Rui Carreteiro. Psicólogo Clínico, Psicoterapeuta e Neuropsicólogo. Coordenador de Pós-graduação em Psicologia do Trânsito na UNIPSI.
- Qual a reacção dos condutores, de uma forma geral, em relação ao 'outro', na estrada?
Pessoas diferentes, procederão certamente de forma diferente, dependendo também do seu estilo de personalidade. Alguns, eventualmente a maioria, numa perspectiva egocêntrica, ignorarão simplesmente o ''outro'', que não será mais do que um ''obstáculo móvel'' que há a contornar. Naturalmente que este ''outro invisível'' adquirirá identidade aquando de um eventual contacto/ confronto directo.
- Qual a reacção dos condutores, de uma forma geral, em relação ao 'outro', na estrada?
Pessoas diferentes, procederão certamente de forma diferente, dependendo também do seu estilo de personalidade. Alguns, eventualmente a maioria, numa perspectiva egocêntrica, ignorarão simplesmente o ''outro'', que não será mais do que um ''obstáculo móvel'' que há a contornar. Naturalmente que este ''outro invisível'' adquirirá identidade aquando de um eventual contacto/ confronto directo.
Nestas circunstâncias, alguns encararão o seu semelhante como um colega (no fundo se assumirmos a prática da condução como um colectivo é isso que o outro condutor é) e nessa perspectiva tenderão a respeita-lo e a facilitar a sua tarefa (condução). Outros poderão encara-los como adversários – ''um Chico esperto que tem a mania e que nem se sabe onde tirou a carta''.
Esta última visão será natural (ainda que erradamente) fomentadora de agressividade e pouca (ou nenhuma) cooperação e logo tratando-se claramente de uma atitude pouco favorável à condução. Sendo certo que esta postura é característica de personalidades mais patológicas, não nos podemos esquecer que infelizmente a maioria dos condutores, num ou noutro momento, já terão certamente vestido esta ''pele''.
Esta última visão será natural (ainda que erradamente) fomentadora de agressividade e pouca (ou nenhuma) cooperação e logo tratando-se claramente de uma atitude pouco favorável à condução. Sendo certo que esta postura é característica de personalidades mais patológicas, não nos podemos esquecer que infelizmente a maioria dos condutores, num ou noutro momento, já terão certamente vestido esta ''pele''.
E penso que para evitar esta atitude pouco favorável à condução é fundamental que os condutores estejam cientes desta realidade, evitando-a nos momentos mais tentadores, em que a ansiedade e a sua face mais animalesca tende a revelar-se.
- O senso comum diz que a estrada potencia a agressividade das pessoas. A psicologia explica isto?
Um veículo automóvel, de certa forma é uma arma. O crescente conforto da tecnologia automóvel contrasta com a potência cada vez mais forte dos motores e as velocidades cada vez mais elevadas que estes permitem Fica assim criada uma falsa sensação de segurança em que a tranquilidade e comodidade do interior do veículo, contrasta com a austeridade manifesta no exterior.
Por outro lado, o veículo pode funcionar como um prolongamento do Ego do indivíduo, manifestando (e frequentemente ampliando), as suas insuficiências, agressividade ou arrogância. Qualquer indivíduo com uma deficiência na marcha, conseguirá facilmente (ainda que não deva) atingir velocidades vertiginosas ao volante de um automóvel.
Na mesma linha de pensamento, dirão também os mais Freudianos, qualquer indivíduo com impotência sexual, terá oportunidade de manifestar a sua ''potência'' no acelerador de um automóvel. Talvez por isso (defendem alguns psicanalistas) haja tantos jovens e adolescentes que andem por ai a acelerar nas estradas, quando na realidade o desempenho que gostariam de comprovar era noutras áreas.
- Ao mesmo tempo que o acidente de ontem chocou os portugueses pelo horror a que assistiram, comoveu-os no sentido em que as pessoas que conseguiram salvar-se ilesas correram para ajudar os que corriam perigo. Os 'picos' de stress também ajudam a trazer, por outro lado, o melhor do ser humano?
Tradicionalmente tendemos a encarar a ansiedade ou o stress como algo negativo, quando na realidade não é bem assim. O gráfico que relaciona ansiedade (o stress) com o desempenho, descreve uma curva em sino, na qual para um bom desempenho é necessário um mínimo de ansiedade (stress) a partir do qual poderá ser prejudicial.
- O senso comum diz que a estrada potencia a agressividade das pessoas. A psicologia explica isto?
Um veículo automóvel, de certa forma é uma arma. O crescente conforto da tecnologia automóvel contrasta com a potência cada vez mais forte dos motores e as velocidades cada vez mais elevadas que estes permitem Fica assim criada uma falsa sensação de segurança em que a tranquilidade e comodidade do interior do veículo, contrasta com a austeridade manifesta no exterior.
Por outro lado, o veículo pode funcionar como um prolongamento do Ego do indivíduo, manifestando (e frequentemente ampliando), as suas insuficiências, agressividade ou arrogância. Qualquer indivíduo com uma deficiência na marcha, conseguirá facilmente (ainda que não deva) atingir velocidades vertiginosas ao volante de um automóvel.
Na mesma linha de pensamento, dirão também os mais Freudianos, qualquer indivíduo com impotência sexual, terá oportunidade de manifestar a sua ''potência'' no acelerador de um automóvel. Talvez por isso (defendem alguns psicanalistas) haja tantos jovens e adolescentes que andem por ai a acelerar nas estradas, quando na realidade o desempenho que gostariam de comprovar era noutras áreas.
- Ao mesmo tempo que o acidente de ontem chocou os portugueses pelo horror a que assistiram, comoveu-os no sentido em que as pessoas que conseguiram salvar-se ilesas correram para ajudar os que corriam perigo. Os 'picos' de stress também ajudam a trazer, por outro lado, o melhor do ser humano?
Tradicionalmente tendemos a encarar a ansiedade ou o stress como algo negativo, quando na realidade não é bem assim. O gráfico que relaciona ansiedade (o stress) com o desempenho, descreve uma curva em sino, na qual para um bom desempenho é necessário um mínimo de ansiedade (stress) a partir do qual poderá ser prejudicial.
O stress e a ansiedade preparam-nos para a acção: sem o stress da situação (sem a devida descarga do sistema nervoso simpático), eventualmente ninguém teria saído das viaturas, ficando impávidos perante a situação – o que teria naturalmente sido catastrófico.
Assim o papel do stress é preparar-nos/impelir-nos para a acção em situações potencialmente perigosas ou complicadas. Existem inclusivamente descritas na literatura histórias de pessoas que em situações de crise conseguiram levantar viaturas, coisa que no seu estado regular não conseguiriam fazer. Portanto basicamente o stress permite-nos fazer mais, seja ele para o bem ou eventualmente para o mal (o que depende naturalmente da própria personalidade e educação do sujeito).
Fonte: http://www.perkons.com.br/
Assim o papel do stress é preparar-nos/impelir-nos para a acção em situações potencialmente perigosas ou complicadas. Existem inclusivamente descritas na literatura histórias de pessoas que em situações de crise conseguiram levantar viaturas, coisa que no seu estado regular não conseguiriam fazer. Portanto basicamente o stress permite-nos fazer mais, seja ele para o bem ou eventualmente para o mal (o que depende naturalmente da própria personalidade e educação do sujeito).
Fonte: http://www.perkons.com.br/



Colisão vitimou três pessoas de uma mesma família que estavam em um Palio e motorista de caminhão, na tarde de sábado.
