandes/AE-2/2/2009
Barulho. Falha afetaria 26 mil unidades; rejeição por excesso de ruído atinge 70 mil veículos

A reportagem confirmou três modelos em que houve o erro: Mercedes Benz ML 63 AMG, Mitsubishi TR4 (até 2008) e a moto Yamaha XT660 R (2009). Os veículos somam mais de 26 mil unidades vendidas nos períodos correspondentes.

O número de modelos pode crescer, uma vez que o problema só é detectado quando o motorista faz a inspeção. Na hora da análise, a Controlar leva em conta o limite estipulado na portaria da Secretaria do Verde e Meio Ambiente que dispõe das regras do processo. O documento, por sua vez, teve como fonte os limites disponíveis no site das montadoras. "Percebemos pelo menos dez casos em que houve esse problema e cabe às montadoras apresentar as divergências (à secretaria)", afirmou o diretor executivo da Controlar, Eduardo Rosin. O ruído tem apresentado um índice de reprovação de quase 1% da frota, segundo a Controlar. Cerca de 70 mil.

Reprovado. O economista Sérgio Schwarz, de 60 anos, não entendia o motivo de sua Pajero TR4 ser reprovada. No mês passado, foram cinco reprovações. "No manual do meu carro tinha o valor de 94,5 dB (nível de ruído), mas no canhoto da Controlar com a reprovação aparecia 85", diz ele, que já pagou três vezes a taxa de R$ 61,89. "Ainda estou no prazo, mas não sei o que fazer."

Não há previsão para que os valores corretos sejam atualizados nos modelos da Mitsubishi e da Mercedes. As empresas afirmam que já repassaram os novos valores à secretaria. Ambas informaram que quem tiver prejuízo pode procurar a empresa. A Mitsubishi informou que já entrou em contato com Schwarz para resolver o problema.

Apenas a Yamaha XT660 R teve a informação corrigida em portaria publicada ontem no Diário Oficial, que atualizou novos modelos das fabricantes citadas - além da Kia Motors. Foi modificado o limite de rotação do motor na hora da inspeção, que originalmente estava mais alto que o correto. A empresa também informou que os proprietários que se sentirem lesados podem procurar o serviço de atendimento.

A Assessoria de Imprensa da Secretaria do Verde não informou quais foram as alterações trazidas pela portaria e por que não houve alterações nos limites da Mitsubishi e da Mercedes.

Fonte: Paulo Saldaña - O Estado de S.Paulo, 13 de abril de 2011 | 0h 00


domingo, 10 de abril de 2011

Teste feito em simulador reprova camioneiors em Sáo Paulo

Os caminhoneiros são os que passam pelas provas mais difíceis na hora de tirar habilitação. Ao todo, 80% se envolveram em acidentes na simulação
O Bom Dia Brasil acompanhou a aula de caminhoneiros num simulador. É sua vida que está em risco nas rodovias do país. O resultado dessa aula foi assustador, como são assustadoras também as estatísticas obtidas. Só este ano mais de 400 pessoas morreram em acidentes só nas estradas federais do país.
Nas estradas, a principal delas é manter distância do carro da frente. Isso vale, sobretudo, para caminhões, que precisam de muito mais espaço para conseguir parar. Mesmo com a carteira de habilitação em dia, o caminhoneiro muitas vezes erra na direção. Em um teste feito num simulador, a maioria dos motoristas foi reprovada.
Os caminhoneiros são os que passam pelas provas mais difíceis na hora de tirar carteira de habilitação, mas no teste feito em um simulador em São Paulo a maioria deles foi reprovada. Ao todo, 80% deles se envolveram em acidentes durante a simulação; 40% atropelaram um pedestre; 15% bateram ao entrar na pista; e 7% colidiram ainda no pátio de manobras.
Entre os erros mais comuns, velocidade muito acima ou muito abaixo do limite; postura incorreta do motorista, como, por exemplo, dirigir com apenas uma das mãos; e não usar o cinto de segurança. O resultado está nas estradas. Nos acidentes da madrugada desta quarta-feira (23) na Via Dutra, três pessoas morreram e quatro ficaram feridas.
“Normalmente se ele se envolver com um carro pequeno, ele vai se sair bem, mas com os grandes pode ser fatal”, alerta o instrutor João Carlos Alves.
Em muitos casos, os acidentes se tornam ainda mais graves porque os motoristas não respeitam uma regra básica de trânsito: manter uma distância de segurança em relação ao veículo da frente. Se os veículos da frente tiverem qualquer problema e pararem rapidamente, o que vem atrás não vai ter tempo de brecar para evitar um acidente.
Ao contrário do que se vê, o bom senso deve orientar o motorista. Na cidade, a 50 quilômetros por hora, ele deve ficar no mínimo a dois carros de distância do veículo da frente. Na estrada, essa distância passa a ser de quatro carros, no mínimo. Ela deve aumentar com o carro carregado, na chuva, à noite ou quando o motorista pisa demais no acelerador.
“Quanto maior a velocidade, maior é a distância que ele deve manter do veículo da frente, porque o percurso que ele vai ter que se deslocar no caso de uma frenagem é muito maior”, explica o especialista em segurança viária, José Aurélio Ramalho.
Quase 500 caminhoneiros profissionais testaram o simulador de direção e 35 bateram ainda no pátio de manobras.
Fonte: Bom dia Brasil 24/03/11

sábado, 9 de abril de 2011

Cinegrafista flagra jovens com corpos para fora de carros em estrada


Imagens foram feitas em estrada entre Taguatinga e Brasília. Um dos rapazes chegou a subir no teto de um dos carros.

Um cinegrafista amador flagrou, em uma estrada entre Taguatinga e Brasília, dois homens e uma mulher com os corpos para fora das janelas dos carros. Um dos rapazes chegou a subir no teto.

Uma garrafa de bebida trocou de mãos várias vezes. Uma irresponsabilidade criminosa que durou cerca de cinco minutos.

Fonte: g1, 04/04/2011

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Polícia divulga lista de vítimas do tiroteio em escola do Rio

11 crianças morreram em ataque na manhã desta quinta-feira. Atirador se matou após ser alvejado por policial em escola da Zona Oeste. A Polícia Civil divulgou na tarde desta quinta-feira (7) uma lista das vítimas do ataque à escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, na Zona Oeste do Rio. Wellington Menezes de Oliveira, de 23 anos, atirou contra alunos em salas de aula lotadas, foi atingido por um policial e se suicidou. O crime foi por volta das 8h30. Veja lista das vítimas Karine tragédia Realengo (Foto: G1) 1- Karine Chagas de Oliveira, 14 anos 2- Rafael Pereira da Silva, 14 anos 3- Milena dos Santos Nascimento, 14 anos Mariana tragédia realengo (Foto: Reprodução) 4- Mariana Rocha de Souza, 12 anos Larissa dos Santos Atanázio Tragédia Realengo (Foto: G1) 5- Larissa dos Santos Atanázio, (aguardando documento) 6- Bianca Rocha Tavares, 13 anos 7- Luiza Paula da Silveira, 14 anos 8- Laryssa Silva Martins, 13 anos 9- Géssica Guedes Pereira (aguardando documento) 10- Samira Pires Ribeiro, 13 anos 11- menina não identificada - aguardando identificação de familiares Wellington é ex-aluno da escola onde foi o ataque. Seu corpo foi retirado por volta das 12h20, segundo os bombeiros. De acordo com polícia, Wellington não tinha antecedentes criminais. saiba mais A polícia diz que ele portava dois revólveres calibre 38 e equipamento para recarregar rapidamente a arma. Esse tipo de revólver tem capacidade para 6 balas. Segundo testemunhas, Wellington baleou duas pessoas ainda do lado de fora da escola e entrou no colégio dizendo que faria uma palestra. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, ele falou com uma professora e seguiu para uma sala de aula. O barulho dos tiros atraiu muitas pessoas para perto da escola (Presenciou o caso? Envie fotos e vídeos ao VC no G1). O sargento Márcio Alves, da Polícia Militar, fazia uma blitz perto da escola e diz foi chamado por um aluno baleado. "Seguimos para a escola. Eu cheguei, já estavam ocorrendo os tiros, e, no segundo andar, eu encontrei o meliante saindo de uma sala. Ele apontou a arma em minha direção, foi baleado, caiu na escada e, em seguida, cometeu suicídio", disse o policial (veja abaixo a declaração, em reportagem do Jornal Hoje). A escola foi isolada, e os feridos foram levados para hospitais. Os casos mais graves foram levados para o hospital estadual Albert Schweitzer, que fica no mesmo bairro o colégio. Sobrevivente conta como foi Uma das alunas lembra os momentos de terror na unidade. A menina de 12 anos disse que viu o atirador entrar na escola. Ela estava dentro da sala de aula quando ele abriu fogo contra os alunos. “Ele começou a atirar. Eu me agachei e, quando vi, minha amiga estava atingida. Ele matou minha amiga dentro da minha sala”, conta ela, que afirma que estava no pátio na hora em que o atirador entrou na escola. “Ele estava bem vestido. Subiu para o segundo andar e eu ouvi dois tiros. Depois, todos os alunos subiram para suas salas. Depois ele subiu para o terceiro andar, onde é a minha sala, entrou e começou a atirar”, completou. O estudante Leonardo Pacheco da Silva, de 16 anos, contou que a irmã, Ana Carolina Pacheco da Silva, de 13 anos, está desaparecida desde o tiroteio na escola. Segundo ele, a família já esteve no Instituto Médico Legal (IML) e em hospitais da região, mas não encontrou a menina, que estuda na oitava série. “Tenho esperanças dela estar viva, apesar da escola nunca ter tido segurança”, disse. O morador Leonardo Andrade dos Santos, de 23 anos, contou que ajudou a resgatar pelo menos oito crianças, algumas mortas e outras com vida. Vizinho da escola, ele contou que ouviu os disparos e correu para escola. Lá, ainda segundo Leonardo, ele encontrou Wellington Menezes de Oliveira já morto. Já uma das alunas da escola, que estava no local no momento do tiroteio, contou que viu quando Wellington entrou nas salas. Segundo a menina, cuja identidade foi preservada, o rapaz usava um colete a prova de balas. Ela contou que, logo após os tiros, os professores pediram para as crianças subirem para o terceiro andar. Em seguida, os professores colocaram cadeiras e armários na porta da sala para tentar impedir a entrada do atirador. Fonte: 07/04/2011 17h35 - Atualizado em 07/04/2011 20h14

terça-feira, 5 de abril de 2011

Dúvidas legais

Infelizmente, é fato: a legislação de trânsito brasileira é pouco conhecida pela maioria dos motoristas. Experimente, por exemplo, levar a cartilha de uma autoescola qualquer a um amigo ou parente já habilitado e pergunte sobre o significado de algumas placas ou a penalidade para algumas infrações comuns. Agora imagine um tema polêmico ou que foi regulamentado há poucos anos. As dúvidas se multiplicam, dando margem até a lendas urbanas. Por isso, reunimos aqui as principais dúvidas para você não levar aquela multa que você nem imagina que merece.
- Dirigir ou conversar com o policial sem camisa dá multa?
Não há nada no Código Brasileiro de Trânsito que preveja isso. É mais uma lenda urbana, que ninguém sabe direito como surgiu. “Basta ver nas cidades de praia. É comum que os motoristas dirijam sem camisa e não há problema com isso”, afirma o inspetor Jerry Adriane Dias Rodrigues, chefe da divisão de multas e penalidades da Polícia Rodoviária Federal.
- Quanto tempo posso rodar com um carro zero-quilômetro sem placa?
São só 15 dias, contando a partir da data do carimbo de saída na nota fiscal do veículo. Mas há limitações: a resolução 269 do Contran prevê que o carro pode circular apenas do pátio da fábrica ou da concessionária até o órgão de trânsito do município de destino.

“Portanto, não é possível circular à noite ou nos fins de semana, períodos nos quais os órgãos de trânsito não funcionam”, diz o ex-policial e consultor técnico de trânsito José Bispo Moraes. Pelo mesmo motivo, evite as estradas: ao ser parado numa rodovia por um policial, você pode até argumentar que o carro foi comprado em uma cidade e você mora em outra, mas a chance de aborrecimento é grande. A multa é de 191,54 reais, com direito a 7 pontos no prontuário.
- Se eu tiver uma picape, posso dirigir sem a tampa da caçamba? A carga pode exceder a carroceria?
Se a placa da picape não estiver na tampa, não há qualquer impedimento em retirá-la. Mas, se houver uma carga que ultrapasse o comprimento da caçamba (como bicicletas ou motos), é possível retirar a tampa seguindo alguns procedimentos. Os volumes devem estar bem amarrados e sinalizados – durante a noite, isso deve ser feito obrigatoriamente com uma iluminação vermelha e um refletor vermelho.

A carga não pode ultrapassar a largura da carroceria nem encobrir as lanternas originais da picape. O limite máximo que ela pode exceder para trás é até 60% do entre-eixos, medido a partir do eixo traseiro. Um exemplo real: a Fiat Strada tem 2,72 metros entre o eixo dianteiro e o traseiro; portanto, a carga não pode ultrapassar 1,63 metro contado a partir do eixo traseiro. Se a placa ficar encoberta ou estiver posicionada na própria tampa, será preciso fixar uma segunda placa em lugar visível. Para isso, procure o Detran ou o Ciretran de sua cidade.
- Existe velocidade mínima para trafegar?
Sim. Ela corresponde à metade da velocidade máxima permitida para o local, desde que a via esteja com o trânsito livre. Andar abaixo disso gera multa de 85,13 reais e 4 pontos na carteira. No caso de congestionamentos ou outros problemas que impeçam o fluxo dos veículos, essa lei não é aplicável.
- A carga sobre o bagageiro de teto tem altura máxima?
Sim, a altura máxima é de 50 cm a partir do teto do veículo e a carga não pode exceder os limites da carroceria. No entanto, a norma não vale para bicicletas.
- Num local com a placa de proibido estacionar, quanto tempo posso ficar parado? Qual a diferença entre parar e estacionar?
O Código de Trânsito não estabelece tempo, mas há uma diferença na definição entre parada e estacionamento. A parada é o tempo estritamente necessário para embarque e desembarque de passageiros, enquanto o estacionamento indica a imobilização do veículo por tempo superior ao embarque/desembarque.

A placa com uma faixa vermelha sobre a letra “E” indica “proibido estacionar”, mas é permitido parar o veículo para embarque e desembarque de passageiros. Embora a lei não seja totalmente clara a respeito, se o condutor deixar o banco do motorista para ajudar um passageiro com suas malas, os policiais de trânsito geralmente interpretam como estacionamento. Nas placas com o X sobre a letra “E”, não é permitido parar nunca. “Parar para atender o telefone celular é considerado estacionamento”, afirma o inspetor Rodrigues.
- É preciso habilitação específica para rebocar um trailer? E carreta?
Para levar uma carretinha presa no engate traseiro do carro, a habilitação de categoria B e C resolve. Mas, se quiser puxar um trailer, é preciso ter a carteira do tipo E. Para um motorhome, a C é suficiente, mas se ele é feito sobre um chassi de ônibus, aí tem de ser a D.
- É proibido dirigir ouvindo som alto?
Sim. A multa para quem ouve som acima de 80 dB é de 127,69 reais, mais 5 pontos. Só que na prática dificilmente alguém será punido, pois pouquíssimas forças policiais dispõem do decibelímetro homologado.
- Existem substâncias perigosas que não podem ser levadas no carro?
O Código de Trânsito não permite levar produtos perigosos em carros de passeio e comerciais leves. Isso inclui até galões com combustível, com exceção das embalagens de 1 litro (por exemplo, frascos de álcool de farmácia) acompanhando o passageiro. Portanto é proibido transportar combustível a granel (em várias latas ou num galão) e até mesmo um simples botijão de gás dentro do seu carro.
- No caso de multa, existe recurso do recurso? Posso recorrer à Justiça comum?
Sim. Caso o motorista queira recorrer da decisão de primeira instância, que é tomada pela Junta Administrativa de Recurso de Infrações (Jari), ele poderá recorrer em segunda instância em até 30 dias pelas autoridades de trânsito (que, dependendo do caso, pode ser o Contran ou a própria Jari). Mas depois disso não há mais recurso dentro do sistema de trânsito. Se o motorista quiser insistir, ele pode procurar um advogado e partir para a Justiça comum.
- Posso levar animais soltos dentro do carro?
Não é aconselhável, já que, numa colisão, o animal será projetado para a frente e seu peso será multiplicado. Além disso, pode distrair o motorista. Mas o policial só pode multar se o bicho estiver à esquerda do condutor ou entre suas pernas. Nesse caso, a multa é de 85,13 reais e 4 pontos na carteira.


CÓDIGO SECRETO
Há uma série de infrações que os motoristas podem cometer sem saber que elas existem. Quando se usa o triângulo ou outros objetos (como cones, galhos de árvore etc.) para sinalizar um acidente ou avaria, deve-se retirá-los assim que o problema for resolvido, sob risco de ser autuado. Parar à noite para embarque e desembarque requer que a luz de posição (a popular luz de lanterna) fique acesa. Até deixar vazio o reservatório do limpador de para-brisa é infração, pois ele é item de segurança e a falta de água configura que o item está inoperante.

Fonte :Revista Quatro rodas

domingo, 3 de abril de 2011

Cones e flanelinhas ocupam ruas das grandes cidades e violam leis

No Código de Trânsito, não existe punição para quem põe cones na rua. Mas tem estabelecimentos que estão infringindo leis municipais.

Há cones no meio da rua, mas o espaço era para ser público. Nas grandes cidades, lá estão eles por todo lado. Uma opção é denunciar o caso à prefeitura ou chamar a polícia, mas muitos motoristas têm medo de que flanelinhas ou donos de comércios se vinguem e, por isso, não denunciam. Essa é uma prática abusiva e, infelizmente, cada vez mais comum.

Um pedaço da rua em Belo Horizonte tem dono. A área foi estrategicamente reservada para uso dos clientes de um restaurante. “É só para mostrar que tem um serviço de manobrista, como tem a disputa muito grande pelo espaço, porque tem muito bares perto. Então, é um serviço prestado pelo restaurante”, alega o gerente do restaurante, Eder Rodrigues.

É uma cena comum nas grandes capitais brasileiras. Em um bar, o cone também garante espaço para o manobrista receber os carros. “Se não tiver o cone, alguém pode vir estacionar e não tem como parar”, diz o manobrista Everton Belizário.

A vaga é publica, não é dono quem está na frente do local”, opina um motorista. “Tem de ficar dando volta até procurar um lugar para estacionar. Isso é ruim demais”, comenta outro.

No Código de Trânsito brasileiro, não existe punição para quem põe cones ou qualquer obstáculo na rua. Mas o especialista em transporte Sérgio Ejzenberg lembra que os estabelecimentos estão infringindo leis municipais.

Privatizar o espaço publico é irregular e é punível pela prefeitura. O estabelecimento que faz isso é multado pesadamente. Se ele não paga essa multa, isso gera dívida ativa. Tem de pagar, não tem como escapar”, afirma o especialista.

Há cones que protegem a entrada da garagem. Uma rua fica bem perto de uma faculdade e, por isso, sempre tem movimento de carros. Existem vagas demarcadas na via pelo poder público, mas para estacionar no local é preciso autorização – do flanelinha. Todo o espaço é reservado com o cone. O flanelinha tira os cones para a moça deixar o carro. Ela paga e não se importa em parar em frente à entrada de uma garagem. “Está na guia rebaixada também, mas ele falou que não tem problema. O expediente já fechou”, alega a aluna.

Por causa da reportagem, a moça resolve sair. O flanelinha tenta se esconder dentro de um carro, mas acaba dando sua explicação. “O pessoal colabora como pode”, disse o flanelinha Antônio Conceição, que sai do carro e entrega a chave de um dos clientes. “Cobro de R$ a R$ 3, o que o pessoal pode dar”, contou.

Ganhar dinheiro se apropriando do espaço público é crime. “A quem compete coibir esse tipo de ação, que no fundo é uma extorsão, então, é um problema criminal, problema de polícia. A polícia vem e leva o indivíduo para a delegacia, e o indivíduo responde por crime de extorsão”, alerta o especialista em transporte Sérgio Ejzenberg.

O guardador de carros se justifica: “Tem tanta coisa que não pode também e os outros fazem”.

“Estão guardando lugar como se a rua fosse deles, e ainda tem de pagar para ele se bobear”, comenta um motorista. “Isso é bem normal, a gente acaba aceitando para não se indispor e não procurar confusão na hora”, diz uma motorista.

É bom lembrar que parar em frente a uma guia rebaixada, mesmo que seja de um comércio fechado, dá multa. Além de receber uma multa, o carro pode ser guinchado. Isso, claro, se a fiscalização for feita como se deve.
fONTE: Bom dia Brasil 24/3/11