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terça-feira, 22 de março de 2016

Brasil registra redução nas mortes de ciclistas e pedestres

Mesmo em tempos em que os dois modais de transportes tendem a crescer com a crise econômica, a violência diminui para esse público.

Muita gente não imagina, mas mesmo em tempo de alta tecnologia com carros cada vez mais surpreendentes e com a rede de transporte público chegando em mais áreas, é a velha sola do sapato quem tem levado muita gente ao seu destino todos os dias no Brasil. Atualmente, o principal modo de deslocamento é o  não motorizado, ou seja, aquele feito a pé ou por bicicletas. No total de deslocamentos realizados, esse modo de transporte supera as viagens pelo transporte coletivo (trens e ônibus) e bate também os deslocamentos realizados por carros e motos (denominado transporte individual). Esses dados são confirmados por um Relatório do Sistema de Informações da Mobilidade da Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP), com informações de 2013.

De acordo com a ANTP, são registrados 25,9 bilhões de deslocamentos pelo transporte não motorizado (a pé e por bicicleta), 19,7 bilhões pelo transporte individual (motos e carros) e 18,7 bilhões de deslocamentos pelo transporte coletivo no universo pesquisado (438 municípios que integram o Sistema de Informação da entidade).

E em tempo de grande retração da economia, o modo não motorizado tende a crescer, já que o cenário obriga muitos cidadãos a economizar com o transporte para direcionar recursos para as necessidades mais prementes.

Mais gente e ciclistas nas ruas exigem mais alerta por um lado em relação à segurança, mas os dados apontaram um cenário favorável para esses dois segmentos  em 2014, comparados aos demais (ocupantes de motos, carros, caminhões e transporte coletivo). Pedestres e ciclistas tiveram respectivamente queda no total de óbitos no trânsito em 2014. Para o primeiro grupo (pedestres), a redução foi de 4,5% e para os ciclistas de 2,6%, em relação a 2013.

Quando considerados os modais de transporte, as mortes entre ocupantes de ônibus são as que mais chamaram a atenção, pois subiram 32,4% de 2013 para 2014;  seguidas dos ocupantes de motocicletas, que tiveram aumento de 2,3%;  e dos ocupantes de automóveis também com registro de crescimento nos óbitos de 1,3%. Somente o número de mortes de ocupantes de caminhão permaneceu inalterado. Essas informações são do Banco de Dados do DataSUS, mas com dados ainda preliminares.

De acordo com o Data SUS, foram registradas, em 2014, 43075 óbitos nas vias em todo o Brasil – um aumento de 2% na mortes computadas em 2013. Deste total, 12318 foram ocupantes de motos; 10219 ocupantes de veículos; 7851 pedestres, 1313 ciclistas e 10.327 (outros – inclui trens, tratores, carroças, não informados/desconhecidos). Fonte: OBSERVATÓRIO Nacional de Segurança Viária.

segunda-feira, 7 de março de 2016

Brasil tem mais vítimas de acidentes de trânsito do que câncer, informa estudo.

O número de vítimas no trânsito brasileiro é o maior do mundo. De acordo com o Levantamento do Observatório Nacional de Segurança Viária, divulgado pela revista Veja desta semana, os acidentes de carro superam homicídios ou câncer, por exemplo. Segundo registro no seguro DPVAT (Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre), o país tem 31,3 vítimas fatais por 100 mil habitantes; mais que o verificado no Catar, El Salvador, Belize e Venezuela.
Só no ano passado foram contabilizadas pelo DPVAT 60,7 mil mortes, número 4% superior em relação a 2011, além de 352 mil casos de invalidez permanente. A maior parte dos acidentes foi registrada entre jovens de 18 e 34 anos – 41% do total -, o equivalente a duas tragédias como a da Boate Kiss por semana. 
Ainda de acordo com o estudo, mais de 95% dos desastres viários são resultado de irresponsabilidade e imperícia dos motoristas e 40% das vítimas estavam em motocicletas.
Fonte: Metro1