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terça-feira, 20 de agosto de 2013

Desabafo de um pai: Indignação



EU RECOMENDO
Em meio às milhares de mensagens que chegam à minha caixa de e-mail, recebi uma que quero compartilhar com vocês. Terminei de ler com um nó na garganta. É o desabafo de um pai que acompanhou o drama do filho preso às ferragens depois de um acidente de trânsito. Um texto comovente, revoltante e que nos faz pensar sobre os riscos que corremos nas estradas do Rio Grande do Sul. Por favor, leiam até o fim: 
Rosane de Oliveira- Jornalista - Zero Hora
"Indignação
Através deste texto busco manifestar minha indignação em relação ao acidente ocorrido em 28 de julho de 2013, entre Almirante Tamandaré e Chapada, que envolveu  meu filho Roberto Piva Paim e sua namorada Natália Farinon.
Por volta das 12.20 horas começou o nosso filme de horror. Ao chegar ao local do acidente já presenciamos os dois veículos totalmente destruídos; o condutor do gol teve morte instantânea e meu filho ficou preso nas ferragens do Peugeout, estando consciente o tempo todo.
Em seguida foi acionado o SAMU de Chapada e BM. Em 15 minutos aproximadamente chegou a brigada, e logo depois a SAMU com sua equipe de Anjos da Guarda. Feito os levantamentos preliminares, a equipe constatou o óbito do condutor do gol, e começaram a estabilizar os sinais de meu filho.
Neste momento é indescritível a dor, o desespero, a impotência de um pai e uma mãe vendo e assistindo todo este quadro, nada podendo fazer!
Dado a violência do choque, a equipe constatou que as pernas do nosso filho estavam presas nas ferragens, e, portanto, teríamos que acionar os bombeiros de Carazinho. Nesse momento começou o nosso maior martírio: Carazinho fica a 40 Km de distância, os bombeiros teriam que se deslocar de caminhão , o que levaria mais tempo... Novo martírio!
Nosso filho estava perdendo muito sangue e começou a desestabilizar. A frequência  cardíaca, a pressão arterial estavam descompassadas. A enfermeira do SAMU ia fazendo o que podia. Nestas alturas já tínhamos acionado o SAMU de Carazinho que orientavam, através do rádio, a enfermeira nos procedimentos a tomar. O  médico da SAMU de Carazinho, Dr. Vinicius Basegio, fez-se presente nestas orientações e assumiu os cuidados de socorro ao chegar no local do acidente.
Pois sim, passados uns 40 minutos do acidente, chegou a SAMU de Carazinho,  e junto a noticia aterrorizadora que o caminhão dos bombeiros tinha quebrado no pedágio de Carazinho, sem condições de prosseguir.
Desnecessário expressar o  desespero que Ana e eu passamos.
Para nossa surpresa, alegria, esperança, meu cunhado Fioravante A. Piva que estava no hospital nos aguardando, dada a demora em chegarmos, resolveu se locomover até o local, e ao chegar ao pedágio se deparou com carro de bombeiros quebrado. Imediatamente colocaram o equipamento dos bombeiros em seu veículo e com os  três valorosos bombeiros, saíram em disparada para o local do acidente.
Já se passavam 1hr e 20 minutos aproximadamente.  Tínhamos tentado arrancar a porta esquerda do carro para ter acesso ao meu filho. Nas ambulâncias da SAMU existe um equipamento desmesuradamente poderoso,  de última geração e tecnologia avançada para acidentes de transito: “um pé de cabra”. Esta era a única ferramenta existente  que dispúnhamos no local para desvencilhar meu filho das ferragens.
Chegaram os bombeiros, aproximadamente duas horas depois do acidente.
Aí, começou uma luta heroica de três bombeiros. Pessimamente equipados, com ferramentas obsoletas e sucateadas, iniciaram uma luta que eu jamais havia visto. Com coragem, audácia e extrema vontade.  Parecia que o filho era deles.
Escrevendo agora me ocorre: Pedro Bial chama os patéticos participantes do BBB, de “meus heróis”. Isto me enoja, envergonha, pois, o que dizer destes verdadeiros super-homens? Bombeiros, enfermeiros, médico.
Como  escolher um adjetivo para nominar estas pessoas, quase sempre mal remuneradas, mal equipadas, e que se superam pela vontade única de “salvar vidas”?
Pois bem, após duas horas e meia, finalmente nosso filho pode ser retirado das ferragens, já com hipotermia, tendo perdido muito sangue, mas rumo ao hospital para os primeiros socorros.
Lições que ficam:
1) As instituições públicas do nosso País estão totalmente falidas e sucateadas, e nós nada fazemos.
2) Temos que fazer algo, chega de calar e resignar-se com pouco ou quase nada. Hoje foi o nosso filho e amanhã?
3) O governo fala em importar médicos, isto deve ser brincadeira, vamos sim, importar caminhões de bombeiros, equipamentos para acidentes de última geração, ferramentas, para o bom desempenho destes anjos do asfalto. (Gente boa nós temos. Necessitamos dar condições para qualificar o trabalho destes bons profissionais.)
4) Chega, basta de corrupção! Tanta safadeza, o dinheiro que nos roubam, e nestas horas quer precisamos faz tanta falta. Quando a dor cala,  o desespero nos consome.
5) Precisamos de Leis mais severas : Como pode um condutor de veículos trafegar mais de dois anos sem C N H? Como pode um veículo ser emplacado por uma pessoa sem a devida habilitação?
6) São perguntas sem respostas. Chega de inercia! Vamos reagir, pois se nos rebelarmos algo terá que mudar.
Agradecimentos:
1) Primeiro aos nossos anjos do asfalto: BM, SAMU, Bombeiros. Sem eles não sei o que seria de nosso filho. Aos médicos: Vinicius Baségio, Werner Schambach, Paulo Catapan, Macedo, que ofereceram os primeiros socorros, e o primeiro apoio. Também aos inúmeros seres humanos que na madrugada fria auxiliaram com telefonemas, força e carinho.
2) O apoio incondicional de meus irmãos da maçonaria mediante solidariedade, aos doadores de sangue, na maioria anônimos. Nossa gratidão ao amigo Luciano, ao nominá-lo faço-o a todos, que de uma maneira ou outra estiveram nos apoiando. Não tem como agradecer a todos nominalmente.
3) O HCC de Carazinho pelo pronto atendimento, e ao HSVP pelo ótimo atendimento e  aos médicos de Passo Fundo que com muito esforço, profissionalismo e  dedicação estão atendendo nosso filho.
Por fim, deste acidente resultou:
Fraturas exposta do fêmur, Fratura na cabeça do fêmur,
Fratura no cóccix, Fraturas de coluna,
Fraturas de diversas costelas, Lesão na cervical, Edema pulmonar.
É com meus irmãos que quero compartilhar esta dor que sinto. Esta revolta que não passa.
É grande a impotência que sinto. Sozinho, nada vou mudar neste país. Nossas autoridades estão pouco ligando para nossos anseios, e nossas necessidades são prementes de mudanças já.
Finalmente, em meio a este filme de horror nos momentos mais difíceis, relembro meu filho Roberto, ainda preso nas ferragens me pedindo: PAI ME ABRAÇA FORTE” .Prontamente o fiz, e ao meu ouvido ele sussurrava: ”PAI EU TE AMO TANTO, TANTO, TANTO...”
Eu também amo muito meu filho. Como todos os pais devem amar seus filhos.
E por isto mesmo, precisamos lutar pelo futuro destes pais.
Porque nossos filhos merecem!
Roberto Paim"
06/08/13 

sábado, 17 de agosto de 2013

Artigo: Cada vez mais burros

Minha esperança de um trânsito melhor não está na nossa geração. 
Está em quem hoje ocupa os bancos escolares. Diariamente subo a Ramiro Barcelos no caminho da Rádio Gaúcha para minha casa. No trecho entre a Protásio Alves e a Independência há três faixas de segurança exatamente como aquelas onde devemos dar prioridade ao pedestre. 
Daquelas que a fracassada campanha da "mãozinha" preconizava que respeitássemos. Não há sinaleira em nenhuma delas. Quando freio para a travessia de um pedestre vem junto o medo. Seja de uma colisão traseira, seja de uma ultrapassagem na lateral que venha a atropelar quem atravessa a rua. Seria apenas uma parte a resolver se o problema fosse apenas este. 
Há também os casos de pedestres que insistem em atravessar fora da faixa de segurança. Na maioria das vezes a poucos metros dela. Muitas vezes, idosos. Não é por nada que as mortes por atropelamento cresceram quase 82% nos sete primeiros meses do ano em Porto Alegre. Junto com esta estatística há outra que aponta o mês de julho como o mais mortífero do trânsito da capital. Estamos cada vez mais estúpidos e com menos paciência. 
Mas quando cada um de nós for buscar uma razão para a violência sem freio do trânsito dificilmente um de nós assumirá a sua culpa. A responsabilidade será sempre da EPTC que só quer arrecadar, do pavimento irregular de muitas ruas ou avenidas ou então do motorista do outro veículo que é imprudente. São as nossas desculpas corriqueiras. 
Num rápido exame de consciência você pode dizer que respeita as regras de trânsito? Para na faixa quando alguém quer atravessar? Nossa cultura é tão absurda que há poucos dias recebi no Twitter uma mensagem dizendo que "só faltava eu querer dizer que andava a 80 km/h". O Joãozinho-Passo-Certo não é bem-vindo na nossa sociedade. 
Quem respeita a lei é "trouxa". Quem segue a regra de trânsito é "mala". Minha esperança de um trânsito melhor não está na nossa geração. Está em quem hoje ocupa os bancos escolares (mesmo com o estado dramático da nossa Educação). A verdade é que estamos cada vez mais burros. Talvez sempre tenhamos sido. 
Construímos uma cidade que privilegia o transporte individual em detrimento do público. Não temos metrô, desistimos dos bondes e transformamos o nosso aeromóvel em uma linha minúscula décadas depois de ter sido criado por um gaúcho. Montamos um sistema viário de ruas apertadas e excessos de sinaleiras. 
A combinação de cada vez mais carros nas ruas em meio a um estoque assustador de semáforos é um convite ao trânsito lento e ao stress. E este certamente contribui para que o motorista seja mais estúpido pela sua impaciência. Por mais que esta premissa seja verdadeira há outra maior que não pode ser esquecida. O homem vem sempre antes da máquina. Nas ruas também. André Machado. Jornalista 
  Fonte: Zero Hora 07/08/12

terça-feira, 13 de agosto de 2013

A vida náo se recicla....

A lata depois de arruinada pode ser reciclada, e sua vida? Pense bem, faça um ‎PactoPelaVida‬. Nada fica como antes. Um trauma sempre tras seguelas deixando marcas. Fonte:(Via Abramet)

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Atitude é tudo na vida!

Imprudência e falta de educação não importa idade, respeito a vida!

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Daer projeta 45 novos pardais no verão Data da publicação do edital de licitação ainda está indefinida

Ao finalizar o termo de referência para a nova licitação que pretende ativar 45 pardais em 14 rodovias estaduais até o próximo verão, o Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer) adiantou que não irá sinalizar o trecho monitorado. As placas indicarão apenas o limite de velocidade. A medida é justificada pelo viés educativo, já que o excesso de velocidade é considerado um dos fatores mais relevantes para acidentes graves de trânsito, mas gera controvérsia pelo potencial de arrecadação em multas.
 - A legislação permite fazer isso. É uma forma de evitar que os motoristas reduzam a velocidade em determinados pontos e, logo em seguida, voltem a circular acima do permitido - justifica o diretor de Operação Rodoviária do Daer, Cleber Domingues.
Estatísticas do Comando Rodoviário da Brigada Militar apontam para um aumento de 119% no número de acidentes nas rodovias estaduais gaúchas em 2012, na comparação com 2011: saltou de 294 para 644. É um contraste com a estimativa de redução de 5,1% no número total de acidentes de trânsito no Estado entre 2010 e 2012, conforme dados do Departamento Estadual de Trânsito (Detran).
 O engenheiro de trânsito Walter Kauffmann Neto, consultor da ONG Alerta, concorda que os radares podem ser úteis, desde que estejam em trechos perigosos das rodovias. Do contrário, acredita, o uso do equipamento tem caráter "meramente arrecadatório".
Os controladores multavam 345 motoristas por dia. Mantendo essa média, cerca de 334 mil multas por excesso de velocidade teriam sido aplicadas de novembro de 2010 para cá, se os pardais estivessem funcionando. As multas por excesso de velocidade lideram o ranking do Detran: responderam por 38% do total de autuações no ano passado.
 - Muitas vezes, o condutor excede o limite sem perceber, porque está prestando atenção na pista e não olha para o velocímetro. O objetivo de não sinalizar é multar ou coibir o excesso de velocidade? - questiona Kauffmann. Nesse sentido, o engenheiro defende que, mesmo sem a indicação exata do local onde está o controlador, o motorista precisa ser informado que a via está sendo monitorada por pardais. Já o coordenador das operações Viagem Segura e Balada Segura do Detran, Adelto Rohr, considera positiva a opção por não informar os trechos monitorados.
 - A sinalização "aqui tem pardal" era o que mais deseducava, porque indicava cuidado somente naquele local. O que tem que valer é a placa da velocidade máxima permitida.
Aí, sim, vai afetar numa mudança de comportamento - avalia Rohr. Conforme o estudo técnico apresentado pelo Daer à Subsecretaria da Administração - Central de Licitações (Celic), serão instalados 45 pardais em locais indicados pelo Daer, distribuídos em 14 rodovias. Antes, eram 60 equipamentos em 18 estradas.
O contrato será de dois anos, renovável por mais dois anos, no valor de R$ 7 milhões. Cleber Domingues explica que a redução tem a ver com resultados de um estudo técnico, que levou em conta nível de acidentalidade, volume de veículos e excesso de velocidade. As medições de velocidade indicaram que a permanência dos equipamentos anteriores nas rodovias - ainda que desligados - faz com que os condutores controlem a velocidade em alguns trechos que acabaram sendo descartados da nova licitação.
A elaboração dessa análise, segundo Domingues, foi a principal razão para a morosidade do processo licitatório (leia abaixo), que chegou a ser iniciado em 2011, mas parou porque a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) mudou requisitos do edital. Em concorrências anteriores, o estudo era feito somente após a escolha do vencedor. O Daer tentou reverter a exigência, mas acabou cedendo e deu início à elaboração do estudo em março deste ano.
Quanto à sequência do processo, o Daer pretende, mas não garante que tudo estará pronto para funcionar no próximo veraneio, pois as etapas seguintes não dependem mais da autarquia. A partir de agora, seguem os trâmites normais da licitação. A data de publicação do edital está indefinida.

 As rodovias ERS-030 ERS-040 ERS-122 ERS-135 ERS-223 ERS-239 ERS-240 ERS-324 ERS-342 ERS-389 RSC-153 RSC-287 RSC-453 RSC-470
O que diz a lei: Publicada em 2011, a resolução 396, do Contran, acaba com a obrigatoriedade de avisar ao motorista onde há fiscalização eletrônica. Não é obrigatório nem mesmo informar a velocidade máxima permitida. Nos locais onde não existe sinalização regulamentando a velocidade, os limites máximos deverão ser os fixados no artigo 61 do Código de Trânsito Brasileiro. A norma estabelece, no entanto, que o radar deve ser colocado em local visível. A resolução 214, de 2006, obrigava os órgãos de trânsito a instalar sinalização vertical, informando a existência de fiscalização ao longo da via. Histórico de lentidão 2010 - Março: fim do contrato de locação de pardais, que vigorava no Estado desde 2006. - Novembro: os controladores eletrônicos de velocidade foram desligados devido ao fim do contrato emergencial de 180 dias assinado entre o governo e a empresa Eliseu Kopp. O governo Yeda Crusius já havia desencadeado dois processos licitatórios: um para nova contratação emergencial e outro para instalação efetiva dos pardais. 2011 - 10 de março: o edital para a contratação emergencial foi revogado, já que tinha o mesmo objeto do outro procedimento. - 13 de março: reportagem da RBS TV exibida no programa Fantástico revelou suspeita da existência de um suposto esquema fraudulento nas licitações de pardais. - 16 de março: o edital da concorrência para instalação dos pardais foi extinto por suspeita de irregularidades. - 29 de março: o governo anunciou criação de força-tarefa para apurar irregularidades no Daer. - 19 de maio: ao apresentar os resultados preliminares da investigação, o governo anunciou abertura de concorrência internacional para aquisição de pardais. - 14 de julho: a força-tarefa apresentou a conclusão dos trabalhos, anunciando 60 medidas e sugestões para evitar fraudes no órgão, entre elas, a da licitação internacional. 2012 - 9 de maio: o Daer recebeu da Controladoria e Auditoria-Geral do Estado (Cage) e da Procuradoria-geral do Estado (PGE) solicitação de alterações no texto do edital. As exigências foram solucionadas, ficando pendente apenas concluir levantamento sobre onde os pardais devem ser instalados. - 3 de setembro: o Daer enviou ofício ao Comando Rodoviário da Brigada Militar (CRBM) pedindo que fosse refeito um levantamento em cinco pontos de estradas. - 14 de novembro: o Daer fez nova solicitação ao CRBM, pedindo que os locais em que já foram feitas as medições de velocidade sejam identificados conforme padrão registrado no ofício. 2013 - 30 de julho: o Daer entregou à Central de Licitações da Subsecretaria da Administração os estudos técnicos necessários à licitação para ativar os pardais nas rodovias estaduais. Fonte: Zero Hora 01/2013